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sexta-feira, 3 junho 2005
Balanço da SuperLiga (XIII)
Categoria: 04/05 Balanço da SuperLiga
A décima terceira e última parte dos balanços gerais da SuperLiga 2004/05 é inteiramente dedicada aos reforços de Inverno das equipas da divisão maior do futebol português. Análise completa do rendimento dos jogadores contratados em Janeiro, em busca da resposta à pergunta: Será que vale a pena continuar a apostar no Mercado de Inverno?

Benfica
Dos três reforços de Inverno do campeão nacional, apenas Nuno Assis pegou de 'estaca' na equipa, embora o seu rendimento, depois do fulgor inicial, tenha decaído, pecando pela inconstância. Por isso mesmo, dos 15 jogos em que foi utilizado, sempre como titular, foi substituido em 14. Do sérvio-montenegrino Delibašic esperavam-se golos, mas só nas últimas jornadas ganhou a corrida a Karadas por um lugar no banco dos suplentes, enquanto que André Luiz, campeão brasileiro pelo Santos, foi a 4ª opção para o centro da defesa: a única excepção foi a chamada à titularidade, devido a ausência de Luisão, na derrota em Penafiel.
André Luiz (defesa-central, brasileiro, ex-Santos)
1 jogo - 90 minutos - 1 vez titular
0 vitórias, 0 empates, 1 derrota
Nuno Assis (médio ofensivo, ex-Vitória Guimarães)
15 jogos - 1103 minutos - 15 vezes titular (14 vezes substituido)
9 vitórias, 4 empates, 2 derrotas
2 golos, 1 cartão amarelo
Delibašic (avançado, sérvio-montenegrino, ex-Maiorca)
3 jogos - 89 minutos - 3 vezes suplente utilizado
1 vitória, 1 empate, 1 derrota

FC Porto
Havia quem se queixasse que o FC Porto tinha brasileiros a mais, mas os cinco reforços de Inverno tinham todos essa nacionalidade. Ibson acabou por ser o único reforço a pegar de estaca e a confirmar potencialidades já demonstradas ao serviço do Flamengo. Leandro, lateral-esquerdo, ex-Cruzeiro, foi o segundo mais utilizado, mas o seu rendimento foi irregular. Dos restantes, Léo Lima foi um erro de casting, não se adaptando a uma nova realidade, Leandro do Bomfim foi inconsequente e Cláudio Pitbull não mostrou nada, acabando por ser colocado na equipa B, depois de ter abortado a transferência para o Flamengo.
Leandro (lateral-esquerdo, brasileiro, ex-Cruzeiro)
10 jogos - 478 minutos - 7 vezes titular (1 vez substituido), 3 vezes suplente utilizado
6 vitórias, 3 empates, 1 derrota
1 golo.
Ibson (médio centro/interior, brasileiro, ex-Flamengo)
15 jogos - 1235 minutos - 14 vezes titular (2 vezes substituido), 1 vez suplente utilizado
8 vitórias, 4 empates, 3 derrotas
1 golo, 2 cartões amarelos
Léo Lima (médio ofensivo, brasileiro, ex-Marítimo)
7 jogos - 335 minutos - 4 vezes titular (3 vezes substituido), 3 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas
3 cartões amarelos
Leandro do Bonfim (médio ofensivo, brasileiro, ex-PSV Eindhoven)
6 jogos - 229 minutos - 2 vezes titular (1 vez substituido), 4 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 3 derrotas - sempre que foi titular o FC Porto perdeu
1 cartão amarelo
Claudio Pitbull (avançado, brasileiro, ex-Grêmio Porto Alegre)
5 jogos - 192 minutos - 1 vez titular (foi substituido), 4 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 1 empate, 1 derrota
1 cartão amarelo

