« Benfica perde em Old Trafford | Entrada | 10 razões para considerar que a aposta de Koeman em Beto foi um erro... »

terça-feira, 27 setembro 2005

Manchester United 2 - 1 Benfica

Categoria: 05/06 Competições Europeias , Benfica

Manchester United - Benfica: van Nistelrooij festeja o tento da vitória

Ronald Koeman, na conferência de imprensa prévia à partida, prometeu um Benfica de ataque e com uma vontade indómita de vitória. Numa altura em que os 'encarnados' estavam por cima no jogo, com o Manchester United a sentir demasiado o peso do golo de Simão Sabrosa, em mais um livre directo soberbo, e a cada vez menor empatia com os adeptos, o técnico holandês contrariou o que prometera, atrasando as linhas e dando-se por satisfeito com o empate, como o provou, pouco depois, com a saída de Miccoli, para dar lugar a João Pereira. Bastaram quatro minutos para o United chegar ao triunfo, com um golo de van Nistelrooij, na sequência de um canto de Giggs, que abrira o marcador, com felicidade, num livre directo.
Em suma, três golos de bola parada, num jogo em que o Benfica esteve perto de fazer história, mostrando uma atitude e confiança há muito distantes em jogos europeus, empurrado por 3.500 adeptos que se fizeram ouvir, saindo de cabeça erguida, mas sem pontos e euros na bagagem. Tudo isto numa noite em que também ficou comprovado o esgotamento do colectivo do Manchester United de Ferguson, que vive agora do talento individual das suas poucas unidades acima da média, e para o reacender, mais de dez anos depois, da 'síndrome Tavares', tendo agora Beto como protagonista.



Simão festeja o golo do Benfica

Enquadramento

O Benfica procurava o seu primeiro triunfo diante do Manchester United em jogos oficiais, depois de três derrotas na década de 60: em 1968, na final da Taça dos Campeões Europeus, por 4-1, após prolongamento, num jogo realizado em Wembley ; em 1965/66, nos quartos de final da mesma competição, onde, depois de um 2-3 em Old Trafford, o Benfica foi goleado na Luz, perdendo por 1-5. Em sete deslocações a Inglaterra, o Benfica apenas venceu por uma vez, em 1991, diante do Arsenal, por 3-1, após prolongamento. Ao invés, o Manchester United recebeu por seis vezes adversários portugueses em Old Trafford, somando cinco vitórias e um empate, diante do FC Porto, há duas temporadas.
Depois da derrota no passado sábado diante do Blackburn Rovers, as críticas sobre as opções tácticas de Alex Ferguson subiram de tom, e agudizaram-se nas últimas horas com as alegadas declarações de Carlos Queirós, em que terá chamado estúpidos aos adeptos do clube que clamam por um 4-4-2. Independentemente disso, o plantel está a contas com uma onda de lesões, com Gary Neville, Wes Brown, Sylvestre, Gabriel Heinze, Quinton Fortune, Roy Keane, Saha e Solskjaer de baixa, a que se juntou ainda o castigo de Wayne Rooney, expulso na deslocação ao terreno do Villareal.
O Benfica, por sua vez, chegava a Manchester com ambição e confiança, fruto dos triunfos consecutivos, com Ronald Koeman a assumir, na conferência de imprensa de ontem, o desejo de vitória, reconhecendo a má fase do adversário e a onda de lesões. Karagounis, que regressava após lesão, ressentiu-se dos problemas físicos, e ficou de fora das opções, com o técnico holandês a surpreender com a utilização de Beto no lugar de Geovanni, e com o regresso de Ricardo Rocha à titularidade, em detrimento de Anderson, quando se colocava a hipótese do central português ser adaptado à esquerda, onde Koeman manteve a aposta em Léo.



