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terça-feira, 18 maio 2004

Académica - Balanço da Época

Categoria: 03/04 Balanço da SuperLiga Categoria: Académica

13º classificada da SuperLiga, a Académica voltou a repetir as aflições de temporadas anteriores, numa época marcada por três fases bem distintas: 1) com Dário, a 'Briosa' teve uma excelente início de temporada, a prometer uma época desafogada ; 2) pós Dário, em que a Académica perdeu o fulgor inicial, sem uma referência ofensiva - as soluções existentes eram desastrosas - e um elemento capaz de marcar golos, acabando por cair na zona perigosa da classificação ; 3) com Joeano (e João Carlos Pereira), que se tornou na nova referência do ataque da 'Briosa', decisiva para a manutenção, ao mesmo tempo que o jovem técnico, apesar de alguns equívocos, conseguiu recuperar o conjunto, dando-lhe um toque diferente, mais ofensivo e com a prata da casa - de novo, decisiva - a voltar a ter importância vital para o desfecho final.





Joeano: o melhor da 'Briosa'

O Ninja da Briosa . Joeano foi um dos jogadores mais pretendidos por clubes da SuperLiga e da Liga de Honra no Verão passado, mas a falta de uma proposta estimulante, levou o melhor marcador da 2ªB 2002/2003 a transferir-se para o Salamanca, onde não foi feliz. A Académica orfã de Dário, procurava uma solução ofensiva, um jogador capaz de marcar golos, depois de várias apostas fracassadas, e encontrou-a: Joeano Pinto Chaves, avançado brasileiro de 24 anos, apontou 6 golos, em 13 jogos, e deu mais alguns a marcar. A Académica ganhou um avançado de raça, com espírito de Ninja, rápido, incisivo e com sentido de baliza. A empatia com os adeptos foi grande e, rapidamente, tornou-se no sucessor de Dário também no 'coração' dos adeptos. O que valeria esta 'Briosa' com Dário e Joeano no ataque?

A 'Prata da Casa' voltou a marcar pontos
Na 'Prata da Casa' a virtude . Pedro Roma realizou mais uma boa temporada, em que voltou a ser decisivo nalgumas partidas, com defesas valiosas e de enorme qualidade, que valeram pontos. Mesmo assim, por algumas jornadas, viu-se obrigado a ser suplente de Khalid Fouhami, guardião internacional marroquino, que não mostrou qualidades para deixar Roma de fora. A meio campo outras duas 'pedras chave' para a manutenção: Lucas, que conquistou definitivamente a titularidade com João Carlos Pereira, realizou uma segunda volta de bom nível, funcionando como o pêndulo da intermediária ; Paulo Adriano, médio criativo talentoso, fez um grande final de época em 2002/2003, mas demorou a ser aposta dos diferentes treinadores - só que na parte final da época, como titular, voltou a dar pontos à Briosa, pois é um jogador com boa leitura de jogo, com qualidades no (último) passe e com bom remate, que valeu 3 golos ; Também Tonel, mesmo não sendo um jogador formado na 'Briosa', no seu 4º ano no clube, voltou a mostrar ser um valor seguro no centro da defesa.

Mística a toda à prova . Fora do campo a 'Briosa' voltou a Mancha Negra: A Mística permanece vivamarcar pontos, no ano da transição do velho estádio para o novo Municipal, com condições acústicas excelentes. A Mancha Negra, principal claque da Académica, ajudou a encher um estádio num Académica-Estrela da Amadora e esteve em todo o lado, sempre com um civismo assinalável e um apoio incondicional à equipa, mesmo nas fases mais complicadas da temporada. Excelente organização e uma capacidade de mobilização são outros dois pontos fortes de uma claque diferente.







