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sábado, 27 agosto 2005

La Liga: Parte dois

Categoria: 05/06 La Liga , Col: Rui Malheiro

La Liga 2005/06



Atlético Madrid

Maxi Rodriguez Petrov Kezman

O Atlético Madrid começa o ano quatro após a descida aos infernos - 2ª divisão - com muita ambição e existem motivos para que tal acontença. Contudo, a história repete-se ano após ano, e os resultados continuam a estar bem longe da história do clube: um 7º, um 11º - a época passada - e um 12º lugar nas últimas três temporadas só não são desilusões maiores, devido à queda na divisão inferior em 1999/00, ano em que o Atleti apostava fortemente no título.
Com um novo treinador, o argentino Carlos Bianchi, dono de um currículo invejável, chegaram uma série de reforços, sobretudo para o ataque, onde definitivamente Fernando 'El Niño' Torres se sentirá menos sozinho: o búlgaro Petrov e Galleti, ex-Saragoça, reforçaram as alas, Máxi Rodriguez, ex-Espanyol, assumirá o papel de médio ofensivo, Kezman, ex-Chelsea, aumenta o poder de fogo, tudo isto a troco de 26,5 milhões de euros. A defesa, sector mais coeso da última temporada, sofreu poucas alterações, sendo que o meio-campo defensivo é, para já, a grande preocupação de Bianchi: Colsa, Luccin e o recuperado Gabi, revelação no Getafe, não preenchem os desejos do argentino, que pretende a contratação do seu compatriota Mascherano, actualmente no Corinthians, e que poderá ser o último reforço para a nova época. Que o Atletico Madrid apresenta-se muito forte não há nenhuma dúvida, resta saber se Carlos Bianchi conseguirá construir uma equipa capaz de corresponder aos anseios dos adeptos: lutar pelo título e por uma vaga na Liga dos Campeões.

Equipa-Tipo (4-4-2 desdobrável em 4-2-2-2): Léo Franco - Velasco, Perea, Pablo, Antonio Lopez - Maxi Rodriguez, Gabi, Luccin, Petrov - Fernando Torres, Kezman.



Saragoça

Ewerthon

Uma incógnita. A pré-época foi fraca e pairam muitas nuvens negras sobre o futuro do Saragoça, que mantém Victor Muñoz no comando técnico, apesar de alguma contestação em torno do seu trabalho, mas perdeu as suas duas principais figuras: Villa, para o Valência, a troco de 12 milhões de euros ; e Galetti, para o Atlético Madrid, a troco de 2,5 milhões de euros. Contudo, apesar da forte entrada de capital financeiro, o investimento, até ao momento, não entusiasma. César, veterano guarda-redes, ex-Real Madrid, é a principal novidade nacional, a que se junta o avançado Sérgio Garcia, ex-Levante, contratado ao Barcelona. A nível internacional, o Saragoça investiu 3 milhões de euros na contratação do avançado brasileiro Ewerthon, ex-Borussia Dortmund, que chegou a ser falado para o Benfica. Celades e um avançado - Claudio 'Piolho' Lopez tem sido falado - devem completar, em breve, o plantel, que poderá sofrer ainda mais uma baixa de peso: o central argentino Milito, pretendido em Itália.

Equipa-Tipo (4-3-3): César - Ponzio, Alvaro, Milito, Aranzabal - Zapater, Movilla, Óscar - Everthon, Sávio - Sérgio Garcia.