O grande reforço dos 'leões' estava em casa: João Moutinho, que já trabalhara com a equipa principal na pré época, foi chamado à equipa júnior, e entrou, de caras, no 'onze', tornando-se numa 'peça-chave' do meio campo do Sporting. Já de Mota, goleador na Coreia, esperavam-se, claro está, golos. No entanto, ficou em branco, e das poucas vezes que foi chamado à equipa, onde acabou por perder espaço para Pinilla e Nicuale, não confirmou credenciais.
Sporting
João Moutinho (médio centro/interior, ex-junior)
15 jogos - 1051 minutos - 12 vezes titular (5 vezes substituido), 3 vezes suplente utilizado
9 vitórias, 2 empates, 4 derrotas
1 cartão amarelo
João Mota (avançado, brasileiro, ex-Chunnam Dragons)
5 jogos - 158 minutos - 1 vez titular (substituido), 4 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 1 empate, 1 derrota
1 cartão amarelo

Sp. Braga
Andrés Madrid, escolhido para a díficil tarefa de suceder a Luís Loureiro, transferido para o Dinamo Moscovo, foi uma aposta em cheio. É certo que ainda demorou a adaptar-se a um futebol diferente, mas acabou por ser uma das boas surpresas da prova, dando solidez defensiva ao meio campo, mas também mais qualidade nas saídas para o ataque, do que o seu antecessor, mais estático. Dos restantes reforços de Inverno, Leonardo Moura, contratado ao Fluminense, esteve longe de convencer, enquanto que o israelita Bakhar, nem sequer se chegou a estrear, ficando mais conhecido por ser casado com uma ex-Miss Mundo. Edinho, da equipa B, foi o escolhido para suceder a Cícero, mas apesar de alguns pormenores, ainda se mostrou algo inexperiente e não foi a solução desejada para suprir as ausências, por lesão, de João Tomás.
Leonardo Moura (lateral/médio interior/extremo direito, brasileiro, ex-Fluminense)
8 jogos - 312 minutos - 3 vezes titular (sempre substituido), 5 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 2 empates, 3 derrotas
Ilan Bakhar (israelita, sem clube)
não foi utilizado.
Andrés Madrid (médio defensivo/interior, argentino, ex-Gimnasia y Esgrima)
13 jogos - 1051 minutos - 13 vezes titular (4 vezes substituido)
6 vitórias, 3 empates, 4 derrotas
3 cartões amarelos
Edinho (avançado, ex-Braga B)
5 jogos - 125 minutos - 1 vez titular (substituido), 4 vezes suplente utilizado
1 vitória, 3 empates, 1 derrota

Vitória Guimarães
Dispensado pelo FC Porto, esperava-se o ressurgimento de César Peixoto no Vitória Guimarães. Não aconteceu, apesar de alguns bons pormenores a espaços, mas a sua quase sempre deficiente condição física travou-o para voos mais altos. Do outro reforço, o avançado brasileiro Diogo Oliveira, fica a ideia de ter sido um dos grandes flops do Mercado de Inverno: em um mês não foi capaz de perder os 9 kgs que apresentava a mais e foi dispensado, ficando apenas a história das suas refeições, após cada treino, numa pastelaria próxima do Estádio: dois lanches mistos, dois croissants e um pacotão de batatas fritas.
César Peixoto (extremo esquerdo, ex-FC Porto)
13 jogos - 873 minutos - 12 vezes titular (8 vezes substituido), 1 vez suplente utilizado
7 vitórias, 3 empates, 3 derrotas
1 golo, 2 cartões amarelos, 1 cartão vermelho por acumulação
Diogo Oliveira (avançado, brasileiro, ex-Kalmar)
não foi utilizado. dispensado em final de Fevereiro devido a excesso de peso.

Boavista
O central camaronês Ambassa, que se definiu como um misto de Koeman com Desailly, só foi utilizado nos últimos jogos da SuperLiga. É certo que mostrou alguns bons pormenores, mas não os suficientes para evitar a dispensa. De Hugo Almeida, emprestado pelo FC Porto, esperavam-se golos, mas, mais uma vez, ficou aquém do esperado nesse prisma. As suas exibições foram muito irregulares e a sua passagem pelo Bessa ficou também marcada pela pouca empatia com os adeptos. O jovem Gilberto Silva, uma das maiores promessas da formação do Boavista, fica a aguardar a estreia na próxima temporada.
Georges Nnomo Ambassa (defesa-central, camaronês, ex-Canon Yaoundé)
4 jogos - 291 minutos - 3 vezes titular, 1 vez suplente utilizado
0 vitórias, 1 empate, 3 derrotas
1 cartão amarelo
Gilberto Silva (médio centro, ex-júnior)
não foi utilizado.
Hugo Almeida (avançado, ex-FC Porto)
14 jogos - 1030 minutos - 12 vezes titular (7 vezes substituido), 2 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 6 empates, 5 derrotas
3 golos, 3 cartões amarelos, 1 cartão vermelho directo

