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sábado, 29 outubro 2005
FC Porto 0 - 0 Vitória de Setúbal
Categoria: 05/06 SuperLiga , FC Porto , V. Setúbal
«Um pontinho é ouro»*

Alguns autocarros merecem ser apedrejados. Não estou a citar o Makako dos Super Dragões (apesar de ter motivos para acreditar na convergência das nossas opiniões). Refiro-me à carripana tacticamente irrepreensível que hoje estacionou durante pouco mais de seis quartos de hora ali para os lados do Dragão. Corria o segundo minuto da partida, ainda eu ajeitava a almofada enquanto me questionava acerca da racionalidade subjacente ao visionamento de um Porto – Setúbal antes de um Milão – Juventus, e já o Hugo Almeida surgia oportuníssimo prestes a petardear o focinho do Moretto. O brasileiro livrou-se do embaraço inicial, numa situação de aperto muito comum em equipas portuguesas de meio da tabela que estão, como se costuma dizer, a acertar as marcações. Ora quando ouvimos dizer que uma equipa portuguesa de meio da tabela está a acertar as marcações, isso significa normalmente que o jogo começou há menos de 5 minutos. Mais: quando a disputa se realiza no Dragão, na Luz, ou em Alvalade, apercebemo-nos também de que o jogo, na acepção positiva do termo, está prestes a terminar. Trocado por míudos: a equipa visitante opta por rescindir unilateralmente o contrato que deveria cumprir com os adeptos da modalidade. É chegado o momento de colocar em prática tudo o que o mister pediu durante a semana: pouco sangue, que o banco não costuma oferecer grandes alternativas, muito suor, e, na inconsequência das lágrimas, algumas lesões fingidas. Por nada deste mundo se deve enjeitar uma oportunidade de conseguir “trazer algo mais”, mas. Como todos sabemos, não convém «destapar os pés»! Por isso mesmo, caso as circunstâncias do jogo assim o exijam (um 0-1 aos 85 minutos costuma ser um bom exemplo mas o nulo nunca deve ser olhado com desdém) nenhum jogador se deverá esquivar ao contacto físico - com adversários, repórteres de pista ou bombeiros que se interponham entre o artista da bola e o seu brinquedo. É chutar para longe e esperar pelo melhor.
*Apreciação da partida de hoje feita por Norton de Matos
Felizmente, os sadinos não regressarão a Setúbal com a máxima bonificação que o destino reserva a alguns felizardos sacanas. Infelizmente, levam um ponto e deixam o Estádio do Dragão incólumes, sem o apedrejamento que o autocarro fez por merecer. Estou aqui a ouvir o Bruno Fogaça discorrer acerca daquilo que ele considera ser um empate muito injusto contra o Benfica e sou levado a concluir que, no jogo do Dragão, todos os ingredientes caracterizadores de uma partida da Superliga Betandwin estiveram presentes. Tivemos a inquestionável garra - de uma infeliz equipa portista, demasiado dependente do improdutivo flanqueamento do seu jogo e a contas com o sub-rendimento de Jorginho. Registe-se também a enorme vontade - de empatar, por parte da equipa setubalense. Mas esperem: não podia faltar à institucionalizada combinação de factores o sobejamente conhecido, e louvado, espírito de sacrificio. Desta vez, porém, o mérito vai todo para os adeptos que, quinzenalmente, visitam a sua segunda casa, a da amante, num acto de inquestionável amor – porque tal sofrimento só assim se explica – e resistem à intempérie das melhores defesas sempre bem complementadas pelos piores ataques. Estou contigo, Makako.
Estádio do Dragão
Árbitro: António Resende, de Aveiro, auxiliado por Sérgio Lacroix e Marcílio Pinto
4.º árbitro: José GonçalvesF.C. PORTO: Vítor Baía; Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel (Raul Meireles, 80’) e Marek Cech; Paulo Assunção; Lucho, Alan (Ivanildo, 57’), Quaresma; Jorginho (McCarthy, 66’) e Hugo Almeida.
Suplentes não utilizados: Paulo Ribeiro, Bruno Alves, Ricardo Costa, César Peixoto.
