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sexta-feira, 19 agosto 2005

Vitória Guimarães: O treinador

Categoria: 05/06 Guia da Superliga

Jaime Pacheco






DATA NASCIMENTO: 22 de Julho de 1957
NATURALIDADE: Lordelo (Paredes)
NO CLUBE DESDE: Maio de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Paços Ferreira (93 e 94), Rio Ave (94-95), União Lamas (95-96), Vitória Guimarães (96-97), Boavista (97-03), Maiorca (03), Boavista (04 e 04/05 incompleta).



Análise Táctica


Quase oito anos depois, Jaime Pacheco está de regresso a Guimarães, onde, no início da segunda metade da década de 90, com dois quintos lugares e um despedimento quando era segundo classificado, deu os primeiros passos rumo a uma carreira de sucesso, apagada, em grande parte, pela imagem negativa que o futebol de combate e agressividade que preconiza tem deixado, sobretudo com a conquista do título nacional, a que se juntou ainda a presença numas meias finais da Taça UEFA, pelo Boavista, algo mal aceite num futebol pouco habituado a conquistas fora do eixo dos três grandes.
É certo que, em parte, o sucesso terá cego Jaime Pacheco, que procura relançar a sua carreira, após uma passagem fracassada pelo futebol espanhol e um regresso com muito pouco de positivo ao Boavista, de onde saiu, antes do final da época passada, pela porta pequena. Olhando para a lista de aquisições do Vitória, que quer fazer melhor que o 5º lugar da temporada passada, não deixa de ser surpreendente o número de aquisições de jogadores criativos e de características sobretudo ofensivas. Por isso mesmo surge a interrogação: quererá Jaime Pacheco dar uma nova imagem ao futebol das suas equipas? À partida, a resposta será um 'nim': a ideia de combate e agressividade parece bem vincada, mas, em termos ofensivos, até pelas características dos jogadores, haverá um maior espaço à criatividade, algo que também aconteceu na sua melhor fase do Boavista, embora haja quem insista em esquecê-lo.
Tacticamente, o 4x3x3, desdobrável em 4x2x1x2x1, será a sua aposta preferencial, ainda que possa ser alternado, em alguns jogos, com um 4x4x2, em dois formatos: ora desdobrável num 4x3x1x2, de cariz marcadamente de contenção e de aposta no contra-ataque, ou então, desdobrável num 4x2x4, bem mais ofensivo, sobretudo quando quiser recuperar de uma desvantagem ou partir em procura de uma vitória.
No sector defensivo, Jaime Pacheco não parece ter grandes dúvidas: o 'paredão' Nilson, apesar de uma lesão na pré temporada, parece ter alguma vantagem sobre o jovem Márcio Paiva ; nas laterais Mário Sérgio e Rogério Matias são indiscutiveis ; no centro da defesa, Dragóner e Cléber formarão o eixo central, ainda que Geromel e Medeiros prometam dar algumas dores de cabeça.
À frente da defesa, Moreno e Flávio Meireles também parecem ser as escolhas de Pacheco, ainda que o sueco Svärd pareça querer intrometer-se na luta, mas a sua utilização é, à partida, mais provável num esquema de três médios de contenção, numa luta onde poderá também entrar Pintassilgo, ainda que possua características mais ofensivas. Como médio criativo, apesar da enorme expectativa criada em torno da aquisição do internacional tunisino Benachour, o ex-belenense Neca, por ser mais completo, parece levar alguma vantagem, numa luta onde o jovem ganês Tiero, adaptável a várias funções no meio campo ofensivo, surge como 'joker'.
Nas alas, Paulo Sérgio e Clayton, a principal 'estrela' da pré-temporada, parecem levar alguma vantagem sobre Tiago Targino e o argentino Rivas, sendo que na frente de ataque a luta promete ser árdua: Saganowski tem a vantagem de ter feito grande parte da pré-época, mas Manoel, que regressa a Guimarães, por empréstimo do Sporting, tem também todas as condições para se impor, até porque o avançado polaco pode jogar mais solto, juntando-se a isso o facto de ser um desejo antigo de Pacheco.
Numa possível mudança para 4x4x2, Paulo Sérgio deverá ser o elemento a sair da equipa, abrindo a titularidade a Svärd, ou então, à titularidade, em conjunto, de Benachour e Neca, jogando o último mais recuado, ficando a frente de ataque entregue a uma dupla de avançados, onde deverá estar Clayton, acompanhado de Saganowski ou Manoel, que poderão actuar em cunha num esquema de 4x2x4, com dois alas bem abertos, abdicando de um das unidades da intermediária, provavelmente a mais criativa.



Onze Base (Aposta Terceiro Anel)


4x3x3 (4x2x1x2x1): Nilson - Mário Sérgio, Dragóner, Cléber, Rogério Matias - Moreno, Flávio Meireles - Neca (Benachour) - Paulo Sérgio (Saganowski), Clayton - Saganowski (Manoel).

4x4x2 (4x3x1x2): Nilson - Mário Sérgio, Dragóner, Cléber, Rogério Matias - Moreno, Flávio Meireles, Svärd (Neca ou Pintassilgo) - Neca (Benachour) - Clayton, Saganowski (Manoel).
rui malheiro.

Publicado por terceiro anel às 14:53

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