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terça-feira, 6 setembro 2005

Rússia, 0 - Portugal, 1 (sub-21)

Categoria: Selecções Nacionais


Jogo grande em Moscovo!

Agora mais a sério. Antevia-se um embate pouco relevante entre duas equipas com destinos praticamente traçados nesta fase de apuramento e assim foi. A equipa portuguesa realizou uma primeira parte fraca, com o fulgor e motivação de quem já atingiu o objectivo e a mais não se dispõe. Valeu a boa exibição de Bruno Vale para safar o quarteto composto pelos habituais Miguel Garcia, José Castro, Pedro Ribeiro e Valdir. Num dia bom, este meio-campo até poderia apresentar razoável mobilidade, mas o decorrer da partida revelou a incipiência crónica de muitos destes jogadores, quase sempre incapazes de progredir nos últimos metros do terreno, falhando inúmeros passes e adornando desnecessariamente os lances. Poucas foram as ocasiões em que a equipa não pareceu esperar por uma iniciativa individual. E, já se sabe, depender sistematicamente das acrobacias de Quaresma e Danny ou dos lançamentos em profundidade de Viana dá progressivamente em nada. Manuel Fernandes e Diogo Valente foram, ainda assim, mais pelo suor que deixam em campo que pela excelência das intervenções, as unidades mais valiosas de um colectivo desgovernado, em relação ao qual o solitário Hugo Almeida pouco pôde fazer. Os poucos lances dignos de registo ao longo dos primeiros 45 minutos pertenceram aos russos, com os avançados a beneficiarem de alguma lentidão dos centrais e os flanqueadores a aproveitarem as subidas mal calculadas dos laterais. Ainda antes do intervalo, um lance de atabalhoamento recíproco colocou Lebedenko à frente de uma baliza escancarada. Por manifesta falta de jeito, o nulo permaneceu.

Na segunda parte, nada de novo. Os jogadores portugueses continuaram a nortear o seu desempenho pela vontade de regressar ao balneário. A entrada de Nuno Morais pareceu, nos primeiros 15 minutos, oferecer improvável velocidade ao meio-campo, mas o misto de apatia e falta de inspiração dos nossos meninos foi perdurando, um pouco mais tarde já com Filipe Oliveira em campo. Deve dizer-se, em abono da verdade desportiva, que a selecção das quinas foi, na segunda metade, muito bem secundada pelo soporífero colectivo russo. Ainda assim, um remate forte de Nakhoushev aos 60 minutos salvou, in extremis, a minha colcha de um fio de baba. Aos 85 minutos de jogo, enquanto Carlos Daniel falava de um resultado que encaixava nas pretensões lusas e eu reflectia acerca do encaixe proporcionado pela minha almofada, Manuel Fernandes justificou a sua nomeação para melhor em campo com um fantástico remate canhoto a 30 metros da baliza. Estava feito o resultado. Isto porque os russos voltaram a falhar com a baliza à sua mercê - segundo Gabriel Alves, os deuses sorriram a Portugal. Incrivelmente ou não, esta foi a sua intervenção mais esclarecida ao longo de todo o jogo. E assim ficamos. A equipa dos sub mantém o seu impressionante registo neste grupo de apuramento, assegurando o importante primeiro lugar com mais uma vitória pouco convincente, não distante daquilo a que nos tem habituado.

Portugal jogou com estes: Bruno Vale; Miguel Garcia, Zé Castro, Pedro Robeiro e Valdir; Manuel Fernandes, Diogo Valente e Hugo Viana; Ricardo Quaresma, Danny e Hugo Almeida. Também andaram por lá Nuno Morais e Filipe Oliveira.

Publicado por vasco mendonca às 18:16

Comentários

As primeiras duas substituições definem bem a realidade do que é ser um treinador português.

#1 | Comentado por: Filipe Sa | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Vasco, parabéns pela crónica. Não vi o jogo, mas fizeste dele, com uma boa prosa, aquilo que ele não foi: um anti-soporífero para um dia cinzento (pelo menos a norte).

#2 | Comentado por: Joao Carmo | 24 de outubro de 2005 às 21:09

por amor de deus, calem o Gabriel Alves! já é insuportável!

#3 | Comentado por: Cláudio Assunção | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Gabriel Alves demonstrou alguns conhecimentos sobre Mitologia, e Carlos Daniel com o seu comentário sobre o céu estar bonito demonstrou tambem ser um apreciador sublime da natureza. Quanto ao jogo... qual jogo? A táctica do: "Chutem prá frente que tá lá o Hugo!" só resulta com «Luxemburgos»...

#4 | Comentado por: Joao Silva (AsMoDeO) | 24 de outubro de 2005 às 21:09

...e já agora, só descobri neste preciso momento que o camisola 18 russo chama-se Nikita Bazhenov, passei o jogo todo a ouvir o Carlos Daniel a chamar-lhe Vasenol...

#5 | Comentado por: Joao Silva (AsMoDeO) | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Realmente um jogo que mais parecia a distrital,com baloes para o ar e pontaapes lá para a frente.Jogadores arrastaram-se pelo terreno, casos de Hugo Viana,Danny ,outros com seus malabarismos quase sempre sem objectividade(quase ,porque sde vez enquanto la sai algo de jeito)como Quaresma e os outros acompanharem a orquestra,tendo como maestro o Agostinho Oliveira,que parece que não conhece as notas...Já agora o Manuel Fernandes salvou-se pelo golo que marcou e inconfermismo durante todo o jogo e Bruno Vale o melhor.As substituiçoes,só se foram encomendadas por alguem que quer ser bem visto por alguem em Inglaterra,,são ridiculas,so ao alcance do seleccionador.Os russos tem ´3 jogadores que são acima da medis,7,8,9.

Bem hajam

#6 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Realmente um jogo que mais parecia a distrital,com baloes para o ar e pontaapes lá para a frente.Jogadores arrastaram-se pelo terreno, casos de Hugo Viana,Danny ,outros com seus malabarismos quase sempre sem objectividade(quase ,porque sde vez enquanto la sai algo de jeito)como Quaresma e os outros acompanharem a orquestra,tendo como maestro o Agostinho Oliveira,que parece que não conhece as notas...Já agora o Manuel Fernandes salvou-se pelo golo que marcou e inconfermismo durante todo o jogo e Bruno Vale o melhor.As substituiçoes,só se foram encomendadas por alguem que quer ser bem visto por alguem em Inglaterra,,são ridiculas,so ao alcance do seleccionador.Os russos tem ´3 jogadores que são acima da media,7,8,9.

Bem hajam

#7 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 24 de outubro de 2005 às 21:09

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