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quinta-feira, 17 fevereiro 2005
Sporting 2 - 1 Feyenoord
Categoria: 04/05 Competições Europeias Categoria: Sporting

O Sporting venceu o Feyenoord, mas perdeu uma excelente oportunidade de garantir um resultado que desse outro tipo de garantias para a partida da segunda mão. Apesar do golo sofrido cedo, a pagar a ousadia de jogar sem um defesa solto, os 'leões' realizaram uma excelente primeira parte em termos ofensivos, concretizando a reviravolta no marcador, com golos de Custódio e Liedson, que poderia ter conhecido outros números. Faltou pontaria, mas sobretudo um árbitro decente, pois o austríaco Messner acabou por se tornar na grande figura de um jogo, em que inclinou o campo, com um conjunto de decisões inaceitáveis, deixando por marcar três grandes penalidades a favor dos 'leões'.
Enquadramento. Frente a frente dois dos melhores ataques do futebol europeu em 2004/2005: o Feyenoord, equipa mais concretizadora da Europa, com 57 golos em 21 jogos da Eredivie, e o Sporting, melhor ataque da SuperLiga e 6º melhor europeu, com 46 golos, em 21 jornadas do campeonato português. Até aos 16 avos de final, ambas as equipas apenas perderam um jogo: o Sporting, em casa, diante do Sochaux, enquanto que o Feyenoord, vencedor da competição em 2002, em Basileia, numa altura em que já estava apurado para esta fase da competição. Curiosamente, ambas as equipas enfrentaram-se na pré-temporada, no Torneio de Newcastle, com a vitória a sorrir ao Sporting, depois de grandes penalidades, depois de já se terem encontrado, há 19 anos e meio, numa eliminatória da Taça UEFA. Na altura, o Sporting, orientado por Manuel José, seguiu em frente.
Baixas. Os laterais Christian Gyan e Patrick Mtiliga, por lesão, não eram opção para Ruud Gullit, técnico do Feyenoord, que também não podia contar com o lateral-direito sueco Alexander Östlund, reforço de Inverno, já utilizado pelo Hammarby na Taça UEFA, como também com Pascal Bosschaart, que está suspenso, e o egipcio Hossam Ghaly, ainda não totalmente recuperado de uma lesão. Peseiro, por sua vez, teve em Beto uma baixa de última hora, já que o defesa-central chegou mesmo a efectuar o aquecimento e era apontado como titular, juntando-se a Pinilla, que, nas últimas horas, revelou à imprensa chilena ter vivido momentos muito delicados, depois de uma injecção de penicilina lhe ter provocado uma reacção alérgica. Mário Sérgio e Hugo, por opção, não fizeram parte das opções do técnico do Sporting, assim como Douala, praticamente recuperado de uma lesão.
As tácticas. O Sporting apresentou-se no seu habitual 4x1x3x2, com Ricardo na baliza, Rogério e Rui Jorge, que rendeu Paíto, nas laterais, enquanto que no centro da defesa o regressado Enakarhire fazia dupla com Anderson Polga, que, curiosamente, só realizou os últimos minutos de aquecimento, não fazendo qualquer exercício com bola. A meio campo, Custódio era a unidade mais recuada, com Carlos Martins, Fábio Rochemback e Hugo Viana a serem as unidades mais ofensivas, no apoio a Sá Pinto, bastante móvel, e Liedson.
O Feyenoord apresentou-se também no seu habitual esquema de 4x4x2, com um desdobrameto ofensivo em 4x2x4, já que os médios alas (Castelen e Goor) se transformam em extremos em situação ofensiva. No entanto, a defender, Gullit optou, muitas vezes, por um 4x2x3x1, já que primeiro Kuijt, e depois Lazovic, 'fechavam' Custódio, quando os 'leões' tinham a posse de bola.
