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terça-feira, 26 abril 2005

Meia-palavra já é demais

Categoria: Col: André Viana

“Deram a sensação de que estávamos num jogo de apresentação do Benfica”
Litos, treinador do Estoril, após o encontro

“Para bom entendedor duas palavras bastam”
José Veiga, ainda no Algarve

“Nem sei se fui expulso, vim-me logo embora porque estava enojado”
Carlos Xavier, adjunto do Estoril, ontem

“Um desses técnicos tem uma escola de jogadores e, se é esse o tipo de formação que lhes dá, esses jovens não vêem bem educados daí”
Luís Filipe Vieira, em resposta a Xavier

Estamos a assistir a duas semanas deliciosas no futebol português, que tiveram um Estoril-Benfica polémico no intervalo. Todavia, o pior tem sido mesmo o comportamento nojento mas extremamente moralista dos dois principais dirigentes encarnados. Muita lata é necessária para reclamar a postura da diferença e da vontade de clarificação dos males do futebol nacional.

1. Ainda que com pontos divergentes, já lá vamos, a nova direcção encarnada tem uma referência clara a marcar toda a gestão – sobretudo a mediática e verbal – desta temporada. Ingénuos, pois acreditam ter absorvido por osmose a excelência comunicacional do melhor dirigente português de todos os tempos e aquele que melhor sabe criar soundbyte, mesmo que por vezes também se deixe enredar pelas teias do exagero e da falta da oportunidade – acontece ao melhor! Bem do alto do seu benfiquismo dos quatro costados, Luís Filipe Vieira e José Veiga imitam claramente mas de forma aberrante o estilo seguro e vincadamente irónico do homem-forte do FC Porto. Julgavam ter aí a fonte do sucesso mas enganam-se, mesmo que o Benfica venha a ser campeão. Qualquer que ele seja, este está longe de ser um vencedor categórico e consensual, contrariamente ao passado que conheço pela minha vivência – vicissitudes de só recentemente ter entrado nos ternurentos vinte. Voltando a Vieira e a Veiga, a disparidade que apresentam face a Pinto da Costa reside no execrável moralismo, a lembrar os tempos áureos (vocês sabem para quem) do longínquo mas tão próximo Estado Novo. Mais do que Fado e até do que Futebol, o novo Benfica tem muito de Fátima, como facilmente se nota em algumas declarações de Vieira.

2. Paladino da tradição e dos bons costumes, Luís Filipe Vieira recalcou memórias passadas e insurgiu-se contra Pinto da Costa no lamentável final do Benfica-FC Porto. Surgiu na Sala de Imprensa e vendeu a sua superioridade moral ao evocar o facto de ser pai e chefe de família, algo que não se aplicava ao herege portista. Imagino que Vieira tenha em casa uma exímia dona do lar e uma cozinheira de mão cheia, submissa à figura masculina. Vieira é mais do que Pinto da Costa mas também é mais do que Carlos Xavier. Não satisfeito com o ridículo a que se expôs na 6ª jornada, o presidente encarnado voltou ontem a fazer das suas. Recordou que o ex-jogador do Sporting costuma aparecer nas páginas da imprensa cor-de-rosa mas que, apesar disso, é “um homem sem carácter”, “um ultraje... que não sabe estar na vida”. Eis Luís Filipe Vieira, novamente exibindo a sua superioridade baseando-se em juízos de valor gritantes e na figura católica que julga ser. Faltando melhores argumentos surgem afirmações do tipo “cada vez que abro a boca, não sou polémico e aqueles que fazem comentários não devem estar habituados a ter pessoas sérias no futebol. Se eu fosse um presidente que, a partir das duas da manhã, convivesse com eles, se calhar escreviam bem de mim. Mas tenho família, empresas, tenho de ocupar o meu tempo com o Benfica e estou numa missão. Trouxe valores muito importantes para o Benfica e as pessoas não lhes dão realce.” Frases ontem proferidas e que me merecem apenas uma palavra – nojento!

3. Quanto a José Veiga, é risível a forma como exibe a sua mediocridade e a sua menoridade mental. Como é que alguém que durante tantos anos serviu o FC Porto pode colocar em causa o profissionalismo de alguém que, servindo profissionalmente o Estoril, já esteve ligado ao Sporting? Como é que alguém pode questionar as potencialidades e, mais do que isso, a sanidade de um treinador só porque tem um percurso recente junto de escalões jovens? Muitas outras situações poderia recordar mas prefiro acreditar que se Romário conhecesse Veiga (talvez Jardel lhe tenha dito umas palavras sobre o ex-empresário) diria dele o mesmo que disse de Pelé – “Quando abre a boca só fala merda”. Para além do conteúdo, Veiga é medíocre na forma e não se entende facilmente como é que se lhe estende tanto e tão frequentemente um microfone. “Para bom entendedor duas palavras bastam”, diz. Melhor – “não comentamos arbitragens desde a 6ª jornada... Foi uma arbitragem perfeitamente normal”. Delicioso! Melhor só se passar na TVI, juntamente com o grande especialista em estatísticas de arbitragens e acções disciplinares e o repórter de campo a quem mandam ouvir as loucuras dos insuspeitos adeptos encarnados.

