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terça-feira, 13 setembro 2005

Penafiel 0 - 3 Belenenses

Categoria: 05/06 SuperLiga , Belenenses , Penafiel

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O Belenenses venceu em Penafiel com inteira justiça. Jogou melhor, foi eficaz, controlou quase sempre os ritmos de jogo, e tornou claramente visível o trabalho inteligente de Carlos Carvalhal. Depois de na época anterior a equipa se ter tornado conhecida pela dificuldade crónica em vencer no terreno do adversário, os azuis do Restelo começam esta campeonato a provar, com clara superioridade, que esse fantasma está já afastado. O Penafiel, à procura das boas exibições e principalmente de uma vitória, terá que esperar pela próxima jornada para voltar a tentar a sua sorte.

Na equipa visitante, três alterações no onze inicial, duas das quais devido a impedimentos de ordem física. Assim, Vasco Faísca ocupou o lugar deixado vago por Djurdjevic e Paulo Sérgio assumiu as despesas de extremo/avançado até aqui a cargo de Ahamada. Ao lado de Pele, foi a vez de Gaspar se estrear, procurando conferir ao sector defensivo a serenidade que aqui e ali tem faltado ao jovem Rolando. O Penafiel apresentou Nuno Santos na baliza e Marco Ferreira a ocupar um lugar à direita no sector mais avançado. Era a noite de estreia para duas importantes contratações conseguidas por António Oliveira nas horas finais do último defeso. Enquanto o Belenenses se apresentou num 4-2-3-1 que se vai tornando facilmente reconhecível, o Penafiel tentava estender o seu 4-3-3 ao longo do terreno. Os azuis começaram mais compactos e pressionantes começando desde cedo a incomodar a defensiva penafidelense com uma circulação de bola em constante e veloz progressão. Aos 18 minutos, quando o jogo parecia amornar, Silas aparece no lado esquerdo, procura o centro do terreno não sem antes deixar Pedro Moreira pregado ao chão, concluindo primorosamente com um remate seco e colocado que deixa o estreante na baliza completamente siderado. Estava inaugurado o marcador e a história do jogo começava a ser feita. Não mais o Penafiel pareceu recuperar e o adversário soube tirar partido desse atordoamento. A entrada de José Rui ainda pareceu espevitar alguns corpos no ataque mas o ímpeto trazido apenas tornou ainda mais claros a anarquia que reina no jogo atacante da equipa comandada por Luís Castro.

A segunda parte trouxe um Penafiel pressionante mas inconsequente. O Belenenses, com futebol para dar e vender, trocava a bola a passos largos e facilmente aproveitava a dureza de rins adversária. Ainda assim, o segundo golo surge num lance de bola parada. José Pedro cobra um livre descaído para a direita e aponta para o lado do guarda-redes, deixando novamente Nuno Santos a pensar no que terá corrido mal. Um lance revelador de matreirice e bom pé, mas também de alguma desatenção na guarda das redes. Se as coisas já estavam complicadas, ainda mais ficariam depois do terceiro golo, num contra-ataque muito bem desenhado concluído por Meyong, desnudando por completo a frágil equipa da casa. Ainda que o decorrer do jogo tivesse tornado clara a diferença entre as duas equipas, o terceiro golo justifica-se pela perfeita interpretação dos princípios de jogo que este Belenenses apresenta, e continuará a apresentar, nos jogos fora do Restelo. Os restantes minutos foram um pouco mais divididos, mas as únicas oportunidades de golo pertenceram aos forasteiros. E foram algumas, desperdiçadas por Fábio Januário e Romeu, recém-entrados na partida. Terminou assim a partida, com cheiro a goleada e alguma euforia justificada para os azuis, e a clara sensação de que este Penafiel tem muito trabalho pela frente.

Melhor em campo: Já todos sabíamos que ele tratava bem a bola, mas nunca o tínhamos visto correr desta maneira. Vários seus colegas estiveram bastante bem, mas foi José Pedro o mais decisivo dos que estiveram em campo, por tão bem ter sabido conjugar esforço e imaginação. Inúmeras foram as ocasiões em que participou nas missões defensivas para, segundos depois, aparecer fulgurante na distribuição de jogo e no último passe. Talvez esteja aqui o melhor reforço do Belenenses 2005/2006.


BELENENSES - Marco Aurélio; Amaral, Gaspar, Pelé e Vasco Faísca; Sandro Gaúcho e Pinheiro (Rui Ferreira, 66); Paulo Sérgio, Silas (Fábio Januário, 80) e José Pedro; Meyong (Romeu, 84).

PENAFIEL - Nuno Santos; Pedro Moreira (Boronad, 78), Odair, Weligton e Celso; Bruno Amaro, Jorginho (José Rui, 24) e Nilton; Marco Ferreira, Roberto e Orahovac (Bibishkov, 54).

Publicado por vasco mendonca às 08:24

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