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quinta-feira, 14 abril 2005

PSV Eindhoven 1 - 1 Olympique Lyonnais (4 - 2 nas grandes penalidades)

Categoria: 04/05 Competições Europeias

PSV supera Lyon na lotaria

PSV elimina Lyon

O PSV qualificou-se para as meias-finais da Liga dos Campeões depois ter vencido o Lyon, nas grandes penalidades. Necessitado de marcar um golo que lhe permitisse virar a eliminatória a seu favor, o conjunto visitante entrou bem no jogo e adiantou-se no marcador logo aos dez minutos, com um golo do internacional francês Sylvain Wiltord. Os franceses recuaram e cederam terreno ao PSV que reagiu, mas sem arte suficiente para conseguir desfeitear a organização contrária. Deixou muito a desejar, a primeira metade. No entanto, o PSV conseguiu marcar logo a abrir a segunda metade. O defesa central brasileiro Alex balançou as redes de Coupet e igualou a eliminatória. A partir daí até final dos noventa minutos de jogo, a iniciativa atacante repartiu-se pelos dois conjuntos, que conseguiram criar alguns lances perigosos. O PSV ainda dispôs de oportunidades de golo durante o prolongamento, mas ao cabo de cento e vinte minutos de jogo subsistia uma igualdade a um no marcador, pelo que foi necessário recorrer aos pontapés da marca de grande penalidade para se apurar o vencedor da eliminatória. E aí, foram mais objectivos e felizes os holandeses.

Enquadramento. Depois de terem empatado a um, no encontro da primeira-mão, disputado no Estádio Gerland, PSV e Lyon discutiam esta noite a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões, sendo que aos pupilos de Paul Le Guen só a vitória interessava. Teoricamente, o PSV levava ligeira vantagem pelo facto de ter marcado um golo fora. A ver o que dava.


As tácticas. Guus Hiddink utilizou a mesma estratégia – 4x3x3 – que tão bons dividendos trouxe ao PSV. Em campo, os mesmos onze elementos titulares do jogo da semana passada. Entre os postes, o brasileiro Heurelho Gomes, seguido de uma linha defensiva com André Oijer, na direita, Young-Pyo Lee, na esquerda, Alex e Wilfred Bouma, no meio, um trio de meio campo, onde se destacava Philip Cocu, como vértice defensivo, acompanhado de Mark Van Bommel e de Johan Vogel. Para diante, três unidades de ataque, Ji-Sung Park e Jefferson Farfán, actuando como extremos e Jan Vennegoor of Hesselink, em cunha, no centro.

Paul Le Guen apostou num 4x1x2x3, também assente no mesmo ‘onze’ do jogo da primeira-mão. Na baliza, jogou o experiente Grégory Coupet. Depois, um quarteto defensivo formado por Anthony Revéillère e Eric Abidal nas laterais, Cris e Cláudio Caçapa no centro. Mahamadou Diarra era o elemento mais recuado do miolo, onde também alinhavam Michael Essien e Juninho Pernambucano, como médios mais interiores. Na frente, um tridente composto por Sidney Govou, na direita, Sylvain Wiltord, no meio, e Florent Malouda, na esquerda.


Disposição inicial. Entrada de rompante por parte dos homens da casa. Logo no segundo minuto de jogo, o atacante Park dispôs de excelente oportunidade para facturar, embora não o tenha conseguido. Respondeu o Lyon, com sucesso. Sylvain Wiltord marcou aos dez minutos


Acção e reacção. O PSV igualou logo a abrir a segunda parte. Mas não se ficou por aí. O Lyon também sabia que o resultado não era desejável e foi para a frente. Assistiu-se a uma toada de parada e resposta, com o epílogo dentro dos cinco minutos finais de tempo regulamentar. Duas excelentes ocasiões de golo, uma para cada lado. DaMarcus Beasley por parte do PSV e Florent Malouda por banda do Lyon. O prolongamento também foi agradável, mas apesar das ocasiões dos holandeses arrastou-se para a decisão das grandes penalidades.


Ambiente. Numa palavra, notável. Como é agradável assistir a jogos da Liga dos Campeões da UEFA!


Primeira parte. Pese embora a excelente entrada inicial das duas equipas. Após o golo do Lyon, seguiu-se um período muito incaracterístico, com muitas faltas e dureza de parte a parte. O futebol parecia ter-se extinguido.


Os destaques do Terceiro Anel.



Mahamadou Diarra. Numa fase em que o jogo se alimentou de faltas, o médio viu o cartão amarelo a castigar uma entrada mais ríspida sobre um jogador adversário. Condicionou-lhe um pouco a acção, mas a força permaneceu com ele.


Sidney Govou. Não se viu esta noite. Esperava-se muito mais deste internacional francês. Acabou por ser substituído ainda antes dos noventa minutos, numa decisão de Paul Le Guen que, só pecou por tardia.


Heurelho Gomes. O guarda-redes brasileiro do PSV Eindhoven desequilibrou. Defendeu duas grandes penalidades, que permitem à sua equipa actuar nas semi-finais da Liga dos Campeões.


Sylvain Wiltord. Uma seta apontada à baliza de Heurelho Gomes durante toda a primeira metade. Conseguiu marcar um golo e ficou a dever pelo menos mais um. Deu imenso trabalho aos centrais contrários e acabou substituído no prolongamento, quando estava esgotado.



Remate. O PSV foi mais feliz nas grandes penalidades e passa às meias-finais da Liga dos Campeões, onde defrontará o AC Milan. O Lyon de Paul Le Guen foi eliminado nos quartos-de-final da prova, pelo segundo ano consecutivo. Melhores dias virão para os homens do Estádio Gerland, ou não. A seguir com atenção numa das próximas edições da competição.


Ficha do Jogo:


Estádio: Philips, Eindhoven
Árbitro: Kim Milton Nielsen (Dinamarca)


PSV: Gomes; Oijer, Alex, Bouma e Lee; Cocu, Van Bommel e Vogel; Park, Vennegoor (Beasley 57’) e Farfán (Robert 85’).

Suplentes não utilizados: Zoetebier, Van der Schaaf, Lucius, Bogelund e Sibon.



Lyon: Coupet; Réveillère, Cris, Caçapa e Abidal ; Diarra ; Essien e Juninho ; Govou (Ben Arfa 88’), Wiltord (Nilmar 95’) e Malouda.

Suplentes não utilizados: Puydebois, Diatta, Bergougnoux, Berthod, Clément.


Golos:

10' Sylvain Wiltord (0-1)
50' Alex (1-1)

Grandes Penalidades:
PSV: Van Bommel, Oijer, Bouma e Robert.
Lyon: Juninho e Ben Arfa.



Cartões Amarelos:

PSV: Vennegoor (29’).
Lyon: Abidal (12’) e Diarra (22’).


Cartões Vermelhos:

PSV: -
Lyon: -

Publicado por nuno almeida às 00:05