4. Também muito bem esteve António Figueiredo, uma pessoa de passado inatacável e muito próxima de um clube da 2ª Circular. Muito ele rezou, tendo mesmo confessado publicamente, para que o Estoril não tirasse o título ao seu Benfica, tendo aliás mudado o encontro para o Algarve para ter mais benfiquistas a assistir. Figueiredo não gostou que a equipa técnica do Estoril não tivesse gostado da sua atitude ao longo da última semana e, nesse sentido, parece óbvio que não haverão contratos renovados em Junho. Figueiredo viu aqui uma excelente oportunidade para salvar as contas da sua SAD mas resta-me constatar que o Estoril vai gastar o seu imenso saldo para a Liga de Honra. Não afirmo que o resultado seria outro na Amoreira mas uma coisa é jogar num terreno que se conhece e outra é marcar uma partida num campo que nenhum dos intervenientes canarinhos conhecia e que, pior do que isso, impedia a presença da curta massa adepta do clube visitado. Muito se disse, recordo-o pois, que há enormes diferenças entre um Moreirense que altera o palco dentro do próprio concelho ou distrito e entre um Estoril que faz 300 quilómetros para “receber” um candidato ao título. Litos e as equipas técnica e de jogadores da Amoreira não mereciam a direcção que têm.

5. Por último, a arbitragem. Hélio Santos nunca poderia ser nomeado para uma partida desta importância, jogada de forma tão mediática por antecipação. Não me envolvo em polémicas de folhetim e em discussões de chuteiras mas o que vi foi uma arbitragem habilidosa. Rui Duarte foi bem expulso, diz a lei. Todavia, a regra do senso não poderia ter poupado um segundo cartão amarelo a um jogador que comete falta (a segunda em todo o jogo) em situação longe de se considerar perigosa? Parece-me que sim mas respeito o refúgio legal. Não encontro explicações para a não marcação da grande penalidade por falta de Ricardo Rocha (o tal que pode bater em tudo o que mexe mas que resmunga imenso quando é a sua vez de levar) sobre Moses nem percebo o porquê de o golo da igualdade ter novamente nascido a partir de uma falta inexistente. Também estranho, e aqui julgo apenas a única versão tornada pública e que é a do próprio jogador, que João Paulo tenha sido expulso por ter dito a Hélio Santos “marque-me essa falta, caralho”. Sim, a arbitragem foi bem habilidosa. A ver vamos o que se passa até final...

Publicado por andré viana às 19:42

Comentários

Genial a tirada do Veiga... ele até disse "duas palavras basta" e não bastam... seja como for, hilariante...

#1 | Comentado por: Pedro Santo | 11 de junho de 2006 às 00:12

Tanta azia e mau humor fazem-te mal... assim morres cedo.
É só um jogo.
Não sei de que clube és simpatizante, mas gostava de saber acerca do seu passado inatacável.
As melhoras.

#2 | Comentado por: Rui Alexandre | 11 de junho de 2006 às 00:12

Nuno Almeida, Tiago, JCoelho...
Voltem estão perdoados...

A parte mais hilariante é louvar o Litos e a sua equipe técnica (os quais vão conseguir o grande feito de levar o Estoril para a II Liga)...

Caro João Gonçalves, se não estiveres cheio de vergonha dos teus colegas, dis qualquer coisa...

#3 | Comentado por: Alex Caetano | 11 de junho de 2006 às 00:12

De arbitragens habilidosas estamos nós bem identificados pois nestes últimos 3 campeonatos virtuais dragões e leões bem encheram o papo.Mas nesses a desculpa era a superioridade...TANGAS!! Se eram superiores por que é que ganharam jogos à conta de penaltys inventados(nem digo os números porque são do outro mundo) ou golos anulados aos adversários?? Ainda não acabou a época e as pastilhas Rennie já atingiram valores de venda inacreditáveis!

#4 | Comentado por: João Pedro | 11 de junho de 2006 às 00:12

Resumo a minha opinião no seguinte depoimento:

acho que o Veiga e o LFV deviam estar calados!

Mas não julguem que digo isto por eles falarem mal. Nada disso. Digo isto porque eles não deviam ligar sequer às "brasas". A equipa está unida em torno do seu objectivo. O resto...o resto é paisagem! Até já inventam histórias por causa do arbitro usar chuteiras do benfica. LOL. Enquanto emprestamos botas e não meninas da vida não somos suspeitos de nada!

