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segunda-feira, 26 setembro 2005
Sporting frente ao Setúbal
Categoria: Col: Pedro Varela , Sporting

Sinceramente e passadas quase 24 horas depois do jogo de ontem contra o Vitória de Setúbal, ainda não sei muito bem explicar o que se passa com o Sporting. Se formos concretos e nos cingirmos em relação aos factos, verificamos que o Sporting teve um arranque de campeonato bom, e que até conseguiu mais 5 pontos em relação à época passada, nos jogos com as mesmas equipas. Está a 1 ponto do líder, e ainda estamos na quinta jornada. No entanto, o nível da contestação a Peseiro, aumentou, e talvez ontem se tenha verificado, algo inédito na Superliga. A equipa da casa vencer, não jogando bem, e ver o seu treinador vaiado, como se humilhado tivesse sido no confronto com o seu adversário. Mas disso haverá oportunidade para falar mais à frente no campeonato.

Quanto ao jogo de ontem e em relação à prestação dos jogadores do Sporting, devo salientar o seguinte:
. A quebra de forma de João Moutinho, que fez perder alguma combatividade no meio campo leonino;
. A má forma de Liedson, que se tivermos em conta a forma como foi marcada a grande penalidade, dá a sensação de estar a fazer um “frete”, sempre que veste a camisola do Sporting. Foi substituído a 10 minutos do fim, e dirigiu palavras menos próprias de um jogador profissional, em direcção ao treinador. Um episódio que já vem da época passada. Imperdoável!
. A incapacidade de Douala jogar mais de 45 minutos. As primeiras partes são de boa qualidade, mas depois quebra, desinteressa-se pelo jogo. E ontem, aconteceu o mesmo de sempre, desde que o campeonato começou! Será que também quer ser aumentado?
. Nélson, Tonel e Polga em subida de rendimento. Talvez a solução para o problema que vinha da época passada, fosse retirar Ricardo e Beto das funções defensivas da equipa titular. Parece-me que até ao momento, este trio tem mostrado melhores resultados que qualquer outra experiência que Peseiro tenha feito;
. João Alves mostrou porque Sá Pinto tem de ir para o banco. Não há dúvidas, que o ex-jogador do Braga tem muito mais a dar à equipa, que a enorme garra que Sá Pinto, apesar da idade ainda tem. Boa visão de jogo, remate sempre que pode.
. Deivid é o ponta de lança do Sporting, do momento. O processo de adaptação parece estar a ser rápido, e quem sabe poderá ser a nova coqueluche do Sporting. Se alguém mereceu os três pontos ontem, esse alguém foi Deivid.
Publicado por Pedro Varela às 15:00
Comentários
Finalmente os adeptos leoninos acordaram e começaram a perceber a qualidade de José Peseiro.
O ano passado havia desculpas que jogavam muito bem as vezes... mas a falta de pragmatismo e má gestão de banco é impressionante.
O Sporting tem (como tinha no ano passado) grandes jogadores. Com João Moutinho e Liedson em forma tudo corre bem... mas se eles estiverem em dia menos bom... ups lá vai o Sporting!
Ele pode falar de táticas, de reequilibrio, de recuperação de bola, de pressão alta, do que quiser... mas o que se nota é que quando Peseiro decide inventar a coisa corre mal.
Para mim há um momento que descreve a qualidade de José Peseiro. No final da época passada no jogo contra o AZ Alkmar faz uma das mais idiotas substituições de sempre.
Com a eliminatória controlada (1-1) decide tirar um Douala esgotado e apostar num Tello inconstante em vez de um Pedro Barbosa ou Hugo Viana para controlar o meio-campo. Resultado: quase perdeu a eliminatoria e obrigou a equipa a 30 minutos extra...
Esses 30 minutos notaram-se nas pernas dos jogadores nos jogos contra o Benfica e contra o CSKA.
