« Serie A - Dificuldades | Entrada | Penafiel frente ao FC Porto »

sábado, 5 março 2005

Estoril 3 - 3 Boavista

Categoria: 04/05 SuperLiga , Boavista , Estoril

Empate com muitos golos. Foi assim que terminou o encontro desta tarde que colocou frente a frente o Estoril e o Boavista. A formação canarinha esteve mais próxima da vitória e nos minutos finais chegou a ter o pássaro na mão num par de ocasiões. Acabou por fraquejar sobre a hora, permitindo a igualdade dos axadrezados, que se mostraram, desta feita, muito permeáveis no sector defensivo, algo que anda longe de ser apanágio das equipas orientadas por Jaime Pacheco. De resto, não foi um jogo de grande qualidade mas emocionou os espectadores, sobretudo pela incerteza quanto ao resultado final.

Enquadramento: Previa-se um jogo complicado para o Estoril, que vinha de um resultado desolador diante do Sporting e pressionado pela posição na tabela classificativa abaixo da linha de água. Fellahi e Paulo Sousa não podiam dar o contributo à equipa. O Boavista, bem posicionado na SuperLiga, procurava vencer de maneira a não perder o comboio da frente e manter intactas as suas aspirações na competição.

Esquematização táctica do Estoril: Litos, desconfortável com o resultado da equipa canarinha na última ronda, evoluiu e apostou, logo de início, numa estratégia de 4-2-4, com privilégio para o jogo pelas alas, com boas referências na frente. Assim, o Estoril alinhou com Jorge Baptista na baliza, uma linha de quatro defesas composta por Rui Duarte e João Pedro nas faixas laterais, Amoreirinha e Dorival no centro, Elias e Pinheiro como elementos no miolo, dois extremos, Arrieta e Hugo Santos e dois avançados, Yuri e João Paulo.

Esquematização táctica do Boavista: Jaime Pacheco apostou num 4-2-3-1 desdobrável em 4-3-3, com Carlos entre os postes da baliza axadrezada, um quarteto defensivo formado por Nelson e Carlos Fernandes nas laterais, Cadu e Hélder Rosário na zona central, Tiago e Lucas como médios de contenção, três elementos no apoio ofensivo, Zé Manuel, sobre a direita, João Pinto, pelo meio, e Diogo Valente, sobre a esquerda, à referência no ataque, Hugo Almeida.

Entre perigo, o golo canarinho: Sinal mais da equipa da casa durante o primeiro tempo. Apesar do Boavista ter começado o encontro em bom estilo, foi a formação do Estoril que criou a primeira grande situação de perigo junto de uma das balizas. No caso, Dorival a testar a atenção do guardião axadrezado Carlos, na sequência de um pontapé de canto. O Boavista respondia no contra golpe e em situações de bola parada, também fazia perigar as redes canarinhas. O encontro era agradável à vista e adivinhava-se o golo para um dos lados que acabaria por surgir minutos depois, de bola parada e para o Estoril. Pontapé de canto movimentado por Pinheiro e Dorival a antecipar-se e a cabecear para o fundo da baliza de Carlos.

Axadrezados igualam: O Boavista tentava esboçar uma reacção ao golo canarinho, mas falhava na finalização. Por outro lado, o Estoril, em vantagem, quase conseguia ampliar o marcador por intermédio de Arrieta. Não o conseguiu e, logo depois, a bola violou as redes de Jorge Baptista num remate à entrada da área, autoria de Hugo Almeida.

E quase ampliam: Ainda não refeitos da igualdade, os canarinhos viam o mesmo jogador protagonizar mais um lance de verdadeiro perigo junto da sua baliza. Remate do ex-FC Porto, com a bola a ir ao ferro da baliza do Estoril, depois de rechaçada por Jorge Baptista. O Estoril demorou, mas reagiu. Assim, a vaga ofensiva canarinha só se voltou a fazer sentir perto do final do primeiro tempo, mas os remates de João Paulo, primeiro, e Arrieta, depois, não levavam selo de golo. Carlos, entre postes, resolvia as situações na perfeição.

