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terça-feira, 18 maio 2004

Vitória Guimarães - Balanço da Época

Categoria: 03/04 Balanço da SuperLiga Categoria: V. Guimarães

14º classificado da SuperLiga, a equipa perdeu Pedro Mendes e Ricardo Silva, mas reforçou-se fortemente, para um objectivo: chegar à UEFA e, quem sabe, à Champions League, depois de um 4º lugar em 2002/2003. De regresso a Guimarães, depois de um ano com a casa às costas, mantendo Inácio no comando técnico, a equipa começou mal a temporada, mas tudo indicava, que, mais tarde ou mais cedo, daria a volta por cima. Só que jornada após jornada, a situação não se resolvia e os lugares de descida eram uma realidade. Inácio partiu, chegou Jesus e uma contestação fortíssima dos associados sobretudo a Pimenta Machado, mas também à equipa técnica e alguns jogadores que não corresponderam aos anseios da fortíssima e aguerrida massa adepta vimarense. A manutenção acabou por ser festejada, em vários tempos, como se de um título se tratasse, numa época para (não) esquecer.





Nuno Assis: o melhor do Vitória de Guimarães

O mágico . Nuno Assis não realizou uma temporada ao nível da anterior, mas numa equipa que esteve, na sua globalidade, bastante abaixo das expectativas, acabou por ser o seu 'génio' a ser decisivo para a manutenção, assumindo as responsabilidades, quando muitos dos seus colegas tinham medo de 'pegar' no jogo. Em Alverca, num dos seus melhores momentos, saiu dos seus pés uma das mais importantes vitórias da sua equipa: 'segurou' Jesus, relançou o Vitória e 'afundou' o Alverca.







Pimenta Machado: o fim de um reinado

Saída pela porta dos fundos . Os dias de António Pimenta Machado, como presidente do Vitória de Guimarães, parecem ter chegado ao fim. Sonhou com a Liga dos Campeões, acabou por se 'esconder' na fuga à despromoção, sendo mais visto no camarote VIP das Antas do que no complexo desportivo vimaranense, onde chegou a ter a cabeça a prémio. Criou inimigos internos - ainda mais dos que já tinha - e chegou ao fim do seu reinado 'orgulhosamente só', depois de uma época desgastante, onde protagonizou mais alguns episódios 'caricatos' (como a troca de Jesus por Toni, rapidamente desfeita) e muitos casos, desde interrogatórios aos jogadores em fim de contrato (2/3 do plantel), passando pela polémica de quem seria o dono do estádio, até ao aparente desinsteresse em relação a alguns incidentes a que se assistaram ao longo da temporada, nos jogos e nos treinos do clube. A porta dos fundos proporcionou, demasiadas vezes, a fuga perfeita para fugir às responsabilidades e às perguntas a que não quis responder.

A primeira parte de um ano mau . Pouco ou nada correu bem a Augusto Inácio em 2003/2004: 13 jogos em Guimarães, com um início 'sonhador' e um fim em 'pesadelo' - apenas 2 vitórias, 10 pontos, 16º lugar à despedida. Com queixas legítimas de algumas arbitragens, o técnico não conseguiu reverter uma situação desforável, que se agonizava jornada após jornada, com o afundamento do clube. Dos jogadores recebeu sempre apoio, só que as relações com Pimenta Machado estavam cada vez mais frias e, após um ou dois adiamentos, a 'chicotada' aconteceu.

Ataque pouco conquistador . Com um conjunto de avançados que muitas equipas gostariam de dispor nas suas fileiras, a formação vimaranense teve o 3º pior ataque do campeonato, com apenas 31 golos apontados, o que dá uma média inferior a um golo por jogo. Pior, no entanto, ainda o registo fora de portas: 2º pior ataque, só batido pelo Estrela da Amadora, com 7 jogos em 'branco', o que explica alguma coisa e não é nada condizente com uma equipa com sonhos tão altos. Romeu - 2 golos, em 26 jogos -, Vinicius - 1 golo, em 7 jogos -, João Tomás - 3 golos, em 20 jogos -, Carlos Carneiro - 0 golos, em 12 jogos - e Rafael - 2 golos, em 16 jogos - apresentam pecúlios extremamente curtos, para uma equipa com um investimento tão forte. Esperava-se muito mais.