No banco nunca que se consegue entender o que ele quer fazer com as substituições. Parece que ele só pensa (nas desculpas a dar no final do jogo) depois de as fazer.
Acho que o Sporting pode encontrar alguém bem melhor...
#1 | Comentado por: vsnunes | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro vsnunes,
já é um leitor assíduo deste blog, verá concerteza que não é de agora que eu tenho sido muito crítico em relação a José Peseiro.
Eu já acordei há muito tempo, mas também deixe-me que lhe diga, que ainda tenho algumas dificuldades em perceber o que se passou ontem.
Saudações desportivas,
Pedro Varela
#2 | Comentado por: Pedro Varela | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro Pedro...
Eu não falava de si... falava dos que assobiaram ontem. Ou melhor, só assobiaram ontem...
Eu já disse várias vezes aos meus amigos sportinguistas que este senhor não tem nível para treinar o Sporting. Alguns (os que mais percebem de futebol) são bem mais críticos que eu. Outros vão deixando andar.
#3 | Comentado por: vsnunes | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro Pedro,
Leio este blog de forma pouco regular há algum tempo, mas nunca antes tinha tido vontade de aqui escrever.
Sou adepto/sócio do Sporting Clube de Portugal.
O que se passou ontem em Alvalade revoltou-me, adeptos a assobiar a sua própria equipa. Concordo em grande parte com a sua analise aos jogadores do SCP, exceptuando a opinião do João Moutinho estar em baixa de forma. Para mim trata-se apenas de falta de rotina com os companheiros mais proximos (Luis Loureiro e João Alves) e de neste esquema tactico não ter uma participação tão activa na recuperação da bola.
Agora quanto à contestação, ela é totalmente descabida e afectou o rendimento da equipa.
Peseiro tem má imprensa, o Sporting tem má imprensa!
Veja-se alguns programas como ontem o da TVI, onde o facto de jogo mais importante não foram os 24 remates a baliza do Vitória mas sim as palavras de Liedson, palavras essas que ninguém consegue descortinar para quem foram, mas que toda a gente assume que foram para Peseiro.
Podia estar aqui a enumerar os motivos desta minha opinião, mas seria com certeza aborrecido...
Tudo isto para dizer que esta contestação,se deve a alguns adeptos que se comportam como ovelhas e seguem o rebanho dos jornaleiros e outros vendedores de noticias, contribuindo para a sua causa e provocando agitação onde ela não devia existir.
Já conseguiram culpar os adeptos do Sporting pela saida de Ricardo da baliza, agora querem correr com o Peseiro.
Estabilidade precisa-se!
Sporting Sempre!
#4 | Comentado por: macnix | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro Pedro Varela,
o que assistimos ontem foi uma série de epilogos de uma série de factos que infelizmente não me surpreendem completamente.
Estávamos em pleno defeso quando começou a ser evidente o esforço de Peseiro em passar para a opinião pública que a melhoria de qualidade dos resultados desportivos passava, segundo ele, por abdicar dos elementos que contribuiram para a imagem de marca e de sucesso (acrescento eu) do Sporting do ano passado. Parece-me que foi evidente para todos que a carreira do Sporting na UEFA, teve o sucesso que teve porque aquele meio-campo era, de facto, muito acima da média, tanto em termos nacionais como internacionais. A capacidade de circulação, de dominio de jogo através de uma linha média com jogadores de grande nível do ponto de vista técnico fez a diferença. Diria que a entrada de Moutinho por volta de Dezembro/Janeiro, na altura para o lugar de Custódio, provocou um efeito estupendo no rendimento da equipa - ganhou mais uma referencia no meio campo, agora com Viana, Barbosa, Rochemback e Moutinho - este quarteto, na minha modesta opinião fez a diferença ao longo da época, acima da mediania estavam estes 4. A saída do vertice recuado (Custódio) trouxe maior solidariedade no sector de meio campo, quer entre linhas (a equipa tornou-se claramente mais elastica). Esta é a minha opinião sobre a chave do relativo sucesso do ano passado (é certo que falhou a 7 minutos do fim do jogo da Luz e os ultimos 45 min da final de Alvalade).
