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sábado, 10 setembro 2005
Vitória Guimarães 0 - 2 Sp. Braga
Categoria: 05/06 SuperLiga , Sp. Braga , V. Guimarães

7 mil 656 dias depois, o Sp. Braga voltou a vencer em Guimarães, isolando-se no comando da SuperLiga, pelo menos até amanhã. Apesar do excelente ambiente nas bancadas, a primeira parte do 'derby' foi fraca e sem oportunidades de perigo, com o Vitória Guimarães, pouco imaginativo e demasiado agressivo, a apostar num futebol mais directo, à base de lançamentos longos, enquanto que o Sp. Braga, com dificuldades em sair em ataque continuado, tentava surpreender através de contra-ataques, explorando as debilidades do último reduto adversário.
A etapa complementar acabou por trazer muito mais emoção. A qualidade futebolística melhorou de parte a parte, com as oportunidades de perigo a sucederem-se em ambas as balizas. Contudo, acabariam por ser as expulsões de Flávio Meireles e Davide e as alterações realizadas por Jaime Pacheco e Jesualdo Ferreira a decidirem a partida. E aí, apesar do resultado ser demasiado pesado para os vimaranenses, que somaram a terceira derrota consecutiva em três jogos, o Sp. Braga mostrou ter mais soluções e qualidade, para além de uma orientação técnica que se revelou bem mais inteligente e cobiçosa. Delibasic, aos 81 minutos, e João Tomás, quatro minutos depois dos noventa, após jogadas de Jorge Luiz sobre a esquerda, definiram o resultado final e aumentaram a contestação em torno de Jaime Pacheco.
Enquadramento
O Sp. Braga procurava, quase vinte e um anos depois, voltar a vencer em Guimarães e dar sequência a um início de campeonato 100% vitorioso. A curiosidade em torno da resposta dos bracarenses às saídas de João Alves e Wender, assim como às ausências de Cesinha e Andrés Madrid, por lesão, e Jaime Júnior, por opção, era grande, obrigando Jesualdo Ferreira a reestruturar o meio-campo e o ataque para esta partida. O Vitória, por sua vez, pretendia quebrar o ciclo negativo deste início de época, com Jaime Pacheco, que mostrou pouca crença neste 'novo' Sp. Braga durante a semana, a procurar a primeira vitória no seu regresso a Guimarães. Insatisfeito com o seu sector mais recuado, o técnico dos vimaranenses abdicou de Dragóner e Rogério Matias, que tinham sido titulares nas duas primeiras partidas.
Tácticas
O Vitória de Guimarães apostou num esquema de 4x4x2, com várias variantes: partia, normalmente, de um compacto 4x3x1x2 em situação defensiva, para um 4x2x2x2 ofensivo, que, por vezes, se transformava em 4x2x1x3. Nilson, apesar da má exibição em Vila do Conde, manteve-se como titular na baliza ; à sua frente um quarteto defensivo fortemente reestruturado, com Mário Sérgio, regressado à titularidade, e Hélder Cabral, em estreia, nas laterais, enquanto que o jovem brasileiro Geromel, no lugar habitualmente ocupado por Dragóner, actuou ao lado de Cléber ; a meio-campo, Flávio Meireles actuou como médio mais defensivo, seguindo de perto as movimentações do médio mais ofensivo dos bracarenses (primeiro Vandinho, depois Hugo Leal), apoiado de perto pelo dinamarquês Svärd, que ocupava um espaço entre o centro e a direita. Neca, por sua vez, funcionava como 3º médio mais recuado em situação defensiva, desdobrando-se, quando a equipa tinha a posse da bola, para 2º médio ofensivo, ocupando espaços entre o centro e a esquerda. Manoel era o médio mais ofensivo, ainda que, em algumas situações, se transformasse em 3º avançado ; na linha da frente, Dário e Saganowski actuavam em cunha, com o avançado moçambicano a explorar sobretudo as diagonais, quer a partir da direita, quer a partir da esquerda, enquanto que o internacional polaco actuava mais perto da área, ainda que como mobilidade para procurar outros espaços, mais recuados ou à esquerda do ataque.
