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segunda-feira, 30 maio 2005
Balanço da SuperLiga (IX)
Categoria: 04/05 Balanço da SuperLiga
Golos, golos e mais golos. A parte nove do balanço da SuperLiga 2004/2005 é inteiramente dedicada aos golos apontados ao longo do campeonato: média de golos por jornada ; jornadas mais e menos profícuas ; análise por períodos de tempos aos golos marcados e sofridos por cada equipa, em termos todais e percentuais ; séries sem sofrer golos dos guarda-redes ; os tentos mais rápidos da SuperLiga ; e, finalmente, os golos marcados em período de descontos.
Média de golos por jornada

A jornada 5 foi a mais profícua em golos na SuperLiga 2004/2005. Foram apontados 30, o que permitiu uma média de 3,33 golos por jogo. Só mais uma vez, na jornada 24, foi superada a média de 3 golos por jogo: com 3,22, graças aos 29 tentos apontados, a segunda melhor marca da temporada. A pior jornada em termos de golos apontados foi a 28, com apenas 9, o que perfaz a média miserável de 1 tento por jogo. Nessa jornada foi também batido o record de equipas sem marcar golos: 10.
Golos por período (totais)

Golos por período (percentagem)

711 golos foram apontados na edição 2004/2005 da SuperLiga. Mais profícuas as segundas partes, com 56% dos golos, sendo que o último período, entre os 75 e os 90 minutos, foi aquele onde aconteceram mais golos: 25% dos tentos, o que significa que 1 em cada 4 golos apontados no campeonato português aconteceram no último quarto de hora das partidas.
Foram 8 equipas a acabarem a temporada com um saldo de golos positivo. No entanto, só Benfica, FC Porto, Sporting e Vitória Guimarães acabaram a temporada com saldo positivo em ambas as partes. O Sporting, nesse aspecto, destacou-se, já que foi a única equipa a apresentar saldo positivo de golos em todos os períodos do jogo, já que FC Porto e Benfica apresentaram saldo nulo no primeiro quarto de hora das partidas, período em que sofreram praticamente 1/5 dos golos consentidos neste campeonato.
Numa análise por períodos aos golos marcados pelos 18 clubes participantes na SuperLiga 2004/2005, constatamos que no primeiro quarto de hora das partidas foi o Penafiel a equipa mais concretizadora, com 11 golos, o que perfaz 28% dos golos do emblema duriense até aos 15 minutos da primeira parte. Ao contrário, o Gil Vicente com apenas 1 golo apontado foi a equipa mais débil no primeiro quarto de hora em termos de concretização. Entre os 15 e os 30 minutos, o Sporting, com 12 golos, foi o mais realizador, logo seguido do Sp. Braga, com apenas menos um golo apontado. A Académica, com apenas 2 golos marcados, foi a formação menos realizadora, contrariando a tendência para uma maior tendência anotadora na primeira parte, que se concentrou no primeiro e último quarto de hora. Nesse último período, com 10 golos, foi o Benfica o mais concretizador, com o número a representar que um em cada cinco golos dos campeões nacionais aconteceu nesse período. Ao invés, Penafiel e Vitória Setúbal, com apenas dois golos marcados, foram as equipas menos realizadoras no último quarto de hora das primeiras partes. Curiosamente, foram os sadinos a equipa mais realizadora no período seguinte: o primeiro quarto de hora das segundas partes, com 14 golos marcados, que representam 30% dos tentos apontados pela equipa na SuperLiga, confirmando a tendência para segundas partes mais fortes que as primeiras. Beira-Mar e Moreirense, com apenas três golos, foram as equipas menos realizadoras no mesmo período. Entre os 60 e os 75 minutos, à semelhança do que acontecia nas primeiras partes, Sporting, com 12 golos, e Sp. Braga, com 11, foram os mais realizadores. O Boavista, com apenas 2 golos marcados, contraria a tendência de segundas partes mais fortes, perfeitamente vísivel, no período seguinte, em que os axadrezados foram dominadores: 19 golos no último quarto de hora, que representam 49% dos golos totais na equipa na SuperLiga, o que significa que praticamente 1 em cada 2 golos do Boavista aconteceram nos 15 minutos finais das partidas. Com 4 golos marcados, Sp. Braga e Académica partilham o extremo oposto, confirmando que os bracarenses foram bem mais fortes nas primeiras partes, onde foram campeões, e a quebra dos conimbricenses nos últimos 30 minutos das partidas.
Já em relação aos golos sofridos pelos 18 clubes participantes na SuperLiga 2004/2005, Beira-Mar e União Leiria mostraram-se as defesas mais permeáveis no primeiro quarto de hora, ao invés da Académica, que com apenas 2 golos sofridos, foi a defesa menos permeável nesse período. No segundo quarto de hora das etapas iniciais, o Estoril, com 11 golos sofridos, superou a concorrência, enquanto que o Sp. Braga, com 2 golos sofridos, teve a melhor defesa nesse espaço temporal. No último quarto de hora das primeiras partes, o Sporting teve a defesa menos permeável, com apenas 2 golos sofridos, enquanto que o Gil Vicente, com 11 golos sofridos, apresentou a defesa mais batida, sofrendo 28% dos golos que consentiu nesse espaço de tempo.
Em relação às segundas partes, o FC Porto e a União Leiria, com 3 golos sofridos, foram as defesas menos batidas no primeiro quarto de hora das etapas complementares, enquanto que o Nacional, com 12 golos sofridos, foi a defesa mais permeável, sendo que 1 em cada 4 tentos consentidos pelos madeirenses aconteceram nesse período. Já no espaço seguinte, entre os 60 e 75 minutos, foi o Beira-Mar com 10 golos sofridos a defesa mais batida, enquanto que o Sp. Braga, com apenas 3 tentos sofridos, foi a defesa mais consistente, superando FC Porto e União Leiria, de novo a par, com 4 golos consentidos. Por fim, no último quarto de hora, o Estoril, com 19 golos sofridos, superou amplamente a concorrência, sofrendo 35% dos golos nesse espaço temporal, fatídico para os canarinhos. Com 4 golos sofridos, foi o Benfica a defesa menos batida no último quarto de hora, contrariando a tendência da maior parte dos clubes nesse período, onde se revelaram mais permeáveis defensivamente.
Guarda-redes: records de invencibilidade