Arrastar do encontro: No reatamento da partida, pouco se viu. De parte a parte. A qualidade de jogo desapareceu, as jogadas de envolvimento atacante deram lugar a sucessivos erros e a escuridão pairou, por largos instantes, sobre a Amoreira. Surgiam os cartões amarelos, que em nada abonavam o espectáculo. Ainda assim, o Estoril era a equipa que mais tentava e fazia por chegar ao golo. O Boavista respondia, de quando em vez, mas sempre de forma muito displicente. À entrada para os últimos dez minutos de jogo, outro desfecho que não fosse a igualdade a um parecia uma pura ilusão.

Quatro golos e prevalece igualdade: Contudo, num erro da defensiva visitante, protagonizado por Nelson, Arrieta concluía em bom estilo e colocava o Estoril, de novo, na frente. Sol de pouca dura, visto que, Zé Manuel com um excelente remate de longe balançava as redes da baliza de Jorge Baptista, pela segunda vez e colocava o marcador de novo em igualdade. Não concordou, com isso, Vargas que após jogada individual assistiu Arrieta, em posição privilegiada, que disparou para o terceiro golo do Estoril. O tempo a escassear e a vitória já tão perto… Puro engano, já que o Boavista faria novo golo e a partida terminaria empatada a três. Numa fase adiantada do tempo de descontos concedido pelo árbitro e com o Estoril reduzido a dez unidades, por expulsão de Moses, Hélder Rosário marcou para o Boavista, num lance do qual Jorge Baptista não sai isento de culpas. O encontro terminava quase de imediato e Estoril e Boavista dividiam pontos.

O duro: Yuri. Viu um cartão amarelo por falta dura sobre um adversário ainda na primeira parte. Acabaria por sair, dando o lugar a Vargas.

O dandy: Zé Manuel Merece nota de destaque, quanto mais não seja, pelo excelente golo que marcou.

Que pesadelo!: Moses. Entrou no decorrer da segunda metade mas não chegou a concluir a partida. Foi expulso e prejudicou a equipa.

O melhor em campo: Arrieta. Acabou por ser o homem do jogo, situação justificada pelos dois golos que marcou e pelo trabalho desenvolvido em prol do colectivo ao longo do encontro.

Ficha do Jogo

Jogo no Campo António Coimbra da Mota, Amoreira
Árbitro – Paulo Pereira, Viana do Castelo

Estoril – Jorge Baptista; Rui Duarte, Amoreirinha, Dorival e João Pedro; Elias e Pinheiro; Arrieta (Buba 91’), Yuri (Vargas 67’), João Paulo (Moses 67’) e Hugo Santos.

Boavista – Carlos; Nelson, Cadú, Hélder Rosário e Carlos Fernandes (Guga 84’); Tiago e Lucas; Zé Manuel, João Pinto (Toñito 66’) e Diogo Valente (Cafú 79’); Hugo Almeida.

Golos:
1-0 – por Dorival aos 16’.
1-1 – por Hugo Almeida aos 26’.
2-1 – por Arrieta aos 83’.
2-2 – por Zé Manuel aos 85’.
3-2 – por Arrieta aos 87’.
3-3 – por Hélder Rosário aos 94’.

Acção disciplinar – Cartões amarelos a Yuri, Arrieta e Pinheiro (Estoril); João Pinto e Lucas (Boavista).
Cartão vermelho a Moses (Estoril).

Publicado por nuno almeida às 23:16

Comentários

E O MEU ESTORIL, A SER PREJUDICADO OUTRA VEZ!!! METAM TERMO A ESTA PALHAÇADA!!! GUIMARÂES, BENFICA, SPORTING, MOREIRENSE, LEIRIA, AGORA COM O BOAVISTA!!!!