Marítimo
Campeão brasileiro pelo Santos, o médio ofensivo Marcinho não se conseguiu impor como titular, até porque Silas, ausente, por lesão, na maior parte dos jogos da primeira volta, acabou por se impor como titular na segunda metade do campeonato. No entanto, sempre que foi chamado, a maior parte das vezes a partir do banco, Marcinho mostrou bons pormenores. Já o peruano Lobatón, com um trajecto recente sinuoso, não mostrou nada e a sua dispensa é tudo menos surpreendente.
Marcinho (médio ofensivo, brasileiro, ex-Santos)
16 jogos - 539 minutos - 3 vezes titular (sempre substituido), 13 vezes suplente utilizado
6 vitórias, 4 empates, 6 derrotas
1 cartão amarelo
Abel Lobatón (extremo/avançado, peruano, ex-Universidad Cesar Vallejo)
5 jogos - 138 minutos - 5 vezes suplente utilizado
0 vitórias, 3 empates, 2 derrotas
1 cartão amarelo

Rio Ave
não fez qualquer aquisição no Mercado de Inverno

Belenenses
O médio defensivo Rui Ferreira foi o grande reforço dos 'azuis'. Entrou de caras na equipa, e deu uma maior consistência defensiva ao meio campo do Belenenses, onde se tornou num jogador preponderante no 4-4-2 de Carlos Carvalhal. Também o extremo Paulo Sérgio, emprestado por ano e meio pelo Sporting, entrou bem na equipa, afirmando-se como titular, numa luta com Lourenço e Rodolfo Lima em que saiu vencedor. Os outros reforços de Inverno, acabaram por não o ser: Renato, internacional sub-20 pelo Brasil, só foi aposta nos dois últimos jogos, onde esteve longe de convencer, depois de ter revelado, por mais do que uma vez, a sua insatisfação por não ser utilizado. Catanha, perto do ocaso da carreira, foi uma sombra do jogador que há quase uma década deliciou os adeptos do Belenenses. A sua saída, no final de Abril, acabou por ser reflexo disso mesmo.
Renato (defesa-central, brasileiro, ex-Goiás)
2 jogos - 180 minutos - 2 vezes titular
0 vitórias, 1 empate, 1 derrota
1 cartão amarelo
Rui Ferreira (médio defensivo, ex-Vitória Guimarães)
18 jogos - 1580 minutos - 18 vezes titular (3 vezes substituido)
8 vitórias, 4 empates, 6 derrotas
2 cartões amarelos, 1 cartão vermelho por acumulação
Paulo Sérgio (extremo/avançado, ex-Sporting)
19 jogos - 1257 minutos - 13 vezes titular (3 vezes substituido), 6 vezes suplente utilizado
8 vitórias, 4 empates, 7 derrotas
2 golos, 1 cartão amarelo
Catanha (avançado, hispano-brasileiro, sem clube)
8 jogos - 163 minutos - 1 vez titular (substituido), 7 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 2 empates, 3 derrotas
(rescindiu contrato em Abril)

Vitória Setúbal
Contratado ao Felgueiras, onde nem sempre foi titular, Marcelo Moretto teve uma afirmação progressiva no Vitória Setúbal: começou como 3º guarda-redes, passou depois a suplente e, finalmente, conquistou a titularide. Provou ser o mais seguro dos três guardiões utilizados, apesar de ser um guarda-redes melhor entre postes, do que fora deles.
Marcelo Moretto (guarda-redes, brasileiro, ex-Felgueiras)
8 jogos - 720 minutos - 8 vezes titular
3 vitórias, 3 empates, 2 derrotas
8 golos sofridos, 1 cartão amarelo