Mas como disse, estavamos em plenas férias quando Peseiro começou a deixar perceber que eram as caracteristicas da linha média que traíam a equipa, ou seja, a equipa jogava demasiado subida e a linha defensiva jogava demasiado longe dos médios, falhando estes na cobertura. Este raciocinio ou é tecnicamente imcompetente ou está invadido de má fé. Confesso que ainda hoje tenho dúvidas em saber em que campo coloco as declarações de Peseiro.
Suporto a minha tese com o simples argumento que o Sporting sofreu muito golo por total incapacidade de "sofrer", nos momentos em que foi preciso sofrer, ou seja, quando foi necessário defender o Sporting claudicou sempre (uso o termo "momento" no enquadramento de Carlos Queirós que define o jogo, como um jogo de momentos - defender, atacar, sofrer, etc). Sob pressão, o Sporting nunca aguentava, e isso não tem a ver com ser apanhado em contra-pé, tem a ver com a qualidade dos processos defensivos, e aqui surgem duas hipoteses - ou os processos defensivos estavam mal elaborados, ou individualmente os jogadores eram incompetentes - considerando que houve um pouco das duas, inclino-me mais para a 2ª ideia. Confesso que não nutro por Ricardo qualquer apreço técnico, confesso igualmente que a dupla Polga-Beto está longe de ser uma dupla que me convença. Havendo outros factores, obviamente, mas muita coisa passou por aqui em momentos chave. Acho que era por aqui a primeira abordagem no sentido da melhoria para a nova época.
Infelizmente Peseiro apresenta a receita do "Pragmatismo" - sinceramente não sei o que ele quiz dizer com "pragmatismo" - pragmatico seria abdicar do futebol "para a galeria" porque segundo ele, era esse o calcanhar de Aquiles da equipa. Então prescinde de Barbosa, por Viana não foi feito um grande esforço (ao que parece), Enakharire é vendido (não discuto o acto de gestão, mas apesar da gaffe na final da UEFA, era claramente e aos 23 anos o melhor central do Sporting).
Para Peseiro esta mudança de 50% do seu meio-campo não era preocupante, até porque o Sporting iria apostar num 4x3x3, abdicando evidentemente da capacidade de circulação de bola. Jogando um futebol mais directo.
Peço, ao Pedro Varela que recorde os 180 min com a Udinese que para mim marcam negativa e irreversivelmente a época do Sporting.
O futebol apresentado pelo Sporting era anti-natura e em nada se enquadrava na natureza dos jogadores, basta olhar para as opções e caracteristicas dos seus jogadores da frente para entender que o modelo idealizado era e é descabido.
Agora, o Sporting fica sem o seu melhor jogador Fabio Rochemback e os efeitos colaterais são imensos, vide Moutinho, que até à data não tem passado da mediania. Liedson nem se enquadra no modelo de Peseiro, nem está minimamente motivado, o trio de meio campo está assustadoramente perdido no campo, e o futebol do Sporting é previsivél, e que eu saiba a previsibilidade só terá sucesso se possuir argumentos físico-atleticos que façam a diferença e o Sporting claramente não tem.
É verdade que vamos no campeonato com 12 pontos em 15 possiveis, mas falhámos a Champions, apresentando um futebol fraquissimo, e esta equipa e modelo não pode convencer ninguém.
Até podiamos todos dar o beneficio da dúvida e avaliar a situação mais à frente, mas depois de alterar metade da estrutura de meio campo de uma assentada na Madeira quando o jogo positivamente se arrastava e ontem ter optado por prescindir do vertivce recuado aos 70 min. e 10 min. depois voltar a jogar com um homem atrás dos médios criadores, acho que isto já não é erro de casting, isto é incompetencia.