#1 | Comentado por: João R. | 24 de outubro de 2005 às 21:13

CANARINHOS!... EM BANDO, UNIDOS CONTRA O SISTEMA!
O Sr J. Rocha esqueceu-se de mensionar os jogos de Braga. do Dragão, Académica, Moreira de Cónegos.
Mas vamos ao que interessa!...Eu já anteriormente tinha avisado que este árbitro era do "Sistema"; o que ele fez no Estádio da Luz ao Estoril Praia, foi para todos bem visível, só se esqueceu de dar nota máxima ao Karadas naquele voo para a píscina que deve ter batido o record nacional.
Neste sábado, não contente com dois penaltis ROUBADOS ao Estoril lembrou-se de ser incoerente na marcação de faltas e mostragem de cartões, prejudicando sempre os amarelos, além do livre que deu origem ao 3º golo do Boavista depois de 1 fora de jogo de um canarinho ter sido marcado 10 metros à frente do local próprio para já não mencionar o fora de jogo do Helder Rosário.
O que o Sistema fez ao Alverca a época transata quer fazer ao Estoril este ano mas esquecem-se que os CANARINHOS têm voz para fazer chegar às mais altas instancias a raiva que lhes vai na alma por tão vil forma de prejudicar o desporto português.
Pq será que o árbitro Paulo Pereira e outros querem "enterrar" o Estoril Praia?....Para beneficiar outras equipas?...Pq não gosta do Estoril?...Pq o "sistema" o obriga?... Pq o Estoril é uma localidade de gente pacífica?...Pq pensa que os pequeninos não são gente?
Pois é, sr. Paulo Pereira isto não é uma ameaça, mas não se esqueça que hà mais marés do que marinheiros e os maremotos podem ser acionados quando menos se espera.
Já agora uma palavra para a Liga..........Depois do que este árbitro ter feito na Luz contra o Estoril, como pode ter sido convocado para este jogo?... Terá sido pq o Boavista que está no topo da tabela classificativa não podia perder na Amoreira?
Como Canarinho que sou à muitos anos e pq adoro o meu Estoril Praia peço aos VERDADEIROS CANARINHOS que se unam e apoiem esta equipa fantástica que depois de ser campeã nas duas últimas épocas, está a ser vergonhosamente empurrada por forças que todos sabemos quem são, para o lugar que não é o nosso.
VIVA O ESTORIL PRAIA.

#2 | Comentado por: Manuel Contente | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Atirem-se a eles Estoril! Quem é prejudicado sistematicamente, como o Belenenses e o Estoril, deveria unir esforços para mudar esta vergonha.

Sempre quero ver o que vai acontecer mais logo. O árbitro para o Belenenses-SCP foi alterado, ao que parece por lesão. O que estranho é porque é que então o observador também foi alterado. Será que cada árbitro tem o seu próprio observador "de confiança"? O campeonato português está podre. O campeonato português é uma fraude. Mas ninguém tem coragem para prender as centenas de corruptos que aí andam e mostrar a Portugal a merda que enxameia o futebol português.

#3 | Comentado por: Luciano Rodrigues | 24 de outubro de 2005 às 21:13

O futebol portugues está podre é enquanto haverem clubes como o vosso na Superliga. Seiscentas pessoas num jogo com o Boavista, que vergonha. Já não basta a merda de estádio(?) que têm ainda por cima está sempre vazio, ao menos o do Nacional está sempre composto. E se os arbitros vos prejudicam fazem eles muito bem, que é para ver se vão directos para a Liga de Honra, que é o vosso devido lugar.

#4 | Comentado por: VITOR | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Ó Vitor mais tento na lingua, sim? Não está numa esplanada a mandar pitacos para o ar, ok?! Mais, é por existirem mentes como a sua que o futebol português é o que é... Passar bem.

#5 | Comentado por: Nuno Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Se existissem mais mentes como a minha não haviam jogos de Superliga com 500 pessoas.

#6 | Comentado por: VITOR | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Qual é o adepto que vai ao futebol para ver a sua equipa ser SISTEMÁticamente sempre roubada?.... E se isto continua assim qualquer dia só o estádio do Boavista e poucos mais, é que superam os 1.000.

#7 | Comentado por: Manuel Contente | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Oh vitor, o ESTORIL INCMODA MT GENTE NESTE PAÍS N CUSTA ADMITIR, NO BASKET, NO FUTEBOL, FAZEMOS INVEJA A MT GENTE!!!

#8 | Comentado por: João R. | 24 de outubro de 2005 às 21:13