#5 | Comentado por: Nuno Travassos | 11 de junho de 2006 às 00:12

Os anti-benfiquistas têm-se manifestado um pouco por todo o país, a banca central, da TSF, hoje foi a tal "palhaçada" já referida aqui, recentemente.
Talvez ande tudo com o espírito da revolução, por causa do 25 de Abril. É verdade se calhar é necessário um 25 de Abril no futebol... Mas, antes de chegar ao Benfica tem de passar por muito lado.
Sinceramente, não consigo compreender tanta indignação!
Mentalizem-se é o Benfica o líder da Super Liga, temos 3 pontos de vantagem sobre o Sporting e quatro sobre o Braga e FCP. É verdade o campeonato ainda não acabou, tenham calma...
Sinceramente também considero que o João deveria intervir e dar uma palavrinha, afinal aguarda-se um pouco de coerência, lucidez e, porque não, um pouco de benfiquismo neste blog.
Caros anti-benfiquistas, se vos enjoa tanto o nosso clube, embora andem sempre a falar nele, aconselho-vos umas águinhas Frize. Até vos deixo um slogan: Frize para quem o Benfica não electrize!
PS: Apesar de tudo, desejo boa sorte ao Sporting para os próximos jogos da Taça UEFA.

#6 | Comentado por: Claudia | 11 de junho de 2006 às 00:12

O anti-benfiquismo mais não é do que uma minoria da sociedade, que luta contra a ideologia dominante da maior instituição e "lobby" deste país: o Sport Lisboa e Benfica. Essa realidade é inquestionável. Estamos a falar do único clube, cujas dívidas foram saldadas pelo Governo, com acções que nem cotadas estavam.
Quanto ao Estoril-benfica, jogo que encerrou a Superliga, veio mostrar que o Benfica nunca será um campeão respeitado pelos seus adversários como foi o FCP de Mourinho. Todas as condicionantes do jogo provaram isso mesmo. Alguém me explique como é o que o melhor jogador do Estoril - Rui Duarte - cujo nome já foi falado para o SLB é expulso com duas entradas ridiculas aos 25 minutos, quando não havia sido expulso durante o campeonato. Ou as gargalhadas de veiga quando João Paulo é expulso. Os 6 pontos ganhos pelo SLB ao Estoril este ano foram tão falsos como Judas, e no final, são mais do que suficientes para ganhar esta liga.
Não tenho dúvidas nenhumas que, se o FCPorto/Est.Amadora foi investigado, tb este jogo devia ser. Quanto ao Benfica campeão, não tenho o mínimo respeito, respeito e admiração que tive em 93/94, na magnífica equipa de Toni.

#7 | Comentado por: Rui Melo | 11 de junho de 2006 às 00:12

O clube dos 6 milhões de broncos tem dois dirigentes broncos. Parece-me bem.

#8 | Comentado por: pedro_bdea | 11 de junho de 2006 às 00:12

Como diria o outro: "a minha alma está parva!".

O André Viana excedeu-se em toda a linha... pena ter sido no sentido negativo...

Quanto a figuras modelo e estilos afins, permita-me relembrar que entre Pinto da Costa, Vieira e Veiga, só um é arguido num dos processos mais mediáticos dos últimos tempos. Vá-se lá saber porquê.

No que ao Fado e ai antigo regime diz respeito, aconselho uma passagem pelo palmarés do Campeonato Nacional Português. Dada a sua desinformação, vai ficar espantado ao descobrir que o clube que menos ganhou desde a queda do regime do senhor da cadeira foi, à excepção do Belenenses, o Sporting. Mas a história não lhe parece interessar.

Mas o André Viana tinha que ir mais longe. A raiva e o ódio passaram a dominar o teclado e zás: eis a pérola do ano!!!!

O Litos e a sua equipa técnica não merecem a direcção que têm. Dou-lhe toda a razão, pode ser que para o ano se juntem a Jaime Pacheco no comando técnico do Boavista, pelo menos têm provas dadas, o Mantorras que o diga.

E depois, o disparate final: ver amarelo quando fez apenas a segunda falta???? (e esta vou anotar no meu arquivo, cheira-me que daqui a umas jornadas o André Viana vai surgir, novamente inflamado, porque um qualquer jogador do Benfica não viu o vermelho aos 2 minutos).

O André Viana, pela sua lógica de raciocínio (nesta parte admito, mas não concedo), um jogado que pontapeie o adversário no início do jogo não deve ser expulso, uma vez que foi só a primeira agressão do jogo.

Eu pensava que a introdução do filtro dos comentários iria elevar, de novo, o Terceiro Anel ao cume da montanha. No entanto, parece que o problema não estava só nos comentários...

Um grande bem haja, André Viana, hoje a o dia começou com uma gargalhada de 10 parágrafos.

#9 | Comentado por: César da Silveira | 11 de junho de 2006 às 00:12

Ola
Começo por confessar que nao li o post todo....já nao há paciencia! Realmente, o Benfica tem de ganhar o campeonato para algumas pessoas engolirem alguns sapos....NOS NAO FICAMOS 20 ANOS SEM GANHAR COISA ALGUMA!!!!!

