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segunda-feira, 31 outubro 2005
Premier League: 11ª Jornada
Categoria: 05/06 Premier League

Com cinco vitórias consecuticas, o Wigan, à partida o principal favorito à descida, isolou-se no segundo lugar da Premier League, já a nove pontos do Chelsea, que voltou a vencer, depois do empate em Liverpool, diante do Everton, e da eliminação da Taça da Liga perante o Charlton, que foi surpreendido em casa, este sábado, pelo Bolton, futuro adversário do Vitória de Guimarães, também na luta pelo segundo posto. Este fim-de-semana confirmou as crises de Arsenal - empate feliz no 'derby' londrino diante do Tottenham - e de Manchester United, humilhado na deslocação a Riverside, perante um Middlesbrough eléctrico, na tarde-noite do renascimento do espanhol Gaizka Mendieta. Por fim, realce para a goleada do Newcastle, de Souness, no jogo domingueiro diante do West Bromwich, com Michael Owen e Alan Shearer em destaque.
Tottenham 1 - 1 Arsenal

O sempre ansiado 'derby' londrino abriu a jornada 11 da Premier League. Desde Novembro de 1999 que o Tottenham não vencia o Arsenal, seguindo-se 11 partidas, com 7 triunfos para os 'gunners' e 4 empates. Martin Jol apresentou os 'Spurs' no habitual 4x4x2: Paul Robinson na baliza ; Paul Stalteri e Young-Pyo Lee nas laterais, com o internacional coreano a revelar-se bem mais expedito nas saídas para acções ofensivas ; Michael Dawson e Ledley King no eixo central da defesa ; no centro do meio campo Jermaine Jenas e Michael Carrick assumiam a coordenação e distribuição de jogo ofensivo ; Aaron Lennon e Teemu Tainio nas alas, mas a flectirem algumas vezes para posições centrais, já que sobretudo o segundo revela poucos predicados para chegar à linha de fundo ; Hossam Mido, com maior liberdade de movimentos, para se deslocar para as faixas, e Jermaine Defoe no ataque.
Arsene Wenger, por sua vez, procurava contrariar o facto do Arsenal ser a pior equipa da Premier League a actuar fora de casa - 1 ponto, em 4 jogos. Sem Thierry Henry, Aliaksandr Hleb e Andy Cole, ausentes por lesão, o técnico francês deixou no banco dos suplentes Robert Pires e o holandês Robin van Persie, apesar do bis na eliminatória da League Cup a meio da semana. A aposta passou por um esquema de 4x4x2: Jens Lehmann na baliza ; Lauren e Gael Clichy nas laterais ; Kolo Touré e Sol Campbell no eixo central da defesa ; Mathieu Flamini
e Gilberto no centro do meio campo ; Francesc Fabregas e Fredrik Ljungberg sobre as alas, ainda que o promissor médio espanhol revela-se pouco à vontade para se desdobrar ofensivamente pelo flanco direito ; Dennis Bergkamp e Jose Reyes na frente, com o avançado internacional espanhol a procurar, quer à esquerda, quer à direita, o espaço entre os laterais e o central.
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- Excelente primeira parte do Tottenham. Com um futebol apoiado e as duas primeiras linhas muito próximas, o Tottenham não só não deixou o Arsenal jogar - Jenas e Carrick impuseram-se defensiva e ofensivamente a Flamini e Gilberto - como também criou várias oportunidades de golo. Ledley King, na sequência de um lance de bola parada, adiantou os Spurs, mas Carrick, por duas vezes, e Jenas, a obrigar Lehmann a uma excelente intervenção, justificaram uma vantagem mais dilatada ao intervalo.
- As substituições de Wenger. A entrada de Robert Pires ao intervalo, e consequente derivação de Cesc Fabregas para uma posição central, e de Robbie Van Persie aos 65 minutos, deram outra qualidade de jogo ao Arsenal, que na etapa inicial poucas cócegas fez ao sector mais recuado do Tottenham. Acabaria por ser o internacional francês, aproveitando um erro clamoroso de Robinson, a apontar o tento da igualdade, nada de novo na sua carreira: já é o sétimo golo que aponta aos Spurs para a Premier League, sendo que marcou sempre nas últimas cinco deslocações a White Hart Lane. Mas, nos últimos dez minutos da partida, acabaria por ser o Arsenal a estar mais próxima de um triunfo injusto: valeu a acção do central Dawson, em duas ocasiões, a contrariar remates de Van Persie e Reyes.