Tácticas

Alex Ferguson e Carlos Queirós Ronald Koeman

O Manchester United apresentou-se em 4x2x3x1, com Van der Sar na baliza e uma linha defensiva de quatro unidades com Bardsley e Richardson nas laterais, mas com bastante liberdade para incorporarem as acções ofensivas, e Ferdinand e O'Shea a formarem o eixo central. A meio campo, Fletcher e Alan Smith formavam a dupla de médios recuados, ainda que, um deles, sempre que a equipa tinha a posse da bola e atacava por um dos flancos - Fletcher (direita) e Smith (esquerda) - tinham liberdade para se desdobrarem entre o centro e a ala. Paul Scholes funcionava como médio mais ofensivo, com Cristiano Ronaldo, mais sobre a direita, a ter mais liberdade para se deslocar para posições centrais, abrindo espaços para as entradas de Bardsley e Fletcher na ala, do que Giggs, sempre muito preso à esquerda. Na frente, van Nistelrooij era a unidade mais adiantada.

O Benfica, por sua vez, apresentou um esquema bastante flexivel, defendendo praticamente em 4x1x4x1, ficando apenas Miccoli à frente da linha da bola. Assim, à frente de uma linha defensiva de quatro unidades, com Nélson e Léo nas laterais e Luisão e Ricardo Rocha no eixo central, actuava Petit, muito atento às acções de Paul Scholes, com nova linha de quatro unidades à sua frente: a Beto, a flectir muito para posições interiores, e Simão, mais sobre a ala esquerda, juntavam-se Nuno Gomes e Manuel Fernandes em posições mais centrais, de forma a elevar a pressão para uma zona mais próxima da entrada do meio campo, dificultando o processo de circulação de bola a partir dos médios centro adversários. Quando a equipa tinha a posse da bola, a equipa 'encarnada' desdobrava-se sobretudo em 4x3x3 centralizado, com Miccoli e Simão Sabrosa nas costas de Nuno Gomes, existindo anda uma variante no habitual 4x2x3x1, sem grandes efeitos práticos, já que Beto foi sempre incapaz de abrir à direita do ataque.



Positivo

Miccoli esteve perto do golo

Atitude e confiança. Empurrados por 3.500 adeptos que gritavam incessantemente e faziam-se ouvir perante um Old Trafford desconfiado e emudecido, o Benfica acreditou ser possível fazer história e durante 75 minutos mostrou capacidade para o conseguir. Realizou uma exibição adulta e confiante, pouco ou nada habitual nas recentes aventuras europeias, não só defendendo bem, com um meio campo muito pressionante e eficaz na recuperação de bola, como também a mostrar inteligência nas saídas para o ataque. A posse de bola, em ataque continuado, foi bem gerida, com boa circulação de bola, destacando-se as combinações entre Simão, Miccoli e Nuno Gomes, para além das boas incursões ofensivas dos defesas, não só dos laterais, como também de Luisão e Ricardo Rocha que se revelaram eficazes e destemidos a partir para acções de ataque.

Individualidades. É o que sobra ao Manchester United, já que o seu futebol, em termos colectivos, é desconchavado e, por vezes, anedótico, e nem mesmo as inúmeras baixas servem como atenuante, pois, do meio campo para a frente, apenas Roy Keane, mais útil defensivamente do que ofensivamente, e Wayne Rooney, que implicaria a saída do 'onze' de Cristiano Ronaldo ou Ryan Giggs, teriam hipóteses de jogar no 'onze' inicial esta noite. Com Paul Scholes, muito bem marcado por Petit, e Giggs, só a conseguir criar algum perigo, em bola corrida, quando Richardson apoiava o ataque, deixando Nélson, por falta de apoio de Beto, com dois adversários pela frente, sobraram Cristiano Ronaldo e Ruud van Nistelrooij para criarem desequilibrios no último reduto encarnado. O internacional português, foi demasiado individualista em algumas ocasiões, mas o seu talento acabou por vir ao de cima, quer junto à linha, quer nas suas diagonais, sendo que numa delas viu Moreira - e a barra - negarem-lhe o golo, enquanto que o avançado holandês, aproveitou bem os poucos espaços que lhe foram dados: uma bola ao ferro e um golo pleno de oportunidade.