Cumprimentos
#5 | Comentado por: Pedro_1970 | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro Pedro Varela,
o que assistimos ontem foi uma série de epilogos de uma série de factos que infelizmente não me surpreendem completamente.
Estávamos em pleno defeso quando começou a ser evidente o esforço de Peseiro em passar para a opinião pública que a melhoria de qualidade dos resultados desportivos passava, segundo ele, por abdicar dos elementos que contribuiram para a imagem de marca e de sucesso (acrescento eu) do Sporting do ano passado. Parece-me que foi evidente para todos que a carreira do Sporting na UEFA, teve o sucesso que teve porque aquele meio-campo era, de facto, muito acima da média, tanto em termos nacionais como internacionais. A capacidade de circulação, de dominio de jogo através de uma linha média com jogadores de grande nível do ponto de vista técnico fez a diferença. Diria que a entrada de Moutinho por volta de Dezembro/Janeiro, na altura para o lugar de Custódio, provocou um efeito estupendo no rendimento da equipa - ganhou mais uma referencia no meio campo, agora com Viana, Barbosa, Rochemback e Moutinho - este quarteto, na minha modesta opinião fez a diferença ao longo da época, acima da mediania estavam estes 4. A saída do vertice recuado (Custódio) trouxe maior solidariedade no sector de meio campo, quer entre linhas (a equipa tornou-se claramente mais elastica). Esta é a minha opinião sobre a chave do relativo sucesso do ano passado (é certo que falhou a 7 minutos do fim do jogo da Luz e os ultimos 45 min da final de Alvalade).
Mas como disse, estavamos em plenas férias quando Peseiro começou a deixar perceber que eram as caracteristicas da linha média que traíam a equipa, ou seja, a equipa jogava demasiado subida e a linha defensiva jogava demasiado longe dos médios, falhando estes na cobertura. Este raciocinio ou é tecnicamente imcompetente ou está invadido de má fé. Confesso que ainda hoje tenho dúvidas em saber em que campo coloco as declarações de Peseiro.
Suporto a minha tese com o simples argumento que o Sporting sofreu muito golo por total incapacidade de "sofrer", nos momentos em que foi preciso sofrer, ou seja, quando foi necessário defender o Sporting claudicou sempre (uso o termo "momento" no enquadramento de Carlos Queirós que define o jogo, como um jogo de momentos - defender, atacar, sofrer, etc). Sob pressão, o Sporting nunca aguentava, e isso não tem a ver com ser apanhado em contra-pé, tem a ver com a qualidade dos processos defensivos, e aqui surgem duas hipoteses - ou os processos defensivos estavam mal elaborados, ou individualmente os jogadores eram incompetentes - considerando que houve um pouco das duas, inclino-me mais para a 2ª ideia. Confesso que não nutro por Ricardo qualquer apreço técnico, confesso igualmente que a dupla Polga-Beto está longe de ser uma dupla que me convença. Havendo outros factores, obviamente, mas muita coisa passou por aqui em momentos chave. Acho que era por aqui a primeira abordagem no sentido da melhoria para a nova época.
Infelizmente Peseiro apresenta a receita do "Pragmatismo" - sinceramente não sei o que ele quiz dizer com "pragmatismo" - pragmatico seria abdicar do futebol "para a galeria" porque segundo ele, era esse o calcanhar de Aquiles da equipa. Então prescinde de Barbosa, por Viana não foi feito um grande esforço (ao que parece), Enakharire é vendido (não discuto o acto de gestão, mas apesar da gaffe na final da UEFA, era claramente e aos 23 anos o melhor central do Sporting).
Para Peseiro esta mudança de 50% do seu meio-campo não era preocupante, até porque o Sporting iria apostar num 4x3x3, abdicando evidentemente da capacidade de circulação de bola. Jogando um futebol mais directo.
Peço, ao Pedro Varela que recorde os 180 min com a Udinese que para mim marcam negativa e irreversivelmente a época do Sporting.