Desequilibrios defensivos. O Sporting, mal iniciou a partida, tomou a iniciativa de jogo, procurando partir em busca da vantagem. O jogo revelou-se bastante aberto, com sistemas que não se encaixavam, o que levou a uma paridade numérica entre defesas e avançados. Assim, Saidi e Gibbs marcavam Sá Pinto e Liedson, enquanto que Enakarhire e Polga tinham pela frente Lazovic e Kuijt, não havendo uma unidade livre, que pudesse compensar um desequilibrio em 1x1, já que os laterais de ambas as equipas estavam presos aos alas, e se o Sporting tinha o seu trinco Custódio ocupado com Hofs, Gullit, optando pelo recuo de um dos avançados para a zona intermediária quando não tinha a bola, deixou Pauwee e Hofs em zona central atentos a Rochemback e a uma desmarcação da ala para o meio de Carlos Martins e Hugo Viana.
Feyenoord em vantagem. Depois de Hugo Viana, com um excelente remate de pé direito, aos 5 minutos, ter enviado uma bola à barra, após um desequilibrio causado por Rui Jorge e Fábio Rochemback à esquerda, a equipa holandesa colocou-se em vantagem, tirando partido de uma iniciativa ofensiva de 4 para 4: Castelen levou a melhor sobre Rui Jorge e fez um cruzamento remate interceptado por Polga, que foi infeliz ao colocar a bola nos pés de Goor, que, em posição central, rematou seco e colocado de pé esquerdo, batendo Ricardo.
Sporting reage.. e empata. O golo gelou a equipa do Sporting, que demorou alguns minutos a reagir, revelando dificuldades em libertar-se do esquema montado por Gullit, que, com a presença de uma unidade livre a meio campo, impedia a bola de chegar a Liedson ou Sá Pinto. Mas, assim que as unidades mais ofensivas do Sporting conseguiram libertar-se das marcações, sobretudo graças às diagonais de Carlos Martins e Hugo Viana, a inexistência de uma unidade livre na defesa, fez-se logo sentir. E já depois de o árbitro austriaco Messner ter fechado os olhos a uma grande penalidade clara de Bruno Basto sobre Carlos Martins, Hugo Viana, aos 21 minutos, abriu o livro à direita, passando por Goor e Bruno Basto, para oferecer a igualdade a Custódio, que, num lance confuso, não perdoou. Enakarhire ainda confirmou o tento, mas, felizmente para o Sporting, já depois da bola ultrapassar o risco, pois encontrava-se em posição irregular.
Em busca do 2-1. O golo animou o Sporting, que partiu, de imediato, em busca da vantagem. O Feyenoord, por sua vez, revelava enormes dificuldades em sair a jogar, e já há largos minutos que Lazovic, a unidade mais adiantada dos holandeses, de forma a ser explorada a sua velocidade, não era solicitado. Hugo Viana, aos 23 minutos, esteve perto do 2-1, na sequência de uma boa combinação com Sá Pinto, mas seria o Feyenoord, três minutos depois, a surpreender, na sequência de um lance de bola parada, com Ricardo a falhar, de forma inacreditável, a saída, sobrando a bola para Goor, que assistiu Lazovic, e este, livre de marcação, e sem Ricardo na baliza, não conseguiu bater Custódio, que ofereceu o peito à bala, negando o golo sobre o risco fatal. O Sporting não desistiu, continuou a procurar a vantagem, com Liedson, pouco depois, a não conseguir acertar com a baliza, já com o guardião Lodewijks ultrapassado, seguindo-se um remate de Custódio ao poste, após mais uma excelente jogada dos 'leões', com Fábio Rochemback a criar desequilibrios à esquerda. O meio campo defensivo e os laterais do Feyenoord não conseguiam entender-se com a mobilidade dos médios ofensivos do Sporting, e era cada vez mais visivel o 'suicidio' do 2 para 2 atrás, com Saidi e Gibbs sem pernas para as movimentações de Liedson e Sá Pinto, que os arrastavam, à vez, para zonas laterais, abrindo crateras ao meio.