O Sp. Braga, por sua vez, abdicou do tradicional 4x3x3, apostando num 4x4x2, desdobrável em 4x1x3x2, que, por vezes, se transformava em 4x3x3 em acções ofensivas, muito graças aos desdobramentos ofensivos do estreante Rossato. Paulo Santos era o guarda-redes, com a defesa de quatro unidades a ser formada por Nunes e Nem ao meio, e por Luis Filipe e Jorge Luiz nas laterais. Sidney era o médio mais defensivo, com Hugo Leal, à direita, Vandinho, ao centro, e Rossato, à esquerda, a formarem o tridente de médios mais ofensivos. A meio da primeira parte, Jesualdo acabaria por trocar as posições de Vandinho e Hugo Leal, com o médio português a assumir a coordenação do jogo ofensivo, enquanto Vandinho procurava abrir no flanco direito. No ataque, Delibasic, entre a direita e o centro, e João Tomás, mais fixo, formavam a dupla de ataque, que trocava amiudadas vezes de posição.
Positivo
Segunda parte. Trouxe, finalmente, emoção ao 'derby', e, acima de tudo, mais qualidade, de parte a parte, mais risco e oportunidades de golo junto das duas balizas, pois, até aí, os guarda-redes tinham sido meros espectadores.
Riqueza táctica. Uma das maiores virtudes do jogo, que foi, sem dúvida, mais rico táctica do que tecnicamente. Vitória Guimarães e Sp. Braga apresentaram-se com esquemas de 4x4x2 com diversas variantes, e que, em situação ofensiva acabavam por se transformar, muitas vezes, em 4x3x3.
Jesualdo Ferreira. Foi mais inteligente, mais ousado e substituiu melhor. É certo que a vitória surge, numa altura, em que parecia contentar-se com o empate, só que o técnico dos bracarenses após a entrada de Tiago Targino, deu ordens a Jorge Luiz para subir, o que até aí pouco tinha acontecido devido à acção de Dário. Foi por aí que ganhou o jogo, com a entrada de Castanheira para o lugar de um Hugo Leal muito desgastado, a contribuir para uma melhor gestão de bola a meio-campo, decisiva para a 'machadada' final.
Negativo
Primeira parte. Os primeiros 45 minutos foram pobres tecnicamente e sem oportunidades de golo. O Vitória Guimarães abusou na agressividade, que retirou imaginação e criatividade à equipa, que viveu de um futebol directo facilmente anulável pelo sector defensivo adversário. O Sp. Braga quis esticar-se, mas ficou pelo intentos, apesar de uma ou outra boa iniciativa em contra-ataque. Só que faltou imaginação no centro do meio campo, onde os bracarenses falharam muitos passes.
Defesa vimaranense. Foi por aí que começou a ser construido, com sucesso, o 'Vitória europeu' de Manuel Machado. Dessa defesa já só resta Cléber, o mais regular na noite de ontem. Nilson, o 'paredão' brasileiro, continua a mostrar insuficiências, não dando tranquilidade a um sector já de si nervoso ; o estreante Geromel, que rendeu Dragóner, entrou muito intranquilo, mas, com o avançar dos minutos, mostrou ser opção para jogar ao lado de Cléber, ainda que, tenha bastantes responsabilidades no lance do primeiro golo ; os laterais estiveram muito mal: Mário Sérgio defendeu mal e pouco atacou, enquanto que Hélder Cabral revelou-se muito esforçado, mas com a bola nos pés um desastre.
Jaime Pacheco. Quis acrescentar alguma pimenta ao 'derby' com declarações a meio da semana. A coragem nos preliminares, não teve sequência no jogo, onde continua a insistir na tese dos 'tocadores de bombo', deixando 'violinos', como Clayton e Paulo Sérgio, no banco, como suplentes não utilizados. A precisar de ganhar o jogo, pensou-se que arriscaria quando lançou Benachour para o lugar de Neca, mas nove minutos depois, abdicou de Manoel para lançar Moreno, voltando a reforçar o meio campo defensivo. Já com 10 jogadores, um minuto antes da expulsão de Davide, trocou Dário por Tiago Targino e deu-se mal. O jovem avançado tentou agitar as águas ofensivas, mas esqueceu-se de correr atrás de Jorge Luiz. E assim se perde um jogo no 'banco'.