Getafe

Paunovic

Depois do 13º lugar da temporada passada, o Getafe, orientado por Bernd Schuster, pretende repetir a época tranquila do exercício anterior. Muito forte a jogar no seu terreno, essa terá que ser uma força a manter na nova temporada, com um plantel construido atempadamente, com pelo menos duas soluções por lugar. É certo que o plantel sofreu duras perdas a meio campo, com as saídas de Gabi, para o Atlético Madrid, e de Raúl Albiol, para o Valencia, mas a lista de reforços é interessante, denotando a existência de mais soluções, com a aposta em muitos jovens. Entre as novas caras da formação de Schuster, destacam-se os irregulares Aníbal Matellán - central, ex-Boca Juniors - e Paunovic, regressado a Espanha, após passagem pelo futebol alemão, mas também nomes como os de Redondo, ex-Albacete, Contra e Nano, ex-Atlético Madrid, e Celestini, ex-Levante, ou futebolistas promissores como Gavilán, ex-Valência, Paredes, ex-Real Madrid ou o goleador Güiza, oriundo do Ciudad de Murcia. A manutenção é o objectivo e parece ser, à partida, alcançável, com maior ou menor dificuldade.

Equipa-Tipo (4-2-3-1): Luis Garcia - Cotelo, Belenguer, Matellán, Pernía - Diego Rivas, Celestini - Paunovic, Vivar Dorado, Nano - Güiza.



Real Sociedad

Nihat

Depois do 2º lugar em 2002/03, a Real Sociedad nunca mais se encontrou e tem vivido com a corda na garganta. Com problemas financeiros, devido à má gestão do anterior presidente, a formação de San Sebástian surge fortemente renovada na estrutura do futebol, onde estão vários ex-jogadores, com particular destaque para José Mari Bakero, o novo responsável pela política desportiva do clube.
No entanto, são muitas as indefinições com que a Real se debate à partida para a nova época, com várias aquisições ainda para fazer: os brasileiros Michel e Tiago Quirino estão em vias de serem contratados, assim como há interesse no prodigio Messi, do Barcelona, o que poderá obrigar à dispensa de Rossato, para libertar vagas para extra-comunitários. Sem Karpin e Alkiza, que abandonaram o futebol, mas com o turco Nihat, que acabou por não sair, ansiava-se muito pelo regresso de Mikel Arteta, mas os problemas financeiros do clube, 'obrigaram' à sua venda definitiva ao Everton.
Para já, a manutenção é o único objectivo a que a formação de José Mari Amorrortu, que continua em funções, pode almejar, ainda que, sem reforços, não pareça nada fácil consegui-lo.

Equipa-Tipo (4-4-1-1): Riesgo - Cifuentes, Brechet, Labaka, Garrido - Garitano, Mikel Alonso, Gabilondo, Aranburu - Nihat - Kovacevic.



Osasuna

Romeo

Finalista vencido da Taça do Rei, o Osasuna marcará presença na edição deste ano da Taça UEFA, apesar do modesto 15º lugar da última temporada. Com o El Sadar, mítico estádio do clube, a passar a denominar-se Reyno de Navarra nos próximos três anos a troca de 4,5 milhões de euros, a formação de Vasco Aguirre, que permanece em funções, perdeu vários dos seus principais jogadores: Pablo García (Madrid), Aloisi (Alavés), Expósito (Athletic), Sanzol (Albacete) e Chengue Morales (Málaga). Isso obrigou a uma profunda reestruturação da equipa, mas houve condições para investir no 'mercado'. Exemplo disso é a aquisição do argentino Bernardo Romeo, a título definitivo, ao Hamburgo, depois de ter feito a segunda volta da temporada passada ao serviço do Maiorca, para além do guarda-redes Ricardo, ex-Manchester United, que será o sucessor de Sanzol, e do médio defensivo uruguaio Marcelo Sosa, emprestado pelo Atlético Madrid, com a dificil missão de fazer esquecer Pablo Garcia. O principal objectivo é realizar um campeonato tranquilo, espreitando boas carreiras na Taça UEFA e na Taça do Rei.

Equipa-Tipo (5-4-1 desdobrável em 3x4x3): Ricardo - Izquierdo, Cruchaga, Cuellar, Josetxo, Corrales - Valdo, Puñal, Muñoz, Delporte - Romeo.