Já está! Minuto 36. Excelente jogada do Sporting pela direita, com Carlos Martins, melhor que Bruno Basto, a desmarcar Sá Pinto, que arrastou consigo Gibbs, ultrapassou-o, e assistiu Liedson, que não perdoou de cabeça, entre Saidi e Zuiverloon. Com toda a justiça os 'leões' colocavam-se em vantagem e punham a nú as imensas debilidades do sector recuado do Feyenoord. Até ao intervalo, o Sporting continuou por cima, e podia ter dilatado a vantagem. Custódio, após jogada envolvente do ataque leonino, com a bola a passar por Sá Pinto, Fábio Rochemback e Liedson, esteve perto do 3-1. O Feyenoord, por sua vez, já poucas vezes ultrapassava a linha de meio campo, isto apesar de Gullit ter recuado Lazovic, um jogador com mais condições para pegar na bola desde trás, adiantando Kuijt. Sem efeitos práticos, diga-se.
Gullit mexe. Para a segunda parte, Ruud Gullit abdicou de Lazovic, lançando em campo o marfinense Kalou. Em principio, esta substituição não traria alterações tácticas, mas o Feyenoord apareceu mais recuado no terreno de jogo, com Goor, em situação defensiva, a aparecer em posições mais interiores, apoiando o meio campo defensivo. O Sporting, apesar disso, manteve-se por cima, e logo no minuto inicial, Rui Jorge isolou Sá Pinto, que viu ser-lhe mal assinalado um fora de jogo. Poucos minutos depois, seria Liedson a ter razões de queixa do árbitro, que deixou passar uma clara grande penalidade de Saidi, após um nítido puxão. Quanto ao Feyenoord, só através de um remate de Goor, aos 59 minutos, conseguiu criar perigo junto da baliza de Ricardo, obrigando o guardião do Sporting a uma boa defesa para canto. No entanto, o meio campo leonino começava a acusar algum cansaço, enquanto Anderson Polga, no centro da defesa, continuava a revelar uma incompreensivel intranquilidade.
Mais mexidas e expulsão. Quase de imediato, Ruud Gullit fez a sua segunda mexida na equipa, abdicando de Castelen, o que não deixou de ser surpreendente, dados os desequilibrios causados pela sua velocidade das poucas vezes em que foi solicitado, lançando o japonês Ono, que se posicionou no centro do terreno, como médio organizador, libertando Hofs para a ala direita do ataque. Goor continuava a ocupar um espaço entre o centro e a esquerda, mas, curiosamente, Kuijt passou a desempenhar novas funções, posicionando-se como médio centro ofensivo, entre o centro e a direita, ficando Kalou como unidade mais adiantada. Peseiro reagiu, abdicando de um Carlos Martins desaparecido de jogo, reforçando a intermediária com João Moutinho, que se posicionou numa zona central, deslocando Fábio Rochemback para a direita. Só que três minutos depois, após um erro clamoroso de Anderson Polga, Custódio viu-se obrigado a agarrar Kuijt, quando este se isolava, e viu o segundo cartão amarelo. Decisão ajustada, mas a mostrar um critério duvidoso do árbitro austríaco, que, minutos antes, não admoestara, com segundo amarelo, Paauwe, após agarrar Hugo Viana. Sem Custódio, Peseiro viu-se obrigado a reestruturar a equipa em 4x1x3x1, com Moutinho a fixar-se à frente da defesa, Rochemback a regressar ao centro, e Sá Pinto a deslocar-se para a direita da intermediária, ficando Liedson sozinho na frente.
Maior equilibrio. Com a expulsão de Custódio, o Feyenoord assumiu finalmente o jogo, passando a ter mais iniciativa, como provou o facto dos laterais terem começado a ultrapassar com frequência a linha de meio campo. O Sporting demorou um pouco a reagir à desvantagem numérica, começando por recuar em demasia, deixando a equipa algo curta, com Liedson muito isolado na frente. Um livre de Hugo Viana, aos 69 minutos, acabou por quebrar essa fase, mas seria o Feyenoord a revelar-se mais perigoso: primeiro por Goor, após excelente combinação entre Kalou e Hofs, com Rui Jorge a dobrar ao centro e a efectuar um corte providencial ; depois num remate de Kuijt, de fora da área ; e, finalmente, num erro de marcação da defesa leonina, que deixou Gibbs cabecear à vontade ao segundo poste, valendo a Ricardo o facto da bola ter saído fraca da cabeça do central americano.
