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sábado, 19 fevereiro 2005

Estoril 3 - 2 Penafiel

Categoria: 04/05 SuperLiga , Estoril , Penafiel

Esta tarde, na Amoreira, futebol agradável e muitos golos numa excelente e merecida vitória do Estoril sobre o Penafiel. A formação canarinha esteve em desvantagem por duas vezes, mas soube dar a volta ao texto, numa magnífica aparição de Vargas. O médio ofensivo formado nas escolas de Alvalade foi mesmo o homem do encontro, ao apontar dois golos. Quanto ao Penafiel, limitou-se a gerir a evolução do marcador, que lhe foi favorável, em grande parte do tempo regulamentar, e pagou por isso. Com este resultado, a equipa da Linha volta a subir acima da linha de água, ficando a um ponto dos penafidelenses na classificação da SuperLiga.

Enquadramento: Previa-se um jogo de nervos, esta tarde, na Amoreira. O Estoril pressionado pela falta de resultados e posição incómoda na tabela classificativa teria de vencer a todo o custo, para tentar levar a sua nau a bom porto na SuperLiga. O Penafiel, ligeiramente melhor na classificação, vinha de uma excelente vitória caseira frente à União de Leiria, o que, desde logo, sacudia um pouco a pressão dos seus ombros. Havia ainda um outro factor de interesse. O regresso de N’Doye a uma casa que o acolheu durante alguns meses.

Esquematização táctica do Estoril: Litos, pressionado pela falta de resultados, manteve a aposta na estratégia habitual de 4-3-3. O Estoril alinhou com Jorge Baptista, depois uma linha de quatro defesas constituída por Rui Duarte e João Pedro sobre as faixas laterais, Buba e Dorival no centro, Paulo Sousa e Elias como médios de contenção e Pinheiro a fazer de vértice no triângulo de meio campo, Fellahi e Yuri apareciam nas alas e Arrieta no centro do ataque.

Esquematização táctica do Penafiel: Luís Campos apostou num 4-4-2, com Nuno Santos na baliza, um quarteto defensivo defensivo formado por Pedro Moreira e Mariano nas laterais, Odaír e Weligton na zona central, Nilton na posição de trinco, dois médios interiores, Fernando Aguiar, pela direita, e N’Doye, pela esquerda, Wesley, na posição dez e dois avançados, Pascal e Roberto.

Eficácia visitante: Primeiros minutos de maior assédio ofensivo por parte do Estoril, embora sem efeitos práticos. Pertenceu mesmo à equipa da casa a primeira situação flagrante de golo, num remate de Arrieta correspondido com uma boa intervenção do guardião duriense Nuno Santos. O Penafiel, que ainda não havia dado sinal de si, marcou no minuto seguinte. Livre à entrada da área do Estoril, cobrado por Wesley de forma superior, sem hipótese para Jorge Baptista.

Canários nervosos mas perigosos: O Estoril tentou reagir ao golo visitante, mas não foi bem sucedido. Faltava, essencialmente, verticalidade ao futebol ofensivo canarinho. Entre lances em que o nervosismo instalado nas hostes canarinhas era bem patente e lances confusos na área penafidelense, não sancionados pelo árbitro, surgiu nova situação de perigo por banda do Estoril. Pontapé de canto movimentado por Fellahi e Arrieta a atirar para defesa de Nuno Santos. Minutos volvidos e nova situação de perigo para as redes da baliza do Penafiel, também na sequência de um pontapé de canto. Pinheiro, à segunda, a cruzar para a área e Dorival, em posição privilegiada, a rematar por cima da baliza de Nuno Santos.

Igualdade suada: Só em lances de bola parada o Estoril conseguia incomodar o sector mais recuado da formação de Luís Castro, que em contra ataque colocava em sentido o guarda-redes Jorge Baptista. Destaque para um remate de Pascal, servido por Wesley, parado pelo guardião estorilista. O Estoril igualou logo depois. Novo pontapé de canto movimentado por Pinheiro e Buba a rematar de cabeça, com sucesso, para o fundo da baliza de Nuno Santos. Estava reposta a justiça no marcador. Ainda antes do intervalo, registo para remates de Pinheiro e Yuri, a testarem a perícia do guarda-redes visitante.

Lesão de Wesley e golo do Penafiel: Para o reinício da partida, Litos lançou Moses e retirou Elias. O resultado não era satisfatório e era necessário modificar algo. Alguns minutos após o recomeço, um momento importante. Lesão de Wesley, com natural substituição. Cassiano entrou para o seu lugar. Quando se pensava que a tarefa dos comandados de Litos estaria mais facilitada, eis que Roberto tratou de desfazer ilusões. Remate de N’Doye, Jorge a interceptar mas a não segurar e Roberto, muito rápido, a empurrar para o segundo tento do Penafiel.

Vargas entra e bisa: O Estoril estava de novo por baixo e teria de reagir sob pena de continuar abaixo da linha de água. E conseguiu. Não imediatamente, mas com o avolumar dos minutos. Momento chave do encontro, a entrada de Vargas no lugar de Fellahi. No minuto seguinte, o ex-Leiria com um remate em arco sobre Nuno Santos, fazia o segundo golo do Estoril e empatava, de novo, a contenda. Minutos depois, Vargas fez o seu segundo golo no jogo, num remate de belo efeito à entrada da área do Penafiel e colocou o marcador em três a dois a favor dos da casa. Consumada a reviravolta no marcador. O Penafiel teria agora de correr em busca do prejuízo, mas era já demasiado tarde. A vitória não escapou aos canarinhos, que voltam a respirar ligeiramente na classificação da SuperLiga.

O duro: Weligton. Viu o cartão amarelo, no início da segunda parte, o que lhe condicionou um pouco a acção, do estilo “antes quebrar que torcer”.

O dandy: Wesley. Não precisa de muito para brilhar. Bastou um livre directo, que executou na perfeição. Saiu lesionado.

Que pesadelo!: Mariano. Viu um cartão vermelho directo, por agredir um adversário. Injustificável.

O melhor em campo: Vargas. Impecável. Jogou somente os últimos vinte minutos, tempo suficiente para se destacar dos demais. Dois golos de belo efeito e três pontos na carteira.

Ficha do Jogo

Jogo no Campo António Coimbra da Mota, Amoreira
Árbitro – Lucílio Baptista, Setúbal

Estoril – Jorge Baptista; Rui Duarte, Buba, Dorival e João Pedro; Paulo Sousa, Elias (Moses 45’) e Pinheiro; Fellahi (Vargas 70’), Arrieta e Yuri (Hugo Santos 62’).

Penafiel – Nuno Santos; Pedro Moreira, Odaír, Weligton e Mariano; Nilton, Fernando Aguiar (Edgar Marcelino 78’), N’Doye e Wesley (Cassiano 52’); Pascal e Roberto (Folha 76’).

Golos:
0-1 – por Wesley aos 11’.
1-1 – por Buba aos 38’.
1-2 – por Roberto aos 54’.
2-2 – por Vargas aos 71’.
3-2 – por Vargas aos 77’.

Acção disciplinar – Cartões amarelos a Moses e Paulo Sousa (Estoril); N’Doye, Weligton, Nilton, Pascal e Fernando Aguiar (Penafiel).
Cartão vermelho a Mariano (Penafiel).

Publicado por nuno almeida às 21:53

Comentários

Os canários cantaram e vão voltar a faze-lo em Alvalade.

#1 | Comentado por: Manuel Contente | 24 de outubro de 2005 às 21:14