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domingo, 17 abril 2005

Gil Vicente 1 - 0 Marítimo

Categoria: 04/05 SuperLiga , Gil Vicente , Marítimo

Galo desafinado consegue vencer

Um Gil Vicente melhor na segunda-parte mas sem convencer bateu um Marítimo, que nesta altura, parece não ter objectivos definidos. Foi um triunfo suado, mas que se ajustou à ambição do treinador Ulisses Morais e à primeira metade do segundo tempo. Foi um mau jogo de futebol, mas, mesmo assim, com alguma emoção.

Enquadramento. A primeira parte foi muito fraca. Ainda assim, houve ocasiões para as duas equipas. No entanto, nenhuma delas mereceu sair a ganhar, daí que o resultado tenha sido justo. Ao Gil Vicente, exigir-se-ia muito mais, pois a sua situação era periclitante. O Marítimo, em fase de descompressão após a saída de Mariano Barreto, mostrava-se tranquilo.
Na segunda parte, Ulisses Morais apostou tudo na vitória e depois de ter esgotado as substituições, foi recompensado com um golo, de canto. O Marítimo reagiu e foi para cima da equipa gilista, sem que tivesse conseguido desfeitear Adriano.

As tácticas. O Gil Vicente não viu Paulo Jorge regressar à baliza, e, por isso, Adriano manteve-se. A defesa, como habitual, estava remendada à direita por Bruno Tiago, dura de rins no meio e apenas dura à esquerda. O meio-campo era um sortido entre a destruição de Braíma, a transição de Casquilha e a arte (hoje ausente) de Luis Coentrão. O ataque, desta vez, sem Nandinho, era composto Carlitos, Fábio Januário e o ponta-de-lança Carlos Carneiro.
O Marítimo trazia a estrutura defensiva habitual, trocando Luís Filipe (lesionado) por Briguel. No meio-campo, três jogadores defensivos e no ataque, a repetição da (má) segunda parte na Luz, com Silas a surgir como falso ponta-de-lança.

A crença do Gil Vicente. Apesar da má exibição, nunca desistiu.


Carlos Carneiro. Uma das melhores contratações de Inverno que as equipas portuguesas realizaram. É o ponta-de-lança que a equipa precisava e prova também que o seu valor se mantém intacto.


A ausência de ponta-de-lança no Marítimo. Na Luz, já tinha dado mau resultado. Não se entende a razão de ser desta aposta. Não que a equipa tenha melhorado com Bibishkov mas o erro já estava cometido de princípio.


Texto sobre aspecto negativo


Os destaques do Terceiro Anel.



Gregory. Um clássico nesta coluna. Mais um amarelo para os cofres da Liga.

Evaldo. Adaptado com sucesso a médio, hoje jogou tão mal nessa posição que falhou um golo e foi substituído ao intervalo.


Fábio Januário. Marcou o canto que deu a vitória e deu muita luta nos flancos.


Adriano. Salvou a vitória da equipa por várias ocasiões. Fisionomicamente, semelhante a Paulo Jorge, parece encontrado um novo guarda-redes para o Gil Vicente, ou, pelo menos, uma reserva à altura.




Remate. Três pontos importantes para o Gil Vicente, mas a luta vai-se manter até à última jornada. O Marítimo arrisca-se a ficar num lugar de ninguém que não dá qualquer motivação aos jogadores para os últimos jogos.


Ficha do Jogo:


Estádio: Cidade de Barcelos
Árbitro: Paulo Pereira


Gil Vicente: Adriano; Bruno Tiago, Marcos António, Gregory e Nuno Amaro (Ezequias, 63`); Braima, Luís Coentrão (Val Baiano, intervalo) e Casquilha (Nandinho, 63`); Carlitos, Carlos Carneiro e Fábio Januário.



Marítimo: Marcos; Briguel (Joel Santos, 86`), Tonel, Van der Gagg e Eusébio; Evaldo (Bibishkov, intervalo), Chainho e Wénio; Silas, Alan ( e Marcinho (Ferreira, 65`).


Golos:

63' Carlos Carneiro (1-0)



Cartões Amarelos:

Gil Vicente: Carlos Carneiro, Gregory
Marítimo: Tonel, Chainho



Cartão Vermelho:

Marítimo: Alan


Publicado por davide pinheiro às 21:43