Destaques
O duro: Flávio Meireles. É, neste momento, o jogador mais agressivo do futebol português. Ainda que eficaz na recuperação de jogo, perde-se em entradas duras e na utilização excessiva de braços, cotovelos e subterfúgios rasteiros, que lhe custaram dois amarelos justos, prejudicando gravemente o colectivo.
Que pesadelo!: Nilson e Mário Sérgio. O guarda-redes brasileiro continua a mostrar-se demasiado frágil e inseguro, ainda que não tenha sido decisivo no desfecho do jogo como acontecera em Vila do Conde. O lateral-direito, que regressou à titularidade, defendeu mal - tome-se como exemplo o lance do primeiro golo - e atacou ainda pior.
O dandy: Davide. Apenas onze minutos em campo, os suficientes para agitar o jogo. Trouxe outra dinâmica ao ataque bracarense, onde surgiu sobre a ala esquerda, arrancando a expulsão de Flávio Meireles, mas a sua excessiva tendência para 'cavar' faltas custou-lhe um segundo amarelo exagerado, depois de um primeiro risível.
O oportuno: Delibasic. Esteve num plano bem superior ao de João Tomás. Ora mais aberto, ora mais fixo, o internacional jugoslavo criou desequilibrios no último reduto adversário e mostrou sagacidade na área: aos 57 minutos, cabeceou à barra ; aos 65 minutos, viu Geromel desviar um remate seu da baliza ; e, por fim, aos 81 minutos, desviou, de cabeça, um excelente cruzamento de Jorge Luiz, para o fundo da baliza de Nilson. Pouco depois, lesionar-se-ia na sequência de uma entrada bárbara de Moreno - estranhamente não punida disciplinarmente -, mas, mesmo debilitado regressou ao campo e, ao pé coxinho, ainda contribuiu para o segundo golo.
Ás: Jorge Luiz. Enquanto Dário esteve em campo foi obrigado a aturado trabalho defensivo, vendo-se obrigado, muitas vezes, a funcionar como terceiro central. Defendeu bem, com muito rigor, não se lhe denotando qualquer falha. Nos últimos vinte minutos, já sem o seu adversário directo, arriscou muito ofensivamente e foi decisivo na vitória do Sp. Braga. Foram dois desdobramentos ofensivos seus que estiveram na origem dos golos de Delibasic e João Tomás. De ás!
Ficha do Jogo
Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
Vitória Guimarães (4x4x2): Nilson - Mário Sérgio, Geromel, Cléber, Hélder Cabral - Svärd, Flávio Meireles - Neca (53' Benachour) - Manoel (62' Moreno) - Dário (69' Tiago Targino), Saganowski.
Sp. Braga (4x1x3x2): Paulo Santos - Luís Filipe, Nunes, Nem (int' Paulo Jorge), Jorge Luiz - Sidney - Hugo Leal (78' Castanheira), Vandinho, Rossato (59' Davide) - Delibasic, João Tomás.
Golos: 81' Delibasic (0-1) ; 90'+4' João Tomás (0-2).
Expulsões: 66' Flávio Meireles ; 70' Davide, ambos por duplo amarelo.
Publicado por rui malheiro às 12:05
Comentários
À falta de melhores argumentos, lá veremos o filme habitual dos adversários, Vão cair no bla bla bla habitual. Que eles venderam 150.000 e nós só 1.000. Que eles são grandes e nós pequeninos. Que eles são amantes do clube e nós somos pelo benfica. bla bla bla.
Continuem nessa lenga lenga por muitos anos, pois para nós guimarães já é história à muito. E nem sequer somos o 4º Grande. Dos 3 Grandes, somos o maior que é bem diferente.
Força SCBRAGA, o céu é o limite
#1 | Comentado por: Bracarus | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Pela terceira vez consecutiva - que corresponde a 3 jornadas - o Porto vê jogadores expulsos no seu adversário da próxima jornada.
Não digo que é premeditado mas que é estranho é. Se na próxima jornada acontecer o mesmo o escândalo é exposto.
