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quarta-feira, 26 janeiro 2005

Nacional 1 - 1 Boavista (3-4 após prolongamento)

Categoria: 04/05 Taça de Portugal Categoria: Boavista Categoria: Nacional

Mais uma vitória axadrezada no segundo "round" da Choupana, que ficou marcado por um prolongamento absolutamente frenético. Depois de um tempo regulamentar chato e sensaborão, nada fazia prever o que aconteceria no período seguinte: cinco golos, futebol atacante, tudo o que faltou durante o tempo regulamentar. Pacheco volta a levar a melhor sobre João Carlos Pereira e fica a pergunta obrigatória: onde estaria este Boavista se jogasse sempre assim como no prolongamento, apostando no ataque, sem nada a perder. Com os bons valores de que dispõe, certamente muito longe...

Situações diferentes em cada banco, em relação ao jogo de sábado: Jaime Pacheco tinha então a vida dificultada, depois da razia da Luz, enquanto João Carlos Pereira contava com o plantel na sua máxima força. Ontem, os papéis inverteram-se. Pacheco pôde dar uns retoques à equipa que vencera o jogo anterior: Éder voltou para o lugar de central e Zé Manuel voltou a emprestar o toque de classe no ataque. O treinador do Boavista manteve ainda a aposta em João Pedro, desta vez colocando-o como trinco.

João Carlos Pereira, por sua vez, ficou sem Cleber, Alexandre Goulart e Seginho Baiano. Marcelo e Miguel Fidalgo foram opções para o ataque e foi mesmo o brasileiro a protagonizar a primeira situação de perigo junto à baliza de Carlos. O guarda-redes do Boavista foi a grande figura no primeiro tempo, evitando por três vezes que os madeirenses se adiantassem no marcador. Os axadrezados, mesmo controlando as operações no meio-campo não encontravam maneira de levar perigo à baliza de Belman. Fizeram-no contra a corrente do jogo, aos 37 minutos, marcando num livre directo (que seria indirecto ?) do obrigatório Zé Manuel.

Na segunda parte, mais do mesmo: o Nacional continuava a ser a equipa mais perigosa, enquanto o Boavista apostava no contra-ataque, agora refrescado com as entradas de Martelinho e Cafú. Quando já se esperava que os axadrezados voltariam ao Porto com a segunda vitória no bolso, Adriano, com um bom cabeceamento, obrigou-os a ficarem mais um bocadinho e já em período de descontos, André Pinto podia ter resolvido o jogo mas o seu remate vai direitinho ao poste.

Chegava o prolongamento e no balneário Pacheco deve ter dado alguma poção mágica aos seus jogadores. Em 10 minutos o Boavista marcou três golos: Cafú num cabeceamento perfeito, Diogo Valente, depois de mau alívio da defesa do Nacional e, finalmente, Lucas em contra-ataque letal conduzido pelo ex-jogador do Chaves. Pelo meio, Viveiros ainda deu esperança aos madeirenses, mas de nada valeu.

As desatenções da defesa alvi-negra foram essenciais para o resultado deste jogo. E quando assim é, o Boavista não pede licença para aplicar o contra-ataque, contando com jogadores nascidos para esse tipo de jogo como Martelinho. João Carlos Pereira não tem a vida facilitada: duas derrotas, depois de quatro vitórias conseguidas prometem muito trabalho pela frente, mas a situação não tem de ser de pânico.

FICHA DO JOGO

NACIONAL: Belman; Emerson, Ávalos, Cardozo e Cleomir, Bruno, Gouveia, Wendell (Viveiros); Miguel Fidalgo (André Pinto), Marcelo e Adriano.

BOAVISTA: Carlos, Nélson, Hélder Rosário, Éder e Carlos Fernandes; João Pedro Tiago (Cadú) e Lucas; Zé Manuel (Martelinho), Diogo Valente e Hugo Almeida (Cafú).

Golos:
37' Zé Manuel (0-1)
86' Adriano (1-1)
106' Cafú (1-2)
107' Nuno Viveiros (2-2)
115' Diogo Valente (2-3)
117' Lucas (2-4)
119' Emerson (3-4)

Publicado por pedro nery às 12:35

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