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sábado, 10 julho 2004
Sporting - Balanço da Época
Categoria: 03/04 Balanço da SuperLiga Categoria: Sporting
A época foi decepcionante para os .leões.: eliminação da Taça, ao primeiro jogo, em Alvalade, frente ao secundário Vitória Setúbal ; eliminação da UEFA, ao segundo jogo, frente ao Gençlerbirligi, depois de um empate na Turquia ; e 3º lugar no campeonato, perdendo a Liga dos Campeões, que chegou a parecer mais do que segura, na penúltima ronda, em casa, frente ao Benfica.
Indissociável da má temporada do Sporting, está um rosto perdedor: Fernando Santos, regressado ao futebol português, após périplos gregos, que voltou a evidenciar os problemas que lhe são reconhecidos na gestão, feitura e alteração da equipa, com prejuízos graves para os .leões..
Montando a equipa no seu tradicional 4x3x3, um início de campeonato trémulo obrigou-o a reajustar a equipa num 4x4x2 decalcado do Mourinho, embora com funcionamento um pouco diferente, graças à presença de Pedro Barbosa no centro/esquerda . um jogador claramente vocacionado para manobras ofensivas. A mudança de esquema, e os bons momentos de forma de Pedro Barbosa, Rochemback e Liedson permitiram a Santos .sonhar. com o título, mas as quebras, sobretudo de Rochemback, tiveram muito peso no afastamento da .corrida., e, por fim, da perda surpreendente do 2º lugar. A Santos também faltou tacto: apostou continuadamente em alguns jogadores .esgotados., preterindo elementos mais capazes. Com 4 épocas completas ao serviço de .grandes., apenas conquistou um título . o que é significativo, pela negativa, claro está.
O momento alto da temporada foram as 9 vitórias seguidas entre a 11ª e a 19ª Jornada, assim como os 19 jogos sem perder, entre a 7ª e 27ª jornada, altura em que o Sporting sofreu uma goleada em Vila do Conde (0-4), frente ao Rio Ave, no pior capítulo da temporada. Aliás foi a primeira de 4 derrotas, nos últimos oito jogos do campeonato, factor decisivo para a ultrapassagem do Benfica em cima da linha de meta.

Liedson (8/10) . A grande aquisição do ano dos .leões., que conseguiu 15 golos, que foram escondendo as fragilidades do seu treinador e criando uma ilusão que se desvaneceu nas jornadas finais. Com características morfológicas algo distantes de as de um ponta de lança, não é fácil derrubá-lo ou aprisioná-lo, dado à sua impressionante mobilidade e elasticidade, e um sentido de oportunidade digno de registo. De processos fáceis e com pouco gosto pelo improviso, foi o autêntico pistoleiro de Alvalade.

Pedro Barbosa (8/10) . Pedaços de magia ao serviço do colectivo. Teve períodos de um fulgor imenso, curiosamente, as fases da temporada em que o Sporting esteve melhor. Construiu jogo, distribui-o e finalizou com requinte. 9 golos em 2003/2004, uma época em que conheceu uma posição diferente, de médio centro/esquerda de características ofensivas, onde se encaixou bastante bem.

Fábio Rochemback (7,5/10) . Foi em algumas fases da época, a unidade de maior rendimento do Sporting, juntando a isso 8 golos. Entrou na temporada com grande fulgor, aguentando e bem o .box to box., mas acabou por pecar por alguma intermitência, que coincidiu com uma quebra em termos físicos, demasiado visível no jogo caseiro com o Gençlerbirligi, em que actuou bastante mal como unidade mais recuada do meio campo. Depois recuperou o fulgor, regressando às boas exibições, não só criando desequilíbrios nos lances de bola parada e nos remates de fora da área, como também através dos seus passes teleguiados. Uma lesão retirou-os das últimas 8 jornadas, acabando por ser uma baixa decisiva para a perda do 2º lugar, pois o Sporting revelou-se sempre muito dependente, para o bem e para o mal, da sua acção em campo.

Custódio (7,5/10) . De eventual jogador da equipa B ou mesmo dispensado a titular foi um pequeno passo, que passou pela qualidade que revelou em Toulon, no Verão de 2003, e que abriu os olhos de Fernando Santos. Até se lesionar, com alguma gravidade, foi um pêndulo no meio campo defensivo dos .leões., recuperando jogo e lançando-o. Uma das boas surpresas da temporada.
