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quarta-feira, 6 abril 2005

Moreirense: Jesus para a «salvação»

Categoria: Moreirense


Jorge Jesus já trabalha Jorge Jesus não era a primeira opção para substituir Vítor Oliveira no comando técnico do Moreirense, mas com José Gomes, treinador do Leixões, e Horácio Gonçalves, treinador do Varzim, presos a contratos com os seus clubes, a direcção do Moreirense avançou para a aquisição do técnico amadorense, que regressa ao activo, mais de dez meses depois de ter abandonado o comando técnico do Vitória Guimarães, onde conseguiu segurar, com muito sofrimento à mistura, o principal emblema vimaranense na SuperLiga.

Com contrato até ao final da temporada, com mais uma época de opção, a acertar futuramente entre treinador e direcção, Jorge Jesus já traçou o plano para a salvação desejada: conquistar 11 pontos até ao final da SuperLiga.


Garantir a manutenção. Jorge Jesus confessou, na sua apresentação, estar totalmente consciente da dificuldade da missão que tem pela frente, que não é nova na sua carreira. Apaixonado pelo futebol e pelo trabalho de treinador, afirmou não ter medo de desafios e não hesitou em revelar que o seu objectivo passa por conquistar 11 pontos, que acha suficientes para garantir a permanência do emblema vimaranense na SuperLiga. Para o conseguir, tem em mente realizar um trabalho centrado principalmente em duas vertentes: a psicológica e a táctica, onde vê a necessidade de fazer algumas rectificações.

As frases fortes de Jorge Jesus:

'Vaos pensar jogo a jogo. Em teoria, se fizermos 11 pontos não descemos de divisão. Esta não é uma experiência nova para mim. Sei que vai ser difícil, mas não impossível'.

'Reconheço que este desafio é mais complicado do que o de Guimarães, porque lá tive 20 jogos, mas conheço bem esta equipa e sei que tem valor para sair desta situação. Vamos começar por trabalhar a questão emocional e psicológica para dar confiança aos atletas e depois temos de ser muito rigorosos em campo'.

Presidente aconselhou-se em Guimarães. Joaquim Almeida, presidente do Moreirense, quando questionado sobre se Jorge Jesus teria sido a primeira escolha para o cargo, afirmou ter contactado alguns treinadores de uma lista onde também constava o nome de Jorge Jesus. Sobre as questões que conduziram à escolha do novo treinador, confessou terem sido decisivas as conversas que teve com alguns jogadores do Vitória Guimarães: 'Sou vitoriano e falei com alguns jogadores de lá. Tendo também em conta o trabalho do Jorge Jesus no Vitória no final da época passada, tomei esta decisão, pois havia ordenados em atraso, o ambiente no balneário não era dos melhores, o presidente nem sequer aparecia... e o Jorge Jesus conseguiu a permanência'.

Dizer não ao Beira-Mar. Jorge Jesus, na sua apresentação, revelou também ter sido contactado pelo Beira-Mar, mas recusou o convite. Preferiu o Moreirense devido a vários factores. Revelou dois: o facto de conhecer bem a zona do País onde irá trabalhar ; e porque Mano Nunes só lhe oferecia um contrato até ao final da época, sem qualquer opção para renovação.

A nova equipa técnica. Com Vítor Oliveira, saiu também o preparador físico Sérgio Cruz. Armindo Cunha, adjunto da casa, e Miguel Ferreira, treinador de guarda-redes, mantêm-se em funções. Com Jorge Jesus chegam um novo adjunto e preparador físico. Raúl José, antigo adjunto do Alverca, será o seu novo 'braço direito', enquanto que Bruno Moura, que trabalhou no Beira-Mar na época passada e é filho de Rodolfo Moura, ficará encarregue da preparação física dos vimaranenses.

Primeira chicotada desde 1999/2000. A saída de Vítor Oliveira originou a primeira chicotada no clube, conhecido pela sua estabilidade, desde que Bernardino Pedroto, após um mau início de campeonato, cedeu o seu lugar a João Cavaleiro. Decorria a temporada 1999/2000, e o Moreirense estava na Liga de Honra, acabando por descer à 2ªB, de nada valendo a troca de treinador. No início da temporada 2000/2001, Manuel Machado assumiu o comando da equipa e manteve-se no cargo até ao final da temporada passada. Conseguiu duas subidas consecutivas de divisão, a que se seguiram duas épocas em crescendo na SuperLiga. Vítor Oliveira, a atravessar uma fase menos positiva na sua já longa carreira, totalizou 27 jogos como treinador do Moreirense, somando 5 vitórias, 10 empates e 12 derrotas.

As sete finais. Penafiel (f), Sporting (c), Boavista (f), Beira-Mar (c), FC Porto (c), Académica (f), Sp. Braga (c).

Publicado por rui malheiro às 15:15