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quarta-feira, 26 janeiro 2005

Vitória de Setúbal 3 - 1 Vitória de Guimarães

Categoria: 04/05 Taça de Portugal Categoria: V. Guimarães Categoria: V. Setúbal

Jorginho e Bruno Moraes resolveram o encontro mais aguardado da tarde. No adeus de Manuel Machado, os sadinos foram mortíferos no contra-ataque e letais no aproveitamento dos erros do conjunto minhoto. Assim sendo, seguem em frente na Taça de Portugal depois de uma partida que se desequilibrou com a expulsão de Veríssimo. Curiosamente, foi a turma de José Couceiro quem mais beneficiou com ela. O resto? Bom, o resto ficou a cargo de Jorginho e de Bruno Moraes.

Setúbal e Guimarães apresentavam-se no Bonfim com tendências distintas ao nível dos resultados. Por um lado, os sadinos haviam quebrado uma longa série de jogos sem vencer na recepção ao Penafiel. Por outro, os minhotos não souberam dar continuidade a um ciclo positivo no duelo local com o Moreirense, que impôs um nulo no D. Afonso Henriques. Contas de outro rosário, até porque este era um desafio de Taça.

De facto, o período inicial até denunciava um ascendente visitante. Dominador no meio-campo, o Vitória de Guimarães actuava mais próximo da baliza de Paulo Ribeiro. Curiosamente, ambos os conjuntos se apresentavam no mesmo modelo táctico. Mais alterações do lado da turma de José Couceiro, que lançava alguns nomes que não são habituais opções de início para a Superliga. Para além do guarda-redes, Auri repetia a titularidade de que disfrutara na recepção ao Penafiel (se então actuou com Hugo Alcântara, hoje fê-lo com Veríssimo) e Sandro ocupava a posição normalmente entregue a Manuel José, relegado para o banco. Com Jorginho a assumir as funções de condução do futebol ofensivo setubalense, o ataque estava entregue ao novo herói Bruno Moraes e à surpresa Igor. Meyong ficava de fora...

Mais previsível o escalonamente feito por Manuel Machado, empenhado no regresso aos triunfos depois do desolador nulo na recepção ao Moreirense. Sem novidades na baliza nem no quarteto defensivo, o Guimarães optava por colocar Alex como lateral-direito, o que implicava a não opção por Bessa. Objectivo - muscular o miolo para o combate com Jorginho. Assim sendo, o trio Moreno-Flávio Meireles-Zé Nando encarregava-se sobretudo das tarefas defensivas, com o ataque entregue a Luís Mário (mais recuado), Romeu (mais aberto e móvel) e Silva (mais fixo entre os centrais).

Dominador nos primeiros minutos, Manuel Machado acabou por assistir à vantagem sadina. Ainda antes do quarto-de-hora, Jorginho aproveita uma falha clamorosa de Dragoner para adiantar o Vitória de Setúbal. Um rude golpe para os minhotos, forçados a prescindir de uma unidade atacante quando procuravam a igualdade. Lesionado, Romeu foi rendido pelo jovem Tiago Targino. Troca por troca que rouba ao técnico vitoriano, ainda assim, uma opção ofensiva para mais tarde.

A saída de Romeu não mudou muito o rumo dos acontecimentos, com um ligeiro ascendente dos visitantes alternado com lances de perigo junto da baliza de Palatsi. Nesta ordem de coisas, o momento do encontro surge a cinco minutos do final da primeira metade. Numa jogada aparentemente controlada, Veríssimo deixa-se antecipar por Tiago Targino e derruba o atacante minhoto, que seguia rumo à baliza de Paulo Ribeiro. Livre para o Guimarães, expulsão do central ex-Alverca e golo da igualdade - marca Moreno, de livre directo. O cenário era aparentemente favorável aos nortenhos mas o desenrolar dos acontecimentos veio evidenciar uma tese oposta.

Em inferioridade numérica, o conjunto de José Couceiro apostou definitivamente no contra-ataque. Nesse particular, Jorginho e Bruno Moraes foram autênticos mestres de cerimónia. Desorientado, o Vitória minhoto só criou um lance digno de registo antes da segunda vantagem sadina, que volta a chegar antes do quarto-de-hora, agora na etapa complementar. Em contra-pé, está bom de ver, Bruno Moraes tabela com o playmaker para se isolar diante de Palatsi. Com tempo e espaço para pensar o lance, o avançado emprestado pelo FC Porto adiantou o Setúbal. Terceiro golo em dois jogos para a nova estrela o emblema do Bonfim.

Novamente a perder, Manuel Machado lançou Rafael mas nada ganhou com isso. Os visitados continuavam bem mais perigosos, sendo que reclamaram grande penalidade a quinze minutos do final. Olegário Benquerença mandou jogar mas, se não matou o jogo então, o Setúbal fê-lo cinco minutos volvidos. Lançado por Sandro, Jorginho marcou o segundo da conta pessoal antes de sair para a ovação de pé. José Couceiro segue em frente na Taça de Portugal, Manuel Machado diz adeus ao Guimarães. Muito contestado no início da temporada, o ex-treinador do Moreirense abandona o posto num período de maior acalmia. É o décimo a não concluir a temporada, é o primeiro a sair na sequência de um jogo de Taça.


Ficha de jogo

Estádio do Bonfim, com cerca de dois mil espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença

V. SETÚBAL: Paulo Ribeiro; Éder, Veríssimo, Auri e Nandinho; Sandro, Ricardo Chaves, Jorginho (Puma, 86m) e Bruno Ribeiro; Igor (Alcântara, 46m) e Bruno Moraes (Pedro Oliveira, 76m).

Marcadores: Jorginho (12m e 81m), Bruno Moraes (58m)
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno Moraes (36m), cartão vermelho a Veríssimo (39m)

V. GUIMARÃES: Palatsi; Alex, Dragoner, Cléber, Rogério Matias; Moreno, Flávio (Orahovac, 71m), Luís Mário e Zé Nando (Rafael, 61m); Romeu (Targino, 21m) e Silva.

Marcadores: Moreno (40m)
Disciplina: Cartão amarelo a Flávio (30m), Targino (72m) e Luís Mário (77m);

Publicado por andré viana às 23:11

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