Penafiel
O Penafiel foi uma das equipas que mais apostou no Mercado de Inverno e colheu os seus frutos. O senegalês N'Doye, dispensado pelo Estoril, foi o destaque entre eles: não só conquistou um lugar na equipa, como se tornou num jogador chave na recuperação dos durienses na tabela: deu maior consistência defensiva e ofensiva ao meio-campo, marcando ainda 4 golos. O lateral-esquerdo Kelly Berville, não atingindo o mesmo patamar, foi também um reforço, equilibrando uma posição deficitária, onde amiudadas vezes tiveram que ser feitas adaptações durante a primeira volta. Abaixo das expectativas ficaram o brasileiro Cassiano e o nigeriano Pascal, que não se impuseram como titulares, embora o primeiro ainda tenha sido importante na gestão de alguns resultados. Já o húngaro Zoltán Vasas, contratado em Janeiro, acabou por ser dispensado ainda antes no final do prazo de inscrições: apontado como lateral/médio esquerdo, o jogador era afinal defesa-central, posição onde os penafidelenses não precisavam de reforços.
Zoltán Vasas (defesa-central, húngaro, ex-Nyíregyháza Spartacus)
não foi utilizado. dispensado ainda em Janeiro, pois tinha sido contratado para lateral-médio esquerdo, mas afinal era defesa-central.
Kelly Berville (lateral/volante esquerdo, francês, ex-Gueugnon)
13 jogos - 1051 minutos - 13 vezes titular (3 vezes substituido)
6 vitórias, 2 empates, 5 derrotas
4 cartões amarelos, 1 vermelho directo
N'Doye (médio interior esquerdo/médio ofensivo, senegalês, ex-Estoril)
15 jogos - 1341 minutos - 15 vezes titular (1 vez substituido)
6 vitórias, 2 empates, 7 derrotas
4 golos, 4 cartões amarelos
Cassiano (médio centro/ofensivo, brasileiro, ex-Botafogo)
10 jogos - 395 minutos - 2 vezes titular (sempre substituido), 8 vezes suplente utilizado
4 vitórias, 2 empates, 4 derrotas
Pascal (extremo/avançado, nigeriano, sem clube)
7 jogos - 343 minutos - 3 vezes titular (1 vez substituido), 5 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 1 empate, 3 derrotas
1 cartão amarelo

Nacional
O internacional brasileiro Wendell, oriundo do Cruzeiro, foi uma importante mais-valia dos madeirenses na 2ª volta do campeonato. Forte do ponto de vista táctico e técnico, acabou por regressar ao Brasil ainda antes do final da prova, com destino ao campeão Santos. O lateral-esquerdo Alonso também não desiludiu: mais forte a atacar do que a defender, teve um rendimento muitíssimo superior ao do dispensado Rondinelli, conseguindo mesmo apontar 3 golos. Por fim, o argentino Júlio Javier Marchant acabou por ser o jogador que menos se impôs, mas deixou, ainda que a espaços, bons apontamentos, após uma longa paragem devido a lesão.
Alonso (lateral/volante esquerdo, brasileiro, ex-Paysandu)
9 jogos - 652 minutos - 6 vezes titular, 3 vezes suplente utilizado
4 vitórias, 1 empate, 4 derrotas
3 golos, 1 cartão amarelo
Wendell (médio ofensivo/extremo esquerdo, brasileiro, ex-Cruzeiro)
15 jogos - 1217 minutos - 15 vezes titular (8 vezes substituido)
5 vitórias, 2 empates, 8 derrotas
3 golos, 2 cartões amarelos
(transferido em Maio para o Santos)
Julio Javier Marchant (médio interior/ofensivo, argentino, ex-Union Santa Fé).
12 jogos - 702 minutos - 8 vezes titular (6 vezes substituido), 4 vezes suplente utilizado
5 vitórias, 2 empates, 5 derrotas
1 cartão amarelo

