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domingo, 8 maio 2005

Estoril 2 - 0 Gil Vicente

Categoria: 04/05 SuperLiga , Estoril , Gil Vicente

Galo derrubado mas não vencido

O Estoril recebeu e venceu o Gil Vivente por 2-0, em jogo disputado na Amoreira, a contar para a 32ª jornada da SuperLiga. Os pupilos de Litos entraram destemidos e logo nos minutos iniciais dispuseram de uma ocasião flagrante para inaugurar o marcador, através de uma grande penalidade. Contudo, Fellahi, chamado à transformação do castigo, não conseguiu ludibriar o guardião Paulo Jorge. Os canarinhos só se adiantaram perto da meia hora, com um golo de Vargas na conclusão de uma boa jogada de contra-ataque. Daí até final do primeiro tempo, uma boa situação ofensiva para cada lado, mas sem sucesso. O Gil Vicente ainda tentou reagir na segunda metade, mas muito longe de encostar o Estoril às cordas. Os da Linha de Cascais geriam o resultado positivo, mas tirando partido de um erro da defensiva gilista, conseguiram ampliar a vantagem. Hugo Santos foi o autor do golo da tranquilidade. Com a vitória alcançada, o Estoril alimenta esperanças na manutenção. O Gil Vicente é, neste caso, o alvo a abater. Será?

Enquadramento. O Estoril, quase condenado ao fracasso, procurava vencer o encontro desta tarde frente ao Gil Vicente, o seu maior rival neste momento. É que a salvação dos canarinhos depende, em muito, dos gilistas. Refira-se que o Gil Vicente tinha imensas baixas para esta partida. Um teste difícil para ambos os conjuntos, portanto.


As tácticas. Litos apostou num esquema de 4x4x3, com Yannick de regresso à baliza, uma linha de quatro defesas composta também pelo regressado Rui Duarte, na direita, João Pedro, na esquerda, Amoreirinha e Dorival no centro, Paulo Sousa como elemento de contenção no miolo, onde também apareciam Elias e outro regressado, Pinheiro. Mais na frente jogavam Vargas, João Paulo e Fellahi.

Ulisses Morais, em virtude de algumas ausências na equipa, optou por um esquema táctica de 4x2x3x1. Paulo Jorge era o guarda-redes, seguido de um quarteto formado por Paulo, à direita, Nuno Amaro, à esquerda, Rovérsio e Gregory, no meio, Braíma e Ednilson mais recuados, com Casquilha a fazer de vértice. Na direita, Paulo Costa e Ezequias pela esquerda, no apoio ao avançado Carlos Carneiro.


Primeiros minutos. O Estoril entrou muito bem na partida e criou algumas boas ocasiões logo nos minutos iniciais do desafio. Paulo Jorge esteve muito bem nesse período, evitando o golo por mais de uma vez.


Continuidade. Os pupilos de Litos não se deixaram abater pela falha da grande penalidade. Continuaram a carregar sobre o adversário e chegaram ao golo ainda antes do intervalo.


Erro defensivo. O Gil Vicente até dominava a segunda parte, mas um erro defensivo de Rovérsio deitou tudo a perder. Hugo Santos, recém entrado na partida, aproveitou e fez o segundo golo do Estoril.


Qualidade. Foi um jogo típico de fim de época. A situação aflitiva do Estoril, que procurou garantir os três pontos desde cedo, acabou por não ajudar muito. Do outro lado, as ausências no Gil Vicente ajudaram ainda menos.


Os destaques do Terceiro Anel.



- Não foi um jogo em que qualquer elemento das duas equipas se tenha destacado pela dureza.


Rovérsio. Teve uma falha clamorosa no segundo golo do Estoril. A juntar a isso, uma exibição globalmente insegura.


Vargas. Muito bem durante a primeira parte. Chamou a si a responsabilidade de levar a equipa para a frente e fê-lo bem. Marcou o primeiro tento da partida. Perdeu fôlego no segundo tempo.


Dorival. Excelente exibição do central brasileiro ao serviço do Estoril, ao nível do que tem feito esta temporada. Na defesa é o comandante, no ataque dá um jeito.



Remate. Uma vitória justa do Estoril frente ao Gil Vicente, adia para já a questão da permanência. Com estes três pontos, a turma da Linha de Cascais ficou a cinco pontos dos gilistas. O Estoril desloca-se no próximo fim-de-semana a Setúbal e terá que forçosamente vencer para alimentar o sonho, sendo imperial uma vitória do Belenenses frente ao Gil Vicente.


Ficha do Jogo:


Estádio: António Coimbra da Mota, Amoreira
Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)


Estoril: Yannick; Rui Duarte, Amoreirinha, Dorival e João Pedro; Paulo Sousa, Elias (Maurel 61’) e Pinheiro; Vargas, João Paulo (Moses 68’) e Fellahi (Hugo Santos 61’).

Suplentes não utilizados: Jorge Baptista, Torres, Buba e Raphael.



Gil Vicente: Paulo Jorge; Paulo (Val Baiano 60’), Rovérsio, Gregory e Nuno Amaro (Luís Tinoco 71’); Braíma e Ednilson; Paulo Costa (Piloto 90’), Casquilha e Ezequias; Carlos Carneiro.

Suplentes não utilizados: Salgueiro, Óscar e Christoph.


Golos:

28' Vargas (1-0)
69' Hugo Santos (2-0)




Cartões Amarelos:

Estoril: João Pedro (10’), Dorival (56’) e Rui Duarte (85’).
Gil Vicente: Gregory (6’) e Casquilha (90’).


Cartões Vermelhos:

Estoril: -
Gil Vicente: -

Publicado por nuno almeida às 20:00

Comentários

Com uma arbitragem menos má, o Estoril Praia só podia ganhar, apesar de o valor das equipas ser muito distante, assim como o resultado final deveria de ser por numeros mais alargados.

É uma pena que as arbitragens e outros factores conhecidos pela maioria dos desportistas, tenham colocado o Estoril Praia nesta posição; mas como diria o José Torres que jogou no Estoril Praia até aos 42 anos, dando provas de grande profissionalismo, como aliáz os actuais jogadores, .......DEIXEM-ME SONHAR.

Saudações Canarinhas.

#1 | Comentado por: Manuel Contente | 24 de outubro de 2005 às 21:12