O futebol apresentado pelo Sporting era anti-natura e em nada se enquadrava na natureza dos jogadores, basta olhar para as opções e caracteristicas dos seus jogadores da frente para entender que o modelo idealizado era e é descabido.
Agora, o Sporting fica sem o seu melhor jogador Fabio Rochemback e os efeitos colaterais são imensos, vide Moutinho, que até à data não tem passado da mediania. Liedson nem se enquadra no modelo de Peseiro, nem está minimamente motivado, o trio de meio campo está assustadoramente perdido no campo, e o futebol do Sporting é previsivél, e que eu saiba a previsibilidade só terá sucesso se possuir argumentos físico-atleticos que façam a diferença e o Sporting claramente não tem.
É verdade que vamos no campeonato com 12 pontos em 15 possiveis, mas falhámos a Champions, apresentando um futebol fraquissimo, e esta equipa e modelo não pode convencer ninguém.
Até podiamos todos dar o beneficio da dúvida e avaliar a situação mais à frente, mas depois de alterar metade da estrutura de meio campo de uma assentada na Madeira quando o jogo positivamente se arrastava e ontem ter optado por prescindir do vertivce recuado aos 70 min. e 10 min. depois voltar a jogar com um homem atrás dos médios criadores, acho que isto já não é erro de casting, isto é incompetencia.
Cumprimentos
#6 | Comentado por: Pedro_1970 | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro Pedro Varela,
o que assistimos ontem foi uma série de epilogos de uma série de factos que infelizmente não me surpreendem completamente.
Estávamos em pleno defeso quando começou a ser evidente o esforço de Peseiro em passar para a opinião pública que a melhoria de qualidade dos resultados desportivos passava, segundo ele, por abdicar dos elementos que contribuiram para a imagem de marca e de sucesso (acrescento eu) do Sporting do ano passado. Parece-me que foi evidente para todos que a carreira do Sporting na UEFA, teve o sucesso que teve porque aquele meio-campo era, de facto, muito acima da média, tanto em termos nacionais como internacionais. A capacidade de circulação, de dominio de jogo através de uma linha média com jogadores de grande nível do ponto de vista técnico fez a diferença. Diria que a entrada de Moutinho por volta de Dezembro/Janeiro, na altura para o lugar de Custódio, provocou um efeito estupendo no rendimento da equipa - ganhou mais uma referencia no meio campo, agora com Viana, Barbosa, Rochemback e Moutinho - este quarteto, na minha modesta opinião fez a diferença ao longo da época, acima da mediania estavam estes 4. A saída do vertice recuado (Custódio) trouxe maior solidariedade no sector de meio campo, quer entre linhas (a equipa tornou-se claramente mais elastica). Esta é a minha opinião sobre a chave do relativo sucesso do ano passado (é certo que falhou a 7 minutos do fim do jogo da Luz e os ultimos 45 min da final de Alvalade).
Mas como disse, estavamos em plenas férias quando Peseiro começou a deixar perceber que eram as caracteristicas da linha média que traíam a equipa, ou seja, a equipa jogava demasiado subida e a linha defensiva jogava demasiado longe dos médios, falhando estes na cobertura. Este raciocinio ou é tecnicamente imcompetente ou está invadido de má fé. Confesso que ainda hoje tenho dúvidas em saber em que campo coloco as declarações de Peseiro.