Gil Vicente
Contratado em Janeiro ao Vitória Guimarães, Carlos Carneiro foi decisivo para manutenção do Gil Vicente: com 7 golos apontados, acabou por ser, a par de Nandinho, o melhor marcador dos gilistas. Uma aposta em cheio num jogador com percurso irregular na divisão maior do nosso futebol e que, finalmente, se firmou. O brasileiro Ezequias, contratado ao Marítimo, foi outro reforço que deu mais consistência à formação de Ulisses Morais, que se fez valer da sua polivalência, utilizando-o a central, lateral ou médio ala, o que acabou por ser uma novidade. Menos feliz foi a passagem de Val Baiano, um avançado com percurso goleador no Brasiliense, que ajudou a promover à 1ªDivisão brasileira, mas que não se firmou no futebol português. Já o jovem Luís Tinoco, que se tornou conhecido por ter sido finalista do programa 'Soccastars', teve a oportunidade de jogar 4 vezes pela equipa principal, sempre como suplente utilizado.
Ezequias (defesa-central, lateral/volante esquerdo, brasileiro, ex-Marítimo)
16 jogos - 1259 minutos - 14 vezes titular (2 vezes substituido), 2 vezes suplente utilizado
6 vitórias, 2 empates, 8 derrotas
2 cartões amarelos
Luis Tinoco (lateral/volante esquerdo, ex-júnior)
4 jogos - 41 minutos - 4 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 1 empate, 1 derrota
Carlos Carneiro (avançado, ex-Vitória Guimarães)
18 jogos - 1605 minutos - 17 vezes titular, 1 vez suplente utilizado
7 vitórias, 3 empates, 8 derrotas
7 golos, 4 cartões amarelos
Val Baiano (avançado, brasileiro, ex-Brasiliense)
9 jogos - 301 minutos - 1 vez titular, 8 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 2 empates, 5 derrotas

Académica
A equipa que mais investiu no Mercado de Inverno em 2004/05, acabou por recolher frutos dessa aposta, decisiva para a manutenção na SuperLiga. O jogador que mais se destacou foi o médio defensivo Roberto Brum, que não só deu uma muito maior consistência defensiva ao sector, até aí algo mole, como também foi importante nos lançamentos de iniciativas ofensivas. Em bom plano esteve também Marcel, goleador de créditos firmados no Brasil e Coreia do Sul. É certo que não foi pelo número de golos que deslumbrou - apontou 4 -, mas deu à Académica uma referência de peso na área e tornou-se também numa mais valia na transformação de lances de bola parada. Nota positiva também para Hugo Leal: chegado a Coimbra em muito má forma física, com claro reflexo nas suas exibições à medida que os minutos avançavam, conquistou o seu espaço e jogou com regularidade, o que já não acontecia praticamente desde que abandonou o Benfica. A sua qualidade técnica e no passe foram uma importante mais-valia na segunda volta da Briosa. Menos revelante, a prestação de Andrade, que, no entanto, acabou por conquistar um lugar na equipa na ponta final do campeonato, depois de uma longa lesão, como também a de Kenedy, bastante mais utilizado, mas com rendimento irregular. O lateral-esquerdo Lira teve apenas duas oportunidades, o que não abona em seu favor, já que a preferência de Nelo Vingada acabou por ser sempre a adaptação de Vasco Faísca à esquerda. O promissor júnior Vítor Vinha teve oportunidade de se estrear na SuperLiga nos minutos finais do jogo no Estádio do Dragão, enquanto que o camaronês Beaud, campeão olímpico em 2000, voltou a ver a sua inscrição cancelada, o que já acontecera no final da primeira fase de inscrições.
Andrade (médio defensivo/lateral direito, sem clube)
6 jogos - 264 minutos - 3 vezes titular (1 vez substituido), 3 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 3 empates, 1 derrota
2 cartões amarelos
Lira (lateral/volante esquerdo, brasileiro, ex-Coritiba)
2 jogos - 52 minutos - 2 vezes suplente utilizado
0 vitórias, 1 empate, 1 derrota
Clement Beaud (médio defensivo/lateral, camaronês, ex-FC Vetra)
não foi utilizado. a sua inscrição foi retirada.
Vitor Vinha (médio centro/interior esquerdo, ex-júnior)
1 jogo - 7 minutos - foi suplente utilizado
0 vitórias, 1 empate, 0 derrotas
Roberto Brum (médio defensivo, brasileiro, ex-Coritiba)
12 jogos - 1072 minutos - 12 vezes titular (2 vezes subtituido)
6 vitórias, 5 empates, 1 derrota
3 cartões amarelos, 1 cartão vermelho por acumulação
Hugo Leal (médio centro/ofensivo, ex-FC Porto)
12 jogos - 1017 minutos - 12 vezes titular (7 vezes substituido)
5 vitórias, 4 empates, 3 derrotas
2 cartões amarelos
Kenedy (médio interior/extremo esquerdo, ex-Sp. Braga)
17 jogos - 824 minutos - 8 vezes titular (7 vezes substituido), 9 vezes suplente utilizado
5 vitórias, 7 empates, 5 derrotas
1 golo, 1 cartão amarelo
Marcel (brasileiro, ex-Suwon Samsung Bluewings)
16 jogos - 1338 minutos - 15 vezes titular (3 vezes substituido), 1 vez suplente utilizado
6 vitórias, 7 empates, 3 derrotas
4 golos, 3 cartões amarelos

