« Estrela Vermelha 0 - 0 Sp. Braga | Entrada | Halmstad 1 - 2 Sporting »

quinta-feira, 15 setembro 2005

V. Setúbal 1-1 Sampdória

Categoria: 05/06 Competições Europeias , V. Setúbal

V. Setúbal e Sampdória empataram a uma bola
A campanha portuguesa na edição deste ano da Taça UEFA começou pela tarde no Bonfim. O Vitória de Setúbal recebeu a Sampdória e o jogo terminou empatado a uma bola. Um resultado que, para o representante português, pode apresentar várias leituras. Se tivermos em conta o valor da equipa italiana e concluirmos que era (e continua a ser) favorita para esta eliminatória, pode dizer-se que os sadinos conseguiram um bom resultado. Mas se tivermos em conta o que se passou no terreno de jogo, a boa réplica dada pelo Vitória, com uma exibição não muito vistosa mas muito aguerrida e esforçada, fica a sensação que a equipa de Norton de Matos podia viajar para Génova em vantagem na eliminatória. Quanto à Sampdória, bom...a Samp é de Itália e está tudo dito! Foi pragmática no ataque, aproveitou um deslize defensivo e marcou um golo que minou parte das esperanças sadinas. Mas como sempre se ouviu dizer que o verde é a cor da esperança....

Tácticas

Norton de Matos manteve a aposta na equipa - e no esquema (4x2x3x1) - que venceu em Coimbra. Quarteto defensivo formado por Janício à direita, o capitão Nandinho à esquerda e Fonte e Auri como centrais. Ricardo Chaves e Démbelé foram os dois médios de contenção, jogando Pedro Oliveira mais à frente. Tchomogo jogou descaído à esquerda e Sougou bem aberto na direita, no apoio ao ponta de lança Fábio.

A Sampdória, por seu lado, apresentou-se no Bonfim com o tradicional 4x4x2. À frente de Antonioli jogaram Zenoni na direita, Tonetto na esquerda e Castellini e Pavan como centrais. Quanto ao meio-campo, Volpi e Palombo jogaram no centro do terreno, com Diana na direita e Gasbarroni descaído à esquerda. A frente de ataque esteve entregue a uma dupla venenosa: Bonazzoli e a estrela Flachi.

Balanço

Norton de Matos tinha dito na véspera que para “enganar” a Sampdória, o Vitória tinha de utilizar as armas do adversário, por assim dizer, e jogar à italiana. As palavras do técnico sadino, por mais lógica que tenham, foram destronadas pelas incidências do jogo. E isto porque o Vitória não esteve na discussão do jogo quando jogou à italiana (se é que alguma vez adoptou essa mentalidade), mas sim quando assumiu o jogo. È certo que esta típica mentalidade das equipas italianas é irritante, pela forma como apostam primordialmente na coesão defensiva e depois acabam por marcar na primeira oportunidade de que dispõem. Mas de qualquer forma, o antídoto não será abdicar da forma de jogar e usar as armas contrárias. O antídoto é assumir o jogo sem medos e, isso sim, procurar evitar surpresas no contra-ataque.
E o Vitória provou isso hoje, sempre que a equipa “perdeu o respeito” ao adversário e assumiu o jogo esteve bem. Os primeiros dez minutos foram muito interessantes, com Sougou como principal protagonista. O jogador senegalês fazia uso da sua velocidade pelas alas (não só a direita mas também pela esquerda) e criava inúmeras dificuldades aos laterais adversários. Infelizmente, e para não fugir à tradição, os italianos marcaram na primeira oportunidade. Não foi através de um contra-ataque, mas foi na sequência de um lance de bola parada. Os dois centrais do Vitória não conseguiram pôr cobro à situação e à segunda Flachi acabou por marcar. A equipa portuguesa acusou o golo sofrido e nos minutos seguintes perdeu-se um pouco, deixando que a Sampdória subisse no terreno e assumisse as despesas do jogo, criando alguns lances de perigo. Só já nos minutos finais do primeiro tempo é que o Vitória voltou a assumir o jogo, mas sem conseguir rematar, devido à enorme dificuldade para entrar na área italiana.