Pertenceu a Vítor Baía, guarda-redes do FC Porto, a maior série de minutos sem sofrer golos na SuperLiga 2004/2005: 465 minutos sem ser batido, entre 22 de Setembro, altura em que os portistas receberam a União de Leiria, em jogo em atraso da 1ª jornada, e 30 de Outubro, altura em que o FC Porto se deslocou à Choupana. Em ambas as partidas os dragões cederam empates: 1-1 frente aos leirienses e 2-2 diante do Nacional, com a curiosidade dos dois golos dos madeirenses terem sido apontados nos descontos e de ter sido Raul Meireles, com um auto-golo, a quebrar a série de Baía.
Jerôme Palatsi, guarda-redes francês do Vitória Guimarães, esteve a escassos três minutos de superar o record de Vítor Baía, mas um golo de Geovanni, ao minuto 12, do Benfica-Vitória Guimarães, travou uma série de invencibilidade que se iniciara mês e meio antes, quando Diogo Valente apontou o tento da vitória do Boavista sobre os vimaranenses no Bessa.
Os golos mais rápidos

Diego, de livre, no Nacional-FC Porto, e Wesley, na conclusão de um lance de bola corrida, no Penafiel-FC Porto, apontaram os golos mais rápidos da SuperLiga 2004/2005, no 1º minuto de ambas as partidas.
Ao 2º minuto foram 6 os golos: Wendell, de grande penalidade, no Beira Mar-Nacional, Luís Loureiro no Sp. Braga-Boavista, Gama no Rio Ave-Vitória Setúbal, Delson no Rio Ave-Nacional, Fernando Aguiar no Penafiel-Beira Mar, e Krpan no Académica-União Leiria.
Minuto 90

O Boavista foi o rei dos golos em período de descontos. Foram 8 golos marcados e três sofridos ao longo das 34 jornadas da SuperLiga, sendo que nenhum dos tentos consentidos provocou danos pontuais. Ao invés, 5 dos 8 golos marcados foram decisivos na obtenção de 9 pontos. O Nacional com 7 golos marcados e 2 golos sofridos ficou logo atrás do Boavista, com 3 dos golos a valerem 5 pontos. Adriano, com 2 tentos, sempre decisivos, acabou por ser o jogador que mais pontos deu a uma equipa com golos nos descontos: 3 pontos.
FC Porto, Beira-Mar e Gil Vicente, com 5 pontos perdidos em descontos, foram as formações mais penalizadas. No entanto, portistas e aveirenses atenuaram essa situação através de golos também marcados em descontos: FC Porto com 2 golos a valerem 4 pontos e Beira-Mar com 2 golos a valerem 3 pontos. Já o Gil Vicente, apesar dos três golos marcados em descontos, não conseguiu obter qualquer ponto dessa situação.
Por fim, referência para o facto do Moreirense ter sido a única equipa a não marcar qualquer golo em tempo de descontos, e para todas terem sofrido golos nos descontos.
Publicado por rui malheiro às 14:05
Comentários
Informação completissíma. Muito interessante analisar os dados, porque daqui se retiram muitas e boas conclusões acerca desta época tão atípica.
A rever com atenção.
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