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domingo, 16 maio 2004
Alverca - Balanço da Época
Categoria: 03/04 Balanço da SuperLiga Categoria: Alverca
16º classificado da SuperLiga, o Alverca acabou por descer de divisão, na última jornada, por um golo que não conseguiu marcar, em casa, frente ao Belenenses, num jogo em que faltou capacidade para querer mais, uma das imagens fortes do Alverca, em 2003/2004, uma equipa que se encolheu bastante e procurou segurar, com unhas e dentes, resultados.
A estratégia não resultou, num plantel que sofreu poucas alterações em relação ao que subira de divisão na época anterior, e mesmo em relação ao que descera de divisão há duas temporadas.
Regista-se, no entanto, a capacidade 'anormal' para conseguir fazer bons resultados fora de casa, ao contrário do que aconteceu no seu reduto, e também as queixas de algumas arbitragens, que não explicam tudo, mas alguma coisa.

. Rodolfo Lima não se impressionou com a grandeza do salto, pois ainda há dois anos actuava na 1ªDivisão distrital. Marcou 10 golos, em 33 jogos, mostrando potencialidades para jogar na área, ou também descaído para os flancos. É forte, rápido e tem poder de remate e sentido de baliza. Será uma perda importante para a SuperLiga, se regressar à Honra com o Alverca.
. 15 pontos fora de casa: um dos melhores pecúlios da SuperLiga, em jogos da SuperLiga, exactamente igual ao do 4º classificado, Nacional da Madeira. A estratégia foi aparentemente simples: 4 defesas, 3 médios de combate e um ataque invertido (1-2), com avançados rápidos e eximios em contra ataque.
. Bruno Aguiar lesionou-se com gravidade, numa das últimas jornadas da Honra 2002/2003, quando tinha sido uma das pedras basilares da subida, o que o afastou da primeira volta da SuperLiga. Regressou como se se tratasse do reforço de Inverno da equipa e acabou por realizar uma boa segunda volta, transformando-se rapidamente no melhor jogador dos ribatejanos. Médio moderno, box to box, defende bem e ataca ainda melhor, com qualidade técnica e um remate muito forte. Levou a equipa ao colo frente ao Nacional, no jogo que deu a última esperança ribatejana.

. Péssimo rendimento do médio ofensivo brasileiro Zé Roberto, contratado já com a época em andamento. 18 jogos de nível muito baixo, apenas 1 golo e algumas expulsões, a última das quais frente ao Moreirense, na última jornada, quando a equipa muito precisava de jogar com 11 elementos. Depois de meia época excelente em Braga, este é o 3º ano em que não corresponde, confirmando-se também o seu temperamento complicado.
. Arbitragens: sem dúvida, os ribatejanos serão a equipa com mais razões de queixas, sobretudo no Boavista-Alverca e Marítimo-Alverca, onde têm fortes razões de queixa. Só que não explica tudo: o anti jogo dos ribatejanos foi outra das imagens de marca - bem negativa - da equipa, assim como a falta de apoio, com consequências notórias em algumas partidas em casa, onde pareciam estar a jogar fora de casa.
. O guarda redes francês, Yanick Quesnell, conta com o apoio incondicional de alguma imprensa, mas, do meu ponto de vista, continua sem convencer, e acumulou a sua segunda descida de divisão em dois anos. Um guarda redes de uma equipa 'média' não pode fazer apenas 6 grandes jogos por época - o Alverca até perdeu todos -, mas tem que ser decisivo nos jogos contra as equipas do seu campeonato - e aí, o meta francês, enterrou bastantes pontos, com alguns frangos monumentais.

. Estreia como técnico na SuperLiga, com muitas promessas de futebol ofensivo na pré época. Não cumpriu - a equipa usou e abusou do anti-jogo, à medida que ia acumulando protestos em relação à arbitragem, que, desde cedo, escolheu como alvo. A descida de divisão foi um duro revés, depois de uma estreia auspiciosa como técnico, mas nem tudo foi mau - conseguiu criar uma equipa competitiva com poucos meios, apostando em vários jogadores jovens e recuperando outros. A descida, a pouco mais de meia dúzia de jornadas do fim, parecia bem distante, com oito pontos de vantagem sobre o 16º lugar, mas os falhanços em casa com Leiria, Guimarães e a falta de coragem frente a Belenenses - onde era obrigatório marcar um 2º golo - e nas Antas, onde o FC Porto festejava o título, acabaram por custar bastante caro.
Publicado por rui malheiro às 12:01