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segunda-feira, 22 agosto 2005

P. Ferreira 0 - 1 Nacional

Categoria: 05/06 SuperLiga , Nacional , Paços Ferreira

Paços Ferreira - Naval

Nem sempre a lei do mais forte se impõe. Todavia, foi precisamente isso que aconteceu em Paços de Ferreira. Frente-a-frente estavam duas equipas que sentiram dificuldade em preencher o banco de suplentes (não o conseguiram, aliás). Mais do que isso, José Mota tem ainda dificuldades em fugir a um onze óbvio mas que é, manifestamente, curto para o ataque à Liga. Quanto a Manuel Machado, venceu na estreia pelo Nacional e quebrou a tradição, que dizia que os madeirenses nunca ganham na Mata Real. Com alguns recursos interessantes, mas, até ver, longe do exigido para a UEFA, a turma da Choupana confirmou que os alvi-negros não perde frente aos pacenses.

Tácticas
Houve um encaixe perfeito na Mata Real. O Paços apostava num quarteto defensivo composto por Primo, Geraldo, Emerson e Fredy, ao passo que Manuel Machado delegava essa missão em Patacas, Ávalos, Ricardo Fernandes e Miguelito. No miolo, cada treinador apostou num trio de choque, sendo que ambos se pautavam pela solidez defensiva. Todavia, o miolo insular revelava-se muito mais dotado, muito mais de fazer a interligação entre sectores, fosse pelo passe, fosse pela capacidade de colocação no terreno e de exploração de lances individuais. Assim, Cléber-Chaínho-Bruno estiveram bem melhor do que Paulo Sousa-Pedrinha-Alexandre. Na frente, um avançado e dois homens abertos. Edson, Rui Dolores e Edinho pelos pacenses; Goulart, Pateiro e André Pinto pelos madeirenses. Contas feitas, eram sete estreantes na turma local e quatro no onze visitante.

Jogo feio
Com o Nacional a ler o jogo antes de definir a sua estratégia de ataque, o Paços de Ferreira, perante o seu público, foi o primeiro a assumir o encontro. Fê-lo mais por obrigação do que por sabedoria. Com a ala esquerda altamente deficitária, o futebol dos locais só carburou pela direita e pela acção individual de Edinho. Primo e Edson, pela linha, sentiam muitas dificuldades em fazer face à boa marcação de Miguelito. Pelo centro não se construía qualquer lance sustentado, tamanha era a incapacidade do miolo em subir posicionalmente e distribuir jogo aos sectores mais avançados. Assim sendo, o voluntarioso Edinho acabou mesmo por dar nas vistas, individualizando aquilo que o colectivo não conseguia efectuar.

Bolas de golo
Nesta toada, o Nacional sentiu que podia ganhar o jogo. Chaínho e Bruno começaram a fazer carburar o futebol madeirense mas foi Goulart quem melhor pegou no jogo, sendo de sua autoria o desenho dos dois melhores lances do primeiro tempo (exceptuando um livre de Dolores que ninguém desviou). Sobre a direita, o brasileiro apareceu pela primeira vez num excelente cruzamento para Pateiro, que desperdiçou a ocasião. Mais tarde, os mesmos intervenientes, desta vez com o ex-Boavista a fugir para o meio e a explorar as costas de Primo para novo falhanço de Pateiro. E aí estava o intervalo...

Grande recomeço
Voltou ainda mais dominador o Nacional, depressa criando situações flagrantes de golo. André Pinto errou por centrímetros na primeira, mas trabalhou de forma primordial na segunda oportunidade. Miguelito ganhou bem a linha e cruzou atrasado para André Pinto. O avançado recebeu bem, tirou Emerson do caminho e rematou com o pé contrário, rasteiro e colocado. O Nacional materializava no placard a excelente entrada no segundo tempo.

Sem cabeça
Sem meio-campo, o Paços esqueceu o meio para privilegiar a mensagem. Diga-se que esta não melhorou, sobretudo porque foi construída mais com o coração do que com a cabeça. O estilo directo rendeu muitos livres e cantos, que nunca foram devidamente aproveitados. Assim, seria mesmo a Nacional a dispôr da grande oportunidade para voltar a marcar. Nuno Viveiros trabalhou bem em contra-ataque, fugindo bem ao defesa mas não evitando a mancha de Peçanha. Resultado justo, que favorece um Nacional que tem margem de evolução e castigo um Paços que tem poucas opções e muito trabalho pela frente.


O Duro - Cléber

O Dandy - Goulart

O Ás - Miguelito

Melhor em Campo - André Pinto

Publicado por andré viana às 00:06

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