V. SETÚBAL: Moretto; Janício, Auri, José Fonte e Nandinho; Dembelé, Binho e Ricardo Chaves; Tchomogo (Pedro Oliveira, 66’), Fábio (Fonseca, 76’) e Adalto (Bruno Ribeiro, 66’).
Suplentes não utilizados: Marco Tábuas, Veríssimo, Lacombe e Flávio.
Disciplina: Amarelos para Binho (54'), Fonte (70'), Ricardo Chaves (82') e Raul Meireles (91')
Publicado por vasco mendonca às 23:53
Comentários
Fui ao Dragão, ainda não vi o resumo nem vi as estatísticas, mas tanto quanto me lembro a única vez que o Baía foi chamado a fazer outra coisa que não um pontapé de baliza foi já nos descontos - e por pouco não dava golo.
Se até ao jogo com o Inter a defesa tinha as costas largas e arcava com as culpas de tudo, este foi o 3º jogo sem sofrer golos; mas foi uma exibição medíocre do FCP. Não pode bastar a uma equipa estacionar um autocarro para que isso sirva como desculpa aos constantes cruzamentos sem nexo para um Hugo Almeida meio desorientado e desapoiado. Porquê tantas pernas a atrapalharem-se à entrada da área? Porque não tentar jogar pelo meio de vez em quando? Porque não tentar furar através de combinações e insistir nos cruzamentos à 1ª oportunidade, a maior parte das vezes vindos muito detrás e dificultando a tarefa do ponta de lança?... De que serve tanto ataque, se bem espremidas as coisas as oportunidades claras até foram poucas? E a que se deveu a apatia que atacou a equipa em períodos longos do jogo?
O jogo foi muito fraco, sobretudo pela postura "à antigamente" do setúbal, que estranhamente vai em 5º apesar de tudo o que se tem passado, e sobretudo apesar de ter uma atitude tão negativa como esta... Mas foi fraco também porque o Porto não conseguiu dar a volta, como era sua obrigação. E hoje pergunto ainda: onde está o Diego, se o Jorginho está em sub-rendimento? Não teria dado muito jeito um nº 10 a sério para pôr ordem naquele ataque??
Portanto só temos que nos queixar de nós próprios...
Uma última palavra para os (felizmente, poucos) idiotas que no fim puxaram do lencinho branco e que desatam a assobiar quando as coisas não correm bem... Porque não fazem um favor a toda a gente, inclusive a eles próprios, e ficam sossegados em casa??
#1 | Comentado por: joethelion1970 | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Ainda assim , a Naval encarou o jogo muito mais positivamente que o setúbal, atacou, rematou e até marcou. Vi no café, em frente de uns finórios e de uma bela francesinha, mas pareceu-me um bom jogo. Bem melhor e mais bem jogado do que o que tinha visto... Vá lá que os copos, a france e o Fogaça deram para salvar a noite ;)
#2 | Comentado por: joethelion1970 | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Também fui ao Dragão e concordo plenamente com o joethelion1970. Alguém me explica porque raio o Jorginho não foi logo substituido? Desde o inicio do jogo o Jorginho esteve mal. Quem também esteve mal,na minha opinião, foi H. Almeida e Bosingwa. O 1º brincava-se na bancada que ele estava a espera sempre por alguém para rematar contra ele! o 2º simplesmente não me dá nenhuma segurança, o posicionamento as vezes é ridiculo! Era ver o Pepe, que tem estado melhor, a correr para fazer a dobra!
Palmas para Quaresma, que no meio de todos os jogadores era o que se mostrava mais confiante e as 'reais' jogadas vieram dos pés dele, e para Marek Cech que vinha 'rotulado' e provou ser uma mais-valia.
Aos lenços brancos e assobios, remeto 50% aos sentimentos de frustação do FCP nao conseguir marcar, o resto que vá ver o futebol para casa, pois hoje mostram lenços e assobiam, mas contra ao Inter rejubilaram!
#3 | Comentado por: X-RIBEIRO | 31 de outubro de 2005 às 15:39
E o um tema que me esqueci de referir no meu comentario:
É no minimo deprimente ver o estilo de jogo das equipas quando jogam contra os 'grandes'!
Hoje vi o FCP e mais tarde o SLB e foram jogos identicos. Setubal e Naval puseram o 'autocarro' a frente da baliza, e foi anti-jogo desde o 1º minuto! E depois esperam pelo min' 85 para ir lá meter o chouro, simular 30 lesões, esperar pelo amarelo ao redes, as 3 sub's nos descontos...E ainda querem que o pessoal vá assitir aos jogos!
