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sexta-feira, 19 agosto 2005
FC Porto: O Treinador
Categoria: 05/06 Guia da Superliga
Co Adriaanse

DATA NASCIMENTO: 21 de Julho de 1947
NATURALIDADE: Amesterdão, Holanda
NO CLUBE DESDE: Maio de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Zilvermeeuwen (1979 a 1983), AZ (olheiro, 1983/84), PEC Zwolle (1984 a 1988), FC Den Haag (1988 a Fevereiro de 1992), Ajax (camadas jovens, 1992 a 1997), Willem II (1997 a Maio de 2000), Ajax (2000 a Novembro de 2001), AZ (Novembro de 2002 a 2005), FC Porto (05-...).
Análise Táctica
Co Adriaanse tem um esquema há mais de vinte anos e não vai abdicar dele nesta experiência ao serviço do FC Porto. Aliás, o modelo do holandês encaixa bem na tradição dos portistas, habituados ao 4-3-3. Todavia, há uma novidade relativamente a uma posição específica do onze azul e branco. Durante muitos anos, os dragões têm mantido nas suas fileiras opções para a chamada posição de trinco, normalmente preenchidas no onze por um único jogador mas que também já chegou a ter dois ou mesmo três elementos (com Octávio) de início. Ainda assim, a tradição é mesmo a de um único típico camisola 6. Costinha foi o último representante desta geração de trincos que Adriaanse parece querer fechar. O FC Porto não tem nas suas fileiras qualquer jogador que se enquadre na definição estereotipada do médio mais defensivo: duro q.b., forte no auxílio aos centrais e no choque, um pouco "tosco" com a bola nos pés até. Em suma, um jogador para destruir, um portador da mística, um atleta de nervo. Este ano não há 6 no FC Porto, se bem que haja um posto mais recuado no miolo. Falou-se em Landzaat (que não é o típico trinco), previa-se que fosse Ibson o eleito, mas quem parece ter ganho o lugar é Raul Meireles, um atleta de estatura reduzida, com grande capacidade no trato da bola e na condução do jogo. Um jogador com excelentes pés, com rasgo e poder de penetração, com qualidade no passe e com visão de jogo. Meireles enquadra-se muito mais na definição de um nº 8 mas é-lhe pedido que seja a última unidade do miolo quando o assunto é defender.
Feita esta ressalva, é importante notar que o esquema-base de Adriaanse não rompe com a tradição portista. Dois centrais, sendo que era suposto que um deles tivesse capacidade de condução da bola, dois laterais que se querem ofensivos e que dêem sentido a um futebol flanqueado, com extremos tecnicamente evoluídos mas com um sentido táctico capaz de potenciar o ataque e um rigor posicional que assegure a devida compensação dos últimos redutos em situação defensiva, sendo que aqui também se pede capacidade de pressão à zona, mormente em raios de acção avançados e que possibilitem a
rápida recuperação da bola. Para mais, estes extremos devem actuar em sintonia com o trio do miolo, possibilitando que estes tenham linhas de passe permanente abertas e que o ataque se construa de forma sustentada, em terrenos curtos que favoreçam rápidas e seguras trocas de bola mas que também concentrem a defensiva adversária, por forma a abrir novos espaços, a explorar com o passe longo. Um FC Porto que se quer compacto a defender e a atacar, portanto. No capítulo do golo não há exclusividade do avançado, repartindo-se a responsabilidade pelos extremos e pelo 10, não excluindo os restantes médios nem as bolas paradas.
Onze Base (Aposta Terceiro Anel)
4x3x3: Vítor Baía - Fatih Sonkaya, Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Leandro (César Peixoto) - Raúl Meireles, Lucho González, Diego - Jorginho, Lisandro López - Benni McCarthy.
André Viana.
Publicado por terceiro anel às 16:23
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