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- Deserto de ideias. A melhor imagem para a primeira parte do Arsenal, que praticamente não criou qualquer lance de perigo para a baliza de Robinson. A zona central do meio campo, formada por Flamini e Gilberto Silva, revelou-se desastrada no passe, com claros prejuízos na fluidez de jogo da formação de Wenger. Fabregas, inadaptado à direito, e Ljungberg, limitado fisicamente, raramente criaram desequilibrios, e os melhores desenvolvimentos ofensivos acabaram por surgir através dos desdobramentos ofensivos dos laterais, sobretudo do promissor francês Gaël Clichy, bastante activo.
Chelsea 4 - 2 Blackburn Rovers

Depois dos primeiros pontos perdidos na Premier League - empate em Liverpool, diante do Everton - e da eliminação na Taça da Liga, diante do Charlton, o Blackburn Rovers, ainda que a realizar temporada regular, parecia o adversário ideal para o regresso às vitórias dos 'blues'.
José Mourinho voltou a apostar no 4x5x1, que Sam Allardyce reclamou direitos de autor, numa polémica que até agora ainda não mereceu resposta de José Mourinho, mais preocupado com o 'Crespúsculo dos Deuses', como César de Oliveira definiu na última Dez, a guerra verbal do técnico português com Johan Cruijff. Certo é que o propalado 4x5x1 é bem mais um 4x3x3, ainda que centralizado, com os seguintes protagonistas: Petr Cech na baliza ; William Gallas, de novo adaptado à direita, face a nova ausência, por opção, de Paulo Ferreira, apenas utilizado em 6 das 11 partidas desta temporada da Premier League, e Asier del Horno à esquerda ; Ricardo Carvalho, que somou apenas o 5º jogo na Liga, e John Terry formaram o eixo central defensivo ; Claude Makelele era o médio mais recuado, com Michael Essien e Frank Lampard a serem os médios interiores de vocação ofensiva ; um intermitente Shaun Wright-Phillips e Joe Cole actuavam sobre as alas, no apoio a Didier Drogba, a unidade mais adiantada dos 'Blues'.
O Blackburn Rovers, orientado pelo galês Mark Hughes, optou pelo tradicional 4x4x2, com Brad Friedel na baliza ; Lucas Neill e Michael Gray nas laterais, com o primeiro, internacional australiano, a revelar-se bem mais eficaz do que o segundo ; Zura Khizanishvili e Andy Todd formaram o eixo central defensivo ; à sua frente, uma dupla de médios-centro formada pelos 'bad-boys' Robbie Savage e Kerimoglou Tugay, com Brett Emerton e o apagado Morten Gamst Pedersen nas alas ; na frente, Craig Bellamy, o melhor jogador da equipa, e a 'torre' Shefki Kuqi, um finlandês nascido no Kosovo, muito lutador, mas extremamente limitado.
O jogo parecia resolvido no primeiro quarto de hora, marcado pelo forte assédio do Chelsea à baliza do Blackburn, com dois golos na sequência de lances de bola parada: o primeiro por Drogba, concluindo um cruzamento de Lampard na sequência de um canto curto, perante a passividade dos jogadores do Blackburn, que se limitaram a assistir ao lance, e, pouco depois, já após Essien ter estado perto do 2-0, grande penalidade a favor do Chelsea, com Lampard a apontar o seu terceiro tento da temporada na sequência de castigos máximos. A vantagem adormeceu o Chelsea, e nem mesmo o golo de Craig Bellamy, aos 18 minutos, de grande penalidade, a castigar falta de Ricardo Carvalho sobre Khizanishvili, acordou os 'blues'. É certo que continuaram dominadores, mas jogaram de forma lenta e algo adormecida, perante uma equipa encolhida e limitada, que, com bastante surpresa e injustiça, chegou ao empate, de novo por Bellamy, um oásis no meio da mediania, que aproveitou da melhor forma um erro infantil de Cech.