Suporto a minha tese com o simples argumento que o Sporting sofreu muito golo por total incapacidade de "sofrer", nos momentos em que foi preciso sofrer, ou seja, quando foi necessário defender o Sporting claudicou sempre (uso o termo "momento" no enquadramento de Carlos Queirós que define o jogo, como um jogo de momentos - defender, atacar, sofrer, etc). Sob pressão, o Sporting nunca aguentava, e isso não tem a ver com ser apanhado em contra-pé, tem a ver com a qualidade dos processos defensivos, e aqui surgem duas hipoteses - ou os processos defensivos estavam mal elaborados, ou individualmente os jogadores eram incompetentes - considerando que houve um pouco das duas, inclino-me mais para a 2ª ideia. Confesso que não nutro por Ricardo qualquer apreço técnico, confesso igualmente que a dupla Polga-Beto está longe de ser uma dupla que me convença. Havendo outros factores, obviamente, mas muita coisa passou por aqui em momentos chave. Acho que era por aqui a primeira abordagem no sentido da melhoria para a nova época.
Infelizmente Peseiro apresenta a receita do "Pragmatismo" - sinceramente não sei o que ele quiz dizer com "pragmatismo" - pragmatico seria abdicar do futebol "para a galeria" porque segundo ele, era esse o calcanhar de Aquiles da equipa. Então prescinde de Barbosa, por Viana não foi feito um grande esforço (ao que parece), Enakharire é vendido (não discuto o acto de gestão, mas apesar da gaffe na final da UEFA, era claramente e aos 23 anos o melhor central do Sporting).
Para Peseiro esta mudança de 50% do seu meio-campo não era preocupante, até porque o Sporting iria apostar num 4x3x3, abdicando evidentemente da capacidade de circulação de bola. Jogando um futebol mais directo.
Peço, ao Pedro Varela que recorde os 180 min com a Udinese que para mim marcam negativa e irreversivelmente a época do Sporting.
O futebol apresentado pelo Sporting era anti-natura e em nada se enquadrava na natureza dos jogadores, basta olhar para as opções e caracteristicas dos seus jogadores da frente para entender que o modelo idealizado era e é descabido.
Agora, o Sporting fica sem o seu melhor jogador Fabio Rochemback e os efeitos colaterais são imensos, vide Moutinho, que até à data não tem passado da mediania. Liedson nem se enquadra no modelo de Peseiro, nem está minimamente motivado, o trio de meio campo está assustadoramente perdido no campo, e o futebol do Sporting é previsivél, e que eu saiba a previsibilidade só terá sucesso se possuir argumentos físico-atleticos que façam a diferença e o Sporting claramente não tem.
É verdade que vamos no campeonato com 12 pontos em 15 possiveis, mas falhámos a Champions, apresentando um futebol fraquissimo, e esta equipa e modelo não pode convencer ninguém.
Até podiamos todos dar o beneficio da dúvida e avaliar a situação mais à frente, mas depois de alterar metade da estrutura de meio campo de uma assentada na Madeira quando o jogo positivamente se arrastava e ontem ter optado por prescindir do vertivce recuado aos 70 min. e 10 min. depois voltar a jogar com um homem atrás dos médios criadores, acho que isto já não é erro de casting, isto é incompetencia.
Cumprimentos
#7 | Comentado por: Pedro_1970 | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Caro Pedro Varela,
o que assistimos ontem foi uma série de epilogos de uma série de factos que infelizmente não me surpreendem completamente.
Estávamos em pleno defeso quando começou a ser evidente o esforço de Peseiro em passar para a opinião pública que a melhoria de qualidade dos resultados desportivos passava, segundo ele, por abdicar dos elementos que contribuiram para a imagem de marca e de sucesso (acrescento eu) do Sporting do ano passado. Parece-me que foi evidente para todos que a carreira do Sporting na UEFA, teve o sucesso que teve porque aquele meio-campo era, de facto, muito acima da média, tanto em termos nacionais como internacionais. A capacidade de circulação, de dominio de jogo através de uma linha média com jogadores de grande nível do ponto de vista técnico fez a diferença. Diria que a entrada de Moutinho por volta de Dezembro/Janeiro, na altura para o lugar de Custódio, provocou um efeito estupendo no rendimento da equipa - ganhou mais uma referencia no meio campo, agora com Viana, Barbosa, Rochemback e Moutinho - este quarteto, na minha modesta opinião fez a diferença ao longo da época, acima da mediania estavam estes 4. A saída do vertice recuado (Custódio) trouxe maior solidariedade no sector de meio campo, quer entre linhas (a equipa tornou-se claramente mais elastica). Esta é a minha opinião sobre a chave do relativo sucesso do ano passado (é certo que falhou a 7 minutos do fim do jogo da Luz e os ultimos 45 min da final de Alvalade).
