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quarta-feira, 4 maio 2005

Liverpool 1 - 0 Chelsea

Categoria: 04/05 Competições Europeias

20 anos depois...Istambul

Não foi um grande desafio de futebol. Depois de uma primeira eliminatória sem golos, esperava-se talvez que o jogo de hoje mostrasse as equipas a actuarem de forma mais atrevida. Não aconteceu, e o espectaculo não foi de grande qualidade. Valeu à equipa de Rafa Benitez, o golo apontado aos 4 minutos por Luis Garcia, e 20 depois da final de Heysel Park (última final na grande competição europeia), os vermelhos de Liverpool vão estar presentes em Istambul para tentar a glória.

Enquadramento. Jogo chato, sem grandes oportunidades de golo, atípico tendo em conta os padrões de futebol quando se encontram duas equipas ingleses. Em 180 minutos apenas 1 golo, muito pouco. O Liverpool depois de na primeira eliminatória ter montrado uma estratégia capaz de colocar muitos problemas à equipa de José Mourinho, esta noite voltou a complicar o jogo ao Chelsea, que na primeira parte nem um remate fez à baliza de Dudek. A equipa de Londres parece cansada e não foi capaz de reagir à desvantagem inicial. O Liverpool, marcou cedo, e depois soubre controlar a partida, deu o controlo de jogo ao Chelsea e tentou jogar no adiantamento da equipa londrina, na tentativa de marcar mais um golo, que garantisse a tranquilidade. Não o conseguiu, mas manteve o resultado de 1-0, suficiente para passar à final da Liga dos Campeões.


Os adeptos do Liverpool - Incansáveis. Cantaram durante 90 minutos, foram um autêntico 12º jogador numa noite a lembrar outros tempos. Nunca o slogan "We never walk alone" fez tanto sentido como nesta partida. Brilhante!

A falta de ocasiões de golo - duas equipas inglesas, um golo em dois jogos. Poucos remates à baliza, e pior que isso, as oportunidades de golo, foram quase nulas.

José Mourinho - Mexeu tarde na equipa. Estava aparentemente intranquilo. Algo não estava a correr como ele desejaria e não era só ao nível do resultado.

Os destaques do Terceiro Anel.



Ricardo Carvalho - Num jogo pobre com apenas um cartão amarelo, e com poucas faltas, foi o jogador que mais as cometeu nos 90 minutos, tal como Tiago.


Lampard - não esteve em Anfield Road, e a equipa do Chelsea ressentiu-se disso. Muito apagado.

Gerard - Diferente daquele que se viu na primeira mão, Gerard foi importante principalmente no segundo temp, quando o Liverpool tentava segurar o resultado, curto mas precioso para atingir a final.

Luis Garcia - Num jogo em que o único golo ditou o apuramento, faz algum sentido escolher o seu autor para este destaque. Já tinha sido importante na eliminatória anterior diante da Juventus.



Remate.Pouco há a dizer de uma eliminatória que foi de má qualidade. Uma meia final entre estas duas equipas merecia mais. A "sorte" bateu à porta do Liverpool, e em abono da verdade pode-se dizer que é merecida a vitória, principalmente porque se esperava mais do Chelsea, o novo campeão Inglês.


Publicado por Pedro Varela às 00:47

Comentários

Talvez esta não fosse uma competição para o Chelsea, como disse o Baltemar há umas semanas.

Um grande bem-haja ao nosso embaixador para a paz no médio oriente e arauto do crédito ocidental.

Envio também um abraço sentido aos senhores Joaquim Rita e Rui Santos, que muito devem estar a sofrer neste momento difícil para o futebol português. O que vai ser deste país sem as milhentas referências às diferentes fases de construção de jogo, sem os orgasmos múltiplos em directo provocados por Lampard, Terry, e companhia?

Finalmente.

#1 | Comentado por: Vasco Mendonca | 24 de outubro de 2005 às 21:12

O que Rafa Benitez está a fazer com este Liverpool é extraordinário!

As equipas já se conheciam muito bem, e apesar de tudo o que os treinadores poderiam fazer, seriam sempre os jogadores dentro do campo a decidir esta eliminatória. E para dizer a verdade, os jogadores do Liverpool estiveram melhor que os do Chelsea. Robben foi um pesadelo.

De referir que, nas eliminatórias, o Chelsea perdeu todos os jogos fora, e o liverpool nenhum.

#2 | Comentado por: Jose Leal | 24 de outubro de 2005 às 21:12

Estive até ao fim do jogo com a ideia de que o Chelsea ainda iria empatar e assim conseguisse a passagem à final da LC. Mas pelos vistos ontem o estava a dormir e o Liverpool aguentou a vantagem até ao fim.

A verdade é esta: ontem Mourinho perdeu a batalha táctica com o Benitez. O que não é nenhum desprimor pois o técnico espanhol é quanto a mim um dos grandes do futebol europeu. Não teve as mesmas condições que o técnico português no inicio da época, nomeadamente ao nivel do dinheiro disponivel para contratações, logo não lhe seria exigivel apresentar o rendimento da equipa londrina. Por isso teve que jogar com as suas armas e essas passaram por ensinar a equipa a defender e não tenho duvidas de que na próxima época há que contar com o Liverpool na luta pelo titulo inglês. Já o disse antes e volto a dizer, o Valência de Benitez era um rolo compressor que deu certo em Espanha e começou tal como agora em Inglaterra com uma sólida defensiva.