Os 'blues' sairam do balneário com nova atitude, comandados por Frank Lampard, que logo nos minutos iniciais da etapa complementar, colocou à prova Brad Friedel. O futebol do Chelsea ganhou mais velocidade, foi mais incisivo, o que obrigou o Blackburn a cometer várias faltas no seu meio campo defensivo, com os enérgicos, mas bastante limitados, Savage e Tugay a destacarem-se nesse aspecto. E foi sobretudo de bola parada que o Chelsea criou perigo para Friedel, com o 3-2 de Lampard a surgir na sequência de um livre directo. Já com Robben em campo, e depois de Lampard, novamente de livre, ter obrigado Friedel a mais uma excelente intervenção, Joe Cole fechou o resultado, contando com a ajuda de um ressalto traiçoeiro em Khizanishvili.
Middlesbrough 4 - 1 Manchester United

Uma tarde-noite de sonho do Boro, com o espanhol Gaizka Mendieta em plano de destaque: 2 golos, 1 assistência e uma exibição notável, a fazer lembrar os tempos em que era o 'motor' do Valencia de Héctor Cúper. Steve McLaren, técnico do Boro e antigo adjunto do Man United, foi o grande vencedor da partida. Surpreendeu ao apostar de início num 3x5x2 muito pouco habitual na formação de Riverside, que não pôde contar com Gareth Southgate e Ugo Ehiogu: Mark Schwarzer foi o guarda-redes ; Matthew Bates, Chris Riggott e o francês Franck Queudrue a linha de três defensiva ; Stuart Parnaby e o austríaco Emanuel Pogatetz os volantes laterais ; George Boateng, como médio mais recuado, Gaizka Mendieta e Fábio Rochemback, os interiores ofensivos, formaram o tridente central de meio-campo, no apoio a Jimmy Hasselbaink, mais solto, e a sair, por norma, da ala direita para o meio, e ao tanque nigeriano Yakubu Aiyegbeni.
Sir Alex Ferguson, por sua vez, parecia apostar num esquema flexível, entre o 4x3x3 e o 4x4x2, mas a desvantagem inicial acabou por o 'obrigar' a fixar-se no último, perdendo, de forma a inequívoca, a zona central do meio campo: Edwin Van der Sar foi o guarda-redes ; Phillip Bardsley e Mikael Silvestre os laterais ; Rio Ferdinand e John O`Shea a periclitante dupla de centrais ; à frente do quarteto defensivo, actuou Alan Smith, já que Darren Fletcher, acabou por se fixar mais à direita, obrigando Paul Scholes a trabalho mais aturado no centro do terreno, com o internacional coreano Ji-sung Park a aparecer, preferencialmente, à esquerda ; na frente, Wayne Rooney, mais solto, actuou ao lado de um angustiado Ruud van Nistelrooy.
O golo inaugural de Mendieta, logo aos dois minutos, com claras culpas para Van der Sar, acabou por ser determinante no desenrolar do jogo. Com superioridade a meio-campo, o Boro tirou partido das acções de Mendieta e Rochemback para controlar a partida, desenvolvendo muito jogo a partir das desmarcações dos volantes laterais, bastante activos, perante a confusão óbvia do Man United, que nunca se encaixou no sistema de McLaren. A colocação de Jimmy, entre a faixa direita e o centro, arrastou Silvestre, permitindo a Parnaby explorar a ala com muito à vontade, já que o coreano Park raramente cumpriu as tarefas defensivas a preceito. O segundo golo, num excelente contra-ataque, confirmou o 'cinismo' do Boro, com Mendieta a lançar Jimmy, que aproveitando um erro de Ferdinand, não perdoou. Aparentemente apercebendo-se dos desequilibrios do seu sistema táctico, Ferguson tentou responder, abdicando do medíocre Bardsley, para lançar Richardson na lateral esquerda, passando O'Shea de central para lateral direito, e Silvestre de lateral esquerdo para central. Se as alas ficaram melhor cobertas, o desequilibrio central a meio campo mantinha-se, para além do risco de assumir, muitas vezes, um dois para dois, entre Ferdinand - Silveste e Jimmy - Yakubu. Assim, ainda antes do intervalo, o Boro chegou ao 3-0, apontado por Yakubu, de grande penalidade, a castigar uma falta infantil de Richardson sobre Parnaby.