Racing Santander

Stéphane Dalmat

Com dois 16ºs e um 17º lugar nas três últimas épocas, o Racing Santander tem-se dado bem com a corda na garganta. Esta época, parece inevitável mais uma luta titânica pela manutenção, ainda que seja um dos mais fortes candidatos à descida. Isto porque o plantel sofreu 14 saídas, perdendo grande parte da equipa titular, e a suas principais referências: Javi Guerrero (Celta), Regueiro (Valência) e Benayoun (West Ham). De regresso ao El Sardinero está, no entanto, o treinador Manolo Preciado, muito apreciado pelos adeptos, depois de sete anos no clube, entre a equipa B e a principal. Quanto a reforços o francês Stéphane Dalmat, contratado ao Inter de Milão, depois de uma época tri-partida entre Inter, Tottenham e Toulouse, é o principal reforço, ainda que apareça numa fase menos luminosa da sua carreira. Casquero, ex-Sevilha, e, sobretudo, Serrano, ex-Espanyol, são os outros nomes fortes da lista de aquisições, que, no entanto, não se deverá ficar por aqui: o chileno Reinaldo Navia, ex-América do México, e Kodjo Afanou, ex-Bordéus, deverão ainda reforçar o Racing até ao fecho das inscrições.

Equipa-Tipo (4-2-3-1): Aouate - Regragui, Moratón, Neru, Pinillos - Vitolo, Melo - Wilfried Dalmat, Serrano, Stéphane Dalmat - Aganzo.



Maiorca

Héctor Cuper

Héctor Cuper arriscou e triunfou: salvou um Maiorca, em grave crise desportiva e financeira, da descida de divisão. Com estanheza para alguns, mantém-se em funções, apesar dos poucos recursos do clube para investir no 'mercado', que fazem com que o técnico argentino ainda espere até 31 de Agosto pela chegada de novos jogadores.
Entre todas estas limitações, pelo menos para já, o Maiorca não deverá aspirar a muito mais do que à manutenção. A estrela é, obviamente, o treinador, habituado a fazer grandes trabalhos sem grandes recursos, tirando partido da sua extraordinária capacidade para motivar um grupo de trabalho de jogadores trabalhadores e competitivos. Fiel ao colectivo e a concepções defensivas, Cúper terá, muito provavelmente, em Arango, o toque de classe a meio campo e o lançador das iniciativas de contra-ataque em que tanto aposta, sobretudo para tirar partido da velocidade do explosivo nipónico Okubo, figura da fase final da época passada.
Entre os reforços, à falta de grandes nomes, a aposta nos empréstimos de dois jovens dos 'grandes': o lateral Fernando Navarro, vindo do Barcelona, e do médio Borja, oriundo do Real Madrid. A estes juntam-se ainda dois argentinos: o central Tuzzio, ex-River, e o médio polivalente Gutiérrez, ex-Velez ; e o central, também adaptável à lateral, italiano, internacional sub-21, Alessandro Potenza, que se junta ao seu compatriota Iuliano e a Farinós, antigo colega no Inter.

Equipa-Tipo (4-1-3-2 ou 4-2-2-2): Toni Prats - Navarro, Potenza, Ballesteros, Maciel - Borja, Farinós - Peralta, Arango (Jonáas Gutiérrez) - Okubo, Victor.



