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quinta-feira, 24 fevereiro 2005

Feyenoord 1 - 2 Sporting

Categoria: 04/05 Competições Europeias Categoria: Sporting

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O Sporting segue em frente na Taça UEFA depois de ter vencido de forma categórica o Feyenoord, em Roterdão. Mesmo não tendo efectuado uma exibição do outro mundo, o conjunto leonino foi sempre mais capaz que o adversário e chegou à vantagem já na segunda metade pela sua unidade nuclear, Liedson. Logo após, o jogo foi interrompido por alguns minutos. Na retoma, o Sporting voltou a mostrar predicados. Criou algumas boas ocasiões para dilatar a vantagem e marcou mesmo o segundo golo, por intermédio de Rochemback. O Feyenoord pouco fez para alterar essa situação de desvantagem, tendo, porém, conseguido o tento de honra perto do fim, num golo de Hofs.

Enquadramento: Depois da vitória no encontro da 1ª mão, em Alvalade, o Sporting deslocava-se a Roterdão para ali decidir a eliminatória face aos holandeses do Feyenoord. A vitória ou mesmo o empate seria um bom resultado e garantiria, desde logo, a passagem dos leões aos quartos de final da Taça UEFA. Para este encontro, o Sporting não contava com Custódio, Anderson Polga, Beto e José Peseiro, no banco.

Esquematizações tácticas: Mesmo com algumas ausências de peso na equipa, José Peseiro optou por manter a estratégia habitual de 4-4-2. Sem grande novidade, Ricardo alinhou na baliza, depois um quarteto defensivo formado por Rogério à direita e Rui Jorge à esquerda, Enakarhire e Hugo no centro, Rochemback como médio de contenção no vértice inferior do miolo, Carlos Martins, João Moutinho e Pedro Barbosa na organização de jogo – notava-se a ausência de Hugo Viana – e Sá Pinto e Liedson como os homens da frente.
Ruud Gullit também não alterou a estratégia apresentada no encontro da 1ª mão em Alvalade. Assim, jogando em 4-4-2, a única alteração em relação a esse jogo foi a inclusão de Kalou na frente de ataque em detrimento de Lazovic.

Mais Sporting: O Sporting entrou bem na partida. Personalizada, a formação de José Peseiro, assumia o jogo a meio campo e mostrava entendimento na ligação entre sectores. Rogério combinava bem com Carlos Martins, causando os primeiros desequilíbrios junto do sector mais recuado da equipa holandesa. O mesmo Rogério esteve na origem do primeiro grande lance de perigo do jogo e para o Sporting. Abertura primorosa do polivalente jogador brasileiro a servir Sá Pinto, que rematou, em situação privilegiada, para defesa atenta de Lodewijks para a linha de fundo. Na marcação do respectivo pontapé de canto, nova ocasião de golo para os leões. Carlos Martins a bater e Hugo ao segundo poste a rematar de cabeça ligeiramente ao lado da baliza holandesa.

De Kuip ao rubro e calado: Só ao quarto de hora se viu algo por parte do Feyenoord e na sequência de um erro do guardião Ricardo. Má reposição de bola em jogo, Kalou a interceptar e a servir Kuijt, que permitiu intervenção atenta a Ricardo. Seguiram-se alguns momentos de aflição junto da área leonina, originados em mais uma reposição desastrosa de Ricardo, com alguma permissividade dos jogadores leoninos, pelo meio. Todavia, foi sol de pouca dura. O Feyenoord sentia imensas dificuldades na transposição de jogo e recorria cada vez mais ao futebol directo, o que até resultava. Falhava, contudo, o remate final à baliza do Sporting. Os leões, por seu turno, em rápidos contra-ataques causavam calafrios na defensiva do Feyenoord. Com Liedson muito desenquadrado do jogo, era Sá Pinto, primeiro e Carlos Martins, depois, que apareciam a rematar com perigo para as redes de Lodewijks. Última nota de destaque no primeiro tempo, para um excelente cruzamento de Bruno Basto, da esquerda, e cabeceamento de Kuijt, para uma defesa segura de Ricardo.

Sporting adianta-se no marcador: No recomeço, Ruud Gullit trocou Bruno Basto por Ono, mas o Sporting surgiu, de novo, melhor. Em situações de bola parada, os homens de Alvalade, faziam o perigo rondar o último reduto do Feyenoord. Destaque para um livre apontado por Carlos Martins, com Liedson a elevar-se e a desviar a bola, que passou perto do poste esquerdo da baliza de Lodewijks. Pouco depois, o golo do Sporting. Abertura de Carlos Martins e Liedson, em posição regular, a correr isolado e a finalizar num chapéu, de belo efeito, ao guardião holandês. Estava praticamente resolvida a eliminatória.

Encontro interrompido e Sporting em alta: Tanto mais, que o árbitro suspendeu o encontro de seguida pela reacção intempestiva dos adeptos holandeses à desvantagem. No reatamento da partida, pouco havia a fazer. A partida estava completamente estragada. Ainda assim, o Sporting voltou a demonstrar mais qualidades e Pedro Barbosa rematou para excelente intervenção de Lodewijks. Depois, o segundo golo do Sporting. Livre directo cobrado na perfeição por Rochemback.

