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terça-feira, 5 abril 2005

A final de Heysel Park

Categoria: Recordar É Viver

Juventus

O jogo entre Liverpool e Juventus, referente aos quartos-de-final da Liga dos Campeões da UEFA, marca o reencontro entre dois dos mais poderosos clubes europeus do século XX, quase 20 anos depois da tragédia de Heysel Park. Foi a 29 de Maio de 1985. Um dia negro para o futebol, devido à morte de 39 adeptos, dos quais 32 eram italianos, que se encontravam no Estádio para assistir ao jogo da final da Taça dos Campeões Europeus. A partida terminou com vitória da formação transalpina por um a zero. Golo de Platini.

Os problemas começaram muito antes do início da partida, com muita desordem nas bancadas e conflitos entre adeptos dos dois clubes. Depois, muitos adeptos italianos tinham adquirido bilhete para uma secção neutral, próxima do espaço concedido aos adeptos do Liverpool. O lançamento de foguetes e petardos por parte dos italianos precipitou os acontecimentos. Os furiosos hooligans ingleses começaram a correr e a carregar sobre todos os adeptos que se encontravam naquela faixa, empurrando-os para uma parede, que se viria a desmoronar, causando as mortes por esmagamento e asfixia. A violência e o pânico prosseguiu, com muitos adeptos italianos a tentarem invadir o relvado. Apesar disso, o jogo não foi adiado devido sobretudo a interesses comerciais, mas também pelo medo de se gerar um tumulto ainda maior. Phil Neal, capitão do Liverpool, apelou aos adeptos britânicos e o jogo realizou-se. Contudo, o espectáculo estava estragado e acabou por ficar muito aquém das expectativas. Os próprios jogadores entraram em campo destroçados, pelo horror e tragédia que precedera o apito inicial do árbitro.

Liverpool e Juventus chegaram à final da Taça dos Campeões Europeus, depois de uma época desgastante e, nos dois casos, marcada pela irregularidade, mas ambas as formações estavam habituadas a vencer competições europeias. O Liverpool, que participava na prova pelo nono ano consecutivo, tinha conquistado o troféu no ano anterior, ao derrotar a AS Roma na final. Por outro lado, a Juventus havia conquistado a Taça das Taças, em Basileia, frente ao FC Porto.

Platini festeja com colegasO Liverpool alinhou no típico 4x4x2, enquanto a Juventus jogou em 4x3x3. Depois de uma primeira parte sem golos, a formação de Turim adiantou-se no marcador ao minuto 56, por intermédio de Michel Platini. O internacional francês converteu com sucesso uma grande penalidade inexistente, que castigou uma suposta falta de Gillespie, que rendera o lesionado Lawrenson, sobre o polaco Boniek. A perder, o Liverpool fez jus à condição de favorito e foi com tudo para a frente, em busca do empate, mas viu ser-lhe negado uma grande penalidade em falta clara de Bonini sobre Whelan. A Juventus foi pragmática. Depois de estar a vencer, limitou-se a defender o resultado. Nos minutos finais, o Liverpool ainda dispôs de duas excelentes ocasiões de golo, mas o marcador não se alterou. Whelan rematou para defesa de Tacconi e Rush cabeceou ao lado do alvo, depois de ganhar lance ao central Brio, naquela que terá sido a única falha do central durante todo o encontro. No final do encontro, as críticas foram dirigidas à equipa de arbitragem, por supostamente ter actuado condicionada face aos acontecimentos e ter influenciado o desfecho.

A Juventus levantou a Taça e Giovanni Trapattoni tornou-se o primeiro homem a conquistar o ceptro europeu como jogador e treinador. Na equipa transalpina destacavam-se Platini e Boniek, mas era a coesão e disciplina do ‘núcleo duro’, formado por Cabrini, Scirea, Tardelli, Brio e Bonini que garantia o sucesso da equipa. Favero, substituto de Gentile, era ainda recente no conjunto e Briaschi dava os primeiros passos para a ribalta. Rossi ainda jogava mais era carta quase fora do baralho.
Do outro lado, houve consequências. Joe Fagan abandonou o cargo de manager do Liverpool, que terminava a sua hegemonia no futebol europeu. O clube foi afastado das competições europeias nos anos vindouros.