João Tomás: que desilusão! De herói a mal amado . João Tomás, depois de épocas irregulares no Bétis, chegou a Guimarães, como o grande reforço 2003/2004, com recepção digna de 'super estrela'. Dele esperavam-se golos, muitos golos, e um complemento perfeito para Romeu, para uma dupla terrível, municiada pelo 'mágico' Assis e pelos volantes do 3x5x2 de Inácio. Só que o mau início de campanha e as exibições apagadas, independentemente dos 3 golos que apontou, começaram a ser sinónimo de assobiadelas pelo 'tribunal' vimarense. Depois do tento apontado em Aveiro, à 12ªJornada, Tomás partiu para um jejum que durou até ao final da época. Mas houve mais desilusões: Ednilson, emprestado pelo Benfica, não se impos, como era esperado, acabando por realizar apenas 8 jogos, chegando-se mesmo a falar de dispensa em Janeiro ; os reforços de Inverno, os brasileros Jaílton e Vinicius pouco (ou nada) trouxeram de positivo à equipa ; Rafael, pelo segundo ano em Guimarães, voltou a não se impor, e apesar de um ou dois momentos explosivos, o seu rendimento foi quase sempre fraco e manchado por alguns incidentes de ordem disciplinar.







No melhor e no pior . O apoio prestado pelos adeptos vimaranenses ao longo da temporada, com particular destaque para a ponta final, foi realmente impressionante. O 'derby' bracarense e as deslocações a Alverca - numa sexta feira - e à Amadora provaram a força dos seguidos vitorianos, que foram a imagem do espírito conquistador de que se orgulha a cidade. Pena foram os excessos cometidos: incidentes nos treinos, nos jogos em Guimarães e em algumas deslocações - sobretudo em Paços de Ferreira, onde apesar do escandaloso episódio do preço dos bilhetes, não era com pedras sobre adeptos inocentes que a razão que lhes assistia era suportada. No melhor e no pior uma coisa é indiscutivel: o amor ao clube move Guimarães.

Jorge Jesus: à beira de um ataque de nervos À beira de um ataque de nervos . Os seus tropeções na língua portuguesa, reconhecidos pelo próprio, são inversamente proporcionais a uma boa carreira como treinador principal, ainda que não tão reconhecida como merecia. Não criou grande empatia com os adeptos e a sucessão de maus resultados, fizeram com que chegasse a receber ameaças de adeptos para apresentar a demissão do posto. Jorge Jesus provou que não gosta de perder e não é homem para virar a cara a situações complicadas: diz-se que trabalhou 24 horas por dia, que nem sequer almoçava, enquanto planeava a gestão da crise, mesmo quando, num gabinete ao lado, o nome de Toni chegou a sobrepor-se ao seu. Resistiu e ganhou uma aposta, ainda que com registos minimos. Mas venceu em Alverca e na Amadora, campos por onde a permanência passou, e conseguiu travar os registos europeus de Nacional, Braga, Rio Ave e Marítimo.

Publicado por rui malheiro às 12:33

Comentários

Este ano foi p pouco...m po ano ningem vos tira da segunda seus arruaceiros d merda!!!

Publicado por: Guedes em julho 8, 2004 11:50 PM

A falar assim só podes ser de Braga ó boi!!O vitoria este ano é campeao e vai vos foder a boca dia 4 no amigavel com essa merda de equipa!!
Vitoria ate depois de morrer!!

Vais engolir o ke dizes, Animal Marroquino!!

Publicado por: Fabio em julho 27, 2004 02:36 PM