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domingo, 23 outubro 2005
Paços de Ferreira 2 - 2 Penafiel
Categoria: 05/06 SuperLiga , Paços Ferreira , Penafiel

Tão perto e tão longe. Os vizinhos encontraram-se em períodos antagónicos, se bem que os pacenses também viessem de uma derrota. E que derrota! Todavia, nas memórias da Mata Real estava ainda a goleada imposta ao Sporting, que concorria com o péssimo momento vivido pelo Penafiel para a ideia de que este era o encontro ideal para retomar o curso das vitórias. No final, nem os locais confirmaram a retoma, nem os durienses alcançaram a tal vitória 100 na Liga. Luís Castro recebeu um super voto de confiança da direcção e o começo do encontro até parecia querer dar-lhe os sinais de uma recuperação à vista. Fogo de vista. É certo que N´Doye fez em Paços de Ferreira aquilo que Roberto não fizera na Choupana (converter em golo uma grande penalidade). Pouco depois, a turma de José Mota perdeu um castigo máximo. Quando a esmola é muita, o santo desconfia. Pelo menos, assim era suposto que sucedesse. O Penafiel não torceu o nariz e, no canto imediato, lá estava o golo da igualdade. Pior só mesmo dois minutos volvidos, quando um golaço de Edinho lhe rendeu o bis e a reviravolta no marcador. Bem em cima do descanso.
Na segunda etapa, o Penafiel ia lutando com as armas que não tem. Na verdade, se a linha mais recuada comete, não raras vezes, erros infantis, é de ter em conta que também a frente de ataque vem sentindo problemas para criar boas situações de golo. Neste contexto, o Paços de Ferreira cedo descansou à sombra de uma vantagem demasiado curta. Em suma, confiou na sorte tanto quanto o Penafiel o fez no primeiro tempo. Deu-se mal. A fortuna virou-se para o lado visitante e N´Doye deu um ponto a Luís Castro. Não é muito, não é sequer o bastante para que se aviste a ponta do icebergue. O Penafiel navega ainda em águas geladas e o risco de hipotermia é acentuado. Nem as mantas que António Oliveira ofereceu esta semana serão suficientes se a vitória não chegar no próximo fim-de-semana, frente à Académica, em duelo de gelados. Na Mata Real, José Mota deve ter em conta os resfriados. É que as mudanças de clima costumam dar maus resultados. E o Paços não quer ficar de cama no final da Liga.
O Ás - N´Doye - Será apenas um sinal, mas os dois golos hoje apontados pelo senegalês podem representar um regresso que se saúda e que os durienses clamavam com desespero. N´Doye tem estado muito longe daquilo que rendeu na época passada e o Penafiel tem sentido a dependência do único centro-campista do plantel que é capaz de carrilar jogo para a frente de ataque. Com um 78 ao seu nível, Luís Castro pode montar uma equipa bem mais interessante e eficaz.
Ficha do Jogo
Estádio da Mata Real
23 de Outubro de 2005
Árbitro - António Costa (Setúbal)Paços de Ferreira - Peçanha; Primo, Geraldo, Luiz Carlos e Fredy; Paulo Sousa, Júnior e Pedrinha; Edson (Rui Dolores, 77´), Didi (Alexandre, 83´) e Edinho (Ronny, 62´)
Penafiel - Avelino; Pedro Moreira, Odair (Zé Rui, 46´), Sérgio Lomba e Celso; Weligton, Nilton, N´Doye e Orahovac; Roberto e Diallo (Cristóvão, 64´)
0-1 por N´Doye, aos 19´
1-1 por Edinho, aos 40´
2-1 por Edinho, aos 42´
2-2 por N´Doye, aos 90´Amarelos - Luiz Carlos, Paulo Sousa, Ronny; Pedro Moreira, Odaír, Cristóvão, Orahovac
Publicado por andré viana às 17:42
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