Outra coisa mais importante... Infelizmente vou apagar este blog dos meus favoritos: se ha 2 semanas nos obrgiam a registos para podermos comentar (o que ate acho bem), entao nao ha quem controle este Andre Vianas do site? Eh que para facciosismo eu leio a imprensa escrita!

Ate qqr dia!

#10 | Comentado por: Luis Carvalho | 11 de junho de 2006 às 00:12

"I love the smell of Napalm in the morning"
Nada como uma bela de uma polémica para a malta se divertir, não é?


Sinceramente, voltamos ao antigamente, àquela altura em que a malta se chateava semanalmente com discussões sobre futebol.
E porquê? Porque o campeonato está ao rubro, a 4 jornadas do fim e com tudo em aberto!

Isso por si só é bom, mas nestas alturas é que a subjectividade toma conta das conversas.

Eu sou portista, e é óbvio que a arbitragem me pareceu escandalosa. Para mim, o Estoril foi empurrado para a sua grande área como há muito tempo não se via nos relvados portugueses!

Naturalmente que os benfiquistas pensarão que o árbitro foi mas é brando, porque deveriam ter sido mostrados mais cartões aos atletas estorilistas.


Perspectivas...
Para quê fazer tanto alarido disso?


O único facto que me parece objectivamente indesmentível é que o campeão deste anos (seja ele qual for) vai ser o mais fraco das últimas décadas.

#11 | Comentado por: Jorge Coelho (jcoelho) | 11 de junho de 2006 às 00:12

Disseram-me agora que antes de começar o Estoril -Benfica, tocou, na instalação sonora do estádio (que, para todos os efeitos, seria a "casa" do Estoril), o hino do benfica. Alguém me pode confirmar?

#12 | Comentado por: Vandelart | 11 de junho de 2006 às 00:12

Woof, woof!

Muito se tem ladrado nos últimos dias sobre o Benfica... agora querem inventar que o Benfica ganhou ao Estoril por causa do árbitro. Claro, o que o árbitro deveria ter feito era dar carta branca ao Estoril para prosseguir na verdadeira caça ao homem que adoptou desde o início do jogo.

Querem fazer cavalo de batalha do lance do Ricardo Rocha, igual às centenas que acontecem todos os fins-de-semana em marcações de pontapés de canto? Sim, é lance para penalty, mas quantos penalties daqueles já viram ser marcados?

E se o árbitro estava assim tão, tão empenhado em dar-nos a vitória, então porque razão não aproveitou para assinalar penalties nos lances do Dorival e do Cissé em que tocaram a bola com a mão dentro da área? Porque não expulsou (ou sequer amarelou!) o Maurel depois de três entradas assassinas pelas costas ao Geovanni? Porque não expulsou o Cissé depois dele ter dado um pontapé intencional por trás ao Mantorras? Porque não expulsou logo o João Paulo, preferindo avisá-lo até que ele continuou a protestar e foi expulso?

Pois, estou a ver que o critério para uma arbitragem ser considerada má num jogo do Benfica é não deixar que os adversários espanquem os nossos jogadores a seu bel-prazer.

E querem ver que o Toninho Oliveira agora tornou-se benfiquista de gema, e quer mudar o jogo para Paris só para nos beneficiar?

P.S.- O speaker de serviço no estádio bem tentou puxar pelo Estoril, como era a sua obrigação, mas obviamente não foi bem sucedido. E o 'Ser Benfiquista' não foi tocado.

#13 | Comentado por: Gonçalo Andrade | 11 de junho de 2006 às 00:12

Tinha prometido a mim mesmo não voltar a comentar nenhuma posta deste senhor, desde um triste episódio ocorrido aqui neste blog.
Se o faço agora é porque estou cansado de ler constantes e repetidas palermices deste senhor sobre o Estado Novo. Eu até posso estar em acordo com grande parte do post mas sinto-me enojado por ler as patetices que os Goebbels da nossa praça nos impingem e que o André Viana se apressa a dar eco.

Já agora, sobre a expulsão do dito Rui Duarte. Não foi a segunda falta mas sim a terceira. Aliás, até poderia ser a quarta. Caso não tenha reparado, o referido jogador já se encontrava a fazer falta sobre o jogador que passa a bola ao Fyssas. Ainda assim, muito me espanta exigir bom senso quando o que o dito jogador fez foi ir directamente às pernas do grego sem nenhuma preocupação em jogar a bola. Bom senso deveria ter o Rui Duarte.

#14 | Comentado por: Quetzal Guzman | 11 de junho de 2006 às 00:12

Sim, sim, sim, bla, bla, bla - sempre que o benfica ganha, lá arranjam meia duzia de argumentos(o arbitro, as botas, o estadio, a chuva, etc, etc, etc).
O melhor é começarem a fazer regras só para o benfica:
Todos podem jogar em campo neutros menos o benfica, principalmente se for a 200km(se calhar nem sabem que Restelo e Jamor foram recusados).
Se o arbitro não tiver botas e a equipa da casa também não, joga descalço.
Jogador que se fale que pode ir para o Benfica não pode jogar(se calhar foi por isso que Jorginho, H.Alcantara, M.Jose, Sandro, Auri, etc, não jogaram com o Porto e Meyong e R.Chaves sairam mais cedo...).
Mas não se preocupem que ainda vamos ver pior e ouvir outros disparates. E vamos ver qual vai ser a desculpa para o resultado do Braga-Sporting...

