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sexta-feira, 11 junho 2004

Notas sobre o Europeu de Sub'21 (II)

Categoria: 03/04 Futebol Internacional , Col: Bruno Ribeiro

Como prometi no meu post anterior, regresso ao Campeonato da Europa de Sub'21 desta vez para falar dos jogadores que, na minha opinião, mais se destacaram na competição e cujo futuro será interessante de seguir:

Alberto Gilardino (Itália)- o jovem ponta-de-lança do Parma demonstrou neste Europeu que os 24 golos apontados na Séria A desta época (segundo melhor marcador a seguir a Shevchenko), não foram obra do acaso. Fisicamente possante e dotado de boa técnica, Gilardino é um típico avançado transalpino com grande agilidade e excelente sentido de baliza.

Andrei Delibasic (Sérvia e Montenegro)- Delibasic pode-se gabar de esta época ter marcado por 2 vezes ao campeão europeu ainda ao serviço do Partizan. A meio da época mudou-se para Maiorca para servir de companhia a Eto'o e Bruggink. A verdade é que este avançado sérvio mostrou possuir capacidades para ter uma carreira de grande nível. Forte no jogo aéreo e com boa técnica, não enjeita uma oportunidade para alvejar as balizas adversárias.

Carlitos (Portugal)- demorou a impor-se como titular da equipa (talvez devido à sua pouca experiência a nível internacional), mas à medida que a competição avançou demonstrou o porquê de ser considerado por muitos o melhor jogador da Liga de Honra desta época. Rápido, com drible fácil é uma constante dor de cabeça para os defesas adversários, faltando-lhe apenas perder alguns "tiques" individualistas. Com grande margem de progressão, pode ser um dos destaques da Superliga da próxima época agora ao serviço do Benfica.

Johan Elmander (Suécia)- dotado de um físico impressionante, Elmander escapa ao convencionalismo de avançado "louro, alto e tosco" demonstrando possuir uma boa técnica individual e inteligência táctica. Foi o principal destaque da formação sueca, marcando 4 golos (3 dos quais a Portugal).

Stefan Ishizaki (Suécia)- foi o grande municiador de jogo desta equipa. Dotado de grande capacidade técnica, quer ao nível do drible quer ao nível do passe, o jogo da selecção escandinava passou todo pelos seus pés. Teve a responsabilidade de fazer a ligação entre as linhas recuadas da equipa e o isolado Elmander, e a verdade é que mostrou qualidade para merecer olhares mais atentos dos olheiros dos grandes clubes europeus.

Aleksandr Hleb (Bielorrússia)- o jovem médio do Estugarda mostrou nesta competição as qualidades técnico-tácticas que fazem dele já não uma esperança, mas uma certeza do futebol bielorrusso. De drible curto e cabeça bem levantada à procura de espaços para lançar passes mortíferos, foi a figura principal de uma selecção que surpreendeu pela positiva.

Bastian Schweinsteiger (Alemanha)- ao longo da época Otmar Hitzfield foi confiando no jovem médio, produto das escolas do Bayern de Munique, em jogos de grande importância, como foi o caso dos jogos dos oitavos-de-final da Champions League frente ao Real Madrid. Ao habitual pragmatismo alemão, "Basti" junta uma excelente capacidade técnica aliada a um remate fácil e poderoso. As suas boas exibições não passaram despercebidas a Ruddi Voller que o chamou para participar no Euro'2004.

Publicado por bruno ribeiro às 15:18

Comentários

Muito bem, embora me pareça que um dos médios da Itália também merecesse destaque.

#1 | Comentado por: Luís Viegas | 24 de outubro de 2005 às 21:23


muito boa análise, com a qual concordo, assim como com os destaques. gostei também do danko lazovic, da jugoslávia, jogador do feyenoord, e ex-partizan e do marco donadel, da itália, que actua no parma.

#2 | Comentado por: rui malheiro | 24 de outubro de 2005 às 21:23

Óptimo trabalho, Bruno! Para alguém como eu, que não pude acompanhar o campeonato pela televisão, já que lamentávelmente os direitos foram concedidos à Sport tv, conseguiste pôr-me a par das jovens «next big things».

Abraço e bem-vindo!

#3 | Comentado por: João Carmo | 24 de outubro de 2005 às 21:23