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domingo, 22 maio 2005

Moreirense 2 - 1 Sp. Braga

Categoria: 04/05 SuperLiga , Moreirense , Sp. Braga

Reviravolta com chapéu de Nei

Um início avassalador do Sp. Braga, abalizado por um golo madrugador de João Tomás, fazia crer que os bracarenses iriam ter uma despedida em beleza da SuperLiga, até porque o Moreirense mostrou-se bastante apático durante toda a etapa inicial, onde foi clara a superioridade da formação orientada por Jesualdo Ferreira, que ainda sonhava com a pré eliminatória da Liga dos Campeões. A segunda parte trouxe uma partida mais equilibrada, com a iminência do golo em qualquer das balizas, mas acabaria por ser o Moreirense, aos 84 e 85 minutos, a conseguir uma reviravolta fantástica, com golos de Eriverton e Nei, sendo que o último, com um chapéu a 50 metros da baliza, é um forte candidato a golo do ano. Uma derrota que não retira o brilho a uma campanha fantástica do Sp. Braga, perante um Moreirense que cai de pé na Liga de Honra.

Enquadramento. Jogo de fim de estação, com o Sp. Braga a ter uma ténue esperança de garantir um lugar na pré eliminatória na Liga dos Campeões. Para isso era imperiosa uma vitória em Moreira de Cónegos, e esperar por deslizes caseiros de FC Porto e Sporting. O Moreirense, por sua vez, queria despedir-se com um triunfo, sendo certo que qualquer fosse o resultado acabaria a prova no 16º lugar.


As tácticas. Jorge Jesus apostou no mesmo esquema que conseguiu o retumbante triunfo em Coimbra no fim-de-semana passado: um 4x2x3x1, desdobrável, em situação ofensiva, num 4x2x4, com Lito e Fernando Moura abertos nas alas, e Manoel a apoiar Nei, o avançado mais fixo.

Jesualdo Ferreira, por sua vez, apostou no habitual 4x3x3, desdobrável em 4x1x2x2x1, com Paulo Jorge, tal como acontecera no Bessa, a jogar como médio mais defensivo. O jovem Filipe, novamente titular, partilhava o meio campo ofensivo com Cândido Costa, no apoio aos extremos Cesinha e Wender, bastante móveis, e a João Tomás, mais fixo entre os centrais adversários. No sector defensivo, a baixa de última hora de Nem, que não passou num teste físico antes do início do jogo, promoveu o brasileiro Maurício à titularidade.



Golão de Nei. Um dos golos mais espectaculares da temporada, através de um chapéu a quase 50 metros da baliza. É certo que consumou a reviravolta, mas o mais importante naquele momento foi a homenagem que o avançado brasileiro prestou a João Manuel, a quem dedicou o tento.


Primeira parte do Sp. Braga. Muito boa a primeira parte dos bracarenses, que, apesar do meio campo de recurso, praticaram o bom futebol a que nos habituaram ao longo da prova. A vitória era justa ao intervalo, e caso Wender e João Tomás mostrassem mais acerto na finalização, os números poderiam ter sido outros.


Substituições bracarenses. Jesualdo Ferreira, a meio da segunda parte, refrescou o meio-campo, fazendo entrar Barroso, Leonardo Moura e Jaime Júnior para os lugares de Paulo Jorge, Cândido Costa e Filipe. Se o Sp. Braga já estava a perder a supremacia no miolo, as alterações acabaram por não trazer nada de bom à equipa, que perdeu, definitivamente, o controlo das operações.



Os destaques do Terceiro Anel.



Paulo Santos. Até aos 84 minutos estava a realizar uma boa prestação, mas o seu (mau) posicionamento acabou por se revelar decisivo nos golos que permitiram a reviravolta do Moreirense.


Cesinha. A sua velocidade de ponta causou enormes dificuldades à defesa do Moreirense, revelando-se como o jogador que mais desequilibrios criou durante a partida.


Nei. Não realizou uma exibição tão inspirada como a que protagonizou nas duas jornadas anteriores, mas foi decisivo no triunfo do Moreirense. Um golaço, através de um chapéu de abas largas, para mais tarde recordar.



Remate. O Moreirense despede-se da SuperLiga com duas vitórias consecutivas e a sua melhor série na prova: cinco jogos sem perder. A formação vimaranense cai de pé na Liga de Honra, registando-se o trabalho possível de Jorge Jesus, que não foi salvador, mas pode abandonar o clube com a certeza que era complicado fazer melhor do que fez. O Sp. Braga despede-se com uma derrota, que não tira brilho à excelente temporada que protagonizou, somando 58 pontos na SuperLiga, a melhor pontuação de sempre do clube.



Ficha do Jogo:


Estádio: Estádio Comendador Joaquim de Almeida
Árbitro: Olegário Benquerença [Leiria]


Moreirense: João Ricardo - Primo, Orlando, Ricardo Fernandes, Tito - Jorge Duarte, Delfim (62' Eriverton Lima) - Lito, Manoel (83' Armando), Fernando Moura - Nei (90' Luis Vouzela).



Suplentes: Nuno Claro, Kipulo, Luís Vouzela, Vítor Pereira, Eriverton Lima, Demétrios, Armando.



Sp. Braga: Paulo Santos - Abel, Nunes, Maurício, Jorge Luiz -
Paulo Jorge (86' Leonardo Moura) - Cândido Costa (62' Jaime Júnior), Filipe Gonçalves (58' Barroso) - Cesinha, Wender - João Tomás.



Suplentes: Eduardo, Ilan Bakhar, Barroso, Jaime Júnior, Diego Nascimento, Leonardo Moura, Baha.



Golos:

5' João Tomás (0-1), assistência: Cândido Costa
84' Eriverton Lima (1-1)
85' Nei (1-2)



Cartões Amarelos:

MOR: 71' Fernando Moura.
BRA: ---

Publicado por rui malheiro às 21:30