Anderson Polga (7/10) . Como qualquer central brasileiro, demorou um pouco a adaptar-se ao futebol português e ao sistema defensivo do conjunto. A partir do momento em que se adaptou, esteve quase sempre em bom nível, confirmando-se como um dos melhores centrais da SuperLiga, e um oásis no meio de uma defesa bem abaixo do esperado.
Ricardo (6/10) . Viveu um ano em crise, revelando, por vezes, fragilidades inesperadas às críticas que chegavam de fora. Sofreu quase uma média de 1 golo por jogo, pouco habitual num guarda redes de um grande. Se, em alguns jogos cometeu falhas graves, noutros ainda valeu uns pontos. Mesmo assim, abaixo do esperado, apesar das suas inegáveis qualidades, mais facilmente elogiáveis no Boavista, como rapidamente percebeu.
João Pinto (6/10) . Sem velocidade para desequilibrar, demorou a cumprir na sua função de meia ponta, nas costas dos dois avançados. Nunca atingiu períodos de grande fulgor, mas dos seus pés saíram várias assistências para golo e alguns pormenores técnicos .à João Pinto.. Faltou, no entanto, regularidade, onde sobraram períodos de apagamento profundo, mesmo no decorrer dos jogos.
Rodrigo Tello (6/10) . Não foi uma aposta prioritária para Fernando Santos, mas, ao contrário de outras épocas, quando foi chamado correspondeu, principalmente saído do banco, pois foi apenas por 8 vezes titular. Bom pé esquerdo, boa visão de jogo e vontade de deixar de ser a eterna promessa chilena. À 6ª jornada marcou o seu único golo da temporada . aos 95 minutos, derrubou a .muralha de aço. gilista, quando tudo indicava que o Sporting perderia os seus primeiros pontos no Novo Alvalade.
Hugo (6/10) . O .patinho feio. de Alvalade estava a exibir-se a nível positivo, quando uma grave lesão, em Novembro, o afastou do resto da temporada. Defesa coriáceo, usa e abusa de processos simples, o que, se por um lado, impacienta a bancada, por outro lado não revela a tendência para complicar, visível noutros jogadores do sector recuado dos .leões..
Tinga (5,5/10) . Não teve uma adaptação fácil ao futebol português, porque vinha de um tempo de paragem superior a 2 meses, porque o Inverno português revelou-se rigoroso demais para quem chegava do Verão de Porto Alegre, e também porque Fernando Santos demorou a perceber onde poderia tirar melhor rendimento do jogador. Com as lesões de Custódio e Rochemback, ganhou um lugar na equipa e fez um final de época positivo, apesar da quebra da equipa. Abrem-se boas perspectivas em relação à nova época.
Beto (5,5/10) . Foi o central leonino que mais minutos realizou em 2003/2004, e também o que mais vezes errou. Realizou uma temporada irregular, com vários momentos baixos, e, por vezes, justificou uma passagem pelo banco dos suplentes, só que faltou coragem para o fazer.
Carlos Martins (5,5/10) . Com Pedro Barbosa e João Pinto como titulares, Carlos Martins ficou sem grande espaço para se impor. Realizou um início de pré época muito forte, mas quebrou na fase final, acabando por perder uma oportunidade para se impor na equipa. Foi utilizado 14 vezes, sem grande continuidade, e mostrou, algumas vezes, que podia ser mais útil que João Pinto no .11. dos leões. Apontou 2 golos, em 472 minutos de utilização.
Paíto (5,5/10) . Apenas efectuou 4 jogos, os suficientes para se perceber que é o melhor lateral esquerdo do Sporting, em 2003/2004. Só Santos não terá percebido isso.
Rui Jorge (5/10) . A sua pior época em Alvalade, apesar dos 29 jogos realizados. Os 13 amarelos e 2 vermelhos que viu são sinónimo do desnorte que o acompanhou durante a temporada, onde evidenciou demasiadas fragilidades em termos defensivos e pouco à vontade no apoio às manobras ofensivas. Faltou coragem para apostar em Paíto.
Miguel Garcia (5/10) . Jogador esforçado, mas pagou demasiado a sua .verdura. em alguns jogos, com particular destaque para a péssima exibição no descalabro frente ao Rio Ave, onde foi um verdadeiro .passador.. Superou-se, no entanto, quando apanhou pela frente Simão Sabrosa, que não guardará grandes recordações do defesa leonino. Ofensivamente, por vezes, revelou-se demasiado tímido.