Cádiz

Cadiz: a festa do golo

O outro 'submarino amarelo'. De regresso à divisão maior do futebol espanhol, após doze anos de ausência, o Cádiz foi a primeira equipa a garantir a promoção. Entre 1985 e 1993, esta formação foi presença permanente entre os maiores, com a curiosidade de sempre escapar à descida na última jornada. Depois, seguiu-se à descida aos infernos, com vários anos na 2ªB, até regressar, há dois anos, ao segundo escalão. À partida, só um novo milagre conseguirá fazer com que o Cádiz escape à descida, ainda que o plantel tenha mantido os principais nomes - destaque para a dupla de avançados formada pelo veterano Oli e pelo croata Nenad Mirosavljevic, que deverão começar a nova época no banco - que garantiram a subida e tenha sido reforçado em todos os sectores, só que o pouco poder de compra não permitiu a chegada de aquisições de relevo. Entre os que chegaram, os maiores destaques são o veterano central Berizzo, ex-Celta, e o médio Benjamin, ex-Bétis, a que se junta o lateral português Mário Silva, que, na última temporada, representou o Huelva. Se a manutenção for alcançada, os adeptos entusiastas do clube poderão festejá-la como se de um novo título se tratasse.

Equipa-Tipo (4-2-3-1): Armando - Varela, Abraham Paz, De Quintana, Mário Silva - Fleurquin, Benjámin - Estoyanoff, Pavoni, Sesma - Medina.



Celta

Diego Placente

Pouco mais de um ano chegou para o Celta de Vigo jogar na Liga dos Campeões, descer de divisão e consumar o regresso ao principal campeonato espanhol. A aposta para a nova época passa pela continuidade de Fernando Vázquez, um técnico com percurso irregular, que se mantem em funções. O plantel, ao invés, foi fortemente reestruturado, com várias saídas, como a do internacional português Capucho, e muitas aquisições, com todos os sectores a serem reforçados. Esteban, ex-Sevilha, reforça a baliza ; o internacional argentino Diego Placente é o grande reforço do sector recuado, onde se mantem o ex-sportinguista Pablo Contreras ; Jorge Larena, ex-Atlético Madrid, é a principal novidade no sector intermédio, também reforçado com o promissor brasileiro Roberto, ex-Guarani ; Nuñez, ex-Liverpool, e Javi Guerrero, ex-Racing Santander, são os reforços para as alas ; Jesus Rivera, ex-Maiorca, e Fernando Baiano, ex-Málaga, um dos frutos mais apetecidos do 'mercado de Verão' acrescentam poder de fogo ao ataque.
Com um plantel deste nível, espera-se que o Celtiña seja muito mais do que um simples concorrente à fuga da despromoção. Há quem sonhe, contudo, com um regresso à Europa, mas a primeira metade da tabela parece ser o mais seguro para o ano do regresso.

Equipa-Tipo (4-2-3-1): Esteban - Angel, Sergio, Contretas, Placente - Iriney, Roberto - Nuñez, Canobbio, Gustavo Lopez - Fernando Baiano.



Alavés

Pellegrino

Depois de duas épocas na segunda divisão, o Alavés está de regresso à divisão maior. Liderado pelo excentrico e egocentrico Dimitri Piterman, o futuro da equipa passará, certamente, pelo equilibrio do seu humor, pois, como se sabe, é também ele o responsável pela elaboração do 'onze', apesar da existência do 'treinador-espantalho' Chuchi Cos. A pré-época, com o seu quê de cinemática, realizou-se na Califórnia, mas apesar de um plantel muito reforçado, os resultados não têm sido animadores. Sem grandes nomes - a principal estrela da equipa já vem da época passada, e é o possante avançado Bodipo -, destacam-se as incorporações de Wesley, ex-Penafiel, e de Antchouet, ex-Belenenses, depois de excelentes temporadas na última edição da SuperLiga, mas não parecem fazer, à partida, parte das primeiras opções. Contudo, é o experiente central argentino Pelegrino a principal aquisição, a que se junta o polivalente canhoto Jandro, ex-Celta, e o avançado internacional australiano John Aloisi, contratado ao Maiorca. O objectivo é a manutenção, mas a batalha será árdua.

Equipa-Tipo (4-2-3-1): Bonano - Edu Alonso, Tellez, Pellegrino, Poli - Astrudillo, Juanito - De Lucas, Nene, Jandro - Bodipo.

Publicado por rui malheiro às 18:30

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