#4 | Comentado por: X-RIBEIRO | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Duas notas breves:
1ª - O Quaresma é um fantástico jogador, não vi o jogo todo mas pareceu-me o único que sabia o que estava a fazer dentro de campo;
2ª - É por jogos como este e como o Naval-Benfica que acho que o campeonato deve ter menos equipas. 12 equipas seria, para mim, o ideal nem que fosse com uma terceira volta em campo neutro.
#5 | Comentado por: Pedro Neto | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Joe: de facto a equipa só teria a ganhar com a «diversificação» das iniciativas no ataque; de facto o Hugo Almeida pareceu desorientado; em relação à apatia não concordo assim tanto. Concordarás se disser que empate e a fraca exibição do Porto se deveram à concentração de jogadores sadinos no centro (e até nas alas, com as substituições a colocarem novas trancas à porta). O que eu não quero mesmo é partilhar visões elogiosas de um qualquer esquema táctico idealizado pelo brilhante Norton de Matos. A fraca exibição do Porto foi, em quase tudo, forçada pela indisponibilidade do Setúbal para jogar. Infelizmente, conseguiram aguentar assim até ao final.
#6 | Comentado por: Vasco Mendonca | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Terceira volta em campo neutro não digo, até porque me parece que na prática seria complicado. Uma solução que sempre defendi é uma aproximação oa hóquei ou ao andebol: uma redução para 12 com uma 2ª fase em que se dividisse as equipas em 2 grupos. E com a vantagem de termos por ano o dobro dos jogos entre as melhores equipas.
Sabem se há algum campeonato na Europa q funcione assim? Tenho a ideia que é assim na Escócia, mas não tenho a certeza.
Já agora, uma questão ainda não comentada: se o Braga ganha ao Belém (como é provável), fica CINCO pontos à frente do 2º. Claro que ainda a procissão vai no adro, mas...
#7 | Comentado por: joethelion1970 | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Jothelion, o problema num campeonato com apenas 12 clubes tem a ver com as competições europeias. O número de equipas a participar nas ditas seria obviamente limitado e terias um caso como o escocês, onde Celtic e Rangers (os eternos primeiros classificados) são obrigados a jogar a pré-eliminatória da LC e o 3º e o 4º as pré-eliminatórias da UEFA. Nesse sentido seria um enorme retrocesso. E depois atitudes como a do Setubal ontem no Dragão não são assim tão frequentes como isso. Quem lê alguns dos comentários aqui escritos fica a pensar que todas as equipas fazem isto e que todas jogam com 11 jogadores atrás da bola. Não é bem assim. Aliás já foi muito pior, ainda há 10 anos era raríssima a equipa que não o fazia. A questão da redução das equipas tem que ser pensada com muita sensatez.
Cumprimentos.
#8 | Comentado por: Pedro Nery | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Confesso que não sabia isso, sempre pensei que o acesso á UEFA tinha a ver apenas com o ranking dos países. Mas já agora, como é que isso está regulado? Quero dizer, a partir de que número de equipas é que há limitações ao apuramento para as competições?
E é evidente que tudo isto são apenas ideias que se mandam para o ar com pouca ou nenhuma maturação/reflexão. Afinal isto é um forum de futeboleiros amadores, não é a mesa da direcção da Liga...
#9 | Comentado por: joethelion1970 | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Quem lê alguns dos comentários aqui escritos vê provavelmente os mesmos jogos que eu e não vive na ignorância. Saberá perfeitamente que esta não é uma regra sem excepção. Ainda assim, em 51 jogos que me poderiam fazer mudar de ideias, conta-se meia dúzia capaz de me convencer.
#10 | Comentado por: Vasco Mendonca | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Parabéns ao Vit.Setubal pelo excelente resultado ,se pensarmos que tem um orçamento de 2M€ contra uma equipa com um orçamento de 50M€ e se pensarmos que não recebe desde o Verão só há que dar mérito,mais nada.