Mais casos. O jogo caminhava para o fim, cada vez mais desinteressante, apesar de ambas as equipas não desistirem de procurar mais golos, mais por demérito dos defesas, do que por mérito dos avançados. No entanto, os minutos finais foram sobretudo marcados por mais decisões polémicas do árbitro Messner, que deixou por marcar mais uma grande penalidade - nova falta de Saidi sobre Liedson - e viria ainda a expulsar José Peseiro por indicação do auxiliar, quando as imagens televisivas provam que o coruchense estava a dar indicações a um jogador. Pouco antes, já se vivera uma rábula incompreensivel com as substituições do Sporting, com Peseiro a abdicar de Rogério (lesionado) e Rui Jorge, para fazer entrar Pedro Barbosa e Paíto, o que obrigou Sá Pinto a terminar o jogo a lateral direito. Até ao final, registo para duas oportunidades de golo, ambas de bola parada: aos 90 minutos, Kuijt desviou de cabeça um livre de Hofs, obrigando Ricardo a uma boa defesa, com Saidi, em fora de jogo, a falhar a recarga ; e, por fim, após Liedson ganhar uma falta a Saidi, Hugo Viana atirou à figura de um bem posicionado Lodewijks.
Prólogo. Vitória justa do Sporting, que mantém a tradição de vitórias caseiras sobre as equipas holandesas em competições europeias. No entanto, os 'leões', apesar de terem começado a partida a perder, tiveram a oportunidade de construir um resultado que desse outro tipo de garantias para a partida da segunda mão, onde os espera um ambiente muito complicado, sendo certa a ausência do imprescindivel Custódio. De lamentar a péssima arbitragem do austriaco Messner, com claros prejuizos para o Sporting, que se pode queixar de três grandes penalidades por marcar e de alguns cartões por mostrar a jogadores do Feyenoord. Se alguma coisa correr mal dentro de uma semana na Holanda, por certo que este árbitro, que fez lembrar alguns ícones do apito inclinado lusitano, como José Guimaro, José Silvano, Lourenço Ferreira, Carlos Pinto ou Marques da Silva, será recordado.
O duro: Karim Saidi. Bastante limitado o central tunisino do Feyenoord. Não conseguindo acompanhar as movimentações de Sá Pinto ou Liedson, destacou-se a 'distribuir fruta' com a benevolência do árbitro. Impressionante como acabou o jogo sem ver qualquer cartão.
Que pesadelo!: Stefan Messner. Impressionante como um árbitro tão medíocre pode apitar um jogo com esta importância. Prejudicou gravamente o Sporting, deixando três grandes penalidades por marcar, mas mostrou um critério completamente desajustado na amostragem de cartões e mesmo na definição de faltas. Péssimo!
O dandy: Sá Pinto. Realizou mais uma grande exibição, mostrando toda a sua raça. Começou a avançado, assistindo Liedson para o 2º golo, e, em missão de sacrificio, actuou a médio direito após a expulsão de Custódio. Por fim, e após a lesão de Rogério, recuou para lateral direito, defendendo com raça, numa posição que lhe deu uma das noites de maior pesadelo da sua carreira, quando Fernando Santos o adaptou a esse lugar numa partida diante do FC Porto em Alvalade.
O Melhor em Campo: Hugo Viana. Realizou uma grande primeira parte, talvez a sua melhor desde que regressou a Alvalade. Uma bola ao ferro e uma assistência para golo atestam uma exibição em cheio, entre a esquerda e o centro, sustentada por uma segunda parte menos visivel, mas de muito esforço e relevante tacticamente. Mesmo assim, e sobretudo de bola parada, não deixou de importunar Lodewijks.
