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quarta-feira, 19 maio 2004

Gil Vicente - Balanço da Época

Categoria: 03/04 Balanço da SuperLiga Categoria: Gil Vicente

12º classificado da SuperLiga, apesar de só ter garantido a manutenção, de forma definitiva, na última jornada, os gilistas acabaram por realizar uma temporada sem grandes sobressaltos. Foi Mário Reis, depois de ano e meio afastado da divisão maior, a iniciar a época da formação de Barcelos, só que o mau futebol e os dispositivos tácticos démodé acabaram por ditar o seu despedimento após a 11ª Jornada, com a equipa em 13º lugar. Luis Campos, pior treinador de 2002/2003, foi o seu sucessor e começou por criar alguma ilusão - chegando a falar em Europa. Depressa 'aterrou', com algumas derrapagens, mas a primeira derrota do FC Porto, em solo nacional, em 2003/2004, encheu-lhe o ego. O futebol apresentado pelos gilistas melhorou bastante, a classificação é que nem por isso.





Josiesley Ferreira: o artilheiro-mor dos gilistas

O Artilheiro . Josiesley Ferreira, avançado brasileiro, com 12 golos, que valeram 16 pontos, foi a 'peça-chave' da época do Gil Vicente. Há dois anos em Portugal, realizou a sua melhor época de sempre - depois de uma estreia promissora em Faro, a temporada anterior, entre Guimarães e Aveiro foi uma desilusão. Avançado rápido e móvel, soube tirar partido das suas características, em posição mais central, contribuindo também para isso a velocidade dos alas que o acompanharam. Mas Ferreira terá que rever alguns aspectos: se apontou 12 golos, em 30 jogos, também viu... 15 cartões, demasiados para um jogador da sua posição.

Que Galo! . Poucos, à partida, acreditariam, mas aconteceu. O Gil Vicente, a jogar em Guimarães, e com inúmeras baixas, conseguiu travar a invencibilidade do FC Porto, em solo nacional, na temporada 2003/2004, destruindo o sonho dos 'dragões' completarem um campeonato sem derrotas, algo que, até hoje, só o Benfica conseguiu. Num jogo em que foram claramente bafejados pela sorte, depois de um início de partida semi-desastroso, os gilistas conseguiram apontar dois golos na segunda parte e garantiram uma preciosa vitória, com golos de Gaspar e Luis Coentrão.

Antonielton Ferreira: um lateral moderno pronto para sonhos maiores
Lateral moderno como revelação . Antonielton Ferreira, lateral direito brasileiro, de 20 anos, foi descoberto, há três anos, pelo FC Porto no Corinthians Alagoano, clube de onde sairam 'pérolas' como Deco, Duda ou Pepe. Depois de um longo 'estágio' no FC Porto B, onde os seus atributos já tinham vindo à tona, Mário Reis proporcionou-lhe a estreia na SuperLiga. Correspondeu em pleno, ganhando, com toda a justiça, o estatuto de jogador revelação. Lateral moderno, faz todo o corredor, mostrando atributos a defender, e, sobretudo, a atacar. Parece preparado para o 'desafio' de render Secretário no plantel portista e até poderá aspirar a algo mais, caso o seu homónimo Ferreira rume a outras paragens. Em 2003/2004, somou 29 jogos - 28 a titular - apontou 1 golo, juntando várias assistências para golo.







Mário Reis: o 'ferrolho' versão 2k

Ultrapassado . Coube a Mário Reis a difícil sucessão de Vítor Oliveira, responsável por um excelente 8º lugar em 2002/2003. Reis, há algum tempo parado, e afastado há um ano e meio da divisão maior, tinha um importante desafio que lhe podia permitir relançar a carreira ao mais alto nível. Se a nível de resultados não fracassou, conseguindo uma média ligeiramente superior a 1 ponto, ao longo das 11 jornadas que esteve à frente da formação de Barcelos, o futebol praticado pela equipa foi decepcionante, com particular destaque para o 'ferrolho' imposto em algumas deslocações, num futebol curto e extremamente defensivo, repleto de defesas e trincos. Foi despedido e saiu pela 'porta pequena', com muitas criticas, de jogadores, directores e da imprensa desportiva.







Luis Campos: ego demasiado elevado, resultados 'curtos'SuperEgo . Luis Campos aceitou o desafio de 'pegar' no Gil Vicente, depois de uma temporada desastrosa, em que contribuiu para duas descidas de divisão: de Vitória Setúbal e Varzim. Chegou a Barcelos, num regresso à 'casa' que mais o projectou, e começou por prometer alterações profundas. Cumpriu algumas, dando, desde logo, um cariz mais ofensivo ao jogo da equipa, e depois de um início promissor, começou a falar em Europa. Pagou 'cara' a falta de humildade, pois seguiram-se derrotas que travaram a carreira ascensional da equipa. A vitória sobre o FC Porto foi o 'elixir' para o ego de Campos, mas não houve sequência de resultados, acabando por só ver garantida a manutenção na última jornada. A qualidade do futebol da equipa melhorou, mas o registo pontual não foi muito superior ao de Reis. Maior contenção e respeito pelos adversários também não ficava mal a um dos mais irascíveis técnicos do futebol português.

Publicado por rui malheiro às 14:37

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