Feyenoord reduz: Perto do fim, o golo de honra do Feyenoord, com Hofs a concluir após assistência de Castelen. O jogo não terminaria sem nova situação de golo para o Sporting, com Hugo Viana a proporcionar mais uma excelente intervenção ao guarda-redes da formação da casa. O encontro teria logo de seguida o seu término e o Sporting, merecidamente, diga-se, seguia em frente na competição. O próximo adversário dos leões é o Middlesbrough de Inglaterra.

O duro: Hofs. Viu o cartão amarelo na segunda metade. Poderia ter visto o segundo, que o árbitro lhe poupou, e acabou por marcar o tento de honra dos holandeses do Feyenoord.

O dandy: Liedson. Não surgiu muito, mas quando o fez levou perigo para a baliza do Feyenoord. Primeiro, quase marcava num desvio a livre de Carlos Martins e posteriormente, marcou mesmo. Grande finalização.

Que pesadelo!: Adeptos locais. Comportamentos inadmissíveis. Pressente-se mão pesada da UEFA.

O melhor em campo: Carlos Martins. Com boas actuações no miolo do Sporting, destacou-se Carlos Martins pela precisão no passe, espontaneidade de remate, ocupação de espaços e boa leitura de jogo.

Ficha do Jogo

Jogo no Estádio De Kuip, Roterdão
Árbitro – Florian Meyer, Alemanha

Feyenoord – Lodewijks; Zuiverloon (Lazovic 71’), Saidi, Gibbs e Bruno Basto (Ono 45’); Paauwe, Castelen, Hofs e Goor; Kalou e Kuijt.

Sporting – Ricardo; Rogério, Enakarhire, Hugo (Miguel Garcia 75’) e Rui Jorge; Rochemback, Carlos Martins (Douala 75’), João Moutinho e Pedro Barbosa; Sá Pinto (Hugo Viana 87’) e Liedson.

Golos:
0-1 – por Liedson aos 62’.
0-2 – por Rochembak aos 84’.
1-2 – por Hofs aos 88’.

Acção disciplinar – Cartões amarelos a Hofs (Feyenoord).

Publicado por nuno almeida às 22:18

Comentários

Assim vale a pena!!
Esforço, dedicação e motivação!!
Com esta atitude vamos lá!!

Defesa afastada da baliza.
Meio campo TODO a defender!
Sá Pinto e Barbosa a ajudar a defender!!
Moutinho em grande... e Liedson como sempre, mágico!

Saudações Leoninas

Publicado por: Marcos Peixoto em fevereiro 24, 2005 11:30 PM

O melhor em campo decididamente não foi o Martins! O Martins falhou muito no passe e na antecipação dos adversários. No entanto, é um jogador que não tem que sair, é ágil, voluntário e inteligente a defender.
O melhor em campo: João Moutinho. Sem o querer levar aos píncaros, como se faz noutros clubes e evitando o laureamento de um garoto que ainda agora começa a sua carreira, é muito agradável ver a consistência que este miúdo tem a segurar o meio campo. Seguramente a melhor alternativa a Custódio.

Publicado por: Visigordo em fevereiro 25, 2005 12:18 AM

Como é que se pode falar numa exibição que não foi por aí além? É verdade que não deslumbrou, mas fez o que lhe convinha e jogou o necessário para eliminar o Feyenoord com uma verdadeira limpeza. Fez uma exibição a lembrar as que o Porto de Mourinho fazia, nem parecia o Sporting das vitórias morais...

E outra coisa, João Moutinho não teve igual sobre o relvado de De Kuip. O Martins nem esteve tao bem assim...

Publicado por: Da Rocha em fevereiro 25, 2005 12:41 AM

PARABENS

Publicado por: vsc_até_morrer em fevereiro 25, 2005 10:50 AM

O Sporting Clube de Portugal é a melhor equipa portuguesa do momento. É aquela que pratica melhor futebol e a que mais defende o espectáculo. A classificação da Superliga revela que factores extra futebol a impeçam de ocupar a posição que deveria ocupar, a primeira. Deste modo temos duas equipas a praticar um futebol medíocre na liderança do nosso campeonato.

Publicado por: João Lisboa em fevereiro 25, 2005 11:03 AM

Mas que banho de bola que o Sporting deu ao Feyenoord. Sou Benfiquista, mas preferi ficar a ver o jogão do Sporting do que a figurinha triste que aqueles "artistas" estavam a fazer na Luz.
Tivesse jogado o Sporting em vez do Benfica na Luz e o CSKA tinha saído com 5 ou 6 na bagageira.
Parabéns Sporting!

Publicado por: madne0 em fevereiro 25, 2005 02:00 PM

Um grande sporting! Apesar de ser sportinguista, nao gosto sempre muito de jogadores como Rui Jorge e, sobretudo, Barbosa ("o velhoto"). Mas, esta vez, jogaram com atitude. Moutinho, Rocha', Enak', Carlos Martins, Liedson, 10/10! Força

Publicado por: @driano em fevereiro 25, 2005 02:23 PM

Este Sporting esteve muito bem.

É pena é que às vezes não seja assim.

Publicado por: António Gouveia em fevereiro 25, 2005 04:48 PM