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segunda-feira, 11 julho 2005

Lapidar!

Categoria: Fora de Jogo

Luís Castro

'Custa-me compreender que um país como o nosso, que teve um campeão europeu, um vencedor da Taça UEFA, uma selecção vice-campeã da Europa aposte na redução de clubes, quando os campeonatos-referência têm vinte equipas. Espantam-me que os treinadores não sejam ouvidos neste processo. Isto coloca em causa o que os clubes portugueses conseguiram [nas competições europeias] e aquilo que a selecção tem feito (...) que façam um campeonato com quatro equipas para irem sempre os mesmos às competições europeias. Descerem quatro é uma barbaridade!'

Luís Castro, técnico do Penafiel.

Publicado por nuno almeida às 18:41

Comentários

Realmente só no nosso pais é que isto é possivel,no melhor campeonato da europa são 20 equipas com muitas mais competiçoes e mais clubes envolvidos nas competiçoes internacionais em inglatera,como espanha,italia,alemanha e outros tambem com mais clubes e ainda querem reduzir mais.por amor de deus,o Luis Castro tem razão ,qualquer dia temos so 5 ou 6 clubes os 3 grandes e mais 2 ou3 equipas para irem as competiçoes europeias e descerem de divisao.fazem 5 voltas e temos um campeonato.ja agora OS SOCIOS DOS CLUBES PAGAM 12 MESES e têm 6 meses de futebol.cada vez vai haver menos socios e menos dinheiro....é barbaro

#1 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 24 de outubro de 2005 às 21:11

Estou em desacordo com esta medida apenas por dois motivos:

1º - Peca por tardia, há anos que se fala nisto;

2º - É pouco ambiciosa, concordaria com 12 clubes;

Este senhor Luis Campos só tem este tipo de discurso porque é o responsável por um dos grandes candidatos à descida. Equipas que primam por defender com 11 jogadores todos dentro da pequena área (se for preciso!!).

Basta de equipas medíocres, com estádios miseráveis e sem condições, com ordenados em atraso e 15 brasileiros no plantel. Basta de treinadores hiper-defensivos e de jogadores com mentalidade perdedora.

O campeonato português não aguenta 18 equipas. Ainda bem que finalmente se tomou esta atitude.

#2 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de outubro de 2005 às 21:11

O Luis Castro tem toda a razão.
Mas infelizemente isto está nas mãos de uns ilmunados que pensam que Portugal é a Escócia.
O campeonato português para ser competitivo precisa de acabar com a virose dos três grandes e dar espaço à competição. E para isso precisa dos outros 15.

#3 | Comentado por: Mitch74 | 24 de outubro de 2005 às 21:11

Acho rídiculo a diminuição de clubes nos campeonatos profissionais e é triste haver quem ainda concordasse com menos do que os 16. Qual era desta forma o interesse do futebol se nunca clubes pequenos pudessem também eles dar aos seus adeptos o prazer de disputarem jogos com clubes grandes para também darem a conhecer os seus jogadores e revelarem os jogadores.
Eu acho q sucesso teriam se tivessem a pensar em aumentar o nº de equipas para 20 mas enfim..
+ clubes=+ interesse global=+ entidades envolvidas=+ oportunidades de negócio=+ dinheiro.
E viva ao interessantíssimo campeonato da escócia

#4 | Comentado por: SNatz | 24 de outubro de 2005 às 21:11

Não podia estar mais em desacordo com Luís Castro, que com tal afirmação demonstra apenas uma coisa: não faz a mínima ideia do que fala!

Ponto 1: fazer algo só porque os outros fazem, é mimetismo ao desbarato bem típico português. Já seria altura das pessoas entenderem que o que funciona num sítio não tem obrigatoriamente de funcionar em outro.

Ponto 2: Saberá Luís Castro quantos habitantes tem Portugal? É que a maioria das pessoas não tem presente a total desporpocionalidade do número de clubes per capita deste país.

Ponto 3: A comparação entre as carreiras de Porto e Selecção com a realidade portuguesa são absurdas; não são fenómenos correlacionados. Tanto o Porto Campeão Europeu como a Selecção não representam em nada o futebol português (em termos de Superliga entenda-se); são fenómenos aliénigenas. Basta ver que Nacional, Marítimo e Braga não sobreviveram a uma eliminatória da Taça UEFA.

