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segunda-feira, 9 fevereiro 2004
Vale Tudo
Categoria: 03/04 Futebol Português , Alverca , Boavista
Péssima partida de futebol entre Boavista e Alverca, algo que tem vindo a ser comum, quando estas equipas actuam, ao longo desta SuperLiga. Na primeira parte pouco há para dizer: o Boavista só criava algum perigo em lances de bola parada, enquanto que o Alverca, perto do intervalo, no único remate que fez à baliza, adiantou-se no marcador. Da primeira parte dos axadrezados realce para o deserto de ideias de Sanchez na formação da equipa: 4 defesas quase estáticos ; 3 trincos com características muito similares, pouco dados à construção de jogo ; Ricardo Sousa muito apagado, também por estar a ser bem marcado ; e, na frente, um Martelinho de pouca chama no apoio a Luiz Cláudio, preso entre os centrais. Com isso não seria de esperar futebol de qualidade por parte dos axadrezados, sempre mais preocupados em arranjar faltas e faltinhas para explorar as bolas paradas.
A segunda parte continuo desinteressante: o Boavista sempre intranquilo, com Sanchez a fazer substituições confusos, enquanto o Alverca ia dando prioridade ao repelão, embora, de quando em vez, procurasse contra atacar, com duas ou três unidades, enquanto os outros ficavam atrás. Sanchez ainda lançou Fary, procurando um futebol ainda mais directo, mas as bolas morriam na defensiva do Alverca.
Minuto 90 - tudo mudou. 7 minutos de compensações - vá lá saber-se porquê. Ao minuto 2, falta inexistente de Diogo sobre Fary junto à linha lateral, em frente ao fiscal de linha. Sousa coloca a bola 10 metros mais para dentro, sem reacção do fiscal e do árbitro, bate a falta e Luiz Cláudio empata, num lance em que Fary ainda toca no guarda redes - o que se sabe que não é permitido dentro da pequena área, mesmo quando a bola já caminhava para o fundo das redes.
O Alverca desorientou-se: passes errados, chutões que acabavam por ir para zonas centrais e o Boavista esteve, por duas vezes, bem perto da vitória. Aé que ao minuto 6 de descontos, num lance confuso, Fary acaba por empurrar a bola para o fundo das redes e fazer o 2-1. O senegalês, antes e na altura do remate, executa-o com uma mão sobre o central Veríssimo, mas, na verdade, o central ribatejano foi muito infantil, ao encolher-se e deixar o senegalês fazer o que quis.
O jogo acabou - o Boavista chega ao 5º lugar, enquanto que o Alverca começa a ficar em situação preocupante. Couceiro continua a queixar-se: é certo que volta a ter razão, mas continua a faze-lo de forma incorrecta, citando outros. Estava na altura de tomar uma atitude mais máscula, falar em nomes e em casos, não deixando pela enésima vez acusações no ar. E também já era hora de deixar-se do discurso do 'Alverca veio para ganhar o jogo', porque, na verdade, só ele é que terá visto essa mentalidade - um remate à baliza, em 45 minutos, são a prova disso mesmo.
Publicado por rui malheiro às 22:15
Comentários
Aqueles sete minutos...foram a primeira vez em que eu vi o Boavista ter uma atitude positiva esta época.
Quantos às acusações de José Couceiro, eu também gostava que ele fosse um pouco menos vago. Talvez o Alverca tenha os seus telhados de vidro...como é que um clube praticamente sem adeptos consegue manter uma equipa na primeira liga?
#1 | Comentado por: grim | 24 de outubro de 2005 às 21:25