Mas como disse, estavamos em plenas férias quando Peseiro começou a deixar perceber que eram as caracteristicas da linha média que traíam a equipa, ou seja, a equipa jogava demasiado subida e a linha defensiva jogava demasiado longe dos médios, falhando estes na cobertura. Este raciocinio ou é tecnicamente imcompetente ou está invadido de má fé. Confesso que ainda hoje tenho dúvidas em saber em que campo coloco as declarações de Peseiro.
Suporto a minha tese com o simples argumento que o Sporting sofreu muito golo por total incapacidade de "sofrer", nos momentos em que foi preciso sofrer, ou seja, quando foi necessário defender o Sporting claudicou sempre (uso o termo "momento" no enquadramento de Carlos Queirós que define o jogo, como um jogo de momentos - defender, atacar, sofrer, etc). Sob pressão, o Sporting nunca aguentava, e isso não tem a ver com ser apanhado em contra-pé, tem a ver com a qualidade dos processos defensivos, e aqui surgem duas hipoteses - ou os processos defensivos estavam mal elaborados, ou individualmente os jogadores eram incompetentes - considerando que houve um pouco das duas, inclino-me mais para a 2ª ideia. Confesso que não nutro por Ricardo qualquer apreço técnico, confesso igualmente que a dupla Polga-Beto está longe de ser uma dupla que me convença. Havendo outros factores, obviamente, mas muita coisa passou por aqui em momentos chave. Acho que era por aqui a primeira abordagem no sentido da melhoria para a nova época.
Infelizmente Peseiro apresenta a receita do "Pragmatismo" - sinceramente não sei o que ele quiz dizer com "pragmatismo" - pragmatico seria abdicar do futebol "para a galeria" porque segundo ele, era esse o calcanhar de Aquiles da equipa. Então prescinde de Barbosa, por Viana não foi feito um grande esforço (ao que parece), Enakharire é vendido (não discuto o acto de gestão, mas apesar da gaffe na final da UEFA, era claramente e aos 23 anos o melhor central do Sporting).
Para Peseiro esta mudança de 50% do seu meio-campo não era preocupante, até porque o Sporting iria apostar num 4x3x3, abdicando evidentemente da capacidade de circulação de bola. Jogando um futebol mais directo.
Peço, ao Pedro Varela que recorde os 180 min com a Udinese que para mim marcam negativa e irreversivelmente a época do Sporting.
O futebol apresentado pelo Sporting era anti-natura e em nada se enquadrava na natureza dos jogadores, basta olhar para as opções e caracteristicas dos seus jogadores da frente para entender que o modelo idealizado era e é descabido.
Agora, o Sporting fica sem o seu melhor jogador Fabio Rochemback e os efeitos colaterais são imensos, vide Moutinho, que até à data não tem passado da mediania. Liedson nem se enquadra no modelo de Peseiro, nem está minimamente motivado, o trio de meio campo está assustadoramente perdido no campo, e o futebol do Sporting é previsivél, e que eu saiba a previsibilidade só terá sucesso se possuir argumentos físico-atleticos que façam a diferença e o Sporting claramente não tem.
É verdade que vamos no campeonato com 12 pontos em 15 possiveis, mas falhámos a Champions, apresentando um futebol fraquissimo, e esta equipa e modelo não pode convencer ninguém.
