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terça-feira, 12 abril 2005
Estoril 0 - 1 Sp. Braga
Categoria: 04/05 SuperLiga , Estoril , Sp. Braga
Bracarenses não desarmam
Sabendo dos desfechos dos encontros de Benfica, Sporting, Boavista e FC Porto, o Sporting de Braga jogou esta noite na Amoreira e, diga-se, cumpriu a sua missão, vencendo o Estoril com um único golo apontado por João Tomás. O Estoril entrou melhor mas, corria o minuto dezassete, quando, sem que nada o fizesse prever, o avançado bracarense finalizou uma boa jogada de contra-ataque conduzida por Wender e colocou os forasteiros em vantagem. Ficou por aí a primeira parte no que toca a futebol, com um péssimo desempenho, até final, de ambos os conjuntos. Na segunda parte, o Estoril entrou mais determinado, consciente que a derrota não servia as suas aspirações. Nesse sentido, os canarinhos construíram algumas jogadas interessantes e dispuseram de ocasiões flagrantes para igualar a contenda. Todavia, Paulo Santos respondeu sempre à altura, trancando bem as portas da sua baliza. O Sporting de Braga geriu o resultado e também teve sorte, mas só. Mostrou muito pouco daquilo que já fez ao longo da temporada. Contudo, ficam os três pontos, importantíssimos para acalentar o sonho do título. Já o Estoril segue na zona de despromoção e auguram-se tempos difíceis para os lados da Amoreira.
Enquadramento. O jogo desta noite entre Estoril e Sporting de Braga encerrava a 28ª jornada da SuperLiga. Depois da derrota do Benfica em Vila do Conde esta partida revestia-se de grande importância para aquilatar das reais possibilidades do Sporting de Braga na luta pelo título de campeão. Em caso de vitória, os bracarenses igualariam o Sporting no segundo lugar, a três pontos do líder. Para o Estoril também era um jogo muito importante, como por certo serão todos, daqui até final da competição. A turma canarinha necessitava de uma vitória, o que a acontecer, lhe permitiria sair da zona de despromoção, ultrapassar o Gil Vicente e igualar a Académica, na classificação.
As tácticas. No Estoril, Litos estruturou a equipa num 4x3x3, desdobrável, ora em 4x2x3x1, ora em 4x4x2. Yannick foi o guarda-redes. A linha defensiva de quatro elementos teve uma novidade, com a inclusão de Abadito. De resto, tudo igual. Dorival no centro, Rui Duarte e João Pedro pelas laterais. Elias e Pinheiro eram os elementos mais lutadores no miolo, onde também surgia Vargas. Mais para a frente, Fellahi, João Paulo e Yuri. Jesualdo Ferreira apostou num 4x3x3, variante em 4x1x2x2x1. Paulo Santos alinhou entre os postes, seguido de um quarteto defensivo composto por Abel e Jorge Luiz nas laterais, Nunes e Nem no meio. André Madrid o vértice mais recuado do meio campo, completo com João Alves e Vandinho. Como extremos, Baha e Wender e na frente, João Tomás.
Golo do Sporting de Braga. Foi o que de melhor se viu na primeira parte. A rodear, um cenário desolador. Em palco, pouco futebol. O Estoril entrou melhor, mas foi o Sporting de Braga que conseguiu marcar. A partir daí, a falta de lucidez da turma da Linha foi o factor dominante. O Estoril não conseguiu contrariar a estratégia de contenção dos visitantes até ao intervalo.
Atitude estorilista. Já tinham ficado uns fogachos logo no início da partida, que o golo dos forasteiros teve o condão de apagar. Não obstante, a chama reacendeu-se na segunda parte, onde o Estoril batalhou imenso e criou muitas e boas oportunidades de golo. Também, para isso, muito contribuíram as substituições operadas pelo técnico Litos. É que Moses e Arrieta trouxeram outra dinâmica ao jogo canarinho, que Yuri e Fellahi não conseguiram imprimir.