Ficha do Jogo:
Árbitro: Stefan Messner (Áustria)
SPORTING (2)
Ricardo - Rogério (83' Paíto), Joseph Enakarhire, Anderson Polga, Rui Jorge (82' Pedro Barbosa) - Custódio - Carlos Martins (60' João Moutinho), Fábio Rochemback, Hugo Viana - Sá Pinto, Liedson.
Suplentes: Nélson, Miguel Garcia, Paíto, João Moutinho, Pedro Barbosa, Niculae, Mota.
FEYENOORD (1)
Patrick Lodewijks - Gianni Zuiverloon, Karim Saidi, Cory Gibbs, Bruno Basto - Patrick Paauwe - Romeo Castelen (59' Shinji Ono), Nicky Hofs, Bart Goor - Danko Lazovic (int' Saloman Kalou), Dirk Kuijt.
Suplentes: Gábor Babos, Gérson Magrão, Sebastián Pardo, Shinji Ono, Leonardo, Edwin de Graaf, Saloman Kalou.
Golos:
6' Goor (0-1)
21' Custódio (1-1), assistência: Hugo Viana
36' Liedson (2-1), assistência: Sá Pinto
Cartões Amarelos:
SPO: 34' Rogério, 42' e 63' Custódio, 89' Sá Pinto.
FEY: 53' Paauwe, 56' Goor, 79' Hofs.
Cartões Vermelhos:
SPO: 63' Custódio, por acumulação de amarelos
Publicado por rui malheiro às 01:00
Comentários
Parece-me que o scp perdeu uma grande oportunidade de ter já resolvido a eliminatória. Na 'banheira' não podem ser tão 'anjinhos'... Quanto à queixa à UEFA... peçam ao Veira para vos produzir o DVD da praxe que deve sempre acompanhar esse tipo de 'queixinhas'. Rídiculo...
Publicado por: Deko em fevereiro 17, 2005 08:31 AM
O enakarhire, para além de estar em fora de jogo, na zona em que se desenrola a jogada, faz-se à bola e ainda faz obstrucção activa ao defesa do feyenord, evitando que este se faça à bola. Isto é tudo menos fora de jogo posicional.
E ainda dizem que foram prejudicados... Tenham lá paciência...
Publicado por: HGW em fevereiro 17, 2005 09:40 AM
Razoes de queixa tem o Feyenoord, aquele liedson aos 20 minutos já devia ter visto os 2 amarelos por simulações. Haja vergonha, o gajo é tão bom jogador como ignóbil...
três penalties? joguem à bola!
Publicado por: Xupa Misto em fevereiro 17, 2005 09:46 AM
ah, já agora, desde quando ombro é peito?
lindas as saídas do Ricardo... hahahaha
Publicado por: Xupa Misto em fevereiro 17, 2005 09:50 AM
com um feyenoord tao macio a jogar futebol o resultado nao deixa de ser escasso como até perigoso,aquele quarteto do meio campo faz-me por vezes lembrar o quarteto do fcp do ano passado;costinha,maniche,deco e p.mendes ou alenitchev;mas o do fcp era mais trabalhador na defesa coisa q pelo menos o viana ainda nao o é,sá pinto está um gigante e liedson perde mto com tantas simulaçoes de faltas.peseiro esteve talvez um pouco desastrado nas subs. falta-lhe calo ainda.apesar dos erros do arbitro o sporting apenas se pode queixar de si proprio até pq nao gosto de me esconder por detras dos erros dos arbitros pq o q contam sao as bolas q entram nas balizas pq o resto é pura demagogia
Publicado por: pedro em fevereiro 17, 2005 10:03 AM
Só houve um penalty que ficou por assinalar, aquele em que o Saidi por volta dos 59 minutos agarrou a camisola do Liedson. De resto, o Carlos Martins deixa a bola e fica à espera do adversário e ao mesmo tempo que leva um toque na perna direita, já a esquerda ia a cair. O hipotético 2ºamarelo a Pauwee, trata-se de um lance no meio-campo, em que o holandês põe o corpo e Hugo Viana é obstruido, mas depois atira-se para o ar e caí dramáticamente.