Ontem tiveram a sorte do jogo pois no 1º lance de perigo fizeram o golo decisivo. Será que a bola entrou? Análise muito dificil de fazer, não tenho opinião formada, no entanto parece-me que o lance é precedido de uma falta do GR do Chelsea, e que a ser assinalado provocaria expulsão do mesmo. Ter-se-á eventualmente escrito direito por linhas tortas.

Dizer igualmente que o Chelsea desperdiçou a 1ª parte pois não teve presença ofensiva que permitisse importunar o adversário e na 2ª quando foi altura de meter a carne toda no assador penso que tal se acabou por revelar negativo para a própria equipa pois eram demasiados jogadores na frente, às tantas era tudo ao molho e fé em Deus, não se tendo visto o futebol rápido e envolvente que caracterizou o Chelsea deste ano.

#3 | Comentado por: Nuno M. S. Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:12

Errata:

Onde se lê:
"Mas pelos vistos ontem o estava a dormir e o Liverpool aguentou a vantagem até ao fim."

Dever-se-ia ler:
"Mas pelos vistos ontem o diabo estava a dormir e o Liverpool aguentou a vantagem até ao fim."

#4 | Comentado por: Nuno M. S. Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:12

Ai aquele remate do Gudjohnsen... como dizia um dos jornais, faltou naquele momento a sorte que o Mourinho teve no ano passado com o cabeça do Costinha... de qualquer maneira, o Liverpool fez por vencer, tacticamente o Benitez é dos melhores treinadores que há.
Um facto: a equipa mais "espanholizada" do futebol europeu chega à final da Liga dos Campeões, num ano em que as equipas espanholas não passaram dos quartos, e mesmo assim a jogar mal... e Luis Garcia, que dizer dele? Não o queriam em Espanha, e agora está feito um senhor jogador.
Gostava que o Chelsea tivesse passado, mas não me importo nada que passem Liverpool e PSV ( este vai ser dificil), sobretudo porque mais uma vez, depois de no ano passado o Porto e o Mónaco, com orçamentos mais reduzidos, terem eliminado os clubes mais adinheirados, este ano seria o mesmo...e para o futebol, isso seria bom, mostrava que nem sempre o dinheiro manda...

#5 | Comentado por: Luis Filipe Goncalves | 24 de outubro de 2005 às 21:12

Luis Filipe Gonçalves, o Luis Garcia fez uma temporada muito boa no Atl.Madrid aqui há 2 épocas atrás (salvo erro) e o estranho neste caso foi o seu apagamento quando regressou ao Barça. A ida para o Liverpool era assim como que a prova de fogo do esquerdino e até ver está a passar com distinção esse teste.

Joga com uma calma de assinalar e mantem o toque de bola que sempre o caracterizou.

Confesso-me admirador do seu futebol e ontem faltou o coordenador de jogo (ou um dos, a par do Gerrard) do Liverpool, que é outro grande jogador espanhol: Xavi Alonso.

Até é de estranhar 2 futebolistas espanhois estarem-se a dar tão bem no estrangeiro. É caso raro...

#6 | Comentado por: Nuno M. S. Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:12

Em tempo: e a questão da sorte, ou falta dela, naquele remate do Gudjohnsen é directamente proporcional ao excesso da mesma nos jogos com o Bayern em que a abrir ambos os jogos houve um golo a partir de um ressalto num jogador bávaro enganando dessa forma o Kahn e simplificando consideravelmente as coisas para o Chelsea a partir daí.

#7 | Comentado por: Nuno M. S. Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:12

Nuno, é verdade que o Luis Garcia teve um bom ano no Atlético, e como disseste no Barcelona não vingou, e por isso mesmo é que foi para Inglaterra, e na altura ninguém pensou que fosse para ter sucesso... mas teve, e eu também o admiro, sobretudo porque até mesmo em Espanha,muito pouca gente conhece a cara dele... ouvir falar dele, sim, mas a cara é desconhecida para muitos. E isso para mim só abona em favor dele... o futebol espanhol vive muito de pseudo-craques que passam a vida na Tv, e conhecidos são... mas não pelos golos que marcam. Este passa despercebido, mas no que respeita à sua função, que é jogar à bola, é uma artista:) E é verdade que os espanhóis não se dão bem no estrangeiro, mas eu penso que tem muito a ver com isso de serem muito conhecidos, e muitas vezes a realidade não está adequada à sua valia, ou não aguentam o terem de demosntrar verdadeiramente a sua valia... falo por exemplo do De la Peña ou do Mendieta... eram bons em Espanha, é verdade, mas também eram ídolos das " aficiones", e passarem para outro campeonato onde tinham de trabalhar para terem um lugar no onze, não aguentaram e vieram-se abaixo... pelo contrário, como acontece com o Luis Garcia e com muitos espanhóis que vêm para Portugal, esses sim já sabem que são desconhecidos e que têm de demonstrar que são jogadores de futebol, e são quase sempre esses que têm êxito... não é uma regra, claro, mas no geral é o que tem acontecido.

#8 | Comentado por: Luis Filipe Goncalves | 24 de outubro de 2005 às 21:12