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sexta-feira, 28 outubro 2005

O flamengo, afinal, muda!

Categoria: Col: João Nuno Coelho , FC Porto

Co Adriaanse (foto: Lusa)

Graças a Deus, o homem não é inabalável e também sabe mudar. Claro que Adriaanse não admite publicamente que teve de dar o braço a torcer mas foi o que aconteceu. E isso é o mais importante. Pelo menos para o FC Porto, mesmo que haja quem gostasse que fosse de forma diferente. Mas isso é normal e sadio.

Colocar um defesa esquerdo de raiz e, mais importante de tudo, introduzir um trinco, foi o que bastou para dar equilíbrio ao FC Porto (mais o regresso de Pedro Emanuel, mas esse estava lesionado antes). Custou muito?

Espero que certas pessoas percebam de uma vez por todas que gostar de jogar ao ataque não tem nada a ver com descurar totalmente o equilíbrio da equipa. Talvez muita gente não saiba mas os grandes protagonistas do chamado "Futebol Total" dos anos 70 (de que Adriaanse é com certeza grande admirador e seguidor), o Ajax e a Selecção holandesa, muitas e muitas vezes empataram a zero e ganharam por 1-0, o que não os impediu de serem exemplos maiores do futebol de ataque "sem merdas" (voltando a uma expressão que utilizei há uns tempos), e ao mesmo tempo de ganharem muita coisa, entre várias Taças dos Campeões, presenças em finais de Mundiais, etc. E porquê? Porque apesar do futebol ofensivo caracterizar estas equipas, elas eram equilibradas, coesas, verdadeiras equipas. E para isso há que defender e atacar. É assim tão complicado de perceber?

Não sei o que vai acontecer a seguir ao Porto. Mas tenho a sensação de que as mudanças implementadas e a feliz vitória perante o Inter (alguma vez esta equipa havia de ter sorte...) podem ter invertido um rumo dos acontecimentos que parecia viciado após a noite negra do jogo em casa com o Artmédia.

A vitória na Madeira foi já de outro campeonato - uma manifestação clara de poder ofensivo e ao mesmo tempo de coesão e equílibrio num campo onde poucos vão passar e muito menos com aquela classe. Até parecia um Porto de outros (ainda bem recentes...) tempos felizes.

Mas nada de euforias. Esta é acima de tudo, uma equipa em construção. Que isso não seja esquecido.

Uma nota final: é da mais elementar justiça que se por várias vezes aqui acusei Quaresma de ser um dos maiores casos de auto-desperdício de talento que conhecia, agora tenha a obrigação de chamar a atenção para a transformação que se nota no jogador: trabalha para a equipa, sem perder as suas melhores características e tem feito a diferença. Mérito dele, claro, mas também de Adriaanse, não tenho grandes dúvidas disso. Que seja para continuar e , porque não?, melhorar!

Publicado por João Nuno Coelho às 23:35

Comentários

Gostei imenso do seu post e da analise que fez,o que me pareceu com pletamente a proposito e bem vista.

Um abraço João Nuno Coelho

#1 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 11 de junho de 2006 às 00:01

Gostei imenso do seu post e da analise que fez,o que me pareceu completamente a proposito e bem vista.

Um abraço João Nuno Coelho

#2 | Comentado por: PEDRO SOUSA | 11 de junho de 2006 às 00:01

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