Após o intervalo, esperava-se uma reacção do Man United, sobretudo com a entrada de Cristiano Ronaldo, que ainda teve que aguardar quinze minutos para entrar em campo. O Boro, sem acelerar muito o ritmo, e já a gerir o esforço tendo em vista a Taça UEFA, assumiu uma postura expectante e jogou, como quase sempre o fez, no erro do adversário. E já com o português em campo, e numa altura em que Doriva rendera o 'tocado' Rochemback, Mendieta chegou ao quarto golo, concluindo uma iniciativa atrapalhada de Yakubu sobre a esquerda, que, mesmo assim, ultrapassou, sem grandes problemas, Rio Ferdinand. McLaren aproveitou os minutos finais para fazer descansar Jimmy e Mendieta, e, já em descontos, viu Cristiano Ronaldo apontar o golo 1000 do United desde que a principal Liga inglesa assumiu a designação de Premiership. Um prémio justo para o jogador português, que, juntamente com Wayne Rooney, tentou lutar contra o marasmo generalizado de um conjunto esgotado, cheio de equívocos e que vive da inspiração das suas poucas unidades desequilibradoras.
West Bromwich 0 - 3 Newcastle United

A tarde de domingo colocou frente o West Bromwich, em crise de resultados, e o Newcastle United, de Graeme Souness, em franca recuperação na tabela classificativa, depois de um início desastroso. O resultado final, algo exagerado para o que se passou em The Hawthorns, acaba por confirmar a tendência recente de ambos os conjuntos.
O West Bromwich Albion é, claramente, um dos mais fortes candidatos descida, depois da milacorosa salvação da época passada. Bryan Robson tem à sua disposição um conjunto muito limitado, que actua num 4x4x2 com um estilo de jogo tipicamente 80's: o polaco Tomasz Kuszczak é o guarda redes ; a defesa de quatro, conta com os experientes Scimeca e Clement nas laterais, ficando o eixo central para a dupla Curtis Davies, de apenas 20 anos, e o jamaicano Darren Moore, um 'paredão' sem mobilidade e velocidade ; segue-se uma segunda linha de quatro unidades, com Steve Watson e o internacional japonês Junichi Inamoto ao centro, ficando Jonathan Greening, à direita, e Darren Carter, à esquerda ; na frente, Robert Earnshaw, mais solto, a surgir, normalmente da esquerda para a direita, fez dupla com o nigeriano Nwankwo Kanu, em tarde de pouca (ou nenhuma) inspiração.
Souness, por sua vez, apostou num esquema de 4x4x2 mais flexível, desdobrável ofensivamente em 4x1x3x2 ou 4x2x4, com Shay Given na baliza ; Peter Ramage e Celestine Babayaro nas laterais ; Steven Taylor e Jean-Alain Boumsong a formarem a dupla de centrais ; Scott Parker, mais fixo, e Emre, mais solto, como eixo central do meio-campo, com o peruano Nolberto Solano e o francês Charles N'Zogbia nas alas, com liberdade para romperem em diagonais, no apoio a uma dupla de ataque formada por Michael Owen e um desastrado Shola Ameobi.
A tendência da primeira parte fazia antever que a chegada à vantagem do Newcastle seria uma questão de tempo. O nulo ao intervalo justificava-se, sobretudo, pela total desinspiração de Shola Ameobi, incapaz de concluir uma iniciativa ofensiva, e para o diálogo entre Owen e Kuszczak, em que o guardião polaco, com duas intervenções de grande nível, levava a melhor. O West Bromwich jogava um futebol desgarrado, usando e abusando dos lançamentos longos para o improdutivo Kanu, de forma a fazer face à pouca inspiração de Inamoto, 'engolido' pelo eficiente Scott Parker. No futebol medíocre da equipa de Robson, Jonathan Greening era a excepção, mas, excessivamente sozinho e preso à direita, poucos desequilibrios conseguiu criar, até pela eficaz actuação de Babayaro, muito preso a acções defensivas na primeira parte.