Cada equipa tem que jogar com as armas que tem , lembro-me perfeitamente quando o FC Porto treinado por Ivic foi jogar ao estádio do Feyenoord na pre-eliminatória da primeira edição da Champions League , jogou com 4 defesas-centrais!!!!(P.Pereira, Aloisio,Ze Carlos,F.Couto) mais 2 laterais e 3 trincos. Resultado final: 0-0 ,mas os adeptos do FCP sempre adeptos do futebol espectaculo , quando lhes convém, devem ter pensado que o Porto não merecia estar na Liga dos Campeôes , como se vê nos comentários acima.
#11 | Comentado por: Swabian Wolf | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Sinceramente, acho um piadão a ver os adeptos dos 3 estarolas todos lixados quando não conseguem ganhar (o que cada vez acontece mais).
Esta ideia peregrina de, cada vez que não conseguimos ganhar, pedir para os clubes a quem não conseguimos ganhar serem eliminados é do mais ridículo que pode haver. Porque se ganhássemos po 5 ou 6 e eles fossem, realmente, um nojo, não nos importávamos e estavamos todos felizes na bancada a comemorar.
Quanto à questão da UEFA, não sei se isso estará regulamentado, mas seria ridiculo ter 6 clubes na Europa e isso significava que ficar a meio da tabela dava para ir à Europa, pelo que deverá haver regras nesse sentido.
Já que os anormais da PT decidiram fazer aquele anuncio do campo triangular, Benfica, Porto e Sporting têm todo o meu apoio para fazer um campeonato a 3. Adorava ver. A jogarem permanentemente uns com os outros, havia de ser bonito: 4ª jornada, Benfica-Sporting, Benfica em 3º (ultimo), 3.000 pessoas na Luz.
Ao contrário da ideia que se cria, que todos os outros sobrevivem por causa de Porto, Benfica e Sporting, é exactamente o inverso que se passa: estes 3 clubes vão matando todos os adversários, mas lentamente também vão morrendo um pouco.
#12 | Comentado por: Luciano Rodrigues | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Vasco, há aqui um problema que tem a ver com a tua confusão (e de muita gente) entre vontade e qualidade. No caso do Setúbal, o autocarro foi colocado à baliza desde o primeiro minuto, é verdade. Dizer que todos os clubes o fazem, com uma ou outra honrosa excepção, só pode sewr "brincar com o pagode". Confundes estacionar autocarro por própria vontade, com ser obrigado a fazê-lo, como foi o caso da Naval ontem que, a partir de certa altura foi claramente empurrada para a sua defesa pelo Benfica. Por outras palavras não deu para mais. Há uma diferença de qualidade que na maior parte dos casos oferece o domínio do jogo ao mais forte enquanto o mais fraco se vê obrigado a jogar em contra-ataque. E isto é o que acontece na maioria dos jogos. Ora, "jogar em contra-ataque", para alguns tugas românticos significa obviamente "anti-jogo", "morte do futebol" e outras palhaçadas do género. Como se as Navais pudessem jogar de outro modo.
Em relação à minha referência à UEFA, é como o Luciano diz. Não conheço os regulamentos mas duvido muito que num campeonato a 12 clubes, a UEFA deixasse ir 6 ou mesmo 5 equipas às competições europeias, independentemente do ranking portugês. E teriam toda a razão em negá-lo. Acho que se exagera muito nesta questão. Passa-se do 8 para o 80, num piscar de olhos. Um campeonato com 10/12 clubes, além de "matar" as oportunidades das equipas pequenas em participarem em competições europeias, parece ser um completo exagero, tendo em vista o que se evoluiu em Portugal, internamente e no quadro europeu, em relação aos últimos 10 anos. É ridiculo compará-lo com Escócia, Suiça ou Austria, campeonatos fraquíssimos, por muito que reduzam o número de equipas. A partir do momento em que se tomam estes países como exemplo é porque há aqui alguma coisa que está a falhar. E ainda mais ridiculo é falar-se em dividir as equipas em mini-ligas para o título e mini-ligas para a manutenção. Num país como Portugal ? Só podem estar a brincar ! Estou como o Luciano: deixem-se de hipocrisias e façam logo campeonatos a 3. Já que o resto não interessa...