O outro lance do Liedson, passa-se fora da área, e foi o Seidi que o empurrou com o braço.
No lanço do golo do Custódio?, o árbitro ajuizou bem, pois o holandês não conseguiria apanhar a bola.
As imagens da tv, mostram é o árbitro auxiliar a pedir ao Peseiro duas vezes para recuar (depois de fazer o mesmo durante todo o jogo), e o Peseiro a cagar pro gajo e nem olhar para ele e continuar a dar indicações no mesmo sítio.
Mas vendo que Peseiro já não é virgem nestas situações, o benefício da dúvida deve ir para o árbitro auxiliar.
Gostava de ver, na apreciação aos jogadores do sporting, o mesmo tipo de comentários que fizeram ao João Pereira, desta feita relativos ao Liedson.
Quando falarem do nivelamento por baixo da superliga, lembrem-se daquela dupla de centrais do Feyenoord. Qualquer dupla Hugo alcântara e Veríssimo faria melhor.
Publicado por: José Leal em fevereiro 17, 2005 10:18 AM
Já vi k temos especialistas de arbitragem ... do género do Luis Sobral ... espero que os vossos clubes possam ter o privilégio de ter um arbitro do calibre deste Austriaco !!!
Passem bem.
Publicado por: Palhas em fevereiro 17, 2005 10:25 AM
O Sporting foi bastante superior, mas naqueles primeiros 15 min a equipa mostrou ainda ter aquele "estofo" europeu. A equipa precisa de maior consistência cá atrás. Anderson Polga tem estado muito mal e meio apático. Ricardo voltou a transmitir insegurança. De resto, de Custódio e Rogério em diante, é tudo uma maravilha, com uma óptima posse de bola e boas triangulações.
O Sporting tem todas as condiçoes de passar, mas penso que fica um amargo de boca nao ter ganho ontem por 2 golos...
Saudações Desportivas
Publicado por: Da Rocha em fevereiro 17, 2005 10:26 AM
O Liedson tem tanto de bom jogador como de palhaço.
Foram inúmeras as simulações, e as que mais me fizeram impressão foram aquelas em que o jogador do Feyenoord (normalmente Saidi) tem a posição ganha, ele vai na direcção do braço do defesa e atira-se par o chão. E não é que o árbitro marcou, quase sempre, falta?
Mas é muito dinâmico, muito ágil, e marca golos... tudo se desculpa, não é?
Gostei muito da movimentação ofensiva do sporting, da dinâmica dos jogadores perto da área adversária. A defesa continua a dar uns sustos, mas não há dúvida que o Enakarhire é uma parede.
O Ricardo é que continua com as suas saídas desastrosas, coisa que nem percebo porque isso deve-se poder treinar...
(Já não é a primeira vez que o público de Alvalade, depois de alguma gaffes, o goza abertamente com manifestações de euforia quando ele vai recolher centros fáceis. Isso deve querer dizer alguma coisa...)
Publicado por: jcoelho em fevereiro 17, 2005 10:32 AM
A expulsão do Peseiro é o momento mais ridículo do jogo e mostra a diferença de atitude da equipa de arbitragem em relação ao Sporting e ao Feyenoord.
José Leal, por enquanto o treinador pode dar indicações os seus jogadores desde que esteja no seu espaço e o Peseiro durante todo o jogo fez isso, enquanto o Ruud Gullit passou o jogo todo quase no meio campo ou seja a quase 10 metros do seu banco e o árbitro nunca o repreendeu.
O mesmo fiscal de linha que expulsou o Peseiro, no fim do jogo fartou-se de ouvir(refilar) o Guarda-Redes do Feyenoord e não me parece que o tenha expulso, se calhar é porque percebe melhor o português que o holandês.
