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domingo, 29 maio 2005

Balanço da SuperLiga (VII)

Categoria: 04/05 Balanço da SuperLiga


A sétima parte do balanço à SuperLiga 2004/2005, prende-se com os aspectos disciplinares: a evolução do número de cartões jornada após jornada ; o desempenho dos árbitros ; o número de cartões por equipa e por jogador ; as grandes penalidades a favor e contra.



Número de cartões por jornada





Foi na jornada 13 que se atingiu o pico de indisciplina na SuperLiga 2004/2005: 57 cartões amarelos, 4 vermelhos por acumulação e 3 vermelhos directos. Apenas em mais uma ocasião foi ultrapassada a fasquia dos 60 cartões numa jornada: foi na 9ª, com 56 cartões amarelos, 5 vermelhos directos e uma expulsão directa.
Ao invés, e como já tem sido hábito em anos anteriores, foi na última jornada da SuperLiga que se verificaram os melhores registos disciplinares, com 31 amarelos e 1 vermelho por acumulação, ao sportinguista Pedro Barbosa. Nota positiva também para a jornada 21, a única em que não se verificou qualquer expulsão.



Desempenho dos árbitros





Árbitro com mais jogos na SuperLiga 2004/2005, Paulo Paraty foi também o juíz que menos recorreu à amostragem de cartões: 3,9 amarelos por jogo e apenas um vermelho nas 16 partidas do escalão maior do futebol português que apitou. Ao invés, António Costa, de Setúbal, foi o árbitro que mais vezes recorreu à amostragem de cartões amarelos: 93 no total, o que perfaz uma média de 6,2 cartões amarelos por jogo. Em relação aos cartões vermelhos, o inevitável Paulo Pereira, de Viana do Castelo, foi, mais uma vez, o árbitro que mais recorreu a expulsões, com 13 expulsões em 14 jogos, com uma média de 1,1 expulsões por jogo, mantendo a média da sua carreira como árbitro na SuperLiga. Logo a seguir, Lucílio Baptista, com 1,2 expulsões por jogo, e Pedro Proença, com 1,4.
Em relação à marcação de grandes penalidades, Paulo Costa, do Porto, foi o árbitro que, em média, menos marcou: apenas 1 em 15 jogos. No entanto, registo para o facto do bracarense Hernâni Duarte não ter assinalado nenhuma, mas apenas apitou seis jogos. Situação similar, mas no inverso, foi protagonizada pelo seu irmão que assinalou 2 grandes penalidades nos 4 jogos que apitou, o que perfaz uma média de 1 grande penalidade de dois em dois jogos. Mário Mendes, de Coimbra, com 6 grandes penalidades em 13 jogos, e António Costa, de Setúbal, com 6 grandes penalidades em 15 jogos, foram os árbitros que, no total, assinalaram mais castigos máximos.



Tabela Disciplinar por equipas





Apesar do Moreirense ter vencido o troféu Fair-Play atribuida pela LPFP, foi o Vitória Setúbal a equipa mais disciplinada na SuperLiga 2004/2005: 66 amarelos e 3 expulsões - 2 por acumulação e 1 directa - apenas. Ao invés, foi o FC Porto a formação mais indisciplinada: 106 amarelos e 9 expulsões - 2 por acumulação e 7 directos.
Em termos totais, foi também o Vitória Setúbal a ver menos cartões amarelos e vermelhos directos, sendo que o Benfica foi a equipa menos penalizada por vermelhos por acumulação. Ao todo, Vitória Setúbal e Rio Ave, com 3 expulsões, foram as equipas menos penalizadas por expulsões. O Gil Vicente, por sua vez, foi a equipa que mais amarelos viu (108) em termos totais, com o Marítimo e a Académica a serem dominadores nos vermelhos por acumulação e o FC Porto nos vermelhos directos. No entanto, foi o Penafiel, com 10 expulsões - 4 por acumulação, 6 directos - a equipa mais penalizada com cartões vermelhos na SuperLiga 2004/2005.



Tabela Disciplinar - Jogadores





Paulo Sousa, do Estoril, foi o campeão da indisciplina, conseguindo mesmo uma média superior a um cartão por jogo. Ao todo, em 21 jogos, o médio defensivo canarinho somou 14 amarelos e 2 vermelhos: 1 por acumulação e outro directo. Em termos globais foi também Paulo Sousa o jogador com mais cartões amarelos, sendo que Cléber Monteiro (Nacional), João Vieira Pinto (Boavista) e Benni McCarthy (FC Porto) com 3 expulsões foram os jogadores mais advertidos com vermelhos.



Grandes Penalidades a Favor





Com 7 grandes penalidades a favor, foi o Vitória Setúbal a equipa que mais beneficiou de castigos máximos a seu favor. No entanto, acabou por concretizar apenas 5, o que significa uma eficácia de 71,4%. Boavista (5/5), Sp. Braga (3/3) e Rio Ave (2/2) foram as equipas que não desperdiçaram qualquer castigo máximo, ao invés de Académica (2/5) e FC Porto (1/3) as duas únicas equipas com uma eficácia negativa desde a marca de grande penalidade. Por último, referência para o facto do Moreirense não ter beneficiado de qualquer grande penalidade a seu favor durante toda a prova.



Grandes Penalidades Contra





Com 7 grandes penalidades contra, foi o Beira-Mar a equipa mais penalizada por castigos máximos ao longa da prova. Refira-se que das 7 grandes penalidades, 5 resultaram em golo. Nesta categoria, o principal destaque vai para os guarda-redes de União Leiria e Gil Vicente: ambas as equipas foram penalizadas com 5 grandes penalidades, mas só uma acabou por resultar em golo. Ao invés, os guarda-redes de Sp. Braga, Moreirense, FC Porto, Sporting e Belenenses não conseguiram parar qualquer castigo máximo. Por fim, referência para o Vitória Setúbal: a equipa que mais grandes penalidades beneficiou foi a única que, ao longo das 34 jornadas, não viu ser-lhe apontado qualquer penalty contra.

Publicado por rui malheiro às 14:33

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