#15 | Comentado por: Nuno Mar | 11 de junho de 2006 às 00:12

Grande Miguel Sousa Tavares:

"A pergunta sem resposta séria é esta: alguém pode garantir que o Benfica teria ganho este jogo, a jogar no campo de dimensões reduzidas da Amoreira, com oito mil adeptos a apoiá-lo contra dois mil estorilistas?


1- Vendo o presidente do Estoril sentado ao lado do presidente do Benfica, no Estádio do Algarve, pensei que ele tinha razões para se sentir intensamente feliz — ou intensamente envergonhado, conforme a perspectiva...O seu Benfica vencera o jogo e o seu Estoril enchera a tesouraria. Raramente alguém consegue reunir razões de coração e razões de carteira para estar feliz no mesmo momento. Ah, mas há sempre um senão: sobre tanta felicidade de António Figueiredo ficará sempre a pairar a memória do dia em que o presidente do Estoril vendeu as últimas hipóteses de permanência do clube na SuperLiga, a troco de um milhão de euros e de facilitar ao Benfica a conquista do campeonato, subvertendo, em perfeita comunhão de sentimentos com o presidente do Benfica e o secretário-geral da Liga, os tão proclamados princípios de transparência e lealdade competitiva. Dentro e fora do Estádio do Algarve, antes e durante o jogo, foi verdadeiramente uma total confluência de vontades benfiquistas que se uniram para evitar que, primeiro, dez e, depois, nove rapazes do Estoril pudessem continuar a sonhar. Li por aí que há quem se admire com os que se admiram que esta perfeita golpada tenha sido tolerada pela Liga de clubes. Trazem à colação o recente exemplo do Sporting, comprando a antecipação do jogo da Taça com o Pampilhosa, para limpar o amarelo que impedia Liedson de jogar contra o Benfica. Têm razão mas isso é um assunto entre os dois autoproclamados cavalheiros do futebol português, cujo fair play e limpeza de processos eles se explicarão mutuamente. Restam os outros e, para os outros, não vale o argumento de que já muitos jogos trocaram de local a pedido dos anfitriões. Primeiro, porque isso sucedia no tempo em que havia estádios sem iluminação para receber jogos televisionados, o que hoje já não sucede. Segundo — e este é o detalhe essencial—, quando tal sucedia, sucedia com todos os grandes e não, como agora, num caso ad hoc a favor de um só deles. Também não vale o argumento de que os clubes pequenos têm direito de fazer grandes receitas, aproveitando a popularidade do grande Benfica—que ninguém contesta mas que é um argumento de facto e não de razão. Se o fosse, à excepção do Dragão e de Alvalade, o Benfica poderia permitir-se o luxo de jogar sempr é em casa e ainda passar por benemérito dos pequeninos: teríamos, não um campeonato de futebol, mas um concurso de popularidade entre os clubes. Mesmo assim, sendo certo que também FC Porto e Sporting arrastam mais adeptos que os locais, tem de se colocar a questão da reciprocidade e aí pergunto: alguém imagina o sr. António Figueiredo a fazer disputar o Estoril-FC Porto, não naquele campo terrível da Amoreira, onde o FC Porto sempre sofre, mas, por exemplo, em Aveiro ou na Maia? E o Estoril-Sporting em Leiria ou Setúbal? Ese, a seguir ao exemplo do Estoril, vier o Penafiel, e depois disso qualquer um, pergunto que paródia de campeonato seria este em que os clubes pequenos viveriam em perpétuo leilão dos seus jogos caseiros contra os grandes? Porque, finalmente, a pergunta sem resposta séria é esta: alguém pode garantir que o Benfica teria ganho este jogo, a jogar no campo de dimensões reduzidas da Amoreira, com oito mil adeptos a apoiá-lo contra dois mil estorilistas, em vez do campo largo (para jogar com dez e nove ainda mais largo...) do Algarve, com 30 mil adeptos a apoiá-lo e a pressionar o árbitro, face a seis adeptos do Estoril, que conseguiram comprar bilhete fora das casas do Benfica, e entre os quais não incluo, obviamente, o presidente do próprio Estoril?