Ryan Giggs aponta o livre do 1-0

Bolas paradas. Três golos, todos na sequência de lances de bola parada. Giggs, abriu o marcador de livre, contando com um desvio precioso em Nuno Gomes ; Simão Sabrosa empatou, em mais uma obra-prima, ainda por cima com a barreira a seis metros ; van Nistelrooij desempatou, a seis minutos do fim, na sequência de um canto de Ryan Giggs, onde foram evidentes as lacunas do Benfica no futebol aéreo, com Petit (!) a perder o primeiro poste para Rio Ferdinand, e o avançado holandês, sem marcação, a aproveitar um novo ressalto em Nuno Gomes para desviar para o fundo da baliza. Quase sem se dar por isso, a acção de John O'Shea é determinante no desenrolar do lance, não só por prender Ricardo Rocha, como também por ter bloqueado a intenção de Luisão atacar a bola ao primeiro poste.

Negativo

Beto: o reacender da 'Síndrome Tavares'

'Síndrome Tavares'. Beto, em Manchester, reacendeu um fantasma com mais de dez anos: o da exibição risível do voluntarioso Tavares em Milão, no AC Milan - Benfica, em 94/95. A prestação do médio brasileiro, de novo encostado à direita, foi horrível, quer em termos defensivos, onde nunca apoiou Nélson, permitindo que Richardson, sobretudo na primeira parte, subisse no terreno sem acompanhamento, e nas compensações centrais, destoou dos restantes, registando-se, em 86 minutos, apenas um desarme a Cristiano Ronaldo. Ofensivamente, foi desastroso, pois, se abrir na ala seria efectivamente pedir-lhe demasiado, todas as suas derivações para o centro, resultaram em passes errados ou em remates temerários e desastrosos. Salvou-se contudo alguma inteligência, quando optou por fazer passes para trás, depois de ultrapassar a dezena de passes errados para a frente e para o lado.

Estigma holandês. As opções iniciais de Koeman foram surpreendentes: Anderson, que tem estado em bom plano, foi rendido por Ricardo Rocha, que realizou uma exibição positiva, quer em termos defensivos, valendo-se aqui do seu bom poder de antecipação e de um bom tempo de entrada nos lances, sobretudo fora da área, quer a sair a jogar, sendo que o livre que está na origem do golo de Simão saiu de uma jogada por si iniciada ; e face à ausência de Karagounis, que não recuperou de lesão, Koeman optou, mais uma vez, por encostar Beto à direita do meio campo, em detrimento de Geovanni ou mesmo João Pereira, numa aposta completamente falhada. Se foi pouco compreensivel que Beto não tivesse rendido ao intervalo, é totalmente incompreensível que, a quinze minutos do fim, e com o Benfica por cima no jogo, tivesse começado a dar indicações para a equipa adoptar uma estratégia mais defensiva, agravada com a saída de Miccoli para dar entrada a João Pereira, permanecendo Beto em campo, quando, para defender o empate como pretendia, seria bem mais útil, por exemplo, a entrada de Anderson, para acrescentar centímetros à equipa. Quatro minutos chegaram para o Manchester chegar ao 2-1, e, só aí, chamou Geovanni e Pedro Mantorras, tentando reorganizar a equipa num 4-2-4. Tarde demais.

Alex Ferguson. Depois de ter desperdiçado várias oportunidades para sair em beleza do clube e dar por encerrada a sua carreira, 'Sir' Ferguson deixou-se das novelas do 'este é que é o último ano' e tem vindo a destroçar a equipa com a preciosa colaboração de Carlos Queirós, enquanto Mourinho se ri, preparando mais uma garrafa de vinho para o próximo 'meeting' com o veterano escocês. O trabalho colectivo neste Manchester United é inexistente, assim como a circulação de bola, que cada vez mais acontece aos repelões e sem grande ligação entre sectores, muito por culpa da ineficácia e falta de talento para a função central a meio campo dos adaptados Fletcher e Smith. O Manchester United 2005/06 vai vivendo exclusivamente do talento individual dos poucos jogadores acima da média que possui e dos lances de bola parada, que Simão Sabrosa definiu - e bem - como previsiveis, mas que ainda surpreendem alguns incautos.