Ficha do Jogo:
In Memoriam
Estádio Heysel (Bruxelas) 58.000 espectadores

Juventus – Tacconi; Favero, Brio, Scirea e Cabrini; Bonini, Platini e Tardelli; Briaschi (Prandelli 84’), Rossi (Vignola 89’) e Boniek.

Treinador – Giovanni Trapattoni.

Liverpool – Grobelaar; Neal, A. Hansen, Lawrenson (Gillespie 4’) e Beglin; Nicol, Dalglish, Wark e Whelan; Walsh (Johnston 46’) e Rush.

Treinador – Joe Fagan.

Publicado por nuno almeida às 01:43

Comentários

Ah... e o treinador era o Trapatonni ;)

#1 | Comentado por: Rui Alexandre | 24 de outubro de 2005 às 21:13

o dia mais negro de que eu me lembro na história do futebol :(...

#2 | Comentado por: grim | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Até hoje perdurou a imagem terrivel dos adeptos ingleses mas na realidade eles apenas responderam às provocações e agressões italianas. Um dia triste para história do futebol q esperemos q não se repita. Nunca mais!

magicoslb.blogspot.com

#3 | Comentado por: Pedro | 24 de outubro de 2005 às 21:13

"Até hoje perdurou a imagem terrivel dos adeptos ingleses mas na realidade eles apenas responderam às provocações e agressões italianas"

uma frase como esta é no minimo imbecil!

Os adeptos inglese sempre foram (tristemente)conhecidos pela violência que causavam (causam), NAS IMAGENS DE HEYSEL SÃO VISIVEIS INGLESES COM ARMAS DE FOGO NAS MÃOS, heysel foi o culminar de um historial de violência e o afastamento de TODAS as equipas inglesas da UEFA é disso PROVA.

Mesmo que os ingleses reagissem ( oque não é verdade)" às provocações e agressões italianas" nada NADA justifica a selvajaria de dezenas de ASSASSINOS COBARDES ingleses!

Portanto meu lampião da merda se não passas de um puto ignorante ainda tens desculpa, mas se tens idade para ter visto o que se passou... és uma abécula pátética!!!!

#4 | Comentado por: Amin | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Ó AMIN, foda-se, mas esse é o teu nome ou os teus amigos não gostam de ti para te porem uma alcunha dessas????
És um tripeireco ciganhinho doente, eu entendo, andas descalço, não vais a um médico em condições, bebes água da sarjeta, eu entendo...
Mas tás a mentir!!!! Adeptos ingleses com armas de fogo (?????) na mão de certeza que não viste, seu IMBECIL, porque para tua informação os adeptos ingleses são malucos mas são os mais leais do mundo, cabrão,nunca usam facas nem armas contundentes quando há problemas...como tú na tua barraca não tens TV nem sequer rádio, não te lembras de há 2 anos dum Galatasaray-Leeds, meia-final da Uefa, em que morreram 2 ingleses esfaqueados por turcos...hein, grande valentia...só que os turcos ciganos iguais a ti não entenderam que se tavam a meter com algo que ultrapassa a compreensão mesquinha, tanto dos turcos como a tua...e na final, temos um...Galatasaray-Arsenal...que pena para os Turcos...de igual para igual levaram tanta porrada naqueles custados badalhocos que de certeza que para a próxima pensam 50 vezes antes de se meterem como quem não podem...
Sabes, isso é como vocês cães aí de cima...metem-se com quem não podem e depois levam na vossa focinheira badalhoca...temos pena...
Por um Portugal mais limpo...gá sarin na Torre das Antas!!!!
E PLURIBUS UNUM
YOU´LL NEVER WALK ALONE

#5 | Comentado por: dannyboy | 24 de outubro de 2005 às 21:13

Oh Dani boi oh dani boi the pipes teheb pipes are caling....

As flautas chamam por ti ó dani boi da tua irlanda natal as flautas chamam por ti...
querem que tu meu rabeta as chupes!!!

Para mais informações meu macaquito podes ver o documentário be BBC sobre o holiganismo, na primeira parte podes ver imagens de heysel com os teus "leais" inglese de armas na mão. dani boi eu sei que és ignorante mas ao menos podias disfarçar.

Quanto ao teu ódio ao porto... eu sei deve ser lixado, mas deixa lá o portista que comeu a tua mãe se calhar se pedires muito também te come a ti, não fiques com ciúme.....

#6 | Comentado por: Amin | 24 de outubro de 2005 às 21:13