A etapa complementar começou com o golo inaugural do Newcatle: vinte segundos depois do reínicio da partida, Owen, perante a passividade de Moore, concluiu da melhor forma uma jogada de N'Zgobia. O jogo abriu, com o West Bromwich a procurar a igualdade, com Shay Given a negar o 1-1 a Earnshaw, por duas ocasiões, e a Inamoto. Só que Souness leu bem o jogo, fazendo entrar Shearer e Dyer para aproveitar os cada vez maiores espaços que o West Bomwich ia concedendo, o que acabou por resultar num avolumar do resultado. Owen, após assistência de Dyer, e Shearer, a concluir uma jogada entre Dyer e Ramage à direita, fizeram o resultado final.
JORNADA 11
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. 5ª vitória consecutiva do Wigan Athletic na Premier League, que não perde há oito jornadas e apenas sofreu um golo nas últimas cinco rondas, isolando-se no 2º lugar da classificação, a 9 pontos do Chelsea, ainda que com menos um jogo, a disputar a 14 de Dezembro próximo, em Old Trafford, diante do Manchester United. Frente ao Fulham, este fim de semana, valeu o golo decisivo do lateral-direito francês Pascal Chimbonda, contratado este Verão ao Bastia, ao minuto 90. Excelente trabalho do técnico Paul Jewell, no seu regresso à Premier League, depois de ter descido com o Bradford City, em 1999/2000.
. Com o triunfo diante do Blackburn Rovers, o Chelsea soma já o seu 40º jogo sem sofrer derrotas. José Mourinho está a apenas dois jogos de igualar o registo do Nottingham Forest, de Brian Clough, que não perdeu qualquer jogo entre 26 de Novembro de 1977 e 25 Novembro de 1978 (42 jogos), e a nove do record da Liga Inglesa, pertença do Arsenal, de Arsene Wenger, invicto de 7 de Maio de 2003 a 16 de Outubro de 2004 (49 jogos).
. Frank Lampard. É inevitável. Com 10 golos, em 11 jogos, é o melhor marcador da Premier League. Marcou golos pelo 5º jogo consecutivo - 3º bis, em 5 partidas -, situação virgem ao longo da sua carreira, que já soma 67 golos, em 309 partidas.
. Sinais de retoma no Everton, ainda assim abaixo da linha de água. Depois do empate com o Chelsea no fim-de-semana passado, vitória extramuros diante do Birmingham, com um golo do internacional galês Simon Davies: apenas o terceiro dos 'azuis' esta temporada. O antigo médio do Tottenham, já não marcava qualquer tento desde Fevereiro de 2004.
. Destaque também para as vitórias fora de casa de Bolton, Portsmouth e Newcastle. O Bolton, futuro adversário do Vitória de Guimarães na Taça UEFA, derrotou o Charlton por 1-0, e somou o seu sexto triunfo da temporada - 3º fora de casa - subindo ao 4º posto da tabela, em igualdade com o Tottenham. Foi o médio Kevin Nolan, de apenas 23 anos, mas há cinco anos titular do clube orientado por Sam Allardyce, o autor do golo decisivo, o seu 4º esta temporada. Já o Portsmouth, a realizar temporada irregular, goleou o Sunderland, num jogo marcado pela espantosa exibição do lateral esquerdo, agora convertido em médio centro, Matthew Taylor, que apontou dois golos - um deles fabuloso - e assistiu o uruguaio Dario Silva para o 4º tento. Por fim, o Newcastle, de Graeme Souness, em clara recuperação na tabela classificativa. Vitória por 3-0 no terreno do West Bromwich, com bis de Owen, somando o 4º triunfo nas últimas seis partidas, em que somou 13 pontos, em 18 possíveis.