Quanto ao derby do Minho posso dizer que os guarda-redes das duas equipas são dos piores da Liga e que o Guimarães é um dos candidatos à descida.
Destaco a péssima exibição do Guimarães no seu todo - Flávio Meireles devia ser irradiado pelo que já fez e continua a fazer - e do Rossato.
#2 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de outubro de 2005 às 21:09
1-É incrível. Em três jogos o Porto vê três adversários debilitados por quatro expulsões. Naval, Rio Ave e Braga, próximo adversário do Porto.
No ano passado aconteceu uma única situação semelhante, na penúltima jornada, e foi um escandalo, uma vergonha, o colo, a APAF, o sistema vermelho, o apito encarnado,etc, etc.
Agora sou eu que questiono. Em 2 jogos o Benfica já foi nitidamente prejudicado em um. O Porto ve sistematicamente os seus adversários debilitados.
Isto chama-se o que? Sugestões aceitam-se.
2- O Braga mostrou ontem que tem uma bela equipa, com jogadores ao nível dos três grandes. O Guimarães todos os anos começa mal mas depois lá se endireita.
O JT e o deli marcaram boons golos.
#3 | Comentado por: Benfiquista do Norte | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Amigos benfiquistas ou sportinguistas, embora deteste o Porto e não querer ser advogado do diabo , a expulsão do Davide não tem nada a ver com os tripeiros, tem a ver em compensar a expulsão do Flavio "Lavra" Meireles e tem a ver a mesma razão do Braga ser prejudicado em Guimarães há pelo menos 21 anos , ou seja , a enorme pressão que os adeptos do Vitória fazem sobre o arbitro.
O Mundo não gira à volta dos 3 grandes...apenas a comunicação social.
#4 | Comentado por: Swabian Wolf | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Digamos q o jogo d ontem foi mt fraquinho, mas os bracarenses queixarem-s do arbitro e inadmissivel. Com e possivel aos 20 minutos d jogo os dois trincos do vitoria e um central terem ja um amarelo? Quem ler o comentario ao jogo ate parece q o jogo foi uma batalha campal, mas o q e certo e q o braga cometeu o mm numero d faltas q o vitoria ou andou la perto e apenas viu cartoes amarelos na segunda metade. Isso condiciona logo uma equipa á partida. O davide simulou uma falta o arbitro perdoou-lhe o amarelo simulou a segunda mau era s o perdoasse outra vez. Vejam as leis do jogo e o q diz la a alinea para a simulação d falta e dps falem. Bem expulso!! tenho e pena q existam arbitros em portugal q prejudicam tt o espectaculo tando sempre a interromper o jogo com faltinhas d merda. Vejam o futebol ingles e aprendam como s arbitra, futebol e para homens nao para coneirinhos s nao aguentam um encosto entao q nao joguem a bola. VItoria ate morrer. E aqui s ve a diferença do amor clubistico e de quem realmente é o orgulho do minho e o orgulho da nação. É que mm com maus resultados s o jogo fosse em Braga nao iam 500, iamos 5000 ou 6000. Voces marroquinos so começaram a vir a guimaraes qd o braga subiu a produçao e mm assim nao trazem mais d 1000. Tenham vergonha e resignem-s a vossa insignificancia. Saudaçoes.
#5 | Comentado por: exotic | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Já chateia um bocado o constante reclamar pra si próprio o maior número de adeptos entre Braga e Guimarães.
Eu não tenho nada a ver com essa guerra porque nenhu dos dois é o o meu clube mas o que é que interessa ter mais gente se os resultados são miseráveis? A grandiosidade faz-se de titulos/bons resultados.
O que valerá ter um número maior de adeptos se foram para a segunda divisão?
#6 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Benfiquista do Norte, não questionando a enorme coincidência dos adversários do Porto terem sempre jogadores castigados, a verdade é que situações idênticas não 'favoreceram' o Benfica apenas uma vez... houve mais e, de cabeça, posso-te dizer que o Helton foi expulso antes de ir à Luz...
#7 | Comentado por: Pedro Santo | 24 de outubro de 2005 às 21:09
...e também saíu ao intervalo em pleno jogo com o Porto por razões disciplinares nunca desvendadas.
