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sexta-feira, 28 janeiro 2005
Mercado Agitado (III)
Categoria: 04/05 SuperLiga , Académica , Benfica , FC Porto , Gil Vicente , Moreirense , Sporting , V. Guimarães
Leandro do Bonfim deverá ser mesmo o último reforço do FC Porto para o que resta de temporada. O 'nº10' do PSV Eindhoven está em ruptura com o clube, e recusa-se a regressar do Brasil, para onde se deslocou há cerca de um mês. Stan Valckx, antigo central do Sporting e actual director desportivo do clube, fez ontem críticas duras a André Curi, empresário do jogador, que tudo está a fazer para Leandro conseguir a sua desvinculação, alegando falta de adaptação à Holanda. O curto prazo até ao fim das inscrições, que terminam na próxima segunda-feira, parece ser o grande inimigo do FC Porto, que já terá assegurado o concurso do jogador, que à semelhança de Léo Lima não poderá jogar na Liga dos Campeões, para os próximos 4 anos e meio.
Fora de hipóteses parece estar Ibson, que só será opção, segundo o jornal 'O Jogo', caso surja alguma complicação em relação à transferência de Leandro. Ibson que tem no Dinamo Moscovo um novo pretendente ao seu concurso. Entretanto, Maciel já rumou a França, onde está a negociar o seu contrato com o Rennes, enquanto que Hélder Postiga é pretendido pelo Lille.
Lisandro 'Licha' Lopez afirmou ontem à imprensa argentina, que pretende ir, de imediato, para o Benfica. Depois de fracassada a 'operação Maxi López', os 'encarnados' podem antecipar a vinda do avançado argentino, já há algumas semanas apontado como o primeiro reforço para 2005/2006. O principal entrave continua a ser o presidente do Racing Club, Fernando Marin, que quer segurar o jogador até Junho, mas 'Licha' revelou que esta é a altura ideal para dar o 'salto' para o futebol europeu: 'Gostava de ir já para o Benfica. É uma oportunidade que não queria desperdiçar pois o campeonato português é o ideal para começar a carreira na Europa. Sei que em Portugal também se privilegia mais a técnica individual e isso pode favorecer-me. Além disso, o Benfica é uma formação muito importante e com história. Os dirigentes do Racing gostavam que eu ficasse mais alguns meses na equipa. Vamos ver como correm as coisas nos próximos dias. Penso que é a altura de sair'.
O Palmeiras assumiu o interesse em Roger, admitindo a compra do seu passe, avaliado em 3 milhões de euros, mas só depois de contar com o jogador durante seis meses. Assim, e sabendo que o Benfica não está disponivel a um novo empréstimo, o médio ofensivo brasileiro, já inscrito na Liga de Clubes, dificilmente não irá cumprir o ano e meio de contrato que lhe resta com o clube da Luz.
No Sporting, o lateral direito Mário Sérgio, ainda não utilizado na SuperLiga, poderá estar de saída. Sem espaço na equipa principal dos 'leões', o antigo lateral-direito do Paços de Ferreira, tem a Académica interessada nos seus serviços, mas o seu futuro poderá passar pelo Alavés, da 2ªDivisão espanhola, que, entre hoje e amanhã, deverá apresentar Mário Jardel como novo reforço.
Apesar de ter anunciado a sua saída do comando técnico do Vitória Guimarães, Manuel Machado irá orientar amanhã a formação vimaranense diante da Académica, num jogo que poderá marcar a estreia de César Peixoto, que regressa ao clube onde se formou como jogador e que representou durante oito anos. Na próxima semana, Machado deverá assumir o papel de coordenador de todo o futebol vitoriano, sendo que José Gomes, actual treinador do Leixões, parece ser o melhor colocado para ser o novo técnico do clube. No entanto, os nomes de Manuel Cajuda, António Sousa e Vítor Paneira também têm sido falados.
Mais um emigrante. Rui Baião, dispensado por Ulisses Morais do Gil Vicente, irá rumar ao futebol grego, mais concretamente ao Karkyra, da ilha de Corfu, último classificado da 1ªDivisão, com apenas 13 pontos, em 16 jogos.
