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domingo, 10 outubro 2004
Futebol de Terceira
Categoria: Col: Nuno Travassos
No Domingo marcado por um Jornal da TVI mais curto, eis que se dá o regresso do Futebol de Terceira. Para aqueles que não fazem ideia do que se fala, relembro que se trata de uma rubrica dedicada a assuntos e histórias relacionadas com as divisões inferiores do nosso futebol. Originalmente a cobaia era a 3ª divisão, mas este ano a coisa promete ser ainda pior, uma vez que vamos descer até aos distritais.
O N*Amadores (agora Liga dos Últimos) que se cuide!!!
Ai está a primeira história da época....
Mais um Domingo de futebol amador na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Pontapé pó ar, maus árbitros, courato ao intervalo....nada de novo. Mas enganem-se aqueles que pensam que não vale a pena ir aos campos. É que as próprias equipas têm noção que não estão a apresentar um futebol digno e para fazer valer o dinheiro que os associados dão pelo bilhete decidem apresentar um espectáculo alternativo. Os artistas de hoje, quiçá motivados pela homenagem da SIC a Manoel de Oliveira, decidiram prestar tributo ao cinema português.
A meio do segundo tempo um dos defesas da equipa da Casa do Artista faz uma falta na linha. O amarelo, que seria o segundo e ditaria a expulsão, estava iminente. É então que a equipa decide pôr em prática tudo aquilo que foi aprendido nas aulas de drama da brasileira Thais de Campos, apresentando um excerto de uma peça escrita pelo namorado de Marisa Cruz.
O árbitro preparava-se para exibir o tal segundo amarelo ao jogador, mas este tentava evitar a todo o custo a expulsão, pelo que usou a velha táctica de ficar no chão com uma suposta lesão, na esperança que o juiz se esquecesse. Mas enquanto esperava, com o cartão na mão, que o infractor se levantasse, eis que aparece um colega de equipa a protestar ruidosamente. O árbitro, naturalmente, centrou as suas atenções nesse jogador, aconselhando-o a ter calma. Mas o visado, cumprindo o seu papel de actor secundário, manteve os protestos até ser admoestado (também ele) com o cartão amarelo. Enquanto toda esta cena decorria, no estúdio ao lado as filmagens continuavam. É que enquanto era mostrado o amarelo ao jogador dos protestos, o outro actor, o tal que estava prestes a ser expulso, saiu de cena e trocou de posição com um duplo, um terceiro colega de equipa que ainda não tinha visto o cartão e, dessa forma, não seria expulso. O árbitro, que é sócio da Blockbuster e vê muitos "making of", mostrou conhecimento da técnica e evitou aparecer na próxima edição do "Olhó Vídeo", a receber um prémio das mãos de Cláudio Ramos. Se a coisa tivesse pegado, toda a equipa estava automaticamente nomeada para um Globo de Ouro.
Publicado por nuno travassos às 21:21
Comentários
LOL, oh pah em 22 jogadores esquecer a cara de 1 era uma beka impossivel, eles so se arriscaram a terem 2 gajos expulsos.
#1 | Comentado por: Luis Lourenço | 20 de março de 2006 às 23:28