União Leiria
Josiesley Ferreira, contratado para suprir a falta de uma referência na área dos leirienses, apontou 3 golos, mas o seu rendimento pecou sempre pela irregularidade, ficando um pouco abaixo das expectativas. A sua continuidade no clube para a próxima época está mesmo posta em causa e poderá rumar a outras paragens.
Josiesley Ferreira (avançado, brasileiro, ex-Nacional)
15 jogos - 857 minutos - 8 vezes titular (5 vezes substituido), 7 vezes suplente utilizado
1 vitória, 6 empates, 8 derrotas
3 golos, 2 cartões amarelos

Moreirense
Três reforços que melhoraram o rendimento colectivo, mas que não conseguiram ajudar a evitar a descida. Depois de uma longa paragem devido a uma lesão que chegou a por em causa a sua carreira, Delfim fez 7 jogos, nenhum deles completo, e não perdeu nenhum. Não deslumbrou é certo, mas mostrou que tem condições para continuar a jogar ao mais alto nível. Eriverton Lima, outro médio, também mostrou dificuldades em fazer os 90 minutos dos jogos, mas, em campo, foi um jogador que se revelou uma mais-valia: bastante razoável em termos defensivos, foi importante também nos desdobramentos ofensivos, algo que faltou ao meio-campo do Moreirense na primeira volta, marcando 3 golos. Por fim, Nei. O extremo/avançado brasileiro que vinha a dar nas vistas na Ovarense, não foi uma aposta contínua de Vítor Oliveira, mas acabou por se tornar num jogador muito importante com Jorge Jesus, fazendo uma boa recta final de SuperLiga, com 4 golos apontados.
Delfim (médio centro/defensivo, ex-Marselha)
7 jogos - 291 minutos - 4 vezes titular (sempre substituido), 3 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 4 empates, 0 derrotas
Erivérton Lima (médio centro, brasileiro, ex-Santa Cruz Recife)
17 jogos - 914 minutos - 11 vezes titular (7 vezes substituido), 6 vezes suplente utilizado
5 vitórias, 6 empates, 6 derrotas
3 golos, 3 cartões amarelos
Nei (extremo/avançado, brasileiro, ex-Ovarense)
13 jogos - 627 minutos - 6 vezes titular (5 vezes substituido), 7 vezes suplente utilizado
4 vitórias, 5 empates, 4 derrotas
4 golos