Destaques

Que pesadelo!: Bardsley e Beto. Sobre o médio brasileiro do Benfica já tudo foi dito. Em relação a Bardsley, formado como central nas escolas do Manchester United, e que tem vindo a ser 'trabalhado' por Alex Ferguson para ser o lateral-direito do futuro do clube, conseguiu provar aos adeptos 'encarnados', que, afinal, ainda existem laterais ingleses piores que Charles e Harkness.
Temerário: Moreira. Entre os postes esteve em bom plano, mas fora destes esteve mal, com saídas em falso a tirarem-lhe a confiança, o que acabou por fazer com que se deixasse ficar entre postes, enquanto as bolas cruzavam a área encarnada com perigo, acabando por ter sorte quando van Nistelrooij e, mais tarde, Scholes chegaram atrasados para o desvio fatal.
Destemido: Nélson. Mais uma exibição de encher o olho do lateral direito cabo-verdiano. Mesmo em desequilibrio a defender, perante Richardson e Giggs, só por uma vez deu espaço ao veterano galês. Defendeu bem, e, na segunda parte, aproveitando o desgaste do seu adversário directo, subiu mais no terreno, criando desequilibrios com a sua velocidade. Estranhamente adulto, para quem há ano e meio jogava no 3º escalão do futebol português, ainda teve tempo para fazer algumas 'maldades' a Giggs, que se habituou a ver na televisão, das quais se destaca uma finta de corpo que o sentou.
Eficiente: Simão Sabrosa. Boa exibição do 'capitão' encarnado, coroado com um golo de livre directo superiormente executado. Esforçado em termos defensivos, onde ajudou a fechar o flanco esquerdo 'encarnado', saiu bem para as iniciativas ofensivas, criando desequilibrios sobre Bardsley. Jogou poucas vezes junto à linha, saindo da ala para o meio, onde teve excelentes combinações com Miccoli, mas também com Nuno Gomes, que o assistiu, aos 20 minutos, para um remate forte, ao lado da baliza de Van der Sar.
O dandy: Cristiano Ronaldo. Apesar de se ter agarrado à bola em demasia, o seu talento é extraordinário e foi capaz de criar vários desequilibrios, quer na ala, quer, sobretudo, quando fugia para o meio. De uma espantosa jogada a solo acabou por resultar o livre que está na origem do golo inaugural, e, na segunda parte, esteve perto de marcar, quando, numa diagonal, viu Moreira e a barra negarem-lhe o golo.
O ás: Ruud van Nistelrooij. Teve, sobretudo, em Ricardo Rocha, um oponente duro, que não lhe concendeu grandes espaços, jogando e bem na antecipação. Só que o avançado internacional holandês em duas das três oportunidades que teve para visar as redes de Moreira mostrou a sua qualidade: uma bola no ferro, depois de uma recepção brilhante, e um golo, que valeu a vitória, pleno de oportunidade.

Ficha do Jogo

Estádio: Old Trafford, Manchester

Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)

Manchester United (4x2x3x1): Edwin van der Sar - Phil Bardsley, Rio Ferdinand, John O'Shea, Kieran Richardson - Darren Fletcher, Alan Smith - Cristiano Ronaldo, Paul Scholes, Ryan Giggs - Ruud van Nistelrooij.

Benfica (4x1x4x1 desdobrável em 4x3x3): Moreira - Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo - Petit - Beto (86' Pedro Mantorras), Nuno Gomes, Manuel Fernandes (86' Geovanni), Simão Sabrosa - Miccoli (80' João Pereira).

Golos: 38' Giggs (1-0) ; 58' Simão Sabrosa (1-1) ; 84' van Nistelrooij (2-1).

Publicado por rui malheiro às 23:59

Comentários

Bom jogo do Benfica, resultado injusto mas o futebol é para quem marca..