20 segundos da etapa complementar chegaram para o Vitória renascer. Uma obra de arte saída dos pés de Tchomogo. Fábio fez o trabalho de ponta de lança e, de costas para a baliza, serviu a entrada do seu companheiro de equipa que, com um fantástico remate de primeira, colocou a bola na gaveta. Antonioli nada podia fazer. O Vitória voltava a perder o medo do adversário e acreditava que podia vencer a partida. As dificuldades para entrar na área italiana continuavam, mas desta vez os jogadores sadinos tentavam contornar esse problema com remates de longe e cruzamentos para a área. Claro que a Sampdória estava como tanto gosta, a apostar em contra-ataques perigosos, mas nada se podia apontar à atitude do Vitória. Enquanto que os italianos já estavam algo satisfeitos com o empate - ao ponto do técnico Novellino ter retirado de campo Flachi - o Vitória continuava atrevido. Norton de Matos abdicou do homem mais adiantado, Fábio, e fez entrar para o seu lugar Bruno Ribeiro. Uma tentativa de combater a muralha italiana com muita mobilidade, uma vez que Tchomogo passava a ser o homem mais adiantado. Pouco depois o técnico sadino fez entrar Franja para o lugar de Ricardo Chaves. Bruno Ribeiro passou para uma posição mais central e Franja jogou encostado à ala esquerda, para tentar tirar proveito dos seus cruzamentos e remates. Estas alterações, no entanto, não resultaram em pleno e acabou por ser a Sampdória a dispor das últimas oportunidades, por intermédio do suplente (e nosso conhecido) Kutozov. De qualquer forma o resultado não iria sofrer mais alterações até final. A missão do Vitória em Genóva é muito complicada, mas tudo é possível.

Destaques

Golão!: Tchomogo - estavam decorridos apenas 20 segundos da segunda parte quando o Vitória marcou. O internacional do Benim marcou um espantoso golo de fora da área, colocando a bola na gaveta!
Ás: Dembélé - o elemento mais regular e também mais esclarecido do Vitória. Recuperou inúmeras bolas, deu início a muitos ataques e ainda deu uma ajudinha lá na frente sempre que lhe foi permitido. Grande pulmão!
Ficha de Jogo

Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Hervê Piccirillo [França]

V. SETÚBAL - Moretto; Janício; Auri; José Fonte; Nandinho; Dembélé; Ricardo Chaves (Franja, 72’); Sougou; Pedro Oliveira; Tchomogo e Fábio Hempel (Bruno Ribeiro, 66’)

Treinador: Norton de Matos

SAMPDÓRIA - Antonioli; Volpi; Pavan; Castellini; Zenoni; Tonetto; Palombo; Gasbarroni (Kutuzov, 56’); Diana (Zauli, 74’); Flachi (Dalla Bonna, 61’) e Bonazzoli

Treinador: Walter Novellino

Golos:
1-0 por Flachi, aos 14m
1-1 por Tchomogo, aos 46m


Publicado por nuno travassos às 23:59

Comentários

Não vi o jogo :( Esqueci-me que era hoje...
A ver se apanho o resumo em algum canal de TV. Excelente a qualidade do texto, PARABENS !!

#1 | Comentado por: CoolJoe | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Comente

Obrigado por se registar, . Já pode comentar. (Sair)

(Se nunca comentou aqui o seu comentário pode ter de ser aprovado para publicação pelo editor do blogue. Terá de esperar por essa aprovação para que o seu comentário surja. Obrigado pela espera.)


Recordar-me?


Trackback Pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://terceiroanel.weblog.com.pt/privado/tra.cgi/103976