Na minha opinião existe apenas um lance de penalty, perto dos 60 minutos sobre o Liedson, os outros são apenas duvidosos, mas um árbitro que marca falta ao Liedson num lance em que vai 1 para 1 dentro da área do Feyenoord a pressionar o defesa americano, se calhar tinha que marcar mais do que um penalty.
Quando Pauwee o lance é mesmo para 2º amarelo, independentemente de ser no meio campo, o Saidi passou o jogo todo a agarrar o Liedson e conseguiu acabar o jogo sem nenhum amarelo.
Parece-me que apanhamos um quarteto austríaco que deviam ser adeptos do Austria de Viena e que estavam um pouco aziados.
Para aqueles que gostaram da arbitragem faço votos para que mais logo ou para a semana tenham uma igual.
Publicado por: Paulo em fevereiro 17, 2005 10:38 AM
Palhas:
só temos conhecimento profundo das leis do jogo quando estão a nosso favor... porque em caso contrário temos amnésias...
Eu quero dizer que o primeiro golo do Sporting é de facto ilegal. E acrescento que o árbitro é péssimo. O nível dos árbitros nas competições da uefa é muito baixo.
Mas vou lembrar-te também dois jogos em que tu deves ter ficado todo contente e agora já não achas piada:
FC Porto -0 Desp. Corunha -0
O árbitro passou o jogo todo a contemporizar com o anti-jogo do Corunha e perdoou um penalti por rasteira (a bola nem saiu do sítio) no último minuto. Como era um muito bom árbitro, ainda expulsou o Jorge Andrade por um equivoco (também, é certo, provocado por uma infantilidade do jogador).
FC Porto 1 - Bayern Munique - 1
e Bayern Munique 2 - Fc Porto -1
Depois de um árbitro de leste (penso que russo) ter prejudicado claramente o FC Porto na primeira mão, o árbitro do segundo jogo inventa uma falta junto à área do Porto que dá o 2-1 em período de descontos.
Já agora, um apontamento humoristico.
Pelo que ouvi, o Peseiro perguntou na conferência se "Moutinho" ou "Rochenback" quereriam dizer alguma coisa em "Austríaco"... Senhor Peseiro, na Áustria fala-se Alemão...
Publicado por: HGW em fevereiro 17, 2005 10:52 AM
HGW considerar falta do Eunãoqueroir no lance do golo, só mesmo de um visionário !!! :)
Ontem na minha opinião ficam duas penalidades por marcar e uma dualidade de critérios gritante.
Mas basta leres um pouco os 3 jornais desportivos (não que recomende esse tipo de leituras) em relação a arbitragem.
Mas isso agora não interessa ... espero agora é que o SCP mostre na Banheira de Roterdão k o resultado em Alvalade foi enganador e que o SCP demonstre toda a sua valia e superioridade em relação ao seu adversário, só faço votos de termos um arbitro que seja apenas e só isento.
Publicado por: Palhas em fevereiro 17, 2005 11:11 AM
Sr. Palhas se o Enaka faz falta ou não, não sei, mas que está fora de jogo isso é inegavel. Como tem interferencia no lance o golo do sportem é irregular.
Publicado por: dolviran em fevereiro 17, 2005 11:34 AM
Paulo, se estiveste no estádio, ao contrário da minha pessoa, e viste essa situação do Gullit, então aceito o que tu dizes.
Mas tenta-te pôr na minha pele. No post, diz que as imagens confirmam que Peseiro nada fez. Pelo que vi na tv e tendo em conta o passado disciplinar do José peseiro, sou levado a pensar exactamente o contrário e dar o benefício da dúvida ao árbitro auxiliar.
Quanto ao lance do Enakharire, não tenho a certeza que esteja fora-de-jogo, porque na altura do cruzamento o defesa que o marca está fora do campo, mas na altura do remate do Rogério, esse mesmo defesa já esta dentro de campo, e parece-me que o nigeriano está em linha com o guarda-redes. Logo parece-me não haver fora-de-jogo. Confesso que foi uma dúvida que me assaltou na altura.