Coitado do Beto, chega mesmo a ser ridículo, desde o seu cabelo até ao momento em que sozinho domina a bola, tropeça e cai.. Com aquele look por momentos até chega a ser vergonhoso aquele jogador envergar aquela camisola.

Para mim, este jogo só veio confirmar uma coisa, que o lendário Gabriel Alves disse durante o jogo, e acreditem que desta vez não me ri dele: "RONALD KOEMAN É UMA VERDADEIRA DECEPÇÃO NO BANCO..."

palavras para quê!? está tudo dito..

#1 | Comentado por: Esmifradito | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Boa análise, Malheiro.

Quanto ao jogo e às opções do Koeman, não embarco nas criticas fáceis ao nosso treinador. Discordo da inclusão do Beto na equipa inicial pois já se viu que não é jogador para aquela posição, e a primeira substituição, além de tardia, peca por ter deixado o jogador brasileiro em campo quando o domínio do Man.Utd já era avassalador e o golo se antevia. Naquela altura eu preferia que tivesse entrado o João Pereira, sim, mas para o lugar de ala direito.

Não que o Miccoli estivesse a fazer um partidazzo mas a sair penso que nunca deveria ser substituído por um jogador de carácter mais defensivo. Foi um convite para o Manchester continuar, e realço a palavra continuar a pressionar, pois há analistas e comentadores que dão a entender que foi com a substituição do Koeman que o Man.Utd começou a encostar o Benfica às cordas. Nada mais errado, fê-lo sim porque é uma das melhores equipas europeias.

Desmancho-me a rir quando leio que o Man.Utd estava desfalcado. Lá atrás admito, agora lá para a frente? Destes, quem é que saía? Scholes?Ronaldo? Nistelrooy? Giggs?

Não percamos aqui o sentido de realidade de que convém estarmos imbuídos quando analisamos as coisas, e esse manda-nos dizer que o Benfica estava a jogar em Manchester, contra uma das equipas de top do campeonato inglês! Já muito contente fiquei eu com a prestação do Benfica pois estava bem recordado das deslocações a Anderlecht e a Estugarda, por exemplo.

Ficamo-nos pela vitória moral que tem sempre um sabor agridoce mas penso que ganhamos uma equipa.

p.s o apoio do publico do Benfica presente no Estádio foi espectacular! Houve partes do jogo em que cheguei a ficar com os pelos do braço esquerdo eriçados. E por vezes mesmo os do braço direito se lhe juntavam e tornava-se num belo espectáculo de luz e de cor, pois os ditos pelos são loiros e quando vistos sob uma determinada luz faz um efeito giro!!

saudações benfiquistas

#2 | Comentado por: Nuno M. S. Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Muito bom jogo do Benfica.

Defendeu bem, o meio campo a espaços também esteve bem, e boa exibição de Simão.

Gostei principalmente da forma como o Benfica entrou no jogo. E lá ia conseguindo mais um golo de canto aos 9 minutos por Ricardo Rocha. Isto já não é sorte nem coincidência.

Aceito que o Koeman tenha posto o Beto de início, porque percebo a lógica da sua opção.

Só acho é que perante o mau jogo de Beto (bom jogador, mas claramente inibido ontem em Manchester) na 1ªparte, a sua substituição deveria ter acontecido mais cedo, se não mesmo no intrevalo.

Penso que a única coisa que Koeman devia ter feito era a substituição de Beto por João Pereira ou Geovanni, e quando muito refrescar algumas unidades, sem nunca alterar o esquema da equipa em campo. Penso que é neste ponto onde a crítica a Koeman se justifica.

É verdade que a equipa nos últimos 15 minutos recuou em demasia, mas o golo não apareceu em consequência disso, parece-me claro. Foi de um canto, que tanto poderia ter sido ao minuto 85 como ao minuto 70. O Benfica defendeu mal nesse lance, o Man UTD trabalhou bem o lance, e tivemos um bocadinho de azar à mistura.

