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domingo, 17 abril 2005
Nacional 0 - 0 Rio Ave
Categoria: 04/05 SuperLiga , Nacional , Rio Ave
Golos? Nem vê-los!
Empate a zero bolas na Choupana, numa partida sem grandes motivos de interesse, muito por culpa da falta de eficácia dos avançados das duas equipas. O Rio Ave foi mais dominador no primeiro tempo e podia ter chegado ao golo a meio dos 45', quando Gama, a concluir excelente jogada de envolvência, rematou de primeira ao lado da baliza de Hilário. Segundo tempo com ascendente nacionalista, bastante motivados com a entrada do argentino Marchant. Adriano e Gouveia dispuseram de boas ocasiões para marcar, mas não bateram Mora. Ainda assim a melhor ocasião voltou a pertencer ao Rio Ave, com Gaúcho a enviar a bola à trave de Hilário, depois de ser assistido pelo recém-entrado Marquinhos. Justa repartição de pontos, com as duas equipas a manterem os seus lugares na tabela classificativa, 11º e 7º posto, respectivamente.
Enquadramento. O Nacional da Madeira, depois de na jornada anterior ter saído derrotado dos Barreiros por 2-1, pretendia quebrar a 'onda negativa' de 3 derrotas consecutivas, que se seguiram ao histórico triunfo no Dragão por 4-0. Pela frente tinham um Rio Ave altamente moralizado, depois de ter vencido o líder Benfica na semana passada e a cumprir uma série de 7 jogos sem conhecer o sabor da derrota.
As tácticas. João Carlos Pereira não podia contar com Alonso, lesionado e André Pinto, castigado, mas o seu esquema táctico de 4x2x3x1 não sofreu qualquer revês, fazendo alinhar Alex Goulart, Miguel Fidalgo e Wendell nas costas do artilheiro Adriano. Carlos Brito, sem poder contar com o médio Mozer e o avançado Paulo César, lesionados e com a baixa confirmada de Evandro, castigado, teve que operar duas mudanças no onze que bateu o Benfica, fazendo entrar Saulo e Gaúcho para o ataque, ocupando os lugares de Evandro e Paulo César. O seu esquema de 4x3x3 é que não se alterou.
Futebol apoiado Ao longo de todo o jogo, em particular no primeiro tempo, o Rio Ave jogou um futebol bem desenhado, com ataques saídos de 'laboratório' e a causarem algum incómodo à defensiva alvi-negra.
Marchant A sua entrada trouxe outra dinâmica ao flanco direito do ataque do Nacional e foi notório o erro de 'castig' de João Carlos Pereira ao garantir a titularidade a Alexandre Goulart.
Displicência atacante Quando se empata a zero bolas, a culpa nunca é somente da inspiração das defesas e respectivos guarda-redes. Os atacantes terão sempre algo a dizer, esta tarde, o mal repartiu-se pelas 'aldeias'.
Os destaques do Terceiro Anel.
Alex Goulart Quarenta e cinco minutos em campo, para quê?
Marchant O médio argentino trouxe alguns rasgos de futebol à tarde do alto da Choupana, mas, acima de tudo, dinamizou o ataque dos comandados do ex-treinador da Académica.
Bruno Mendes Deu seguimento à excelente exibição que fez contra o Benfica, com uma prestação segura e confiante. Coeso na dupla formada com Idalécio, nem parece que só há uma semana atrás tomou o lugar no onze titular.
Remate. Justa repartição de pontos. O Nacional está a escassos pontos de assegurar a manutenção, em definitivo. Enquanto o Rio Ave apesar de se ter atrasado na perseguição ao Vitória Guimarães, agora com menos 4 pontos, estreitou a diferença para o Boavista, para 5 pontos e numa Superliga tão surpreendente, a Europa ainda não é um sonho gorado para os comandados de Carlos Brito.
Ficha do Jogo:
Estádio: Engº Rui Alves
Árbitro: António Resende (Aveiro)
Nacional: Hilário - Patacas, Emerson, Ávalos e Cleomir - Cléber, Gouveia - Alexandre Goulart (Marchant, int), Miguel Fidalgo (Marcelo, 80) e Wendell (Nuno Viveiros, 73) - Adriano
Suplentes: Nuno Carrapato, Fernando Cardozo, Marcelo, Hernani, Nuno Viveiros, Marchant e Bruno.
Rio Ave: Mora - Zé Gomes, Bruno Mendes, Idalécio e Miguelito - Delson, Niquinha e Junas Naciri (Marquinhos, 74) - Saulo, Gaúcho (Fábio Coentrão, 90) e Gama (Jacques, 65).
Suplentes: Candeias, Alexandre, Jacques, Marquinhos, Fábio Coentrão, Danielson e Valente.
Cartões Amarelos:
NAC: Emerson Nunes, 73.
RIO: Zé Gomes, 17 e Idalécio, 61.
Publicado por joão carmo às 21:50