Até podiamos todos dar o beneficio da dúvida e avaliar a situação mais à frente, mas depois de alterar metade da estrutura de meio campo de uma assentada na Madeira quando o jogo positivamente se arrastava e ontem ter optado por prescindir do vertivce recuado aos 70 min. e 10 min. depois voltar a jogar com um homem atrás dos médios criadores, acho que isto já não é erro de casting, isto é incompetencia.
Cumprimentos
#8 | Comentado por: Pedro_1970 | 24 de outubro de 2005 às 21:09
macnix, apoio e subscrevo cada uma das tuas palavras, nem uma vírgula só a acrescentar.
a 1 ponto da liderança e com 5 de avanço sobre o campeão da carochinha o que se pede em alvalade é estabilidade e apoio incondicional aos profissionais do sporting quando a bola rola: a TODOS os profissionais do sporting, concorde-se ou não com o seu desempenho.
Sporting sempre!
#9 | Comentado por: paulomarques | 24 de outubro de 2005 às 21:09
Também eu estou pasmado com o que se passou ontem. Ou se calhar não. Se alcançar uma final europeia num clube que não saía da cepa torta na UEFA há década e meia é considerado um fiasco, porque não vaiar jogos em que a equipa não goleou? No fundo, tudo natural num clube que todos os anos chega a duas jornadas do fim a precisar de um empate para ser campeão...
Peseiro tinha grandes jogadores? Pois tinha, mas Santos ou Queirós - e Santos fez um bom trabalho - também os tiveram e foram eliminados de Rapids e de Gençlerbirligis e ficaram a 10 ou mais pontos do primeiro lugar. Peseiro dispensou Barbosa? Pois, eu também queria ter um Barbosa na minha equipa para o resto da vida, mas a biologia não deixa. Peseiro deixou sair Rochemback? Reclamações para o endereço oab@club.fcbarcelona.com .
Não sou grande fã de Peseiro e até dou de barato que é lento a reagir do banco ao que se passa no campo. Não é o "special one" nem dá conferências de imprensa de antologia. Por isso percebo que não entusiasme muita gente. Mas daí a uma vaia como a dos últimos 10 minutos de ontem vai uma galáxia. Só encontro duas explicações para o que se passou ontem: ou demasiados jogos do Chelsea na TV ou o ódio ao treinador e à direcção que alguns sectores do clube vão alimentando. Nenhuma delas tem a ver com o que se passa no campo, portanto.
Vou a Alvalade há 20 anos. Ao longo deste tempo, já me senti algumas vezes envergonhado por resultados da equipa - agora sentir-me envergonhado pelos adeptos do meu próprio clube acho que é a primeira vez.
Força Peseiro! Força Sporting!
#10 | Comentado por: Pedro Batista | 24 de outubro de 2005 às 21:09
ESTE SPORTING É MUITO MAIS FRAQUINHO DO QUE O DO ANO PASSADO. O ANO PASSADO AINDA ME DIVERTIA A VER OS JOGOS PERDESSEM OU GANHASSEM.
ESTE ANO VAI VIR AO DE CIMA MUITO MAIS RAPIDO AS BURRICES DO SR PESEIRO.
JOAO ALVES AINDA VAI TER MUITO QUE ME MOSTRAR PARA EU ME CONVENCER QUE NAO FOI NENHUM FIASCO.
ONTEM O LIEDSON É QUE ESTAVA A DAR LUTA ,A CORRER LA NA FRENTE E ELE TIRA-O EM VEZ DE TIRAR O DAVID.
#11 | Comentado por: zizu | 24 de outubro de 2005 às 21:09
tambem apesar de achar que algumas criticas são fundadas,tambem não deixo de realçar que o ano passado por esta altura pediam a cabeça do treinador e com menos pontos,agora isto....
Apesar de tambem estar para saber o que se passa na cabeça de Peseiro de vez enquando para tomar certo tipo de opçoes...
Mas vou esperar mais algum tempo para analisar tudo o que se esta a passar,o tempo é bom conselheiro...
#12 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 24 de outubro de 2005 às 21:09
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