#13 | Comentado por: Pedro Nery | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Reduzir o campeonato a 12 clube é um exagero. Uma vergonha, para mim, como português, por o nosso campeonato ao nível de uma liga escocesa, irlandesa, e demais países. :(
16 clubes é o ideal. Deviam subir o Leixões que leva muitos adeptos, o Beira-Mar e descer o penafiel, a naval, o estrela e o paços de ferreira, clubes com estruturas de terceiro mundo , sem adeptos e que não fazem falta nenhuma ao futebol.
Ontem por exemplo não fiquei lixado pelo jogo da naval que jogou como pôde mas sim pelo estado do campo, que mais parecia o batatal da avó jacinta...
Não quero tar aqui a arranjar desculpas mas um campo daqueles é mau para os dois, mas beneficia mais quem defende e o futebol do chhuta para a frente. Em condições normais tinhamos ganho o jogo.
#14 | Comentado por: Benfiquista do Norte | 31 de outubro de 2005 às 15:39
só para juntar uma acha à discussão: parece-me que um dos problemas do futebol português, há largos anos, é que o este se centrou demasiado no Norte e isso só aconteceu, porque há/houve muitos interesses nesse sentido. E parece que ninguém repara nisso, ou se reparam, disfarçam muito bem. sinceramente, acho incrível lugares como, por exemplo, Moreira de Cónegos, já terem tido clubes na superliga. e, nada contra, porque se lá chegaram foi por terem existido condições para isso. Viseu, Évora, Portimão, só para citar alguns exemplos, há quantos anos não têm uma equipa na divisão maior? pá, contem-me histórias de que no norte é que está a maioria da população e a industria, que isso interessa para este caso, quase tanto, como o Manuel Vilarinho ter sido presidente do Benfica.
#15 | Comentado por: Nuno Almeida | 31 de outubro de 2005 às 15:39
isto é só uma das muitas coisas que ajuda a explicar que a redução do número de clubes na superliga não resolverá os males de que padece o futebol português.
#16 | Comentado por: Nuno Almeida | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Concordo contigo Pedro, mas parece-me que existem demasiados treinadores mais interessados em justificar a postura defensiva do que em se desfazerem da mesma e tentarem reduzir o abismo - às vezes aparente - que separa a equipa mais forte da mais fraca.
#17 | Comentado por: Vasco Mendonca | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Há muitas equipas no campeonato português, isso é um facto.
Essa história da UEFA não permitir uma redução tão drástica confesso que deconheço. Agora a verdade é que o constante comboio em frente à baliza e o contante anti-jogo prejudica muito quer o espectáculo quer a afluência do público ao mesmo.
As pessoas querem golos e boas jogadas de futebol e não uma equipa a defender e a outra a atacar de modo ininterrupto.
O nº de equipas a reduzir é discutivel. 12 com 3 voltas ou 2 fases como em hóquei, ou ainda 14 penso que seria melhor que as 18 actuais. Veremos para o ano como será com 16!
#18 | Comentado por: Pedro Neto | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Sinceramente acho engraçado este mal-estar que se gera entre os adeptos dos "grandes" quando perdem pontos para equipas pequenas. É a história do autocarro, de que não há futebol espectáculo e todas outras desculpas para tentar esconder a própria ineficácia das equipas que apoiam. Se são melhores... Provem-no em campo e não fiquem à espera que os equipamentos, os nomes dos jogadores ou os orçamentos milionários ganhem os jogos. Isso era noutro tempo.
É um facto que há jogos em Portugal não interessam ao menino jesus, mas penso que se critica demais certas opções dos treinadores das equipas "pequenas". De quem é a culpa? Da própria organização do campeonato! Que "obriga" os clubes a jogar para o pontinho sob pena de para o ano perdem as receitas que se conseguem alcançar apenas na primeira Liga.
Também gosto de assistir a futebol espectáculo, com golos e incerteza no resultado, mas enquanto adepto do Vitória de Setúbal, e atendendo à realidade do meu clube, prefiro o ponto conquistado no Dragão que a derrota de 4-0 o ano passado no estádio da Luz onde jogámos de "peito aberto", na tentativa de discutir o resultado e acabámos goleados.
