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sábado, 22 outubro 2005

Sp. Braga 1 - 0 Boavista

Categoria: 05/06 SuperLiga , Boavista , Sp. Braga

Sp. Braga - Boavista: Andrés Madrid foi decisivo (foto: Lusa)

"And then there were two". O Braga acabou esta noite com a invencibilidade boavisteira, num jogo que confirmou mais uma vez as suas principais características: uma defesa autoritária e intransponível e um meio-campo pressionante na recuperação de bola e rápido e lançar o ataque. Só lhe faltou frieza e concentração em frente à baliza adversária, uma falha que o regresso de João Tomás promete colmatar. A expulsão de WIlliam Souza, numa altura em que o Boavista conseguia encostar o Braga à sua área, foi decisiva para o desenrolar do jogo, ainda que a superioridade bracarense raramente tenha sido posta em causa. Com esta vitória a equipa de Jesualdo continua na liderança pelo menos por mais uma semana, dissipando todas dúvidas sobre um dos segredos mais mal guardados desta Liga 2005/2006: este Braga é mesmo candidato ao titulo.

Além de um sempre emocionante duelo de invictos, defrontavam-se também esta tarde no Municipal de Braga.a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato. Estatística que provava por um lado, que a defesa de Jesualdo é realmente de uma superioridade a toda a prova e por outro, que este novo Boavista pouco tinha a ver com a equipa ultra-defensiva de anos anteriores. O Boavista apresentava-se no seu 4-2-3-1 habitual, com Lucas e Tiago como trincos, Diogo Valente à esquerda, Manuel José à direita e JVP no apoio ao ponta-de-lança Fary. O Braga entrava com uma táctica bastante semelhante com Jaime e Davide a subsitituirem Davide e Rossato sem que a equipa perdesse acutilância no ataque. Luís Filipe à direita e Bevacqua como unidade mais avançada completavam a formação inicial.

E o Boavista até começou melhor, especialmente por Lucas a falhar duas ocasiões para a sua equipa. Mas cedo o Braga conseguiu tomar controlo das operações, com uma pressão tão forte no meio-campo que frequentemente os defesas e médios axadrezados se viam obrigados a atrasar a bola para William Andem. Aos 35 minutos, o golo surgiu sem grandes surpresas na baliza axadrezada com Andrés Madrid a aproveitar um mau alívio da defesa do Boavista. Ao intervalo Carlos Brito viu que dificilmente conseguiria vencer a batalha do meio-campo e retirou Rui Duarte fazendo entrar William Souza para a frente, apostando num jogo pelas alas, directamente para a área e para a cabeça do ponta-de-lança brasileiro ou de Fary. João Pinto ficava encarregado de aproveitar os ressaltos. E resultou, pelo menos por algum tempo. O Boavista conseguiu encostar o Braga à sua área durante alguns muinutos, ainda que não conseguisse dispor de uma oportunidade mais flagrante para empatar o jogo. Mérito nesse capítulo para a fortíssima dupla de centrais Nem/Nunes, a mostrar porque é que em 720 minutos consentiram apenas um golo. Mas a meio da segunda parte, uma entrada irreflectida de William Souza sobre Luis Filipe deitou tudo a perder e entregou de bandeja a vitória aos bracarenses. Não mais o Boavista conseguiu assustar a defesa minhota e só a falta de pontaria dos avançados do Braga e a classe de William Andem impediram que o resultado engordasse. Jesualdo ainda fez entrar João Tomás que, mesmo recentemente recuperado de uma lesão, ainda esteve perto de fazer o segundo golo numa magnífica jogada individual. Imagine-se os estragos que fará quando estiver "a todo o gás". O Braga mantém assim a liderança, partilhando apenas com o Nacional a condição de invicto. O Boavista perde a invencibilidade à oitava jornada mas mantém legítimas as suas aspirações europeias. Mostrou que é de facto uma equipa diferente, comandada por um treinador sem medo de apostar tudo no ataque. Contudo, o sub-rendimento de algumas unidades como Fary e Diogo Valente e a clara superioridade do meio-campo bracarense impediram esta equipa de conseguir pelo menos um empate.

Quanto ao Braga, parece ter realmente este ano uma grande oportunidade para fazer história. Perdeu João Alves e Wender nos últimos dias do defeso e muitos previram que a gracinha do ano passado não seria repetida. Mas o Braga continuava a vencer e a mostrar um futebol prático e convincente. Viram João Tomás, Delibasic e Cesinha "no estaleiro" e apesar da eliminação europeia e de um lógico enfraquecimento atacante, a caminhada interna continuava triunfal. Agora mesmo sem Hugo Leal e Rossato, os que lá estavam chegaram e sobraram para vencer sem sobressaltos um Boavista ainda invicto e de claras ambições europeias. Até onde poderá chegar esta equipa, é a pergunta que muitos fazem. Até agora nada provou que seja inferior aos crónicos candidatos ao título.

O Ás - Vandinho. Também Andrés Madrid poderia entrar nesta categoria, pelo golo e pela cerradíssima e bem sucedida marcação a João Pinto mas o brasileiro ex- Rio Ave é um verdadeiro "faz tudo" naquele meio-campo. Consegue assegurar consistência defensiva, rapidez a lançar o ataque e ao mesmo tempo não perde oportunidades para ele prórprio fazer o golo, como o prova aquela que já é a sua "jogada de marca" na equipa do Braga: tabela com um colega a surpreender a defesa adversaria e desmarcação e remate igualmente rápidos. Desta vez só não funcionou porque William mostrou rins para dar e vender na baliza do Boavista.

FICHA DO JOGO:

BRAGA: Paulo Santos, Abel, Nunes, Nem, Jorge Luiz, Madrid, Jaime, Vandinho, Luís Filipe, Davide e Maxi Bevacqua.
BOAVISTA: William, Rui Duarte (William Souza), Hélder Rosário, Cadu, Areias, Tiago, Lucas, João Pinto, Manuel José, Fary (Cafú) e Diogo Valente (Paulo Jorge).

Golo: Andrés Madrid

Publicado por pedro nery às 22:12

Comentários

grande época k o braga tá a fazer até agora... resta saber se se consegue aguentar ?

#1 | Comentado por: André Rodrigues | 24 de outubro de 2005 às 21:08

grande época k o braga tá a fazer até agora... resta saber se se consegue aguentar ?

#2 | Comentado por: André Rodrigues | 24 de outubro de 2005 às 21:08

grande época k o braga tá a fazer até agora... resta saber se se consegue aguentar ?

#3 | Comentado por: André Rodrigues | 24 de outubro de 2005 às 21:08

teste

#4 | Comentado por: alex | 24 de outubro de 2005 às 21:08

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