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domingo, 8 maio 2005
Rio Ave 0 - 0 Marítimo
Categoria: 04/05 SuperLiga , Marítimo , Rio Ave
Empate sem golos com perfume de fim de época
Repartição de pontos em Vila do Conde numa partida de fraco nível, entre duas equipas com a situação resolvida na Superliga, portanto sem grandes ambições até final da presente temporada. O Rio Ave, apesar de tudo, apareceu em campo com maior atrevimento e foram da equipa da casa as única tentativas para violar as redes dos guardiães. Ainda assim, o último passe falhou sempre aos vila-condenses (tão distantes do futebol praticado esta época...), permitindo que o grémio madeirense regressasse ao Funchal com mais um ponto na bagagem, isto depois de nesta partida se terem limitado a estar presentes, apenas para cumprir o ritual quinzenal de voarem até ao continente. Sirvam-se férias aos dois conjuntos, por favor.
Enquadramento. O Rio Ave vindo da pior série de resultados desta temporada, duas derrotas consecutivas, partia para esta partida sem contar com vários atletas. Mozer, Miguelito, Niquinha e Marquinhos eram baixas confirmadas, todos por diferentes motivos. Carlos Brito via-se forçado a uma repetida e incontornável ginástica táctica. Já o Marítimo, sob a orientação de Rui Rodrigues 'Juca', vinha de uma derrota controversa no Estádio do Dragão e, a exemplo do Rio Ave, apenas disputava a melhor classificação possível na Superliga. Pena, Bino e Briguel não puderam alinhar nesta partida, os primeiros devido a lesão e o último por castigo, pelo que os madeirenses também encaravam esta partida com alguma reserva.
As tácticas. As duas equipas dispostas em esquema semelhantes de 4x3x3, do lado do Rio Ave destaque para a ginástica na constituição do meio campo, com o defesa Alexandre e juntar-se ao duo formado por Delson e Junas Naciri. Na frente de ataque, Jacques, Evandro e Paulo César eram as pedras mais próximas do quarteto defensivo verde-rubro. O Marítimo, jogando com Wénio e Chaínho no miolo, com o móvel Silas a fechar esse triângulo sobre o vértice superior, depositava em Manduca, Bibishkov e Alan a esperança de importunar o catalão Miquel Mora.
Intentos verde-brancos Sendo a única equipa a, declaradamente, querer vencer o jogo, o Rio Ave, ainda que espaço ténues e insípidos, foi a única equipa que tentou impôr algum ritmo ao jogo e, acima de tudo, rematar à baliza.
Jogo sem paragens Ainda que mal jogado, nenhuma das equipas abusou das quedas ou da propensão das equipas de arbitragem ao apito «em riste». Do mal, o menos.
Consistência defensiva Dos dois lados, as boas estruturas defensivas sobrepuseram-se, com larga vantagem, aos inócuos trios atacantes.
Fim de época Duas equipas com campeonatos pautados por prestações positivas, parecia terem esquecido o que é jogar futebol. Passes falhados, jogadas inconsequentes, alívios ao melhor estilo dos «distritais», um pouco de tudo. A fazerem lembrar a essência do futebol amador. Mas sem emotividade. Que enfado.
Os destaques do Terceiro Anel.
Gaúcho Precisará de férias? Talvez. É certo que não as teve. Mas entrar em campo para protestar com os colegas e cair, com eficácia de 100%, na armadilha do «fora-de-jogo» é mau de mais.
Zé Gomes Símbolo da raça, do querer e do espírito combativo que caracterizam o melhor do Rio Ave 04/05. Ninguém se destacou para poder ser o 'Ás' da partida, mas Zé Gomes foi o melhor a defender e a atacar, um dandy em tarde de futebol tão insosso.
Remate. Uma repartição de pontos adequada que não foi mais do que o espelho de uma partida sem qualquer motivo de interesse. Apenas cumprir calendário e logo com fraco futebol. As baixas, a falta de motivação podem ser boa justificação, mas quem vai ao Estádio merecia um pouco mais de consideração. Já só faltam duas jornadas para terminar o «frete» destes Rio Ave e Marítimo.
Ficha do Jogo:
Estádio: Rio Ave FC, Vila do Conde
Árbitro: João Henriques (AF Coimbra)
Rio Ave: Mora - Zé Gomes, Bruno Mendes, Idalécio e Valente - Delson, Alexandre e Junas Naciri (Danielson, 11) - Evandro (Gaúcho, 57), Paulo César e Jacques (Saulo, 71).
Suplentes: Candeias, Danielson, Flávio Moreira de Sá, Saulo, Fábio Coentrão, Gama e Gaúcho.
Marítimo: Marcos Oliveira - Luís Filipe, Mitchell Van der Gaag, Tonel, Eusébio - Wênio (Ferreira, 75), Chaínho - Silas - Alan, Manduca (Marcinho, 55) - Bibishkov (Lobatón, 63).
Suplentes: Nélson, Evaldo, Fernando, Ferreira, Zeca, Marcinho e Lobatón.
Cartões Amarelos:
RIO: ---
MAR: ---
Publicado por joão carmo às 20:05