Mas é mesmo assim, contra o Lille tivemos a sorte de marcar depois da hora, agora tivemos azar.

Em suma, o Benfica fez um bom jogo, este Benfica de Koeman está a melhorar, e o Benfica honrou o seu nome e o nome de Portugal na Inglaterra.

Dependendo até dos resultados contra o Villareal, até poderemos estar a discutir com o Man UTD na ultima jornada a liderança do grupo, onde o 1-0 será suficiente.

Interessante também a nota 4 que o jornal OJogo dá a Manuel Fernades.

Espero que este joga tenha servido de aprendizagem para os jogadores e para Koeman, pois este não era claramente o jogo determinante para o apuramento do Benfica, para que nos jogos com o Villareal possamos manter a mesma atitude mas com resultados mais satisfatórios.

E claro, boa sorte para o Porto. Agora é a vez deles de dar uma vitória portuguesa na champions.

#3 | Comentado por: Jose Leal | 24 de outubro de 2005 às 21:09

"Bom jogo do Benfica, resultado injusto mas o futebol é para quem marca.."

Eu acho que foi um bom jogo do Benfica, mas não concordo que o resultado tenha sido injusto. Qual foi a equipa que esteve sempre mais perto de marcar, quando se aproximava da área contrária? O M. United. Qual foi a equipa que mandou duas bolas à trave? O M. United. Penso que estamos a cair na ilusão de considerar que o resultado foi injusto só porque o Benfica teve quase tanta posse de bola como o M. United, mas isso não é tudo.

"Desmancho-me a rir quando leio que o Man.Utd estava desfalcado. Lá atrás admito, agora lá para a frente? Destes, quem é que saía? Scholes?Ronaldo? Nistelrooy? Giggs?"

E uma equipa não é um conjunto de sectores estanques. Todos sabemos da dinâmica ofensiva que os laterais Neville e Heinze (principalmente este) dão ao ataque da equipa. Para além disso, não sei quantos Fletchers serão necessários para igualar o "velhinho" Keane. Na frente, basta pensar em Rooney e na falta que ele faz àquela equipa. Giggs tem sido reserva este ano.

#4 | Comentado por: guardabel | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Eu não acho que o Beto tivesse sido uma má opção do Koeman,talvez não tivesse foi correspondido ao que o treinador esperava dele e do seu rendimento.
Ao contrario do que dizem agora que Beto não presta,lembro que no inicio de epoca disseram que era uma boa contrataçao face as suas exibiçoes na pre-epoca e agora ....

Bem o beto não rendeu talvez porque nao aguentou a pressao,e para mais um pouco deslocado do centro do terreno onde rende mais do que na linha.Agora a intençao do koeman talvez fosse dar musculo ao meio campo proteger as investidas de Gigs e as subidas de Richardson que pelas suas caracteristicas nao deixa de ser um extremo,pois meter Geovanni que nada defende ou pouco e não estando nas melhores condiçoes,Karagounis sem ritmo num jogo intenso que o obrigava a defender nuito sem estar nas melhores condiçoes fisicas,não me parece,meter o Joao Pereira e ficar com uma ala bastante inexperiente e 2 jogadores com caracteristicas ofensivas face a 2 alas contrarios fabulosos,pior a banda que o soneto,mas essa era a unica alternativa face a algumas condicionantes....Agora só não compreendo,foi como Koeman demorou a reagir a falta de lucidez do Beto e nao o substitui mais cedo do jogo,por um dos citados...

Agora dizer que Koeman errou ao meter o beto ou Beto nao presta,acho despropositado,pois acredito que esse jogador esteve nervoso e num dia nao,pois ja provou que sabe mais e ja o fez ao serviço do benfica e acredito que as vozes criticas ainda vao dizer o contrario dele do que hoje dizem ,so porque as aguas correram em sentido contrario,pois tambem ja ouvi falarem assim do treinador,depois dizerem bem e meterem em causa novamente o mesmo.

Basta nao correrem bem os jogos para culparem alguem.....ACORDEM...é os jogadores que têm, e o benfica prestigiou o futebol portugues e jogou na minha opiniao bem e teve alguma falta de sorte e tambem classe..