No Moreirense, Vítor Oliveira confirmou a aquisição de Delfim. Segundo o técnico, o facto do jogador estar há muito tempo sem competir, não é um risco, pois trata-se de um jogador internacional, de qualidade inegável, e que já fez alguns jogos pela equipa de reservas do Marselha.
Hugo Leal e Roberto Brum já iniciaram os treinos na Académica, e hoje, ao início da tarde, serão apresentados à comunicação social e associados. O médio, ex-FC Porto, poderá ser opção para o jogo de amanhã diante do Vitória Guimarães, caso Nelo Vingada assim o entenda. Quanto a Roberto Brum e Marcel, que ainda aguarda pelo certificado internacional, só deverão estrear-se na deslocação à Luz, no próximo fim-de-semana.
Por fim, registo para a rescisão de Livramento, jogador da Olhanense, que tem vindo a realizar uma excelente campanha na Liga de Honra. O médio polivalente, que chegou a passar pelo Benfica B, é pretendido por vários clubes da SuperLiga.
Publicado por rui malheiro às 10:32
Comentários
O Porto parece um supermercado. Sai mercadoria, entra mercadoria, não passa disto. o problema é que alguma da "mercadoria" é de qualidade duvidosa!
#1 | Comentado por: Ivo | 24 de outubro de 2005 às 21:14
É só brasileirada a entrar no porto, jogadores para o fêcêpê e putas para as casas de prostituição do Reinaldo. Vão ao Brasil ver jogadores, aproveitam e trazem umas putas brasucas para animar as noites da Ribeira.
#2 | Comentado por: Reis | 24 de outubro de 2005 às 21:14
mas o porto quer fazer quantas equipas?os clubes portugueses tao habituados a pobreza quando s apnham com dinheiro so fazem merda.
#3 | Comentado por: constantino rapado | 24 de outubro de 2005 às 21:14
DIÁRIO DE NOTICIAS
"Se a minha opção foi José Veiga, ninguém me vai demover." Em Março de 2004, Luís Filipe Vieira assumia publicamente a intenção de entregar ao empresário a gestão do futebol do Benfica. A oposição foi forte, mas o presidente dos encarnados passou por cima e, um mês depois, viria a confirmar a entrada de Veiga. A primeira barreira estava ultrapassada, mas outras não tardaram a surgir. Tiago, que entrou no Benfica pelas mãos de "José Veiga empresário", em 2002, mas trocou-o depois pelo grande rival Jorge Mendes, deu o mote numa entrevista, afirmando que com Veiga não tinha condições para continuar na Luz. A mensagem era clara o novel homem do futebol benfiquista não iria ter a vida facilitada. E Veiga sabia-o.
O rol de inimigos que criou durante a sua vida de empresário não iria querer perder a oportunidade de o ver fracassar. O que o ex-empresário não suspeitava é que, apenas meio ano depois, o seu sucesso iria estar nas mãos, precisamente, do seu arqui-rival. Mas é o que acontece actualmente no Benfica, onde a desilusão do presidente com a actuação do gestor o levou a virar-se para Jorge Mendes à procura dos reforços que possam ainda salvar a época. Deixando Veiga literalmente à mercê de Mendes e com margem de manobra cada vez mais reduzida na Luz.
A inesperada entrada de Jorge Mendes no Benfica - foi ele que tratou da transferência de Nuno Assis e tentou a de Maxi Lopez através do fundo MSI - está directamente relacionada com o progressivo enfraquecimento do papel de Veiga no seio do clube. Ao que o DN apurou, foi crescendo nos últimos tempos a insatisfação de Vieira com a actuação do administrador que ele próprio escolheu (mas que nunca chegou a ser cooptado para a SAD devido aos problemas fiscais que envolvem a sua anterior actividade). O "comportamento autista" e o facto de "não ter conseguido libertar-se da mentalidade de empresário" desagradam ao presidente encarnado, que vê aí causas do fracasso de Veiga na sua missão. Vieira não gosta que José Veiga "não partilhe os negócios do futebol com ninguém", nem mesmo com ele, e vê nesse comportamento quase uma "afronta" ao seu papel de presidente.