2- Sábado à noite, em Alvalade, com 0-0 no marcador, um jogador da Académica isola-se a caminho da área do Sporting quando Polga corta a bola ostensivamente com a mão. É lance para vermelho, em qualquer compêndio de arbitragem. Mas não em Alvalade: o árbitro vem de lá detrás, muito devagar, com tempo mais que suficiente para pensar no que fazer, mete a mão ao bolso e saca... amarelo. Há dois tipos de erros dos árbitros: os erros involuntários, sobre questões de facto, e os erros voluntários, sobre questões de leis do jogo—como é óbvio, só no primeiro caso é que se pode falar em erro. Quem pode garantir que este erro não valeu um ponto ao Sporting? Domingo à tarde, no Algarve: o Benfica perde por 0-1, há um canto a favor do Estoril e, nas barbas do árbitro, Ricardo Rocha aplica um gasganete num jogador do Estoril, impedindo-o de saltar à bola e só o largando quando o viu por terra. Passado uma e duas vezes na televisão, o lance só conseguiu deixar dúvidas ao comentador de serviço, que viu os dois jogadores «a agarrarem-se mutuamente». Era penalty e, muito possivelmente, o 0- 2. Quem pode garantir que não valeu três pontos ao Benfica? Domingo à noite em Aveiro: Ibson vai entrar na área do Beira-Mar quando é literalmente agredido a pontapé por um jogador aveirense. O árbitro resolve, como disse o comentador, «dar a lei da vantagem» e, depois, já que tinha dado alguma coisa, absteve-se de dar também quer o vermelho quer o amarelo. Pouco depois Diego isola-se, evita o guarda-redes e vai marcar golo quando este levanta uma perna e rasteira-o: amarelo para Diego, por «simulação». Quem pode garantir que, se os lances têm sido ao contrário, o jogo acabaria sem um penalty contra o FC Porto e dois portistas expulsos? José Couceiro tem alguma razão quando diz que actualmente os árbitros, quando em dúvida, decidem sempre contra o FCPorto. Tem alguma razão mas não tem toda: é que não é só quando têm dúvidas, agora é também quando têm a certeza.

3- A acreditar na manchete de ontem deste jornal, foi a vontade de Deus que levou o Benfica à vitória no Algarve. Não foi o rigor disciplinar desigual do árbitro, nem o penalty esquecido, nem os 27 livres de que falava Litos à entrada da área do Estoril, até que um deles finalmente resultasse, nem os 30 mil adeptos de um lado e os 6 do outro, neste jogo em casa do Estoril. Foi a vontade de Deus. Fico mais tranquilo assim: com tantas queixas aos governos por parte da direcção do Benfica, tantos pedidos de entrevista aos membros do governo, embaixadas benfiquistas ao serviço da propaganda partidária do partido vencedor, manifestos, ameaças e a garantia solene, logo em Agosto, de que este ano ninguém tira o campeonato ao Benfica, eu já começava a temer que o campeonato se decidisse por decreto-lei. Mas, sendo antes por vontade de Deus, o melhor é não contestar."

Simpelsmente, Genial!!!!

#16 | Comentado por: Vandelart | 11 de junho de 2006 às 00:12

Grande Miguel Sousa Tavares:

"A pergunta sem resposta séria é esta: alguém pode garantir que o Benfica teria ganho este jogo, a jogar no campo de dimensões reduzidas da Amoreira, com oito mil adeptos a apoiá-lo contra dois mil estorilistas?