'Gatinhos' em vez de Dário

'Gatinhos' por Dário . A venda de Dário, no mês de Outubro, teve consequências graves para o futebol da Académica. Se, por um lado, havia a necessidade de fazer um importante encaixe financeiro, os dois meses e meio que faltavam para a reabertura de mercado, faziam prever dificuldades, que acabaram por se confirmar: a Académica perdera o seu principal/único goleador e as soluções existentes eram medíocres: 'El Gato' Perez, aposta pessoal de Artur Jorge, mostrou ser um gato muito manso, apesar do currículo recheado de golos em campeonatos de qualidade discutivel, enquanto que Delmer, apesar de alguns bons apontamentos, mostrava irregularidade e acusava demasiado a responsabilidade. Ainda havia Marcelo Cipriano, recuperado à equipa B, que apesar dos 4 golos que apontou em 16 jogos, alguns deles bem valiosos, tem limitações mais do que evidentes. No final de Dezembro, o brasileiro Kaká (na foto), emprestado pelo Albacete, depois de passagem pelo Glasgow Rangers, parecia ser reforço de peso - puro engano, 4 jogos, 0 golos, mau rendimento no campo e fora do mesmo. Mas não foram apenas avançados a desiludir na 'Briosa' 2003/2004 - outras apostas, também de pendor ofensivo, acabariam por fracassar na época da 'Briosa': o húngaro Ákos Buzsáky, emprestado pelo FC Porto, passou mais tempo ao serviço da equipa B, enquanto que o francês Fiston, apesar da sua velocidade de ponta, revelou-se inconsequente.

Vítor Oliveira: vítima de Dário Vítima de Dário . Vítor Oliveira, um dos técnicos com melhores trabalhos no futebol português, ao longo da última década e meia, aceitou o desafio de substituir Artur Jorge, após a 2ª jornada, num regresso a Coimbra, onde alcançara uma subida de divisão. Dificilmente poderia ter começado melhor, sobretudo fora de casa, onde arrancou preciosa vitória em Guimarães e um empate no Bessa, mas a venda de Dário, no início de Outubro, destruiu o seu trabalho, até aí, bastante positivo. Não conseguiu encontrar soluções no imenso plantel à sua disposição, situação à qual não costuma estar muito habituado, pois sempre preferiu trabalhar com grupos curtos, e viveu dois meses e meio sem jogadores capazes de suprir uma carência óbvia. Com a equipa a cair a pique e a praticar um péssimo futebol, amarrou-se a estratégias bastante defensivas, procurando reverter a situação com os primeiros reforços de Inverno - não conseguiu e acabou despedido após uma derrota caseira com o Leiria, à 19ª Jornada, com a Académica em 15º lugar, com os mesmos pontos do 16º - o Vitória de Guimarães.







João Carlos Pereira: o técnico que garantiu a manutenção da Académica na SuperLiga(Mais um rosto da) Nova vaga . Com bons trabalhos na 2ªDivisão B, João Carlos Pereira, antigo jogador da 'Briosa', aceitou o desafio, no início da época, de fazer parte da equipa técnica de Artur Jorge. As suas funções pareciam, no entanto, demasiado ténues, assim como com Vítor Oliveira, que substituiu no comando técnico, após a 19ª Jornada. Cumpriu com os objectivos a que se propôs, apesar de uma caminhada irregular, onde se sublinham os preciosos triunfos em Barcelos, e, sobretudo, no Restelo - com um histórico 5-0. De fino trato e boa postura, depressa conquistou certa imprensa, desejosa de 'novos Mourinhos'. Ainda tem limitações evidentes - mexeu, várias vezes, mal na equipa ; segurou demasiado cedo resultados e acabou por perder a maior parte desses desafios -, mas tem condições de fazer uma boa carreira, pois, sobretudo no início das partidas, nunca teve medo de lançar 3 avançados e de jogar com um meio campo com 3 unidadades, bastante pressionante, mas também com capacidade para construir jogo. E acabou por ter em Joeano, o 'abono de família' que faltou à Académica de Oliveira. Recuperou alguns jogadores que acabaram por ser importantes para a manutenção da Briosa, e, ainda por cima, raramente teve ao seu dispor Dionattan Elias, o melhor jogador dos conimbricenses, no período entre Dário e Joeano.

Publicado por rui malheiro às 12:35

Comentários

BEM ESTES RESUMOS ESTÃO LINDOS... ESTÃO TODOS MUITO REALISTAS SÓ NÃO CONCORDO COM O QUE DISSERAM DO J. C. PEREIRA! ELE É UM OPTIMO TREINADOR E ACIMA DE TUDO TROUXE A ESPERANÇA QUE PRECISÁVAMOS...

FORÇA BRIOSA!!

Publicado por: Maria em julho 15, 2004 01:10 AM