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segunda-feira, 6 junho 2005

Moreirense: Balanço da Época

Categoria: 04/05 Balanço da SuperLiga

Foi traumático o ano que se seguiu ao adeus a Vítor Oliveira e a Manuel Machado. Respectivamente ex-presidente e ex-treinador do clube minhoto, os suportes máximos da ascensão dos axadrezados e da sua manutenção na Superliga em duas edições consecutivas foram ausências de peso na estruturação do novo ano. Sem grandes soluções no plantel mas também privados de uma visão de banco capaz de exponenciar os recursos existentes, o Moreirense não foi além de uma performance modesta, mormente no tocante à incapacidade de vencer jogos caseiros. Apesar do bom fim de temporada coincidente com a chegada de Jorge Jesus, o emblema vimaranense diz adeus à divisão maior do nosso futebol. Para além do capítulo desportivo, esta é uma época de pesar. João Manuel deixa saudade no clube que lhe emprestou a última camisola que vestiu enquanto profissional.






Superliga - Falhado o objectivo manutenção, não é difícil deduzir que o campeonato deste ano foi muito negativo para o Moreirense. Muito instável, o clube perdeu sobretudo oportunidades para pontuar e vencer no seu terreno, algo que justificou por diversas ocasiões em função das oportunidades criadas. Mesmo sem jogar bem, o emblema minhoto foi justificando outra pontuação mas faltou sempre um "click" na hora de mostrar um futebol mais inspirado e, sobretudo, mais eficaz. Jorge Jesus alterou um pouco este cenário, sobretudo com a rentabilização dos reforços de Inverno. Foi tarde demais e a verdade é que o Moreirense foi quase sempre inferior ao nível médio desta Superliga.





Taça de Portugal – Eliminado por um conjunto da II Divisão B, o Oliveira do Hospital. Terminou em Dezembro e de forma muito inglória a passagem do Moreirense pela Taça de Portugal.








Cinco jogos sem conhecer o sabor da derrota. Correspondem ao final da temporada e incluem três empates (Bessa, Beira-Mar e FC Porto) e duas vitórias (Coimbra e Sporting de Braga). Foi o melhor período da temporada, conseguido com Jorge Jesus e com os reforços de Inverno Nei e Eriverton em grande. Ficou a ideia de que, com mais alguns jogos, o Moreirense podia manter-se na Superliga.






Quase todo o reinado de Vítor Oliveira. Passando pela eliminação da Taça de Portugal ante um adversário muito modesto, a prestação do Moreirense foi muito pobre, sobretudo nos encontros caseiros em que os locais defrontavam equipas do seu campeonato. Faltou ambição, faltou ousadia e um toque de banco que Vítor Oliveira nunca soube dar. Por isso o adeus a esta Superliga.


A estrela:





Fernando Moura. Irregular, é certo. Como a equipa. Todavia, o médio brasileiro que mereceu a atenção de clubes europeus durante a temporada foi claramente o mais esclarecido da equipa vimaranense. Emprestou alguma magia a um conjunto desinspirado, esteve ligado aos melhores momentos da época axadrezada. Continua na Superliga em função do valor que demonstrou para tal e é grande a ansiedade para comprovar se a irregularidade de Fernando se deve à conjuntura com que se deparou esta época. Com um excelente pé esquerdo, foi autor de bons golos e o especialista das bolas paradas.


A revelação:





Nei. Contratado à Ovarense, o avançado chegou com o nickname de “Fumaça” mas tardou a apresentar fogo. Não foi feliz com Vítor Oliveira mas cresceu imenso com a chegada de Jorge Jesus. Acaba a época com quatro golos, sendo que na retina fica o tento ao FC Porto mas sobretudo o imenso remate que deu a vitória sobre o Braga. Regressa à Liga de Honra mas se houver gente atenta não tardará a regressar à Superliga. Muito combativo, compensa com entrega as debilidades ao nível técnico.


O 'flop':





Afonso Martins. Muito importante na primeira época do Moreirense na Superliga, regressava a "casa" após uma temporada passada a escassos quilómetros. Desencontrou-se com Manuel Machado e era a grande esperança dos adeptos de Moreira de Cónegos. Este muito aquém das expectativas, raramente sendo capaz de se mostrar decisivo nos capítulos em que normalmente faz a diferença - nas assistências e nas bolas paradas. Foi um travão para um ataque delineado em função da velocidade e esteve bem distante daquilo que pode e sabe fazer em prol da equipa.


Os treinadores:





Vítor Oliveira. Mais um regresso infeliz deste técnico, que já passara por maus bocados na temporada transacta. Pegou num plantel debilitado mas não soube fazer as escolhas certas e também se mostrou incapaz de acrescentar aquele "je ne sais quoi" a uma equipa que se estruturava bem no contra-ataque quando jogava fora e que construía boas ocasiões de golo em casa. Faltaram golos a este Moreirense, faltou rasgo e intensidade, faltou inspiração.





Tudo isso melhorou um pouco com Jorge Jesus, um treinador vindo do desemprego mas que salvara o Guimarães da despromoção na época anterior. Não conseguiu igual milagre em Moreira de Cónegos mas deu a ideia de que, com umas semanas extra, era possível manter esta equipa na Superliga... Nunca saberemos!



Moreirense 2004/2005:


Publicado por andré viana às 10:30

Comentários

Gostei de saber que a problema do Moreirense foi o ataque, curiosamente o ponta de lança da equipa , o Manoel, é o substituto de Liedson no Sporting. Folgo muito em saber que o Sporting continua muito atento aos craques no futebol português.

Publicado por: paulo [TypeKey Profile Page] em junho 6, 2005 02:45 PM

o presidente chama-se vitor magalhaes e nao vitor oliveira!Tive pena que o moreirense nao tivesse ficado!Tinha uma boa equipa na minha optica, mas nao foi bem gerida!Veja-se Lito, Nei, R.Fernandes, Fernando, Afonso Martins, Manoel...bons jogadores mas que vitor oliveira nao soube gerir!Tb gostava que o jesus ficasse em moreira é um senhor com grande classe, que salvou o meu vitoria da despromoçao o ano passado!É humilde e trabalhador, e com mais um tempo salvava o Moreirense!Pena...so espero que voltem rápido à Superliga!

Publicado por: Fabiolapereyra [TypeKey Profile Page] em junho 7, 2005 11:32 PM