#5 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Guardabel, claro que não se pode dividir a equipa por sectores mas tambem não se podem comparar os orçamentos dos 2 clubes pois não?

Isto é, qualquer suplente do Man.Utd há-de ter custado mais dinheiro do que o mais caro reforço benfiquista para esta época. E se o problema do 11 de ontem residiu na falta do Gary Neville, vou ali e já venho. O Keane faz uma falta tremenda obviamente mas não está propriamente a caminhar para novo e se o Ferguson achou por bem contar como 2ª opção para aquele lugar o Fletcher, quem sou eu (ou tu) para o desmentir?

O resultado acaba por se aceitar especialmente devido à 2ª parte na qual as oportunidades de chutar à baliza em situações muitas vezes favoráveis foram desperdiçadas ingloriamente pelos jogadores do Benfica.

Assim de cabeça lembro-me de 2 lances do Beto e de outro do Miccoli. Mas trata-se de um jogo de futebol, não nos podemos esquecer disso, e o jogo de ontem poderia perfeitamente ter caído para o lado do Benfica. E é isso que me dá alento. No ano passado fomos derrotados sem espinhas pelo Anderlecht e pelo Estugarda e não queiramos comparar o poderio destas equipas com o Manchester de ontem.

#6 | Comentado por: Nuno M. S. Almeida | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Pode ajudar à discussão "o Man United estava ou não desfalcado". Jogadores com mais minutos de utilização nesta época: Van deer Saar; Neville, Ferdinand, Silvestre, Heinze; Park; Scholes; Ronaldo; Rooney; Smith; Ruud.
ontem estiveram presentes 6 destes jogadores. O sector mais desfalcado é a defesa.

#7 | Comentado por: Offshore | 24 de outubro de 2005 às 21:09

"Basta nao correrem bem os jogos para culparem alguem.....ACORDEM...é os jogadores que têm, e o benfica prestigiou o futebol portugues e jogou na minha opiniao bem e teve alguma falta de sorte e tambem classe"...

Cá para mim, quem teve muita classe foi a Udine...bem, deixa-me tar calado!!!
Para rematar a questão: à saída do estádio, e aventurando-me um bocadinho pelas ruas, só recebemos foi "congratulation´s"! E nós "sim sim, o team jogou bem", e eles "not only the team mate´s, you guy´s, the fan´s...amaizing!"...beber e falar de bola com aqueles tipos é do melhor! Dá gosto acompanhar o GRANDE BENNFICA lá fora!
Próxima paragem: Valência e pontuar em casa dos "papagaios"!!
FORÇA BENNFICA!!!!!!

#8 | Comentado por: SEMPRE PRESENTES | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Considerando Heinze e Rooney jogares de nível Mundial, toda a restante lista de baixas ou joga com pouca frequência na equipa principal ou já acusa a veterania.

Enfim, tem sempre de haver algum senão aos jogos do SLB. Então mas toda a gente dizia que seria um festim de golos do United e quase que o Benfica fez um grande resultado!! Isso é, efectivamente, doloroso de admitir.

PS: Espero aqui as análises do pessoal que esteve lá especialmente do Miguel Lopes!!

#9 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de outubro de 2005 às 21:09

ao analisar o jogo vemos que o benfica dominou por completo 70 min d jogo.o man e o clube mais rico do mundo km e k s pod ressentir de lesoes e os outros k as tem tb?n percebo.o koeman demorou a fazer a 1 sub mas kalma o beto n e exa merda k s diz e o tmp vai dar razao.o benfica foi uma equipa d campeoes.manuel fernandes e dos melhores do mundo n ha duvidas.apesar da derrota somos uma equipa d camepoes e d dimensao europeia.pos invejosos so digo 4 mil em manchester a cantar a tmp inteiro ng no mundo o faz.foi d arrepiar.benfica vai ser campeao nacional 2005-06 sem duvidas