Mas o passo decisivo para o "afastamento" entre Vieira e Veiga terá sido dado neste mercado de Inverno, quando Veiga prometeu fazer dinheiro com a colocação de cinco jogadores, dinheiro que serviria depois para reforçar a equipa com três atletas de real valor. Veiga falhou em toda a linha conseguiu apenas acertar as rescisões com Zahovic e Argel, que saíram da Luz a custo zero, mas Sokota, por exemplo, foi parar à equipa B depois de falhadas todas as tentativas de o colocar em Inglaterra. E das grandes contratações prometidas, desde Robinho a Karagounis, nenhuma chegou à Luz. Apenas o central André Luiz, a custo zero, vindo do Santos para uma posição onde o plantel nem está carenciado. Aliás, desde que entrou no clube, Veiga apenas concretizou negócios de valor duvidoso - Alcides e Paulo Almeida a custo zero, Dos Santos, Karadas, Everson (que até chegou lesionado) e meia dúzia de jogadores do Alverca.
Foi esse encher do copo de negociações falhadas que fez com que Vieira se virasse, nesta reabertura de mercado, para Mendes. Uma aproximação que foi sendo promovida por dois ou três dirigentes da Luz com quem o empresário que actualmente domina o mercado português (e não só) mantém "um relacionamento simpático".
"Lá tiveram de se render", confirma um colaborador da Gestifute, empresa de Jorge Mendes, que garante no entanto que "as reuniões de trabalho são realizadas exclusivamente com Luís Filipe Vieira". Contudo, elemento da direcção do Benfica garantiu ao DN que, pelo menos, "numa reunião há 15 dias estiveram os três [Vieira, Mendes e Veiga] na mesma sala". O assunto terá sido Nuno Assis. Segundo a mesma fonte, "Veiga não se opôs porque percebeu que, nesta altura, se quiser ganhar tem mesmo de ser assim". É que José Veiga tem com o Benfica uma espécie de contrato por objectivos, que garante ao administrador uma compensação consoante o lugar que a equipa atingir na Superliga. Portanto, "o sucesso financeiro de Veiga está anexado ao sucesso desportivo do Benfica". Refém, assim, dos negócios de Jorge Mendes.
#4 | Comentado por: frank | 24 de outubro de 2005 às 21:14
"Se a minha opção foi José Veiga, ninguém me vai demover." Em Março de 2004, Luís Filipe Vieira assumia publicamente a intenção de entregar ao empresário a gestão do futebol do Benfica. A oposição foi forte, mas o presidente dos encarnados passou por cima e, um mês depois, viria a confirmar a entrada de Veiga. A primeira barreira estava ultrapassada, mas outras não tardaram a surgir. Tiago, que entrou no Benfica pelas mãos de "José Veiga empresário", em 2002, mas trocou-o depois pelo grande rival Jorge Mendes, deu o mote numa entrevista, afirmando que com Veiga não tinha condições para continuar na Luz. A mensagem era clara o novel homem do futebol benfiquista não iria ter a vida facilitada. E Veiga sabia-o.
O rol de inimigos que criou durante a sua vida de empresário não iria querer perder a oportunidade de o ver fracassar. O que o ex-empresário não suspeitava é que, apenas meio ano depois, o seu sucesso iria estar nas mãos, precisamente, do seu arqui-rival. Mas é o que acontece actualmente no Benfica, onde a desilusão do presidente com a actuação do gestor o levou a virar-se para Jorge Mendes à procura dos reforços que possam ainda salvar a época. Deixando Veiga literalmente à mercê de Mendes e com margem de manobra cada vez mais reduzida na Luz.
A inesperada entrada de Jorge Mendes no Benfica - foi ele que tratou da transferência de Nuno Assis e tentou a de Maxi Lopez através do fundo MSI - está directamente relacionada com o progressivo enfraquecimento do papel de Veiga no seio do clube. Ao que o DN apurou, foi crescendo nos últimos tempos a insatisfação de Vieira com a actuação do administrador que ele próprio escolheu (mas que nunca chegou a ser cooptado para a SAD devido aos problemas fiscais que envolvem a sua anterior actividade). O "comportamento autista" e o facto de "não ter conseguido libertar-se da mentalidade de empresário" desagradam ao presidente encarnado, que vê aí causas do fracasso de Veiga na sua missão. Vieira não gosta que José Veiga "não partilhe os negócios do futebol com ninguém", nem mesmo com ele, e vê nesse comportamento quase uma "afronta" ao seu papel de presidente.