Gestão. O facto é que deu frutos, ou não tivesse valido três pontos para o Sporting de Braga. Por isso, o destaque positivo. Mas para isso, muito contribuiu a acção de dois homens. Na baliza, Paulo Santos e na frente, João Tomás.
Contenção. Apesar de ter destaque positivo, também merece destaque negativo. Parece um contra-senso, que tento explicar. O Sporting de Braga foi, hoje, uma equipa muito limitada. Seria normal, em outras épocas. Mas, pessoalmente julgo que, é pouco para o que se lhe exige nos tempos que correm. Concluindo, o Sporting de Braga não mostrou os predicados que justificam a sua classificação perto do topo da classificação.
Falta de público. Já se sabe que as assistências nos encontros da Amoreira são bastante fracas. Apesar disso, esperava-se outra moldura humana, quanto mais não fosse, porque em campo estaria uma equipa que, neste momento, luta pela conquista da SuperLiga. Só que o cenário foi pobre, muito pobre. Mais uma vez.
Primeira parte. Paupérrima. Primeiros minutos fracos, pincelados com uma boa iniciativa por banda dos canarinhos. O Sporting de Braga marcou de seguida e matou o jogo. Nada mais se viu de bom nessa etapa do jogo.
Os destaques do Terceiro Anel.
- Não foi pela dureza ou, melhor, falta dela que o jogo teve pouco interesse. Assim, não houve um jogador que se tenha salientado neste capítulo, esta noite.
Abadito. Pelo simples facto de ter jogado muito pouco tempo. Saiu lesionado muito cedo, cedendo o seu lugar a Buba. E o Estoril já perdia. Em jogo jogado, Yuri também poderia ser aqui referido. Por isso, fica a nota.
João Tomás. Desempenhou uma acção importante na frente de ataque arsenalista durante toda a partida e marcou o golo que garantiu os três pontos.
Paulo Santos. O guarda-redes bracarense foi a chave da vitória. Hoje, esteve intransponível, evitando por diversas vezes – não foi uma, nem duas – o golo que garantiria a igualdade ao Estoril. Se João Tomás marcou, Paulo Santos segurou a vantagem. Muito bem, para mal dos visitados.
Remate. Com este resultado, o Sporting de Braga alcançou o Sporting no segundo lugar da tabela classificativa, agora a três pontos do líder Benfica. O sonho do título ainda mora em Braga, portanto. Do lado do Estoril, tudo pior, depois do desfecho desta partida. Os canarinhos continuam abaixo da linha de água e tem um calendário teoricamente muito complicado até final da competição. Contudo, a manutenção ainda não é uma miragem. Veremos daqui por duas jornadas.
Ficha do Jogo:
Estádio: António Coimbra da Mota
Árbitro: Rui Costa (Porto)
Estoril: Yannick; Rui Duarte, Abadito (Buba 28’), Dorival e João Pedro; Elias, Pinheiro e Vargas; Fellahi (Arrieta 64’), João Paulo e Yuri (Moses 45’).
Suplentes não utilizados: Jorge Baptista, Torres, Cissé e Maurel.
Sporting de Braga: Paulo Santos; Abel, Nunes, Nem (Maurício 45’) e Jorge Luís; Andrés Madrid, João Alves e Vandinho; Baha (Barroso 58’), João Tomás e Wender (Cesinha 85’).
Suplentes não utilizados: Marco, Leonardo Moura, Jaime Júnior e Cândido Costa.
Golos:
17' João Tomás (0-1)
Cartões Amarelos:
Estoril: -
Sporting de Braga: Cesinha (90’+1’).
Cartões Vermelhos:
Estoril: -
Sporting de Braga: -
Publicado por nuno almeida às 01:19
Comentários
Já vai sendo tempo de deixar de martelar no Braga.
Não leio quase nunca em lado nenhum critícas construtivas.
Deixem estes rapazes continuarem a fazer a excelente época que tem vindo a fazer.
A tradição já não é o que era e isso dói, eu sei.
Mas paciência.
Viva o Braga e quem o apoiar.
#1 | Comentado por: Pedro Braga | 24 de outubro de 2005 às 21:12