Lourenço (5/10) . Teve uma entrada de .leão. e chegou a prometer, com a sua raça e velocidade a entusiasmar os adeptos. Acabou por realizar uma época muito irregular e inconstante, com muito atabalhoamento e pouca serenidade, mas, com menos 700 minutos de utilização que Silva, apontou apenas menos um golo.
Toñito (5/10) . A pré temporada dava sinais de ser um jogador com quem Santos não contava. Só que uma entrada de .leão. no campeonato, com 3 golos, parecia inverter a tendência, justificando a titularidade. Puro engano . após a derrota frente ao FC Porto, nas Antas, pouco jogou para além de alguns minutos. Injusto para o eléctrico médio espanhol.
Niculae (4,5/10) . Mais de metade da época no .estaleiro., afinal a mudança de número não o retirou do caminho das lesões complicadas. Marcou 3 golos, em menos de 600 minutos de utilização, e, como parceiro de Liedson, mostrou melhor rendimento que Silva, mas ainda longe . o que se compreende também pelo enorme tempo de paragem . do que se esperava de um avançado que, quando chegou a Alvalade, era apontado como uma grande esperança do futebol europeu.
Paulo Bento (4/10) . Parecia não contar para Fernando Santos, mas a onda de lesões a meio campo, permitiu-lhe aparecer na equipa, com regularidade, na fase final da época. Apesar do empenho e do labor que sempre demonstrou, o seu futebol foi curto e demasiado parado para fazer esquecer Custódio.
Elpídio Silva (4/10) . Pistoleiro de pólvora seca. Chegou ao Sporting para marcar golos, mas a pré época foi suficiente para obrigar à aquisição de Liedson. Só à 10ª Jornada fez o primeiro dos cinco golos que apontou em 2004/2005, pecúlio curto, com a agravante de só ter feito um tento em toda a segunda volta. A sua qualidade exibicional foi sempre demasiada fraca, e o que é de admirar é que tenha feito 22 jogos como titular e participado em 27 partidas da SuperLiga.
Sá Pinto (4/10) . Outro jogador que parecia contar pouco para Fernando Santos, mas a ida de Rochemback para representar os Pré-Olímpicos brasileiros, deu-lhe a oportunidade de jogar mais. Com a garra habitual, um verdadeiro leão em campo, mas com o seu futebol a carecer de outras características que lhe eram reconhecidas. Uma lesão grave, que coloca a carreira em risco, afastou-o da equipa, impedindo-o de lutar por um lugar a meio campo, após as lesões de Custódio e Rochemback.
Quiroga (3,5/10) . O principal enigma da sua última época em Alvalade . para não dizer da sua carreira no Sporting . é porque joga tão pouco, e, ao mesmo tempo, como pode um central titular da selecção argentina ser a 4ª opção para o centro da defesa leonina. Uma coisa é certa . em 2003/2004, das poucas vezes que foi utilizado, Quiroga não esteve bem, e abriu mais um enigma: como pode o melhor central do plantel leonino jogar, algumas vezes, tão mal?
Mário Sérgio (2/10) . Vindo de uma época positiva em Paços de Ferreira, não aguentou a pressão de jogar no Sporting. Realizou uma temporada muito fraca, onde, nem defendeu bem, nem conseguiu atacar com a fluidez que fazia no seu anterior clube.
Luís Filipe (1/10) . Jogou pouco, das poucas vezes em que jogou. A sua ida para Leiria, em Janeiro, foi o melhor que lhe podia ter acontecido.
Clayton (1/10) . Péssimo rendimento do ex-jogador do FC Porto, aposta de Fernando Santos que não resultou.
Santamaria (1/10) . Fez um jogo, frente ao Nacional, e as coisas não lhe correram como gostaria . o Sporting sofreu 3 golos nesse jogo.
Nélson, Tiago, Rui Bento (-) . Nélson jogou 17 minutos, Rui Bento 13, e Tiago não jogou.
Publicado por rui malheiro às 21:58
Comentários
muito fixxe sportinggggggggggggggggggg oléeeeeeeeeeeeeeeee
Publicado por: alexandra em fevereiro 7, 2005 10:00 AM