Ponto 4: reduzir para 16 é curto, mas é melhor do que manter as 18. É preciso que se perceba que a sustentabilidade da Superliga passa também por aqui.

#5 | Comentado por: Bruno Ribeiro | 24 de outubro de 2005 às 21:11


O Luís Castro limita-se a olhar para uma moeda e a ver a cara. Para ele, é como se não existisse a coroa. Existem títulos mas não existe a outra face. Só assim se percebe este discurso.

Ao contrário do que o Mitch disse, o nosso futebol não precisa nada dos outros 15, porque desses 15, pelo menos um terço não acrescenta nada à competição. Essa é que é a realidade dura dos factos.

Olhemos para o futebol português como um todo, com altos e baixos.

Volto a pedir: SuperLiga - 12 clubes; Liga de Honra - 2 ligas de 12 clubes; III Divisão - 10 ligas de 12 equipas; acabe-se com os abortos que são a II B e a III Divisão Nacional.

#6 | Comentado por: Bada Bing | 24 de outubro de 2005 às 21:11

Estou em total desacordo, e julgo que o Luis Castro só fala assim porque está numa equipa candidata a descer!

1- Os campeonatos referencia tem 20 equipas?

- Vinte equipas que lutam para vencer todos os jogos e nao vinte equipas que entram todo o campeonato em campo apenas com o objectivo de não perder, fazendo muitas das vezes figuras ridiculas de jogar com 3 centrais e 3 medios defensivos.

2- Descerem 4 é uma barbaridade?!

- Pois é! Tem épocas que se descessem 5/6 seria mais justo..

3- Os outros campeonatos tem mais competições e mais equipas na Uefa?

- É verdade, mas nos outros campeonatos joga-se às quartas e ao sábado e não se para a competição 15 dias por causa de um jogo de selecção, aqui infelizmente joga-se uma vez por semana e ao fim de 12 jornadas os jogadores ja acusam fadiga muscular, vá-se lá saber porque...
Os outros países tem mais equipas na UEFA, mas essas equipas fazem carreira, por cá vão 5/6 equipas as competiçoes europeias e com um pouco de sorte ao fim da primeira ronda temos apenas 3!

4- Portugal não é a Escócia!

- Pois não, antes fosse, ao menos a nível de estádios cheios, de emotividade e competitividade estaríamos muito bem servidos..

5- As carreiras de Porto e Selecção Nacional.

- Não querendo tirar o mérito, julgo que isso foram exepções à regra, espero bem estar muito enganado, mas tão cedo julgo que não vamos ver nada do género cá na nossa terra.

#7 | Comentado por: Esmifradito | 24 de outubro de 2005 às 21:11

Já foi mais que referido que ele só fala assim porque é candidato à descida, por isso está explicada a motivação.

Quanto ao resto, falta ver um outro pequeníssimo detalhe: o dinheiro. Neste momento temos um valor X de euros para 18 equipas. Com menos equipas o dinheiro é esencialmente idêntico. Sem desrespeito a essas equipas, o que é que o Moreirense, o Penafiel ou o Campomaiorense (para referir três exemplos simples) trazem em termos de dinheiro à Superliga? Nada.

O FC Porto e a Selecção foram casos raríssimos. O Porto por inter,édio de uma equipa que não se repete e que, nas mãos de 99,9% dos treinadores mundiais, festejaria a qualificação na fase de grupos da Champions. A selecção vive de um trabalho de sapa feito a nível essencialmente distrital e nada tem a ver com a Superliga. Basta ver que nunca a selecção A se aproximou dos níveis das selecções jovens, precisamente aquelas onde normalmente não estão tantos jogadores da Superliga.

Descerem 4 equipas é essencialmente uma benção. O espectro da descida vai obrigá-las a atacar, pelo menos contra equipas da mesma valia. E se aquelas equipas que nos proporcionam jogos com dois remates à baliza, 15 amarelos e 3 expulsões forem por ali abaixo só fazem um favor ao futebol.

#8 | Comentado por: João André | 24 de outubro de 2005 às 21:11

O campeonato escocês tem quantos clubes? é muito competitivo?

#9 | Comentado por: Plasticine | 24 de outubro de 2005 às 21:11