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quinta-feira, 3 novembro 2005

Uma derrota com assinatura

Categoria: Col: João Nuno Coelho , FC Porto

foto: Lusa

Vou directo ao assunto: Co Adriaanse teve imensas responsabilidades na derrota do Porto em San Siro. Pessoalmente, começo a perder a paciência para a arrogância e algumas decisões deste holandês complexado.

E tenho pena. Porque comecei por simpatizar com a sua apregoada filosofia de jogo de ataque, a sua atitude desassombrada e disciplinadora. Gostei de ver a equipa jogar para a frente, apesar de recear a falta de equilíbrio demonstrado.

Mas agora começo sinceramente a pôr tudo isto em causa. Até a suposta filosfia de ataque parece que só funciona em certos casos, perante as "pobres" equipas portuguesas, que Adriaanse claramente despreza, mas não frente ao "poderoso" Inter de Milão (afinal de contas uma equipa muito mediana tendo em conta os milhões investidos). E assim, Adriaanse amedronta-se, tira médios e mete centrais e estraga tudo o que fora construído com muita sorte à mistura e um dos pontapés mais impressionantes que já vi. O homem mostrou que uma parte do seu discurso é conversa da treta e deu no que deu.

E de nada valeram a exibição fantástica de Vítor Baía (como é possível não ser este o nº 1 da Selecção Nacional?) e aquele golão do Hugo Almeida. Acabamos por dar uma fraca imagem, marcando um golo e recuando para dentro da área como fez o Setúbal no Dragão. E é isso que mais me irrita: eles também poderiam dizer que podiam muito bem ter jogado sem guarda-redes, não é Mister Co(ward)?

Publicado por João Nuno Coelho às 11:00

Comentários

Já disse e volto a dizer, ainda que aparentemente seja uma voz isolada: não posso concordar com o mito que se criou do Porto ultradefensivo em Milão, e muito menos com a assimilação ao setúbal. As estatísticas mostram um Porto quase tão rematador como o Inter, embora seguramente menos perigoso; mas, com um camandro: quem é que tinha que vir para a frente e procurar o empate?
Obviamente isto não signifca concordância com as opções do Co antes e durante o jogo, mas é sempre cómodo falar depois do resultado feito. E se há coisa que me irrita profundamente são as injustiças de quem está a ver o jogo da bancada e acha que faria muito melhor se estivesse no banco e sabe que a sua táctica seria a vencedora. Claro que todos somos treinadores de bancada, mas não percamos a noção das coisas.
Uma das coisas que faz o futebol ser o que é são as diferentes análises que cada um de nós pode fazer de um lance ou de um jogo. Eu vi o Porto durante toda a 1ª parte a mandar no jogo e a ter mais remates que o Inter; e vi o Inter na 2ª parte a tentar inverter um resultado negativo em casa, o que só conseguiu graças a dois erros individuais crassos. O Co tem responsabilidades? Claro que tem, e mais do que todos, porque é ele que é pago para escolher quem joga, onde e como. Mas não fosse o penalty infantil do Pedro e tenho quase a certeza que não perdíamos este jogo. Claro que é uma questão de fé, como quase tudo no futebol que não se reduza à mera análise de resultados. E se nos reduzirmos à análise de resultados, o Inter é a melhor equipa do mundo nos últimos 12 meses. As simple as that...

Não é verdade que "a suposta filosfia de ataque ... só funciona em certos casos, perante as "pobres" equipas portuguesas, que Adriaanse claramente despreza". Ele foi justamente criticado quando perdeu 2 jogos na LC por não saber defender e insistir nessa filosofia. Talvez não tenha sabido resistir à pressão que a imprensa, os "opinion makers" e os adeptos criaram, e se tenha sentido na obrigação de defender um resultado que como se viu era tudo menos certo. Em bom português, quilhou-se.

Ninguém pode garantir que o Porto ganharia ou empataria se o Paulo Assunção tivesse ficado em campo, ou se o Diego tivesse entrado, ou se saísse o Jorginho, ou se jogasse o Lisandro, ou se... Talvez sim, talvez não, tal como se o Pedro não tivesse feito aquele penalty ou se o Raúl não escorregasse. Não me envergonhei da equipa, não achei que tivesse dado "fraca imagem" e estou firmemente convencido que passará aos oitavos. Mais uma vez, é uma questão de fé.

#1 | Comentado por: joethelion1970 | 11 de junho de 2006 às 00:00

o erro maior do senhor treinador do F.C. do Porto foi mandar a equipa recuar cada vez mais. se tentasse que a equipa defendesse longe da grande área, seria mais dificil ocorrerem erros infantis dentro da grande área. a partir do momento em que as substituições do senhor treinador do F.C. do Porto são para colocar a equipa cada vez mais mais junto à baliza do Vitor Baia seria muito dificil que o F.C. do Porto conseguisse sair de san Siro com um empate, quanto mais com a vitória. não entendo onde se encaixa a filosofia de ataque do senhor treinador do F.C. do Porto no que se viu nesta terça feira em Milão.

#2 | Comentado por: PoL | 11 de junho de 2006 às 00:00

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