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sábado, 30 abril 2005

Nacional 4 - 1 Estoril

Categoria: 04/05 SuperLiga , Estoril , Nacional

Sol e golos na Choupana

O Nacional goleou, esta tarde, o Estoril por 4-1, num jogo com poucos motivos de interesse do ponto de vista da qualidade futebolística. A primeira parte foi equilibrada e as situações de perigo, que rarearam, rondaram as duas balizas. Adriano falhou uma ocasião de golo para os insulares, ainda com um nulo no marcador e perto do intervalo. Moses tirando partido de uma situação privilegiada situação também não conseguiu ludibriar o guardião nacionalista. Pelo meio dois golos hilariante. Um para cada lado. Marcou primeiro o conjunto alvinegro, por intermédio de Alexandre Goulart que se limitou a aproveitar um erro da defensiva canarinha e Vargas empatou para o Estoril, também na sequência de uma falha tremenda de Hilário. Na segunda metade, o Nacional cedo se colocou, de novo, em vantagem e, outra vez, com um tento de Alexandre Goulart. O Estoril não reagiu e foram os insulares a marcarem mais dois golos, já perto do final da partida. Adriano, primeiro, e Gouveia, depois, concluíram perante a apatia da defesa visitante e fixaram o resultado, que garante a permanência na SuperLiga, ao Nacional, e só por mero acaso, não atira desde já, o Estoril para a Liga de Honra.

Enquadramento. O Nacional partia para este encontro com aspirações claras. Vencer para garantir, desde logo, a permanência na SuperLiga. Nos últimos cinco jogos, a turma orientada por João Carlos Pereira, contava quatro derrotas e um empate, precisamente em casa, frente ao Rio Ave. Depois do jogo no Algarve, diante do Benfica, que praticamente sentenciou o destino do Estoril nesta SuperLiga, o Estoril deslocava-se à Madeira, para tentar dar uma boa imagem e conseguir uma vitória, que ainda lhe permitisse sonhar com a manutenção e ao mesmo tempo, terminar com a série negra de quatro derrotas, iniciada após a vitória caseira com o Moreirense.


As tácticas. João Carlos Pereira, técnico do Nacional, apostou num 4x3x3 desdobrável em 4x2x3x1, com Hilário na baliza, um quarteto defensivo composto por Patacas e Cleomir nas laterais e Fernando Cardozo e Ávalos no meio, um trio no meio campo com Cléber e Gouveia, mais na contenção, e Alexandre Goulart, a funcionar como vértice ofensivo, no apoio aos extremos Marcelo e Wendell e ao avançado centro Adriano.

Litos perfilou a equipa num esquema de 4x4x3, com Jorge Baptista na baliza, uma linha de quatro defesas composta por Torres, na direita, João Pedro, na esquerda, Buba e Dorival no centro, Paulo Sousa como elemento de contenção no miolo, onde também apareciam Elias e Maurel. Mais na frente jogavam Fellahi, Moses e Vargas.


Muitos golos. O espectáculo da Choupana proporcionado por Nacional e Estoril valeu sobretudo pelo elevado número de golos que se verificaram no final do encontro, ainda que, a maioria deles tenha acontecido mais por demérito defensivo, que por capacidade, ou se quisermos, qualidade atacante.


Condições atmosféricas. É um ponto positivo exterior ao próprio jogo, mas que o poderia ter beneficiado. A verdade é que a tarde foi muito soalheira, com as condições ideais para a prática da modalidade.


Prestações defensivas. Ridículas. De um lado, mas também do outro. Contudo, esteve bem pior o Estoril e por isso, sofreu mais três golos que o Nacional. Os primeiros dois golos da partida são dignos de um compêndio sobre lances caricatos nesta edição da SuperLiga portuguesa.


Qualidade. Foi um jogo, globalmente, fraco disputado por duas equipas em claro sub rendimento e à espera que a época termine o quanto antes. Ainda assim, o Nacional justificou plenamente a vitória por ter sido o único conjunto que a procurou.


Os destaques do Terceiro Anel.



Ávalos. Um esteio na defesa insular. Hoje viu um cartão amarelo por uma entrada mais rigorosa sobre um jogador adversário.


Buba. O espelho da prestação defensiva do Estoril, esta tarde, na Choupana. Simplesmente desastroso.


Adriano. Regressou aos golos, apontando o terceiro dos nacionalistas e que definiu o vencedor do encontro. Um justo prémio para um excelente executante.


Alexandre Goulart. Outro regresso que se saúda, às boas exibições e aos golos. Esta tarde, marcou dois e foi um dos principais impulsionadores do ataque alvinegro até ter sido substituído por Nuno Viveiros.



Remate. O Nacional conquistou uma vitória muito expressiva sobre o Estoril, que penaliza o comportamento defensivo dos pupilos de Litos. Com este resultado, os insulares garantiram a permanência na SuperLiga e o Estoril desceu para o último lugar da competição. A descida dos canarinhos ainda não é um dado totalmente adquirido, mas é quase certo que agora só um milagre os salvará.


Ficha do Jogo:


Estádio: Engº Rui Alves, Madeira
Árbitro: Paulo Paraty (Porto)


Nacional: Hilário; Patacas, Cardozo, Ávalos e Cleomir; Cléber, Gouveia e Alexandre Goulart (Nuno Viveiros 69’); Marcelo (André Pinto 88’), Adriano e Wendell (Bruno 75’).

Suplentes não utilizados: Belman, Hernâni, Emerson e Miguel Fidalgo.



Estoril: Jorge Baptista; Torres, Buba, Dorival e João Pedro; Paulo Sousa, Elias e Maurel (Cissé 74’); Fellahi (Felipe Carbonaro 57’), Vargas (Rapahel 63’) e Moses.

Suplentes não utilizados: Yannick e Amoreirinha.


Golos:

22' Alexandre Goulart (1-0)
28' Vargas (1-1)
55' Alexandre Goulart (2-1)
87' Adriano (3-1)
90'+4' Gouveia (4-1)



Cartões Amarelos:

Nacional: Ávalos (32’), Marcelo (61’) e Gouveia (90’+4’).
Estoril: Vargas (44’).


Cartões Vermelhos:

Nacional: -
Estoril: -

Publicado por nuno almeida às 22:55