Antes de criticarem as equipas "pequenas" tentem perceber minimamente o espirito que existe nelas e o esforço que é manter um clube estável (o meu actualmente nem isso consegue). E sobretudo, antes de olharem para os vossos umbigos de adeptos habituados a ganhar jogos, pelos milhões que rondam os planteis das vossas equipas, tentem por-se no lugar daqueles que continuam a apoiar as equipas "pequenas" mesmo quando não conseguem obter as vitórias necessárias para se manterem na liga principal. Tenham juízo!
#19 | Comentado por: Nuno Oliveira | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Nuno Oliveira,
o problema é que não estamos aqui a dicutir qual a melhor forma de defender os interesses dos clubes pequenos. Estamos a discutir qual a melhor forma de defender o espectáculo, que é aquilo que alguns adeptos de futebol ainda querem ver.
Eu, por exemplo, passei a ir ver apenas meia dúzia de jogos ao estádio por ano, e nunca contra equipas pequenas. Prefiro ficar em casa a ver o um jogo da Premier League, ou do campeonato espanhol, do que ir a um estádio ver jogos como o do Porto contra o Setúbal.
#20 | Comentado por: Jorge Coelho (jcoelho) | 31 de outubro de 2005 às 15:39
Meus caros
Fiquei surpreendido ao ver a paranoia anti-diminuição provocada por 2 ou 3 comentários mais ou menos inocentes. Daí que convenha explicar algumas coisas.
Primeiro, eu não falei de diminuição por o meu clube ter empatado, nem sequer pelo facto de o Setúbal ter de facto feito um jogo vergonhoso (2 remates num jogo, e ambos de livre, é demais!) Se virem lá em cima, fui até o primeiro a dizer que o porto é que não fez o que lhe competia e só se pode queixar de si (nem no penalty falei, vejam lá!). Falei de diminuição porque mais alguém falou, e porque é algo que de há muito me parece benéfico para o nosso futebol. 18 equipas é claramente demais, 16 provavelmente continuarão a ser. Creio que 14 seria o número adequado para a qualidade média das nossas equipas.
Segundo, acho piada ao pessoal que parte do princípio que quem levanta esta questão está a defender a sua quintinha, e se insurge contra os "3 estarolas" achando que só falam quando lhes dói na pele. Passam completamente ao lado da questão, e dão claramente a ideia que eles sim, estão a defender o seu clube e a borrifarem-se para o resto. Aos adeptos dos "3 estarolas" que diferença faz serem 16, 18 ou 20? Apenas a diferença de a qualidade média dos espectáculos ser menor à medida que o nº de equipas é maior. Perder pontos com os últimos acontece, e já aconteceu este ano, e vai voltar a acontecer a todos, de forma mais ou menos uniforme.
Terceiro: a quem se espanta com o facto de o maior nº de clubes ser do norte, que olhe ao que aconteceu a 2 dos últimos clubes do sul que estiveram na 1ª liga: Farense e Campomaiorense; e que tire as conclusões... Isso tem a ver apenas com o facto de quase toda a riqueza produzida em Portugal o ser de Setúbal para cima.
Quarto: é admissível que equipas na 1ª liga possam chegar a Outubro na situação financeira do Setúbal? O que aconteceu aos €€€ do Jorginho, do Sandro e do Paulo Ribeiro (para falar só do que sei)? E quantas mais equipas não estarão assim? Permitir que isto aconteça é irresponsável, e os exemplos que dei mais acima são a prova provada disso mesmo.
Quinto: creio bem que a questão da UEFA não se coloca, nem deve colocar. Se só temos 12 ou 14 equipas, se dessas há 5 ou 6 que vão às competições europeias, e se ainda por cima fazem bons resultados, que raio tem a UEFA que ver com isso?
Sexto: por muito que custe a quem de facto não seja adepto nem simpatizante de um dos 3 estarolas, de facto vocês são a excepção e não a regra. 99% dos adeptos portugueses tem uma preferência por alguma equipa das que normalmente luta pelo título, embora às vezes não o admita. Portanto não façam deles os maus da fita, porque de facto são quem traz mais comida para o banquete.
Recordo apenas que isto é entre outras coisas um forum de discussão de ideias, e que aquilo que se está a fazer é isso mesmo: debater concepções que felizmente não são coincidentes. E qualquer discussão de ideias, que não tenha por objectivo atacar ou ofender, é sempre proveitosa.
#21 | Comentado por: joethelion1970 | 31 de outubro de 2005 às 15:39
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