1- Vendo o presidente do Estoril sentado ao lado do presidente do Benfica, no Estádio do Algarve, pensei que ele tinha razões para se sentir intensamente feliz — ou intensamente envergonhado, conforme a perspectiva...O seu Benfica vencera o jogo e o seu Estoril enchera a tesouraria. Raramente alguém consegue reunir razões de coração e razões de carteira para estar feliz no mesmo momento. Ah, mas há sempre um senão: sobre tanta felicidade de António Figueiredo ficará sempre a pairar a memória do dia em que o presidente do Estoril vendeu as últimas hipóteses de permanência do clube na SuperLiga, a troco de um milhão de euros e de facilitar ao Benfica a conquista do campeonato, subvertendo, em perfeita comunhão de sentimentos com o presidente do Benfica e o secretário-geral da Liga, os tão proclamados princípios de transparência e lealdade competitiva. Dentro e fora do Estádio do Algarve, antes e durante o jogo, foi verdadeiramente uma total confluência de vontades benfiquistas que se uniram para evitar que, primeiro, dez e, depois, nove rapazes do Estoril pudessem continuar a sonhar. Li por aí que há quem se admire com os que se admiram que esta perfeita golpada tenha sido tolerada pela Liga de clubes. Trazem à colação o recente exemplo do Sporting, comprando a antecipação do jogo da Taça com o Pampilhosa, para limpar o amarelo que impedia Liedson de jogar contra o Benfica. Têm razão mas isso é um assunto entre os dois autoproclamados cavalheiros do futebol português, cujo fair play e limpeza de processos eles se explicarão mutuamente. Restam os outros e, para os outros, não vale o argumento de que já muitos jogos trocaram de local a pedido dos anfitriões. Primeiro, porque isso sucedia no tempo em que havia estádios sem iluminação para receber jogos televisionados, o que hoje já não sucede. Segundo — e este é o detalhe essencial—, quando tal sucedia, sucedia com todos os grandes e não, como agora, num caso ad hoc a favor de um só deles. Também não vale o argumento de que os clubes pequenos têm direito de fazer grandes receitas, aproveitando a popularidade do grande Benfica—que ninguém contesta mas que é um argumento de facto e não de razão. Se o fosse, à excepção do Dragão e de Alvalade, o Benfica poderia permitir-se o luxo de jogar sempr é em casa e ainda passar por benemérito dos pequeninos: teríamos, não um campeonato de futebol, mas um concurso de popularidade entre os clubes. Mesmo assim, sendo certo que também FC Porto e Sporting arrastam mais adeptos que os locais, tem de se colocar a questão da reciprocidade e aí pergunto: alguém imagina o sr. António Figueiredo a fazer disputar o Estoril-FC Porto, não naquele campo terrível da Amoreira, onde o FC Porto sempre sofre, mas, por exemplo, em Aveiro ou na Maia? E o Estoril-Sporting em Leiria ou Setúbal? Ese, a seguir ao exemplo do Estoril, vier o Penafiel, e depois disso qualquer um, pergunto que paródia de campeonato seria este em que os clubes pequenos viveriam em perpétuo leilão dos seus jogos caseiros contra os grandes? Porque, finalmente, a pergunta sem resposta séria é esta: alguém pode garantir que o Benfica teria ganho este jogo, a jogar no campo de dimensões reduzidas da Amoreira, com oito mil adeptos a apoiá-lo contra dois mil estorilistas, em vez do campo largo (para jogar com dez e nove ainda mais largo...) do Algarve, com 30 mil adeptos a apoiá-lo e a pressionar o árbitro, face a seis adeptos do Estoril, que conseguiram comprar bilhete fora das casas do Benfica, e entre os quais não incluo, obviamente, o presidente do próprio Estoril?

2- Sábado à noite, em Alvalade, com 0-0 no marcador, um jogador da Académica isola-se a caminho da área do Sporting quando Polga corta a bola ostensivamente com a mão. É lance para vermelho, em qualquer compêndio de arbitragem. Mas não em Alvalade: o árbitro vem de lá detrás, muito devagar, com tempo mais que suficiente para pensar no que fazer, mete a mão ao bolso e saca... amarelo. Há dois tipos de erros dos árbitros: os erros involuntários, sobre questões de facto, e os erros voluntários, sobre questões de leis do jogo—como é óbvio, só no primeiro caso é que se pode falar em erro. Quem pode garantir que este erro não valeu um ponto ao Sporting? Domingo à tarde, no Algarve: o Benfica perde por 0-1, há um canto a favor do Estoril e, nas barbas do árbitro, Ricardo Rocha aplica um gasganete num jogador do Estoril, impedindo-o de saltar à bola e só o largando quando o viu por terra. Passado uma e duas vezes na televisão, o lance só conseguiu deixar dúvidas ao comentador de serviço, que viu os dois jogadores «a agarrarem-se mutuamente». Era penalty e, muito possivelmente, o 0- 2. Quem pode garantir que não valeu três pontos ao Benfica? Domingo à noite em Aveiro: Ibson vai entrar na área do Beira-Mar quando é literalmente agredido a pontapé por um jogador aveirense. O árbitro resolve, como disse o comentador, «dar a lei da vantagem» e, depois, já que tinha dado alguma coisa, absteve-se de dar também quer o vermelho quer o amarelo. Pouco depois Diego isola-se, evita o guarda-redes e vai marcar golo quando este levanta uma perna e rasteira-o: amarelo para Diego, por «simulação». Quem pode garantir que, se os lances têm sido ao contrário, o jogo acabaria sem um penalty contra o FC Porto e dois portistas expulsos? José Couceiro tem alguma razão quando diz que actualmente os árbitros, quando em dúvida, decidem sempre contra o FCPorto. Tem alguma razão mas não tem toda: é que não é só quando têm dúvidas, agora é também quando têm a certeza.

3- A acreditar na manchete de ontem deste jornal, foi a vontade de Deus que levou o Benfica à vitória no Algarve. Não foi o rigor disciplinar desigual do árbitro, nem o penalty esquecido, nem os 27 livres de que falava Litos à entrada da área do Estoril, até que um deles finalmente resultasse, nem os 30 mil adeptos de um lado e os 6 do outro, neste jogo em casa do Estoril. Foi a vontade de Deus. Fico mais tranquilo assim: com tantas queixas aos governos por parte da direcção do Benfica, tantos pedidos de entrevista aos membros do governo, embaixadas benfiquistas ao serviço da propaganda partidária do partido vencedor, manifestos, ameaças e a garantia solene, logo em Agosto, de que este ano ninguém tira o campeonato ao Benfica, eu já começava a temer que o campeonato se decidisse por decreto-lei. Mas, sendo antes por vontade de Deus, o melhor é não contestar."