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. 4ª derrota consecutiva do Birmingham City, que não vence há sete jornadas e não marca golos desde o empate a dois com o Liverpool. Steve Bruce, técnico do clube, que recebeu um voto de confiança a semana passada, está com o lugar em risco. 3ª derrota consecutiva do Sunderland, último classificado da Premier League, com o irlandês Mick McCarthy a somar a sua 17ª derrota, em 20 jogos como treinador na Premier League. Assustador! Por fim, 7ª derrota em 9 jogos do West Bromwich, em queda na classificação, depois de um arranque positivo de temporada.
. Ainda não foi desta. Decorridas 11 jornadas de Liga, o Arsenal ainda não conseguiu somar dois triunfos consecutivos. É preciso recuar mais de 20 anos, até à temporada 1981/82, para encontrar uma situação similar com os 'gunners'. Nessa altura o clube era orientado pelo norte-irlandês Terry Neill, e contava nas suas fileiras com Raphael Joseph Meade, que viria a ser, anos mais tarde, jogador do Sporting. Apesar do início de temporada cambaleante, o Arsenal acabaria por classificar-se no 3º lugar.
. O Manchester United continua a desiludir. A goleada sofrida em Riverside voltou a colocar a nú as fragilidades técnicas e tácticas do conjunto de Alex Ferguson, que desde Setembro de 2001 nunca tinha sofrido três golos numa primeira parte. Nessa partida, diante do Tottenham, o Manchester, a perder por 0-3 ao intervalo, conseguiu dar a volta para um espectacular 5-3. Desse épico, apenas Silvestre, Scholes e van Nistelrooy resistem no actual 'onze' de 'Sir' Ferguson.
[curiosidades]
- 125º jogo de Steve Bruce como treinador do Birmingham City: 37 vitórias, 38 empates e 50 derrotas ;
- 175º de Norberto Solano pelo Newcastle United ; 75º jogo de Moritz Volz pelo Fulham ; 75º jogo de Dejan Stefanovic pelo Portsmouth ; 50º jogo de José António Reyes pelo Arsenal ; 50º jogo de Henri Camara, actualmente no Wigan, na Liga Inglesa ; 25º jogo de Djibril Cissé pelo Liverpool e de Jean-Alain Boumsong pelo Newcastle United ;
- Estreias de James Collins - defesa internacional galês, do West Ham, de 22 anos - e Andy van der Meyde - extremo internacional holandês, de 26 anos, do Everton - na Premier League ;
- 1ºs golos de Dean Whitehead (Sunderland), Pascal Chimbonda (Wigan) e Zvonimir Vukic (Portsmouth) na Premier League.
Resultados:
Birmingham 0 - 1 Everton
Charlton 0 - 1 Bolton
Chelsea 4 - 2 Blackburn
Liverpool 2 - 0 West Ham
Middlesbrough 4 - 1 Man Utd
Sunderland 1 - 4 Portsmouth
Tottenham 1 - 1 Arsenal
Wigan 1 - 0 Fulham
West Bromwich 0 - 3 Newcastle
Man City x - x Aston Villa (esta segunda-feira)
Classificação:
1. Chelsea, 31
2. Wigan, 22 (-1)
3. Tottenham, 20
4. Bolton, 20
5. Charlton, 19 (-1)
6. Man United, 18 (-1)
7. Arsenal, 17 (-1)
8. Man City, 17 (-1)
9. West Ham, 15 (-1)
10. Newcastle, 15
11. Middlesbrough, 15
12. Blackburn, 14
13. Liverpool, 13 (-2)
14. Portsmouth, 10
15. Fulham, 9
16. Aston Villa, 9 (-1)
17. West Bromwich, 8
18. Everton, 7 (-1)
19. Birmingham, 6
20. Sunderland, 5
Melhores Marcadores:
Frank Lampard Chelsea 10
Ruud van Nistelrooy Manchester United 8
Darren Bent Charlton Athletic 7
Didier Drogba Chelsea 6
Yakubu Aiyegbeni Middlesbrough 6
Publicado por rui malheiro às 15:30
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