#10 | Comentado por: Joao Nuno Costa | 24 de outubro de 2005 às 21:09

ao analisar o jogo vemos que o benfica dominou por completo 70 min d jogo.o man e o clube mais rico do mundo km e k s pod ressentir de lesoes e os outros k as tem tb?n percebo.o koeman demorou a fazer a 1 sub mas kalma o beto n e exa merda k s diz e o tmp vai dar razao.o benfica foi uma equipa d campeoes.manuel fernandes e dos melhores do mundo n ha duvidas.apesar da derrota somos uma equipa d camepoes e d dimensao europeia.pos invejosos so digo 4 mil em manchester a cantar a tmp inteiro ng no mundo o faz.foi d arrepiar.benfica vai ser campeao nacional 2005-06 sem duvidas

#11 | Comentado por: Joao Nuno Costa | 24 de outubro de 2005 às 21:09

ao analisar o jogo vemos que o benfica dominou por completo 70 min d jogo.o man e o clube mais rico do mundo km e k s pod ressentir de lesoes e os outros k as tem tb?n percebo.o koeman demorou a fazer a 1 sub mas kalma o beto n e exa merda k s diz e o tmp vai dar razao.o benfica foi uma equipa d campeoes.manuel fernandes e dos melhores do mundo n ha duvidas.apesar da derrota somos uma equipa d camepoes e d dimensao europeia.pos invejosos so digo 4 mil em manchester a cantar a tmp inteiro ng no mundo o faz.foi d arrepiar.benfica vai ser campeao nacional 2005-06 sem duvidas

#12 | Comentado por: Joao Nuno Costa | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Não vou comentar este texto do Rui Malheiro. Respeito a sua opinião e a sua análise, pouco apaixonada. Algumas coisas até concordo mas tenho de dizer que me identifico com o texto do Alexandre Calado. Por respeito ao Pedro Neto, que escreveu aqui que estava á espera da minha opinião, deixo aqui o meu primeiro comentário que já deixei no artigo do Calado.
Senti-me orgulhoso dos nossos meninos. Deram tudo que tinham e o resultado acaba por ser o menos importante. Com esta atitude, com aquela garra e, acima de tudo, com aquele apoio, acredito que podemos ir ganhar a Villareal e a Paris. Passei o jogo todo a tratar mal o Koeman e o Beto, esfolei os dedos nas cadeiras de Old Trafford ao ponto de ter ficado com uma mão toda ensanguentada mas, no fim, não tenho coragem de me atirar ao holandês. Muito daquilo que se passou dentro do campo, é também mérito dele. Penso no futuro e no Karagounis a jogar no lugar do Beto e só posso acreditar que as vitórias a este nível, vão começar a aparecer. Quem joga assim em Old Trafford, só pode confiar num futuro melhor. Para finalizar, pois estou com pressa e tenho muito trabalho devido aos dois dias fora, foi uma verdadeira odisseia apoiar o nosso clube lá fora. Foi a minha primeira vez. Os ingleses ficaram surpreendidos com o nosso apoio. O momento a seguir ao golo do Man Utd vai-me ficar na memória para o resto dos meus dias. Nunca vi nada assim. Todos a gritar o nome do Benfica, até ao limite das nossas forças. O Nuno Gomes a pedir mais. Os ingleses com um ar de choque a olhar para nós como que a pensar, então sofrem o golo e ainda gritam mais?! Esse momento e o do golo do Simão, mesmo à nossa frente, foi inesquecível. Estou todo arrepiado a escrever este texto... Viva o Benfica!

#13 | Comentado por: Miguel J. Lopes | 24 de outubro de 2005 às 21:09

Comente

Obrigado por se registar, . Já pode comentar. (Sair)

(Se nunca comentou aqui o seu comentário pode ter de ser aprovado para publicação pelo editor do blogue. Terá de esperar por essa aprovação para que o seu comentário surja. Obrigado pela espera.)


Recordar-me?


Trackback Pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://terceiroanel.weblog.com.pt/privado/tra.cgi/105720