Por coincidência no ano seguinte era jogador do Porto.
#8 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Não sou portista, nem nada que se pareça, mas também já me irrita ouvir falar nas expulsões que antecedem o jogo do Porto!
Porra, este jogo foi com o VSC-SCB, o que interessa o que vai acontecer daqui a uma semana com o FCP??? Já vejo os vossos comentários à algum tempo e sinceramente, se fosse ao contrário estava tudo caladinho, não era???
Agora sobre o meu clube, Vitória, então o Braga foi o melhor? Bem, nós antes do golo deles, falhamos 2 golos, um em que o Sagan isolou-se perante o Paulo Santos e mais tarde o Targino, falhou um golo de baliza aberta!!! A velha lei do futebol, quem não marca acaba sempre por sofrer... Agora o Braga foi um justo vencedor? Teve a sorte do jogo, isso sim, porque toda a gente sabe que em tudo na vida é sempre necessário "Sorte", sem ela, apesar de muito trabalho não há grandes resultados... Ainda não consigo ver um campeão sem "sorte", olhem o Benfica na época passada... Não teve sorte???
Outra, agora o Flávio é o jogador mais agressivo do campeonato??? Bem, nem vou dar exemplos, porque basta estar atento ao futebol português e perceber o que se passa nos relvados... Outra coisa, talvez vocês nao saibam e talvez ajude a ter uma ideia diferente do Flávio, ao contrário de outros jogadores, o Flávio é natural de Guimarães e joga no "seu clube"... Acho que para uma pessoa inteligente é o suficiente para tentar perceber alguma coisa e deixar de escrever menos sobre determinadas pessoas.
E por aqui me fico, por hoje é suficiente!
E quinta-feira aqui estamos nós em Guimarães novamente, a apoiar o nosso clube (apesar das 3 derrotas!)... Pois a diferença! ;)
#9 | Comentado por: JAOliveira | 24 de outubro de 2005 às 21:09
"Já chateia um bocado o constante reclamar pra si próprio o maior número de adeptos entre Braga e Guimarães.
Eu não tenho nada a ver com essa guerra porque nenhu dos dois é o o meu clube mas o que é que interessa ter mais gente se os resultados são miseráveis? A grandiosidade faz-se de titulos/bons resultados.
O que valerá ter um número maior de adeptos se foram para a segunda divisão?"
A grandiosidade do Braga é efémera. Começou no ano passado e terá um fim, como teve o bom período do Vitória no tempo do Cascavel, o excelente período do Boavista, e por aí fora...
Os clubes são associações de pessoas, é a base de qualquer equipa que não um grande ou as equipas da Madeira por razões óbvias. A continuidade dos clubes depende muito da sua força associativa. E acredito que casos como o do Farens, Campomaiorense ou do Académico de Viseu terão seguidores em equipas que desçam e não tenham alicerces para regressar à Superliga.
#10 | Comentado por: ruie | 24 de outubro de 2005 às 21:09
ruie:
Efectivamente tens razão no que dizes, no entanto relativamente ao nível dos clubes visados - Braga e Vitória - não me parece que o seu estatuto coincida com o dos clubes que indicaste.
Por esse mesmo facto uma situação do género não me parece que possa acontecer tendo também em conta a grandiosidade das cidades que representam em comparação com Campo-Maior, Viseu ou mesmo Faro.
O que eu quis dizer é que na história ficam os títulos e os adeptos vitorianos não podem - na minha opinião - reclamar para si o estatuto de 4º grande sem nunca terem ganho um único troféu de relevo em Portugal. Na minha opinião, o Boavista e mesmo o Braga são superiores em estatuto pelos títulos que ganharam e pelos bons resultados que tem tido nos ultimos 20 anos.
O Belenenses penso que seja um caso à parte pelos muitos anos que esteve nas divisões inferiores.
Obviamente que o Vitória de Guimarães é, reconhecidamente,um dos maiores clubes portugueses mas daí para o 4º grande penso que ainda lhe falta muita estaleca.
#11 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de outubro de 2005 às 21:09
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