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quarta-feira, 8 junho 2005

Nacional da Madeira: Balanço da Época

Categoria: 04/05 Balanço da SuperLiga

Foi um Nacional irregular aquele que se passeou pela Superliga que agora finda. Volvida uma temporada de sonho que se seguiu a um excelente ano de regresso ao escalão maior do futebol nacional, o conjunto da Choupana sentiu a pressão da UEFA e dos lugares cimeiros mas também não resistiu a algumas saídas, muitos erros de casting e alguns egos mais inchados do que o desejável. Não se questiona a permanência dos madeirense e importa até notar o brilhantismo atingido em curtos períodos da temporada. Pontos altos – as históricas vitórias no Dragão e em Alvalade e a série de três triunfos consecutivos (Sporting incluído) que marcaram a despedida de Casemiro Mior. João Carlos Pereira não deixa propriamente saudades mas o futuro faz-se com a palavra ambição como fundo. Vem aí Manuel Machado e Rui Alves parece ter os cofres cheios para assaltar novamente o topo da Superliga.






Superliga – Foi uma carreira aos solavancos a do Nacional no campeonato maior do futebol nacional. Com nove pontos amealhados à sexta jornada, o conjunto da Choupana passou por uma série de oito jogos sem vencer (três empates, cinco derrotas) mas partiu para três triunfos consecutivos a fechar a primeira volta. Casemiro Mior saiu após a última dessas vitórias, conseguida na Madeira diante do Sporting (3-2). Via-se um futebol bem mais próximo do praticado nas épocas anteriores e João Carlos Pereira chegou num contexto bem mais desanuviado. Numa primeira fase, as contratações de Inverno revelaram-se proveitosas mas o ex-treinador da Académica acabou por fazer menos um ponto do que Mior fizera em igual número de encontros. Fica com o ónus de ter conseguido os históricos triunfos do Dragão e de Alvalade.





Taça de Portugal – Eliminado na Choupana pelo Boavista, que venceu após prolongamento um encontro muito bem disputado. Participação regular.





Taça UEFA – Estreia europeia com duas derrotas diante do favorito Sevilha, que viria a lutar pelos lugares cimeiros na Liga espanhola. Valeu pela participação.









Goleada no Dragão. Três décadas! Quantos se lembram de humilhação idêntica à que o Nacional impôs ao FC Porto, no seu próprio terreno? Poucos, por certo. Todavia, o feito repetiu-se em Março deste ano, com o Nacional a golear o campeão nacional por 4-0. Miguel Fidalgo marcou cedo mas o escândalo só chegaria no segundo tempo, com o suceder dos golos madeirenses. Perante um FC Porto medonho, o emblema da Choupana



A estrela e a revelação:





Miguel Fidalgo. Jovem madeirense, rodou em clubes de menor expressão do futebol insular mas teve este ano uma real oportunidade para brilhar ao serviço do Nacional. Entrou na equipa para ocupar um terreno que nem Goulart nem Serginho vinham preenchendo com a qualidade que haviam patentado em épocas anteriores. Seria, por assim dizer, uma forma de castigar os habituais titulares. Todavia, agarrou a titularidade e acabou por ser o melhor da época dos alvi-negros. Muito regular, revela-se mais um atleta de equipa do que um virtuoso avançado mas é precisamente por aí que marca a diferença. Quem dá o que tem a mais não é obrigado e Miguel Fidalgo teve uma entrega constante. Fisicamente muito disponível, defende bem mas é no ataque que se distingue. Sobretudo pela direita, foi o principal dínamo do ataque insular. Estreou-se a marcar na vitória tangencial sobre o Guimarães, equipa orientada então pelo seu futuro técnico. Conhecendo Manuel Machado, não será difícil perspectivar que Fidalgo encaixa perfeitamente nos seus princípios de jogo.


O 'flop':





Laterais-Esquerdos. Adriano marcava mas Rossato terá sido o principal destaque das últimas duas temporadas do Nacional. Vendido ao FC Porto e posteriormente cedido à Real Sociedad, o brasileiro foi ausência muito notada no esquema madeirense. Rondinelli revelou-se pior do que Alonso, sobretudo por ter chegado envolto em promessas de bom futebol. Verdadeiramente complicada a sucessão de Rossato, algo que forçou regularmente opções de recurso para o posto, mormente com a inclusão de Cleomir no onze inicial. Um caso que Manuel Machado tem em mãos...


Os treinadores:





Casemiro Mior revelou-se bem menos capaz do que na época anterior, não devendo ser excluído do lote de responsáveis pelas más aquisições feitas e pela má gestão, psicológica sobretudo, dos craques que haviam brilhado na temporada transacta. Saiu após a melhor série da temporada (três vitórias), quando parecia capaz de fazer face à terrível sequência de oito jogos sem ganhar.





Acabou com 21 pontos, mais um do que os conseguidos por João Carlos Pereira na segunda volta. Salvador da Académica em 2004, o técnico fez uma primeira volta sofrível em Coimbra e não foi muito mais feliz na Choupana. Venceu no Dragão e em Alvalade mas despediu-se do palco madeirense sob um coro de apupos, após a derrota por 3-1 frente ao Penafiel. Nunca foi muito apreciado e volta a procurar clube neste final de época.



Nacional 2004/2005:


Publicado por andré viana às 11:00

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