Estoril
Esperava-se muito da ida ao Mercado dos 'canarinhos', mas as apostas ficaram aquém do esperado. E se Yannick e Vargas acumularam a sua terceira descida em quatro anos, Amoreirinha, campeão pelo Benfica, somou a sua segunda descida consecutiva. Nenhum deles se impôs como titular, sendo que as apostas pontuais em Yannick, em detrimento de Jorge Baptista, acabaram por não ser felizes. Amoreirinha, por sua vez, teve dificuldades em impor-se perante a dupla Buba-Dorival, embora, na recta final do campeonato, tenha finalmente conquistado o lugar. Já Vargas, sobretudo como suplente utilizado, acabou por revelar-se importante: foi nessa condição que apontou 3 dos seus 5 golos. Mas pior, pior mesmo, só a 'novela' do ponta de lança: depois de várias experiência, a aposta recaiu em Moses Sakyi, um possante e veloz avançado ganês, mas com gritantes limitações técnicas e com pouco sentido de baliza. Nenhum golo em catorze jogos, três amarelos e um vermelho directo, são as estatísticas desta sua passagem pelo futebol português.
Yannick Quesnel (guarda-redes, francês, ex-Benfica)
8 jogos - 720 minutos - sempre titular
2 vitórias, 1 empate, 5 derrotas
9 golos sofridos, 1 cartão amarelo
Amoreirinha (defesa-central/lateral-direito, ex-Benfica)
8 jogos - 676 minutos - 7 vezes titular, 1 vez suplente utilizado
2 vitórias, 2 empates, 4 derrotas
1 golos, 2 cartões amarelos
Vargas (extremo/médio ofensivo/avançado, ex-União Leiria)
15 golos - 675 minutos - 8 vezes titular (5 vezes substituido), 7 vezes suplente utilizado
3 vitórias, 3 empates, 9 derrotas
5 golos, 3 cartões amarelos, 1 cartão vermelho directo
Moses Sakyi (avançado, ganês, ex-İstanbulspor)
14 jogos - 588 minutos - 4 vezes titular (3 vezes substituido), 10 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 3 empates, 9 derrotas
3 cartões amarelos, 1 vermelho directo

Beira-Mar
O Beira-Mar acabou por ser outra das equipas a apostar forte no Mercado de Inverno, procurando recuperar o tempo perdido com algumas opções duvidosas no início da temporada. A aposta passou, sobretudo, por ex-jogadores do Boavista: Rui Óscar, lateral-direito, entrou sem ritmo e acabou por ficar arredado da competição devido a um controlo anti-doping positivo ; Ricardo Silva, defesa-central, tornou-se na referência do eixo central aveirense, até aí muito débil, mas os resultados acabaram por não melhorar e duas expulsões mancharam o seu regresso à competição, depois de seis meses de paragem ; Jorge Silva, foi importante graças à sua polivalência, que lhe permitiu jogar a central ou a líbero, mas o seu rendimento acabou por ser inconstante ; e, por fim, Ali, que, depois de ser dispensado no Estoril, reapareceu em Aveiro. Apesar de muitas vezes chamado à equipa, não conseguiu criar desequilibrios à esquerda do ataque aveirense. Assim, acabou por ser o francês Hassan Ahamada, o mais consistente dos reforços de Inverno: aberto na direita ou na esquerda, ou em cunha na frente, o jogador francês, com passado nas selecções e campeão pelo Nantes, mostrou qualidade, marcando 1 golo e estando na origem de outros, através de assistências.
Rui Óscar (lateral-direito, sem clube)
3 jogos - 204 minutos - 3 vezes titular (1 vez substituido)
1 vitória, 0 empates, 2 derrotas
Ricardo Silva (defesa-central, sem clube)
17 jogos - 1519 minutos - sempre titular
3 vitórias, 7 empates, 7 derrotas
4 cartões amarelos, 1 cartão vermelho por acumulação, 1 vermelho directo
Jorge Silva (defesa-central/médio defensivo, ex-Boavista)
12 jogos - 1014 minutos - sempre titular (2 vezes substituido)
2 vitórias, 4 empates, 6 derrotas
4 cartões amarelos
Ali (extremo esquerdo, franco-marroquino, ex-Estoril)
14 jogos - 778 minutos - 10 vezes titular (7 vezes substituido), 4 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 7 empates, 5 derrotas
1 cartão amarelo
Hassan Ahamada (extremo/avançado, francês, ex-Nantes)
15 jogos - 1138 minutos - 13 vezes titular (3 vezes substituido), 2 vezes suplente utilizado
2 vitórias, 6 empates, 7 derrotas
1 golo, 2 cartões amarelos.
Publicado por rui malheiro às 16:20