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domingo, 22 maio 2005
Sporting 2 - 4 Nacional
Categoria: 04/05 SuperLiga
Não há duas sem três
Não podia ter terminado de pior forma, a época competitiva dos leões. Afastado do título pela derrota na Luz e vencido pelo CSKA na final da Taça UEFA, em pleno Estádio de Alvalade, ao Sporting restava tentar apenas a tentativa de se despedir com dignidade da SuperLiga. Tal não aconteceu. Em 25 minutos o Nacional fez três golos, por intermédio de André Pinto (2) e Alexandre Goulart, colocando os adeptos leoninos com os nervos à flor da pele. Dentro e fora de campo, os atletas do Sporting também pareciam de cabeça perdida, tanto mais que até Liedson falhou na cobrança de um castigo máximo. Ainda assim, os leões reduziram o marcador ainda antes do intervalo, tirando partido de um auto-golo do argentino Ávalos. Na segunda parte, Custódio marcou novo golo para os pupilos de Peseiro e a esperança regressou a Alvalade. Que nada! Minutos volvidos, Pedro Barbosa era expulso por acumulação de cartões amarelos. O Sporting, com 10 elementos, bem tentava levar perigo à baliza de Hilário, mas sempre sem consequência. E foi o Nacional que, perto do minuto 90, matou o jogo. Jogada de contra-golpe concluída por Bruno. O encontro terminou logo de seguida e os jogadores e treinadores do Sporting, outrora heróis, deixaram o recinto debaixo de um enorme coro de assobios.
Enquadramento. Última jornada da SuperLiga. Ficou sentenciado, na semana passada, que seria apenas para ambas as equipas cumprirem calendário. Contudo, a péssima semana dos comandados de José Peseiro aliada a uma possível escorregadela quer de águias quer de dragões, podia servir de tónico para uma boa prestação do Sporting. No Nacional, João Carlos Pereira fazia a despedida e não queria ser o bobo da corte. Boa partida, por isso, em perspectiva.
As tácticas. José Peseiro perfilou o onze leonino no esquema habitual de 4x1x3x2. Pelo lado insular, João Carlos Pereira apostou numa táctica de 4x2x3x1, desdobrável ofensivamente em 4x3x3.
Entrada do Nacional. Foram 25 minutos demolidores por parte dos insulares. Uma grande lição na arte do contra-ataque, três tentos e um enorme balde de água fria sobre os homens da casa.
João Carlos Pereira. Fez um trabalho não mais que razoável, ao serviço do Nacional. Contudo, é de salientar a sua prestação – e dos seus pupilos – em dois campos. Dragão e Alvalade. Em dois jogos, os alvinegros marcaram quase tantos golos como em todos os outros, sob o comando do ex-Académica.
Sporting. A atitude dos jogadores foi péssima. José Peseiro concretizou aquilo que tem feito ao longo da temporada. Tudo isso junto, culminou na terceira derrota consecutiva dos leões, a deitar por terra todo o trabalho desenvolvido ao longo da época. E nem se vá pelo caminho mais fácil de pensar que não havia nada em jogo. É que, a vitória teria dado acesso directo à próxima Liga dos Campeões.
Os destaques do Terceiro Anel.
Pedro Barbosa. Um capitão de equipa não pode entrar em campo e estar apenas 40 minutos em jogo, sendo expulso. Não lhe fica bem. Nem que o jogo fosse a feijões. Tirando isso, Barbosa até foi um dos melhores por parte do Sporting.
Bruno. Fechou a contagem, finalizando um lance de contra-ataque. De resto, foi um jogo muito conseguido por parte do madeirense.
André Pinto. Boa partida efectuada pelo avançado brasileiro. Fez dois dos três primeiros golos da partida, além do imenso trabalho que deu à dupla de centrais do Sporting, formada por Miguel Garcia e Enakarhire.
Remate. O Sporting saiu derrotado, pelo terceiro jogo consecutivo, e finalizou a SuperLiga no 3º lugar, atrás de Benfica e FC Porto. Os leões irão disputar a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O Nacional fechou o seu campeonato com chave de ouro e o 12º lugar final, assenta-lhe que nem uma luva.
Publicado por nuno almeida às 21:31
Comentários
Caro Nuno, se calhar até és daqueles que não se refere a arbitragens nas suas análises aos jogos, mas, neste caso concreto, falar do jogo é falar de uma arbitragem que fez tudo menos dirigir um jogo com a decência mínima que se exige. Aquilo que esse suposto árbitro que dá pelo nome de António Costa fez ao Sporting não devia passar em claro. Mas vai passar.
O Nacional marca três golos em claro fora de jogo (e foi mais isso que levou a que os adeptos ficassem com os nervos em franja), ficam dois lances claros por assinalar na área (uma mão do Patacas e um empurrão do Ávalos) e o Barbosa é expulso com duplo amarelo (por, calculo eu, estar perto do jogador do Nacional que esmurrou o Custódio – porque por palavras não foi -, e por ter feito uma falta absolutamente banal). E, já agora, é mais que óbvio que se o Tó Costa decidia com esta imparcialidade os lances capitais, podem imaginar os lances a meio campo…
É certo que o Sporting não jogou bem, mas sofreu três golos irregulares (os avançados do Nacional pareciam invisíveis) e, ainda assim, quase empatava o jogo. Depois veio a expulsão do Barbosa (mais uma! É, realmente, um jogador duríssimo ou que vemos constantemente chamar nomes às mães dos árbitros), mas o Sporting ainda teve uma ou outra grande oportunidade (a do Niculae no poste, por exemplo).
Jogou mal, mas perdeu por causa do árbitro. Quando eu penso que o António Costa não consegue arranjar mais maneiras de nos roubar, ele aparece e surpreende… são assim os erros humanos.
#1 | Comentado por: Pedro Santo | 24 de outubro de 2005 às 21:12