Simpelsmente, Genial!!!!

#17 | Comentado por: Vandelart | 11 de junho de 2006 às 00:12

Genial? Eu diria antes demente...

Andam todos a falar dos '27 livres', e eu pergunto: e por acaso foram todos inventados? Os jogadores do Estoril, coitadinhos, nadaram por ali a tentar nem tocar nos jogadores do Benfica, e o árbitro desatou a apitar sem motivos para isso? O Estoril jogou num espaço de 35 metros à frente da sua baliza, sem tenções de sair de lá, e a dar porrada de criar bicho. Estavam à espera de quê?

#18 | Comentado por: Gonçalo Andrade | 11 de junho de 2006 às 00:12

Possível resposta n.º 1:
- Como o Olegário Benquerença não, o dos erros involuntários e voluntários...

#19 | Comentado por: César da Silveira | 11 de junho de 2006 às 00:12

Nem toda a gente concorda comigo. Ainda bem! Todavia, lembro apenas que este é um espaço para opinião pessoal e todos os editores do Terceiro Anel têm o seu. Há artigos de opinião mais consensuais, há outros que mexem mais com convicções e crenças e que, por isso mesmo, suscitam diferentes leituras. Usei o meu espaço, como faço todas as terças, para um artigo de opinião sobre o tema que bem entendi. Por muito que possam considerar as minhas ideias aberrantes, não creio que os comentadores tenham legitimidade para pedir a cabeça de alguém que usa para opinião o espaço que, para tal, lhe é destinado. Só porque tem uma leitura distinta da nossa...

#20 | Comentado por: André Viana | 11 de junho de 2006 às 00:12

Evidentemente

#21 | Comentado por: Vandelart | 11 de junho de 2006 às 00:12

Caro Andre Viana,
há uma coisa que concordo contigo, as tuas ideias são aberrantes!
Em relação aos comentadores, dou-te uma dica, faz como o Record que não publica a maior parte dos comentários dos benfiquistas...

P.S. Será que tenho legitimidade para expor a minha opinião??

#22 | Comentado por: Alex Caetano | 11 de junho de 2006 às 00:12

André Viana: "Por muito que possam considerar as minhas ideias aberrantes"...

Alex Caetano: "...concordo contigo, as tuas ideias são aberrantes!"


Isto é um verdadeiro torcicolo lógico. Até dói...
:)
Alex, se usas sempre estas artimanhas nas tuas discussões, quase que aposto que as ganhas todas. Por desistência dos adversários!
:)

#23 | Comentado por: Jorge Coelho (jcoelho) | 11 de junho de 2006 às 00:12

JCoelho,
Espero que as dores e a azia já te tenham passado.
Não usei nenhuma artimanha, passei simplesmente a semana a fazer o mesmo que tu e alguns colegas teus fizeram, ou seja, escrever coisas parvas e sem sentido...
a unica diferença é que eu sei as parvoices que escrevi e tu não...

A nossa discussão, pela minha parte, termina aqui. Desisto por exaustão, já não consigo combater tanta tontice...

#24 | Comentado por: Alex Caetano | 11 de junho de 2006 às 00:12

Eu e colegas meus?

Eu neste site só faço uns comentáriozitos de vez em quando, e que eu saiba não tenho colegas. Tenho respeito por todos os "Treinadores de Bancada" residentes e tento tê-lo também por todos os comentadores não residentes, como eu.

Indica lá uma ou duas coisas parvas e sem sentido que eu tenha dito. Pode ser que me tenha explicado mal, ou que tenhas razão e sejam realmente coisas parvas e sem sentido...
Acontece aos melhores, por que não haveria de me acontecer a mim?

Quanto ao pseudo-argumento da azia e das dores, percebes que é apenas uma alfinetada, que na verdade não é argumento nenhum, não percebes? E só pode levar a duas reacções: ao desprezo ou à irritação. É isso que tu pretendes para as tuas discussões?


Quanto à minha intervenção, que pelos vistos te deixou exausto, eu qpenas apontei uma falha de lógica. Não disse se concordava ou deixava de concordar com a posição do André Viana.

Mas se queres que te diga, acho que os dirigentes benfiquistas têm andado a fazer uma triste figurinha: declarações estapafúrdias (o maior clube do mundo a breve prazo, não sei quantos milhões de sócios), invasões de estúdios de televisão, as declarações inacreditáveis depois do Benfica-Porto, pedidos de audiência e oferta de dvds a ministros... enfim, trapalhadas atrás de trapalhadas.
Para no fim fazerem de conta que nada disto aconteceu e arrogarem-se uma superioridade moral que só existe nas suas cabecinhas iludidas.

Se tudo isto é normal para ti, fixe. É uma opinião. Para mim é absurdo, e pelos vistos para o André Viana também.

#25 | Comentado por: Jorge Coelho (jcoelho) | 11 de junho de 2006 às 00:12