Agora a rábula dos penalties...
Quanto a critérios de cartões, o árbitro tentou deixar o jogo andar e não ser muito rígido nem para um nem para outro lado. E em minha opinião bem. É claro que no último quarto do jogo, o árbitro começou a errar mais, talvez fruto de nervosismo.
Lembro que, se o ábitro fosse mais rígido, Polga teria levado amarelo num lance que terminou com um remate de Hofs na 1ªparte. E ainda Liedson teria levado 1 amarelo (que acarreteria suspensão para o jogo da 2ªmão) por simulação. Também Pauwee teria levado o 2º amarelo no lance de Viana. Mas o árbitro não foi muito rígido, e nesse aspecto para mim esteve bem.
De resto, quando falei da dupla de centrais não é para desvalorizar a vitória do Sporting. O Sporting fez uma grande demonstração de como se joga à bola, para holandês ver. Penso que faltou alguma objectividade no último terço de terreno, mas o Sporting pode e deve ganhar isto.
Publicado por: José Leal em fevereiro 17, 2005 12:09 PM
Grande Sporting!!!!!
www.blocoesquerdaprocaralho.blogspot.com
Publicado por: Pantera em fevereiro 17, 2005 12:10 PM
Parabéns pelo seu excelente trabalho com o seu blog que só nos enriquece lendo seus textos. Por essa razăo, seu blog está nos "Destaques da Gazeta do Blogueiro" por 24 horas, caso desejar, poderá pegar seu troféu de destaque. Abraços cordiais equipe G.B.
http://jornalblog.cjb.net
Publicado por: gazeta do blogueiro em fevereiro 17, 2005 12:12 PM
Grande jogo do Sporting: Enak,Rogério,Viana,Roka,Custódio,Sá e Liedson de luxo. O árbitro foi um desastre...tal como estes néo-nazis que poluem este blog
Publicado por: Carlos Da Graça em fevereiro 17, 2005 12:48 PM
Em primeiro lugar penso que o resultado do
jogo nao foi mau, dado que o sporting sofreu
um golo no início da partida e jogou quase
30 min com um jogador a menos... Embora seja
um resultado traçoeiro nao deixam de ir a
Roterdão com 1 golo de vantagem ! Em segundo
lugar penso que esta equipa do sporting é
uma equipa em formação com muita qualidade
mas com muita inexperiência, a começar pelo
próprio José Peseiro, logo à que analisar o
jogo de forma diferente, dando o devido
desconto, porque percebe-se naturalmente a
insegurança e o nervosismo, dado ser ma
competição europeia, que gera a falta de
confiança e concentração que o sporting
exibiu ontem em campo... Não é aceitavel
que, a este nivél competitivo, o Sporting
estando a ganhar e com menos 1 jogador em
vez de tentar fazer uma boa e segura
circulação de bola com apoio entre sectores
( a tal solidariedade que o pedro
anteriormente falou )preferiu jogar de
forma ingénua, sem serenidade e inteligencia
e precepitadamente ...
Uma palavra para Sá Pinto que continua a
encher o campo com a sua raça, suor,
dedicação, empenho, garra... Enfim tudo
aquilo que torna o desporto apaixonante ! É
um jogador que honra a camisola e dignifica
o Sporting. Atenção para o jogo em Roterdão
porque de certeza que esta equipa do
Feyenoord se vai apresentar mais confiante e
atrevida perante um público que gerará uma
atmosfera arrepiante para jogadores com
pouca experiencia internacional como
Custódio, Hugo Viana, Carlos Martins entre
outros... e a própria equipa técnica.
Publicado por: Sérgio Catalão em fevereiro 18, 2005 11:52 AM
Sou sportinguista desde sempre, apesar de nao ser portugues, e gostei muito do jogo com o feyenoord. A jogar assim, acho eu, uma final em alvalade é bastante accessivel.
Publicado por: adriano em fevereiro 24, 2005 12:41 PM