Mas o passo decisivo para o "afastamento" entre Vieira e Veiga terá sido dado neste mercado de Inverno, quando Veiga prometeu fazer dinheiro com a colocação de cinco jogadores, dinheiro que serviria depois para reforçar a equipa com três atletas de real valor. Veiga falhou em toda a linha conseguiu apenas acertar as rescisões com Zahovic e Argel, que saíram da Luz a custo zero, mas Sokota, por exemplo, foi parar à equipa B depois de falhadas todas as tentativas de o colocar em Inglaterra. E das grandes contratações prometidas, desde Robinho a Karagounis, nenhuma chegou à Luz. Apenas o central André Luiz, a custo zero, vindo do Santos para uma posição onde o plantel nem está carenciado. Aliás, desde que entrou no clube, Veiga apenas concretizou negócios de valor duvidoso - Alcides e Paulo Almeida a custo zero, Dos Santos, Karadas, Everson (que até chegou lesionado) e meia dúzia de jogadores do Alverca.
Foi esse encher do copo de negociações falhadas que fez com que Vieira se virasse, nesta reabertura de mercado, para Mendes. Uma aproximação que foi sendo promovida por dois ou três dirigentes da Luz com quem o empresário que actualmente domina o mercado português (e não só) mantém "um relacionamento simpático".
"Lá tiveram de se render", confirma um colaborador da Gestifute, empresa de Jorge Mendes, que garante no entanto que "as reuniões de trabalho são realizadas exclusivamente com Luís Filipe Vieira". Contudo, elemento da direcção do Benfica garantiu ao DN que, pelo menos, "numa reunião há 15 dias estiveram os três [Vieira, Mendes e Veiga] na mesma sala". O assunto terá sido Nuno Assis. Segundo a mesma fonte, "Veiga não se opôs porque percebeu que, nesta altura, se quiser ganhar tem mesmo de ser assim". É que José Veiga tem com o Benfica uma espécie de contrato por objectivos, que garante ao administrador uma compensação consoante o lugar que a equipa atingir na Superliga. Portanto, "o sucesso financeiro de Veiga está anexado ao sucesso desportivo do Benfica". Refém, assim, dos negócios de Jorge Mendes.
#5 | Comentado por: FRANK | 24 de outubro de 2005 às 21:14
nao percebi este comentário que o putativo novo jogador do Porto não pode jogar durante quatro anos e meio na liga dos campeoes. Porque? Alguem sabe alguma disto que me possa explicar? Obrigado
#6 | Comentado por: tiago | 24 de outubro de 2005 às 21:14
olha a pontuação...vais ver que não é bem isso que está lá escrito ;)
#7 | Comentado por: Bernardo | 24 de outubro de 2005 às 21:14
ja' percebi! obrigado Bernardo pela informação (fica a discussão sobre se a pontuação está correcta ou não para entendidos na matéria)
#8 | Comentado por: tiago m | 24 de outubro de 2005 às 21:14
Fala se em demasia de contratacoes virtuais so para encher capas de jornais, duvido e muito q o FCP mas a tranbordar o cofre com euros ira comprar mais qualquer jogador esta temporada. o SLB esta na crise q esta e n entrara de certeza em loucuras, afinal ja temos o Andre, Nuno, Assis, Mantorras e Roger.
#9 | Comentado por: LGV | 24 de outubro de 2005 às 21:14
CARA, VOCES NEM USAM ROGER! QUE VERGONHA! JOGADOR COM ESSE POTENCIAL E TALENTO TEM DE JOGAR BOLA.
BENFICA É MESMO MUITO ESTRANHO. SE FOSSE O CASO DE CONCORRENCIA NA VAGA, MAS NAO É ESTRANHEZ E AINDA MAIS COM FALTA DE RESULTADOS! DA PRA ENTENDER?
NOSSA
#10 | Comentado por: ZUKA | 24 de outubro de 2005 às 21:14